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textos seleccionados. O MIC está contra a “discriminação na net” [Maria Amélia Campos, MIC, 05-05-2009] | 0 comentários A defesa e a promoção do pluralismo dos meios de comunicação, enquanto pilar essencial do direito à informação e da liberdade de expressão, consagrados no artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, constituem princípios fundamentais para a preservação da democracia. A garantia do direito ao estabelecimento e à propriedade de empresas, reforçada por outros tratados europeus, vai no sentido de assegurar esse pluralismo e essa diversidade cultural, através da livre concorrência do mercado.
Donde, as novas tecnologias e os novos serviços de comunicação e de informação devem ser considerados como um reforço do pluralismo dos meios de comunicação social e da diversidade cultural. Apesar de terem como objectivo o lucro, não devem os serviços de comunicação ser tratados meramente na perspectiva económica, uma vez que constituem um instrumento ideológico e político de forte influência. Tão pouco deverá conferir-se aos operadores a possibilidade de controlarem os conteúdos e serviços da Internet, pois isto seria uma prática discriminatória e uma limitação à liberdade de acesso àqueles serviços. Pese embora a necessidade de estabelecer um estatuto jurídico e uma deontologia para a criação e utilização de blogues privados e profissionais, que protejam a qualidade e a fiabilidade da informação, uma concentração, sem restrições, da propriedade, poderá contrariar a preservação dos princípios fundamentais de liberdade de expressão, “asfixiando” o funcionamento do sector. Esta decisão viria igualmente a contribuir para uma concorrência desleal entre os profissionais de comunicação social, constituindo uma séria ameaça ao direito à informação, à liberdade de expressão e à preservação da democracia. A criação de um provedor da comunicação social independente, em todos os Estados-Membros, poderia ser um meio para o acompanhamento e observância do pluralismo dos meios de comunicação social, baseados em indicadores fiáveis e imparciais. A sugestão da elaboração de uma carta da liberdade dos meios de comunicação social e da sua aceitação em toda a Europa, poderia, igualmente, ser uma forma de contrariar mais uma deriva, que impeça o livre acesso a ferramentas de partilha de informação e de conteúdos interactivos que a Internet possibilita. Maria Amélia Campos Membro fundador do MIC |
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