Manuel Alegre:"Consenso, para quê? Para destruir a democracia?"
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A secção "Opinião publicada" deste sítio é uma montra de artigos relevantes, publicados nos media, com indicação do autor e da fonte. É mais um contributo para o debate. A selecção de textos é da nossa exclusiva responsabilidade e não envolve os autores dos textos seleccionados.

Nova Força de Esquerda...é inevitável.
[Jorge Silva, 24-03-2009] | 13 comentários
" Talvez tenha chegado o derradeiro momento para Alegre perceber que a única saída que lhe resta - e por muito que isso lhe custe - é a de seguir o seu próprio caminho e avançar para um novo espaço de intervenção política de esquerda democrática.Esse será,aliás,por muito paradoxal que pareça,um sobressalto necessário para o PS vir a reencontrar,um dia, a identidade perdida."
( Vicente Jorge Silva,SOL,21/03/09)

De facto, e depois das últimas tomadas de posição do lado do PS e por parte de Manuel Alegre, parece ser o único caminho a seguir.
A incompatibilidade entre o que se diz e pratica de um lado ( os "ares" de esquerda recentes por parte do PS não passam disso mesmo) e as propostas para acordo do outro lado ( impensáveis de compaginar num futuro programa de governo do actual PS) levam-nos a concordar, na íntegra com o o cronista do Sol.

Ainda citando "a não ser que Sócrates e Alegre estejam dispostos a salvar as aparências e a enganar-se a si mesmos, o que seria desastroso para AMBOS". ( sublinhado nosso).

Há princípios e valores a preservar.
Que não poderão ser esquecidos/negociados a nenhum momento.

Manuel Alegre bem como Sócrates e o PS terão que sair com dignidade desta situação.

Assim o espero.E julgo que muitos portugueses.

Jorge Silva
 

[13] Acção e não só contemplação!
Luis Augusto Fonseca Costa, 2009-03-27 16:33:21
O excelente texto de João Botelho, obriga-me a mim, que sou católico dissidente sem medo da hierarquia Institucional, a citar aqui a primeira afirmação farisaica do texto publicado logo a seguir ao referendo sobre o aborto, pelo prestigiado intelectual da minha religião Montesenhor ou Senhordomonte Nuno Serras Pereira, intitulado "E agora?"
Diz Nuno Serras Pereira nesse texto: "O resultado do referendo sobre o abordo foi um milagre.Na sua obtenção tiveram um papel de particular relevo as Ordens Contemplativas, em especial as Clarissas e as Carmelitas, que ao longo de quase dois anos perseveraram na oração e no sacrifício pela causa da vida" !(o ponto de exclamação é de minha iniciativa).
E depois de zurzir fortemente nos "fazedores de opinião católicos com altos cargos e grande prestígio na comunidade eclesial"porque, adianta"a mentalidade contraceptiva não só conduz à abortiva, como quase toda a contracepção é abortiva-precoce,ou pode agir como tal" béu, béu...,béu!E termina depois de contemplar tudo por sentenciar no ponto 5 do referido texto"Evitar a imposição, por parte do Estado, da educação sexual relativista-pornográfica nas escolas públicas.A experiência dos outros Países demonstra que isso conduz não só à promiscuidade, como ao aumento do número de abortos."!(o ponto de exclamação volta a ser de minha iniciativa).
UM GRANDE ABORTO ME SAIU O MONTESENHOR NUNO SERRAS PEREIRA ! Decerto por excesso de meditação e contemplação!

[12] O que fazer?
João Botelho , 2009-03-26 19:42:20
Amigos e Camaradas:

Há muito que não apareço.
Parco tem sido o tempo para escrever como gostaria.
Há muito que me mantenho, publicamente, silencioso sobre esta e outras querelas.
Apoiante de Manuel Alegre nas campanhas para Secretário Geral PS e para a Presidência da República, em ambas fui coordenador de campanha distrital, e fundador do MIC, mas desde Fevereiro de 2009 que as minhas discordâncias com o rumo traçado por Manuel Alegre se acentuaram.

Mantemos um grupo unido e activo em Viseu e ainda recentemente estivemos na primeira linha na denúncia e na defesa da honra de Manuel Alegre, na sequência das declarações de José Lello. Posso, ou pudemos, ter divergências de actuação ou interpretação mas o Homem Manuel Alegre é impoluto.

