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![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() | Grécia Mais de três mil portugueses manifestam solidariedade e pedem fim da austeridade [Lusa, 12-06-2012] | 0 comentários Cerca de 3.500 portugueses defendem numa carta, que vai ser entregue na terça-feira ao embaixador grego em Lisboa, o fim da austeridade e a solidariedade entre todos os membros da UE, afirmou hoje um dos signatários. "Defendemos uma solução que dê esperança aos gregos, uma solução que passe pela solidariedade entre todos os Estados-membros da UE. É hoje consensual que a austeridade nos moldes como está a ser aplicada na Grécia, assim como em Portugal, não permite crescimento económico e provoca recessão atrás de recessão", disse à agência Lusa a enfermeira e sindicalista Guadalupe Simões, uma das signatárias da carta aberta.
Uma delegação dos signatários da carta aberta "Na Grécia, o povo é quem mais ordena", constituída por Manuela Silva (economista), Guadalupe Simões, José Manuel Mendes (presidente da Associação Portuguesa dos Escritores), Hélder Costa (dramaturgo e encenador) e Cipriano Justo (médico), vai ser recebida pelo embaixador da Grécia em Lisboa na terça-feira, a quem será entregue uma cópia do documento, "como expressão de solidariedade com o povo grego". A carta aberta é dirigida aos presidentes do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional. "Nas eleições de 06 de maio o povo grego exprimiu democraticamente a sua vontade, manifestando a sua oposição às condições impostas pelo programa de assistência financeira. Essas condições lançaram os gregos no desespero e na miséria. Pela sua brutalidade, as medidas do programa estão a dilacerar a sociedade grega, provocando ruturas incompatíveis com uma recuperação social e económica que salvaguardem padrões de vida aceitáveis para a dignidade de todo o povo", lê-se no documento. Goradas as negociações para a constituição de um governo, os gregos vão regressar às urnas no domingo. Os signatários da carta aberta entendem que "se deve expressar todo o apoio e solidariedade ao povo grego, exigindo o cancelamento das medidas de austeridade que lhe foram impostas", ao mesmo tempo que exigem que "sejam respeitados os resultados das eleições de 17 de junho enquanto escolha democrática do povo grego". No texto lembra-se que os resultados das consultas eleitorais realizadas recentemente em França, na Alemanha, em Itália e no Reino Unido deram "um sinal inequívoco de que também naqueles países as populações estão a rejeitar as medidas de austeridade que lhes querem impor em nome de um ajustamento orçamental". |
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