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![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() | Paul Krugman: Grécia sai do euro no próximo mês [14-05-2012] | 0 comentários Paul Krugman traça um cenário sombrio para a Europa nos próximos tempos. A começar logo pela Grécia. O Nobel da Economia dá um mês para que Atenas saia do euro.
Enumerando alguns dos pontos quentes que vão estar na agenda europeia, depois de ter analisado os temas com algumas pessoas que não cita, o especialista expõe, no seu blogue, a previsão de uma «saída da Grécia do euro, muito possivelmente no próximo mês». Uma advertência que surge precisamente numa altura em que a Grécia tarda em constituir um Governo. O país saiu das eleições legislativas de domingo sem uma maioria. Já falharam três tentativas de formar um Executivo.
Este domingo chegou a dar-se como certo o fumo branco, mas o pequeno partido de esquerda grego Dimar veio depois desmentir a afirmação do líder da esquerda radical de que tinha feito um acordo de coligação governamental com os conservadores e com os socialistas. E, se até quinta-feira, não houver luz ao fundo do túnel, o país terá de ir, outra vez, a eleições antecipadas. Entretanto, na sequência da entrevista dada por Durão Barroso na semana passada, dizendo que quem não respeita as regras do jogo deve sair, a Comissão Europeia veio esclarecer que não mudou de posição e quer a Grécia no euro. A imprensa helénica diz que o Estado grego fica sem liquidez a partir de junho se não receber mais uma tranche. Isso significa que poderá não ter dinheiro para pagar salários e pensões. O tempo urge. Outros países na mira das previsões do Nobel Depois, o pessimismo de Krugman recai igualmente sobre Espanha e Itália, antecipando movimentos «enormes» de depósitos desses países para a Alemanha. Coloca em cima da mesa, na sequência disso, a possibilidade de se proibirem transferências de capital desses países e limites aos levantamentos de dinheiro. «Em alternativa, ou talvez em conjunto, enormes quantias de crédito do BCE deverão evitar o colapso dos bancos». No quarto ponto, a atenção vira-se para a Alemanha, que tem «uma escolha» a fazer. Ou aceita as exigências para ajudar Espanha e Itália, tendo, para isso, de rever «drasticamente a estratégias», apoiando o país ibérico através de garantias à dívida, de modo a que os custos dos empréstimos sejam baixos, ou, ponto 4.b, será o «fim do euro». Paul Krugman alerta que «estamos a falar de meses, e não de anos» para que estes cenários se materializem. |
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