Neste contexto, o que tenho a escrever resume-se à pergunta: os valores Republicanos são de acção ou de contemplação?
E aqui reside a discordância.

A estratégia de Alegre tem dado resultados: não há dissensões na estrutura (MIC); conseguiu criar uma corrente dentro do PS; vai conseguir impor quotas para a OPS nas listas; todos aguardam um sinal de Alegre; todos aguardam por uma auto-regeneração do PS; todos foram adormecidos por esta linha de acção.
Hoje dizem que “não tem condições”. É natural que agora assim o pensem.
Quando as houve, ficaram-se por palavras. Teve-as no clímax da guerra contra Sócrates (há mais ou menos dois meses). O que seria o culminar de um processo de afastamento e de fractura ideológica, agora....é natural que digam "não há condições".

Neste momento....passou o momento.
Talvez uma remota hipótese no fim do Congresso da Cidadania.
Mas, também isso só vai servir para que se fale..

Os problemas não param:
1. A crise social avança;
2. os fogos no Gerês duram há uma semana (qual o problema?);
3. a rua vai GRITAR bem alto no 1º Maio;
4. as pessoas começam a ficar sem referências;
5. a abstenção corre o risco de ser ENORME;
6. a saturação dos jogos florais (vide Provedor Justiça) predispõe para outras alternativas, não democráticas ?;
7. os ricos cada vez mais ricos e os pobres (incluindo classe média) que se tramem;
8. a Justiça NÃO funciona e isso infiltra-se nas pessoas como a maior das INJUSTIÇAS;
9...

O País está ficar sem oxigénio!
Ter opinião nestes tempos de miséria não é fácil. Apetece não ter ou calá-la.
A vida cada vez se mostra mais difícil e este ano está particularmente a ser o mais difícil de todos.

Abraço forte e amigo
João Botelho.

[11] Espero a palavra de Manuel Alegre
Luis Augusto Fonseca Costa, 2009-03-26 01:34:13
Penso que as iniciais M.A. não são as do fundador Manuel Alegre(é por isso que me "arrepelo" em todos os foruns onde encontro quem intervém com o anonimato, sob pseudónimo ou com iniciais...mas paciência, o medo ou os outros nomes do medo mais ou menos adocicados ainda hão-de perdurar por algumas gerações neste País!).
E não sendo aguardo com esperança que Manuel Alegre decida pela positiva!Tenho esperança!Caso contrário ficarei defraudado! NO mínimo uma solução intermédia- a de ir com o nome do MIC às Autárquicas.
O dinheiro nunca seria difícil de arranjar por um projecto colectivo de uma candidatura socialista,democrática,de militantes a sério e trabalhadores tendencialmente proletarizados uns, e muitos outros de uma classe média/média consciencializada e farta destes políticos que falharam na concretização do que de mais nobre havia nos ideais de Abril,construindo uma sociedade em que a corrupção é larvar e endémica e o desgoverno constante.
Aguardemos mais uns dias

[10] Que esquerda? O que é a esquerda?
Rui Moreira, 2009-03-25 22:48:42
Esta questão da esquerda e da direita sempre me confundiu. Acima de tudo é necessária uma força política que defenda e implemente medidas corajosas de mudança de status quo baseadas no bom senso. Não acredito na chamada esquerda "caviar". É a esquerda saída do Maio de 68, bem instalada, burguesa, acomodada aos chamados direitos adquiridos. A maior parte dos seus apoiantes são quadros técnicos e superiores do Estado que considera que uma verdadeira política de esquerda passa por progressões automáticas, aumentos de salários sempre acima da inflação, reforma aos 55 anos (devido a "profissões de desgaste rápido") e pensões de reforma "chorudas" para o resto da vida. Não acredito nesta esquerda. Como referi é a esquerda egoísta e acomodada que está desfazada da vida real da generalidade dos cidadãos que é sucessivamente "espremida" com mais impostos para assegurar estas regalias (pode-se chamar regalias se comparadas com as condições da generalidade dos portugueses).
Acredito numa esquerda (se lhe quisermos chamar esquerda) que é justa e equilibrada que não distribui a riqueza em função da força corporativa de ordens ou sindicatos. Que defenda uma maior participação dos portugueses (não, não é através das manifestações) através de um novo sistema político em que a partidocracia seja substituída por um sistema eleitoral uninominal. Que tenha a noção de que possuimos recursos limitados e que se necessário for teremos de retirar a uns para melhorar um pouco mais o nível de vida da generalidade dos portugueses. Algumas das medidas propostas por Manuel Alegre parecem-me equilibradas mas só acreditarei numa esquerda que diga a todos que não há "almoços grátis". Mas infelizmente o discurso da nossa esquerda é o da utopia: todos os desejos serão realizados! Só não consigo perceber como isto é possível e enquanto ninguém o fizer não contem comigo!

