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![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() | Alegre na AR condena cartaz racista "Não há meias liberdades" [29-03-2007] | 5 comentários “Não há meias liberdades. Quando se ameaça a liberdade de alguns, ameaça-se a liberdade de todos”, afirmou hoje Manuel Alegre no Parlamento. O ex-candidato presidencial fez uma declaração política de interesse relevante, a propósito de um cartaz xenófobo do PNR, afixado no Marquês de Pombal. Alegre condenou o racismo como “o mal absoluto” e considerou que “aqueles que dizem «Portugal aos portugueses» estão a fazer uma afirmação contra Portugal e contra os portugueses”.
Veja a declaração de Manuel Alegre Após recordar que Camões escreveu em língua portuguesa “dois dos mais belos poemas de amor anti-racista”, um dedicado a uma mulher negra e outro a uma mulher chinesa, o deputado socialista frisou que Portugal passou de país de emigração a país de imigração, defendendo a inclusão como “política essencial à consolidação da nossa democracia e ao desenvolvimento do nosso país”.
Aplaudido por todas as bancadas, Manuel Alegre apelou à pedagogia democrática e à intervenção das autoridades públicas, pois “existem leis suficientes, existe a Constituição da República e existem tribunais”, explicando que “há aqui fronteiras que não podem ser ultrapassadas”. “Não se trata de responder à intolerância com intolerância”, disse ainda, trata-se de “sermos firmes e de não termos vergonha nem complexos de defender os nossos valores”, que são “os valores da tolerância, da democracia, dos direitos humanos e da liberdade para todos.” [5] Resposta à Camarada Helena Pedro Martins Braz, 2007-11-10 22:40:47 Cara Helena,
Antes do mais agradeço o tempo e atenção dispensado ao meu comentário. De todo o modo, não concordo com o conteúdo do seu comentário de resposta, em particular, pela conclusão que retira no final do mesmo. Diz que: "Democracia não significa indiferença perante toda e qualquer opinião. Combater o racismo é uma prioridade dos nossos tempos. Penso que não podemos contemporizar. E devíamos acrescentar: combater a xenofobia, a homofobia, o ódio à diferença, a humilhação dos mais pobres, a violência contra as crianças... Afinal não é esse o sentido actual da luta pela democracia?" Ora, pelo contrário, penso que a democracia significa a vontade da maioria com tudo o que de bom e mau isso pode significar. Aliás, se deixarmos a democracia de esquerda e de direita e considerarmos o Estado de Direito Democrático em que supostamente vivemos, daí resulta que a liberdade de expressão constiu um dos pilares fundamentais desse Estado. E nessa medida, pode a democracia actual que a Helena referiu considerar que a xenofobia, a homofobia, etc devem ser defendidos pelo Estado em que participamos. Não que eu apoie essas medidas ou vectores políticos. Pelo contrário, não compreendo a racionalidade do racismo, do xenofobismo ou da homofobia (talvez porque não exista mesmo qualquer tipo de racionalidade na defesa desses comportamentos). Mas não é disso que falamos aqui. Aqui falamos da permissão dessas opiniões mais ou menos populares poderem ser expressas publicamente e defendidas nos mesmos moldes que são possíveis de defender. É por isso que considero que os partidos fascistas deviam ser admitidos em Portugal tal como o são os partidos comunistas, assim como os partidos comunistas deviam ter sido permitidos no EUA, onde a sua existência foi proibida durante largos anos, e devem ser permitidos no futuro de países como a China, Cuba e Rússia, onde deixam um passado de desrespeito pelos direitos fundamentais. E apesar da história de cada nação... comunismo é comunismo, fascismo é fascismo, independentemente das fronteiras existentes. A democracia deve ser sempre defendida, como democracia, mas não necessariamente SOMENTE como a democracia que nós queremos (seja de esquerda, seja de direita). E se democraticamente a democracia tiver de morrer, então a democracia que morra. Isto não é ser ingénuo é ser democrata. Porque ser democrata não é lutar pela sobrevivência da democracia mas sim respeitar a democracia e os seus resultados. Assim o entendo [4] boas master, 2007-10-31 14:02:26 o assunto esta bem pensado mas tambem gosto muito do site ajudou me muito num trabalho da escola mas acho que devia ter coisas sobre a liberdade de expressao mas esta muito bom o site gostei [3] Resposta ao Pedro Helena Roseta, 2007-04-03 11:30:21 Caro Pedro
