![]() | "um Portugal que valha a pena, um Portugal de todos. É esse Portugal que nos interpela. É esse o combate que chama por nós." Manuel Alegre |
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() | Manuel Alegre na "Quadratura do círculo" “O monopólio dos partidos políticos está esgotado” [www.manuelalegre.com, 24-04-2009] | 0 comentários Manuel Alegre afirmou ontem, no programa SIC Notícias Quadratura do Círculo, de que foi o convidado especial, que “o monopólio dos partidos está esgotado”. Questionado sobre se falta um novo partido de esquerda no espectro político português, disse que o que "falta é esquerda em todo o lado". Mas também falta uma reforma do sistema eleitoral, disse.
“Há um divórcio crescente entre cidadãos e partidos políticos", afirmou. Invocando uma sondagem que deverá ser publicada este fim-de-semana, revelou que “80 por cento dos portugueses afirmam não se rever nos actuais partidos e são favoráveis ao aparecimento de listas de independentes”, que também defende. “Se pode haver listas independentes para as autarquias e se um independente pode candidatar-se à Presidência da República, por que é que não há-de haver candidaturas independentes às legislativas?”, afirmou. “O monopólio dos partidos políticos está esgotado” e sem reforma do sistema eleitoral, “os partidos perderão para a abstenção”, concluiu.
Quanto à eventualidade de vir a protagonizar um novo partido, o ex-candidato presidencial disse que às vezes, perante o desânimo actual, tem vontade de o fazer e “há espaço” para isso, como provam "estudos, como os de Miguel Villaverde Cabral e de André Freire”. Mas uma coisa é fazer um partido outra é uma candidatura unipessoal, como a que fez em 2005. "Os partidos políticos precisam de uma lição, de se renovar e de responder aos anseios da sociedade civil. Estão cada vez mais dominados por pessoas que não têm conhecimento sobre a realidade do país." Mas Pacheco Pereira desafiou-o: "Se constituir um partido até às eleições e se eleger três ou quatro deputados, eles podem ser essenciais para condicionar a actuação política" do PS, mas a "margem de manobra" perante o PS e José Sócrates só dura "até às eleições". "Depois disso ninguém lhe liga", disse o comentador social-democrata. Alegre discordou, lembrando que se candidatou em 2005 apesar de “não ter fundação nem partido” e concluindo que "uma vez fomos a contas e correram mal, porque não me ligaram". Sobre a relação entre Sócrates e Cavaco, Alegre diz que "nem o Presidente tem que ser bengala do Governo, nem chefe da oposição", mas "seria um erro crispar a relação". Sobre o caso Freeport e os processos do primeiro-ministro a jornalistas, Alegre criticou "a maneira como funciona a justiça", "demorada e permitindo julgamentos em praça pública". Mas recordou que "em democracia não há intocáveis, nem os primeiros-ministros ou presidentes da República, nem os jornalistas”. |
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