[9] Mais acção individual, local e geral
M.A., 2009-03-25 17:22:34
Romper com o PS e criar nova força ou partido de esquerda ... ou manter-se no PS e tentar mudá-lo, condiconá-lo ...?

Esta é a grande questão que se coloca a M.Alegre e militantes do PS 'críticos/descontentes'.
Porém, falta considerar os recursos (apoios, programas, estruturas, finanças, ...) e a oportunidade/ timming.

Para o cenário de «romper com o PS»:
Quanto a recursos, creio que ainda faltam alguns (mas faltam/rão sempre) ...que talvez se possam superar com voluntarismo.

Quanto a oportunidade/ timming, creio que o ''comboio acabou de partir'' ... pois para as eleições de 2009 parece já ser tarde (o limite era o Congresso do PS) e, para as eleições presidenciais, ... é um ''outro peditório'', mais restrito,...

Assim (por exclusão voluntária, por inacção ou ...), resta o cenário de «manter-se e tentar mudar o PS».
Este é um 'trabalho' de persistência, duro e de duvidosos frutos ... a colher, eventualmente, bem mais tarde (2010...2011...2013).
Até porque a não ida de Alegre/ 'Corr.Op.Soc.' 'à luta' no Congresso Nacional (com presença, candidatura a líder, apresentação de moções gerais e eleição de delegados - o que veio a ser feito parcialmente pela 'Margem Esquerda'), adiou eventuais e significativas alterações de rumo...

E agora?
Reconhecendo que a ''Aliança'' ficou, de facto, enfraquecida (ainda bem que esta página/blog do MIC existe), ...
agora cada um de nós deve participar, com o que tem e onde está, para a meritória acção cívico-política (ainda que o objectivo comum esteja distante e pouco clarificado)...
e deve deixar de esperar/contar tanto com o ''Super D.Sebastião'' que lhes iria trazer ''a solução em bandeja''.

[8] Por uma esquerda democrática,socialista e republicana
Luis Augusto Fonseca Costa, 2009-03-24 23:34:04
Estou perfeitamente de acordo com o conteúdo do texto equilibradíssimo de João Pedro Bernardo.Subscrevo por baixo e sem reticências o seu raciocínio.É o futuro do nosso País que está em causa, e por isso estou inteiramente disponível para o combate.Tem a palavra Manuel Alegre!

