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Manuel Alegre contra “o monopólio” dos partidos na decisão política
Manuel Alegre afirma que existe “um peso excessivo dos partidos que têm o monopólio da decisão política”.
[MIC com O Ribatejo, 23-10-2009] | 1 comentário
O ex-Vice-Presidente da Assembleia da Republica, e ex-deputado socialista, que foi convidado para a primeira sessão do Fórum da Cidadania, que se realiza até 5 de Dezembro na Escola Secundária Maria Lamas em Torres Novas, disse ainda que devia haver uma alteração da lei eleitoral que permitisse a candidatura de cidadãos independentes em círculos uninominais para a Assembleia da República. “Os partidos têm medo dessa concorrência”, frisou, lembrando o sucesso alcançado pela candidatura independente à presidência da República, assim como o movimento de cidadãos que apoiou a candidatura de Helena Roseta à Câmara de Lisboa, nas eleições autárquicas de 2007.

Num fórum em que se debatia o tema “Cultura e Cidadania”, Manuel Alegre disse que “ainda há provincianismo mental” na sociedade portuguesa e deu o exemplo da polémica em torno do novo livro de José Saramago. “Discute-se tudo menos o que está dentro do livro. Espero que não queimem na fogueira o nosso Nobel da Literatura, seria uma vergonha para Portugal”, afirmou ainda o socialista.

Alegre considerou que o “culto do dinheiro da sociedade contemporânea é uma barbárie” e “mata a liberdade”. “Sem liberdade cultural não há cidadania”, afirmou ainda. O poeta referiu ainda que a indústria cultural tem “mais peso no PIB da Europa do que o sector automóvel” e criticou o que chama de “novo gueto da globalização”, aludindo aos problemas gerados pelo encerramento de escolas, de postos médicos e de postos de correios no interior do país.

O Fórum da Cidadania é uma organização da associação Civilis, uma organização “cívica” que começou a realizar actividades de debate em 2006, com o Fórum da Educação e que, entre esse ano e 2007, organizou o Congresso da Cidadania, em vários locais do distrito de Santarém.

A opinião sobre o novo Governo de José Sócrates

À parte do Fórum, Manuel Alegre disse também que o novo Governo apresentado pelo primeiro-ministro José Sócrates “é pensado para uma situação diferente, uma situação de maioria relativa que requer mais capacidade de negociação e de diálogo, mais experiência e coesão política”.

Manuel Alegre comentou ainda os nomes dos novos ministros, destacando o facto de ser uma executivo com mais mulheres, “o que é desde logo um bom sinal”, frisou. Alegre salientou ainda o facto de se manter a ministra da Saúde, “que é uma garantia da defesa do Serviço Nacional de Saúde”, considera o socialista.

“Além disso tem quadros políticos experimentados como são os casos de Alberto Martins, de Vieira da Silva, de Pedro da Silva Pereira, o Jorge Lacão, que já foi líder do grupo parlamentar e tem uma vasta experiência política”, destacou também Manuel Alegre, acrescentando considera também a nomeação de Isabel Alçada para ministra da Educação como “positiva”, esperando que a nova titular da pasta seja capaz de “diminuir as tensões” no sector.

Alegre está ainda confiante que Augusto Santos Silva “é capaz de dar um bom ministro da Defesa”.


 

[1] Jà tardava
Olegário Mariano, 2009-10-23 14:55:45
Já tardava um Govêrno, pelo menos aparentemente, com 4 mulheres no seu elenco. Darão concerteza ao debete politico uma nova frescura,muito embora a média de idades das ditas senhoras,lamentávelmente não seja das mais frescas. Pelos novos canones tanto em voga agora, quem tem mais de 45 anos é um vèlhadas,esquecendo-se os inventores de tal diatribe, que se não fossem os vélhadas com 58 ou 59 de idade agora, não estariam autorizados a dizer e a fazer tantas asneiradas.

Creio contudo que nas actuais circunstâncias e a longo prazo,não vislumbro mais algum protagonista politico, a não ser o M.A. que já demonstrou que não quer o lugar, que possa substituir o José Sòcrates. Vou fazer força para que com o sustozito apanhado, modere as posições e abra os olhos para a realidade, que nada tem a ver com a virtual. A fome é má conselheira e quando assim é os radicais da Europa,aproveitam para as suas "golpadas". É por isso necessário estar atente e mais preocupação e acção com os portugueses carenciados (quase todos) e menos com os déficites dos economistas, porque se isto um dia der para o torto, os economistas já não sabem de nada e as responsabilidades serão lançadas para os "outros" como de costume.

Olegário Mariano

 
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