A Democracia tem de se defender. É um pouco ingénuo da nossa parte pensar que ela está adquirida para sempre. É por isso que é preciso combater aqueles que a querem destruir. A Constituição garante a todos a liberdade de constituir associações "desde que estas não se destinem a promover a violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal." Imagine que alguém qeria fazer uma associação de pedófilos - seria naturalmente proibida tal organização. A Constituição também diz que "não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.". Isto é, as organizações que perfilhem estes contravalores não são permitidas, o que não significa que cidadãos individuais não possam ter essas ideias. Não podem é organizar-se livremente para as promover ou aplicar. E isso está certo, faz parte da defesa da democracia. Quanto ao comunismo, todos conhecemos a História. Mas, na Europa, os partidos coumunistas jogaram o jogo democrático. Em Portugal, o partido comunista teve um papel importante na luta contra a ditadura e, depois do 25 de Abril, o modelo pro-soviético foi derrubado nas urnas. Vivi esse período intensamente e combati o PCP na rua em 1975. Mas, como Melo Antunes disse logo a seguir ao 25 de Novembro, seria um erro ilegalizar um partido que tinha dado um contributo tão importante, durante tantos anos, na resistência ao fascismo. São estes dados históricos que temos de ter presentes quando olhamos para o presente. E é por isso que o seu comentário, ao tentar igualar tudo no mesmo saco, no caso português, me parece muito injusto. Diz você que são resquícios do PREC. Pois eu acho outra coisa: são cuidados de um povo que suportou 48 anos de ditadura e uma guerra colonial. Não foi assim há tanto tempo. Não podemos esquecer o mal que a ditadura fez a tanta gente e a Portugal. Democracia não significa indiferença perante toda e qualquer opinião. Combater o racismo é uma prioridade dos nossos tempos. Penso que não podemos contemporizar. E devíamos acrescentar: combater a xenofobia, a homofobia, o ódio à diferença, a humilhação dos mais pobres, a violência contra as crianças... Afinal não é esse o sentido actual da luta pela democracia? [2] A nossa suposta Democracia Pedro Martins Braz, 2007-04-02 16:11:20 Vivemos numa democracia?? Sim, podemos colocar a pergunta quando a nossa Constituição permite partidos e organizações que pretendem instituir um Estado totalitário Comunista mas não permitem o seu oposto: organizações fascistas ou nazis...
Pergunto: onde está a democracia?? Ahh, é só uma democracia que defenda a própria democracia... Mas, pensando assim também os partidos e organizações comunistas não deviam ter existência possível. Afinal, o seu objectivo é a edificação de um Estado comunitário e totalitário, em que a individualidade humana e a sua dignidade são tão ou mais afectadas do que num Estado Comunista. Sou contra o fascismo, o salazarismo (sim porque salazarismo e fascismo são muito diferentes), nazismo, comunismo, etc. Mas sou a favor da liberdade. Por isso, devem ser permitidas todas as formas de organização de um lado ao outro do espectro político. E se assim não se entender, então, alternativamente, não devem ser permitidas nem umas, nem outras organizações extremistas... enfim, ainda são os resquícios do PREC. [1] Fronteiras do Saber e do Querer António Costa, 2007-03-30 06:26:57 Congratulo o Manuel Alegre. Seria um erro ignorar o sucedido. Há fronteiras que não podem ser ultrapassadas, e quando é assim a melhor técnica não é ignorar o sucedido. Esperemos também que as autoridades públicas reajam rapidamente. |
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