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![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() | Governo reafirma alargamento da escolaridade obrigatória até ao secundário a partir de 2009 [Victor Ferreira , Público.pt, 13-09-2007] | 0 comentários Ministra da Educação diz que já foram dados os primeiros passos para que os jovens possam permanecer na escola até aos 18 anos O ensino secundário poderá tornar-se obrigatório a partir do ano lectivo 2009/2010. É, pelo menos, esse o horizonte temporal para que aponta a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que ontem defendeu, na abertura do novo ano lectivo, na Escola Secundária Francisco de Holanda, em Guimarães, a ideia de que o secundário deve ser o nível de qualificação "de todos os portugueses", em particular "dos jovens em idade escolar".
O tema é "uma das prioridades do Governo", garantiu Maria de Lurdes Rodrigues, elogiando o "esforço das escolas" ao longo dos últimos dois anos, período durante o qual o número de matriculados no secundário "subiu significativamente", afirmou. Mas ainda é insuficiente porque, segundo a ministra, o país tem 500 mil jovens, entre os 18 e os 24 anos, que abandonaram a escola antes de completar este nível de ensino. A ministra considera haver, contudo, sinais positivos e, graças à criação de mil cursos de carácter profissional, o secundário tem vindo a inverter a tendência de perda de alunos manifestada na última década. Daí que, para Maria de Lurdes Rodrigues, "os passos mais importantes" rumo ao ensino secundário obrigatório "foram dados", como o "dimensionamento do sistema" para acolher mais jovens e a criação de "cursos nos quais eles se reconhecessem e que respondessem às suas expectativas". A governante considera que o país está "em condições de reflectir" num "consenso" sobre a forma de "criar condições para que os jovens permaneçam na escola até aos 18 anos", seja "nas modalidades de ensino ou de formação" e "com diferentes condições para concluir o secundário". "Falta agora o trabalho relacionado com o apoio social e económico aos alunos, com o reequipamento das escolas e depois falta ainda a análise dos efeitos que [a medida] terá no rendimento e na organização das famílias". Na Secundária Francisco de Holanda, Maria de Lurdes Rodrigues foi recebida com vaias e assobios, dirigidos por alguns alunos. Poucos minutos depois, ajudava a distribuir 274 portáteis a estudantes e professores, antes de encerrar a sessão com uma intervenção na qual lembrou que "os computadores não caem do céu" e que terminou com um pavilhão repleto a aplaudir a ministra. Já em Oeiras, o primeiro-ministro negou que o Governo tenha realizado uma acção de propaganda ao destacar 21 membros do executivo para assinalar o arranque do ano lectivo, justificando a mobilização com a prioridade dada ao ensino, explicou, citado pela Lusa. |
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