![]() | Manuel Alegre:"Consenso, para quê? Para destruir a democracia?" |
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() | «Nem Salazar se atreveu a tocar no 5 de Outubro» Alegre considera que a extinção de feriados não resolve os problemas de competitividade. «Nós não somos escravos», argumenta [16-12-2011] | 0 comentários O ex-candidato presidencial Manuel Alegre acusou o Governo de pretender acabar com o feriado de 5 de Outubro por razões «ideológicas» e «revanchistas», advertindo que nem Oliveira Salazar se atreveu a tocar na instauração da República. As críticas de Manuel Alegre foram feitas em declarações à agência Lusa, depois de interrogado sobre os motivos que o levaram a encabeçar um movimento contra a extinção de feriados civis.
«Um país é feito de símbolos e datas como o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro fazem parte da nossa identidade. Nem Salazar se atreveu a tocar no 5 de Outubro», respondeu o ex-candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda. Alegre acusou depois o Governo de pretender pôr em prática «uma medida ideológica e revanchista». «Trata-se também de uma medida contra um direito que o povo português conquistou, que é o direito ao lazer, o direito a gozar os seus feriados. Nós não somos escravos», afirmou. Interrogado se aceita em contraponto a extinção de alguns feriados religiosos, o ex-dirigente socialista manifestou uma posição menos fechada, considerando, no entanto, intocáveis feriados como o Natal ou Páscoa. «Considero que a extinção de feriados não resolve problema nenhum de competitividade. O que resolve a competitividade é qualidade da educação ou a organização do trabalho», contrapôs. Em relação aos feriados religiosos, Alegre vincou ainda que Portugal «é um país de maioria cristã». «Portanto, é natural que alguns deles se mantenham. Mas Portugal não tem muitos feriados cívicos - e ainda falta o da fundação de Portugal com a batalha de São Mamede. Era o que faltava agora colocar-se em causa feriados como o 5 de Outubro, o 1º de Dezembro, o 25 de Abril ou o 1º de Maio», acrescentou. |
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