[7] Por uma esquerda democrática, socialista e republicana
João Pedro Bernardo, 2009-03-24 11:02:16
Sem querer condicionar Manuel Alegre, até porque mesmo que quisesse não o conseguiria, julgo que é preciso reflectir de forma serena e da maneira mais fria possível se a esquerda que Manuel Alegre encabeçou com outros tem ou não lugar neste PS. Não se trata de ter um lugar marginal ou um lugar simbólico, bom para mostrar aparências de esquerda, mas indesejável quando se trata de implementar medidas. É importante que Manuel Alegre e muitos outros socialistas, militantes, simpatizantes e votantes, se questionem se este PS ainda é um partido representativo dos valores socialistas e republicanos que estiveram na sua gênese. Será possível continuar fiél a um partido, quando este deixou de ser fiél às suas origens. Quem mudou? Manuel Alegre e os socialistas que pensam como ele ou o PS? A mudança de convicções e de orientações políticas e ideológicas é um direito inquestionável de cada um, mas também é direito de cada um romper com aqueles com os quais já não há identificação ideológica suficiente para continuar a partilhar o mesmo espaço político. Estive na apresentação da revista n.º3 da OPS, encostado à parede a ouvir atentamente o que diziam todos os intervenientes e fiquei com a clara convicção de que há cada vez menor sintonia entre o que diz o governo e o PS oficial e maioritário e o que eu ouvi, as visões de socialismo, do papel do Estado na sociedade e na economia, do que devem ser os partidos e como deve funcionar o sistema político, do papel dos sindicatos, da relação que os partidos de esquerda devem ter com estes. Ouvi e tenho ouvido grandes diferenças de opinião, em matérias fundamentais e caracterizadoras de espaços políticos. Sinceramente, gostei de ouvir, fez-me reflectir e sou cada vez mais da opinião que é necessário que de entre os membros do MIC bem como da OPS se comece a estudar ou preparar o caminho para a constituição uma nova força política que possa concorrer às eleições. Se bem que esta força não possa ficar depender de uma figura (veja-se o que aconteceu com o PRD), não deixou de reconhecer a grande importância que tem a opinião de Manuel Alegre na formação deste movimento ou partido. Creio que neste momento, sem o seu impluso mobilizador, o surgimento de uma nova formação se torna mais difícil. Ele é fundamental para aglutinar e mobilizar as vontades, ainda que tenha de ser bem apoiado. Não se trata de aventuras nem de guerrinhas ao PS, mas sim, de formar um novo movimento político de matriz democrática, socialista e republicana.

[6] Terá de ser
Eduardo Milheiro, 2009-03-24 08:34:06
Portugal e os Portugueses não podem estar dependente de um partido e de um governo, em que quem dita leis são os Sócrates, Santos Silvas, Lellos, Candais, etc.etc. que vivem em função de calendários eleitorais.

Precisamos de uma nova força em que homens e mulheres de carácter como Manuel Alegre, Henrique Neto, Helena Roseta, Maria do Rosário Gama e tantos outros, adeptos de um Portugal mais justo e mais fraterno, homens e mulheres em que a luta pela liberdade e pela democracia é genético, encontrem um ponto de convergência para as suas ideias, é importante para o futuro dos Portugueses e para a Democracia que isto aconteça.

[5] A Nova Esquerda
Alexandre Azevedo Pinto, 2009-03-23 21:36:15
Aproveito para saudar Jorge Silva.

Este teu texto revela que continuas muito atento à Política das Causas, à Esquerda e suas naturezas, ao Povo e seus receios medos e necessidades.

De facto acho que o Manuel Alegre ainda não reagiu às graves afirmações proferidas por aquele individuo Lello. O tempo para reagir começa a esgotar-se, mas acredito que muito em breve vamos ter noticias. Só espero que elas venham no sentido que todos queremos.

Saudações Repúblicanas,
Alexandre Azevedo Pinto

[4] Inteiramente de acordo.
Luis Augusto Fonseca Costa, 2009-03-23 20:01:18
Estou inteiramente de acordo com Vicente Jorge Silva, de quem me lembro também muito bem no seu jornalinho cor de rosa vindo do Funchal e de nome o "Comércio do Funchal" ou" Jornal do Funchal"...varreu-se-me agora...!Jornalinho cor de rosa a seguir ao qual surgiu aqui na zona, concretamente na Pampilhosa dos combóios, um jornal similar de nome Jornal do Centro, que durou algum tempo e que, há que prestar justiça, foi obra de Carlos Cabral o actual Presidente da Câmara da Mealhada.
Carlos Cabral esse que está agora cansado e há tempo demais como Presidente da Câmara, engalfinhado com Rui Marqueiro (ex-deputado) e presidente do CEFA e com quem passará a disputar a liderança local do PS, apesar de para já e em termos de candidatura o Marqueiro ter cedido às pressões do aparelho! Está portanto a Mealhada a precisar também de uma alternativa de ESQUERDA consequente.
Portanto Manuel Alegre a hora chegou e NÃO HÁ QUE HESITAR!

[3] Absolutamente
Francisco Paulo, 2009-03-23 20:00:59
Concordo e defendo que é imprescindível o aparecimento de uma nova esquerda, esta nova esquerda passa por um movimento ou partido, chamem-lhe o que quiserem, com possa juntar todos os descontentes e marginalizados do PS e do PC, daqueles que não se revejam no BE, e todos os cidadãos sem partido, homens e mulheres do MIC e Renovadores Comunistas, penso que somos muitos, e muitos prontos para ir a votos.

Tem de haver coragem para dar este salto para a reformulação do espectro politico em Portugal, porque o que existe não pode ser mudado nem por dentro nem por fora, são só carreiristas burocratas que só lhes interessa o poder para serem alguma coisa na vida, porque a trabalhar como o comum português não tinham hipótese de sobreviver.

Temos um líder, um homem sério e honesto, amante da liberdade, sempre com uma especial atenção e sempre ao lado dos mais desfavorecidos, não sei porque não se avança, precisamos de demonstrar a Manuel Alegre que o seu lugar já não é neste PS que ainda julga seu, o seu PS desapareceu, transformou-se num partido neoliberal mas à direita, que só protege os grandes e o capital, ataca os trabalhadores e as conquistas de Abril.

O seu máximo dirigente e primeiro-ministro deste país, Sr. José Sócrates Pinto de Sousa, passa os dias fazendo teatro para continuar com as falsas promessas, pois é o que tem feito, mais parecendo que anda sempre em festa do que na realidade a governar para quem sofre neste país.

[2] Nova Forças de Esquerda...é inevitável.
Hélder Machado, 2009-03-23 16:39:56
O que significa Talvez?
Quem é que pode, em consciência, achar o que alguém deve ou não deve fazer num determinado momento?
Todas as tomadas de decisão, têm vantagens e desvantagens. Perde-se e ganha-se, tantas são as incógnitas que estão sempre em causa.
Quais as vantagens de uma rotura com o PS e de que lado será o seu contributo mais valioso e importante, para o fortalecimento da nossa Democracia?
Também concordo que deve decidir, de uma vez por todas se deve ficar ou sair, mas essa decisão só lhe cabe a ele M.A..
Do meu ponto de visto, a palavra ”Talvez” não tem significado. Ou é ou não é.
Sou da opinião que ele deve manter-se no PS e lutar para acrescentar os valores pelos quais se tem batido.
A nossa Democracia não melhora nem com mais partidos nem com mais movimentos com fins eleitoralistas.
O nosso espectro político, apresenta-se suficientemente representado pelos partidos existentes.
Já mais, algum deles será a nossa alma gémea, mas devemos, em função do nossa decisão de vínculo partidário e de acordo com as nossas convicções, valorizá-lo com o nosso cunho. É aqui que reside a grande dificuldade de se cumprir um grande desígnio político. Não está ao alcance de qualquer um. Bater-se pelos ideais, saber perder e não desistir. O PS foi construído com o seu grande contributo.
Vejamos o exemplo do Dr. Mário Soares. Não concorda com esta ou aquela decisão ou solução, mas ninguém o imaginará, mesmo apesar de não se encontrar no activo, a desistir da sua identificação partidária.

Sudações Democráticas
Hélder Machado

[1] De facto assim terá de ser !
Olegário Mariano, 2009-03-23 15:44:05
De facto assim terá de ser porque é inevitável o confronto político mais agudo, entre Sócrates e Manuel Alegre.
Manuel Alegre defende como eu aliás, um partido efectivamente Socialista e Republicano. Esta é a Repùblica Portuguesa e não a Repùblica dos Corruptos,Agiotas,Assaltantes e Similares.

É agora ou nunca. Já bastou quase 50 anos de indecisão, até que finalmente alguns homens bons nos deram o 25 de Abril e a Democracia. 35 anos depois, voltámos á estaca zero,ou quase... Temos de tudo neste momento para sermos um povo infeliz. Temos um Ditador; temos uma Assembleia da Repùblica que só serve para o PS ou o PSD se fazerem ouvir; temos um Govêrno de cariz vincadamente ditaturial e irrealista; temos um Ministro da Justiça que já nos acostumou desde há uns anos a ser um "indeciso tremelicante"; temos um Ministro das Finanças especializado a tirar aos pobres para dar aos ricos,estilo sheriff de Nothingam: temos um Ministério da Educação que não educa; temos um Ministro do Interior que ainda não interiorizou que não serve para o cargo,etc...etc...e tal... A bem de Portugal, dos Portugueses e da Democracia Republicana e Socialista, é bom que o Manuel Alegre,se decida de uma vez,antes que as "tropas" desmobilizem e isso é o que as tropas não pretendem.

 
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