Manuel Alegre - O nosso país está desarmado, a nossa última garantia é o Tribunal Constitucional
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A secção "Opinião publicada" deste sítio é uma montra de artigos relevantes, publicados nos media, com indicação do autor e da fonte. É mais um contributo para o debate. A selecção de textos é da nossa exclusiva responsabilidade e não envolve os autores dos textos seleccionados.

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Pode-vos parecer estranho o título que dei a este texto mas com a descrição que farei vão entender as razões que me motivaram a atribuir este título.
[Henrique Pratas, 16-07-2014] | 0 comentários
Todos os dias passo pelo Ministério da Educação e Ciência, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa e nos escaparates do referido Ministério estão em exposição e chamadas de atenção para a juventude, aderir a um programa, divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMT), que é voltado para o mar.Continuação

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Não resisto a comentário a noticia que hoje li e que titula a este meu escrito.
[Henrique Pratas, 11-07-2014] | 0 comentários
Para já aprendi que existem impostos que são amigos das famílias e outros não são, mas gostavam que alguém me indicasse os que são nossos amigos e os que não são, para poder agradecer talvez à Autoridade Tributária o facto de ter impostos amigos e manifestar o meu desagrado relativamente aos que o não são e com os quais devo ter cuidado.Continuação

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Já se interrogaram porque é que a maior parte das vezes andamos a correr de um lado para o outro?
[Henrique Pratas, 09-07-2014] | 0 comentários
Muitos de nós fazemos o mesmo trajecto várias vezes ao dia e não nos interrogamos porque o fazemos.Continuação

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[Carlos Moreno, publico.pt, 09-07-2014] | 0 comentários
Contrariamente ao que seria de esperar, só algumas televisões, anteontem à noite, e alguns jornais na manhã de ontem deram, aliás sem convicção e em plano secundário, a notícia de que os ministros das Finanças da zona euro tinham relevado, na sua reunião de Julho, a necessidade de reduzir os impostos directos sobre o trabalho, em particular do IRS, em 11 países incluindo Portugal.Continuação

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[Alfredo Barroso, 07-07-2014] | 0 comentários
Os países africanos da CPLP fizeram a pressão decisiva ao longo do tempo para que a Guiné Equatorial fizesse parte da organização de países lusófonos. O Brasil foi mais discreto mas apoiou sempre a entrada. O PÚBLICO reconstitui momentos cruciais do processoContinuação

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[Eduardo Milheiro, Noticias de Almeirim, 07-07-2014] | 0 comentários
Este Governo da nossa desgraça tem continuado na sua senda de destruir vários serviços públicos, dos quais destaco o Serviço Nacional de Saúde. Esta é a política neoliberal do Governo de Passo Coelho e Paulo Portas, que tudo têm feito no sentido de privar os Portugueses de direitos fundamentais, sendo que na saúde os efeitos são devastadores na qualidade e longevidade de vida dos Portugueses.Continuação

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O ex-presidente Nicolás Sarkozy foi indiciado em investigação judicial, acusado de tentativa de suborno e abuso de poder, junto com seu advogado Thiery Herzog.
[Flávio Aguiar, 07-07-2014] | 0 comentários
O ex-presidente Nicolás Sarkozy foi indiciado em investigação judicial, acusado de tentativa de suborno e abuso de poder, junto com seu advogado Thiery Herzog e mais um juiz francês. Continuação

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[Lusa, 23-01-2014] | 0 comentários
António Arnaut afirmou, indignado, que [os governantes] “amarraram os escravos até à exaustão da esperança”, frisando que “há fome nas bocas e nas almas” dos portuguesesContinuação

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[Jorge Bateira, ionline.pt, 23-01-2014] | 0 comentários
Revisitar a história da substituição do socialismo democrático pelo social-liberalismo europeísta é importante para percebermos o que hoje se está a passarContinuação

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A gravidade da situação em que nos encontramos exige muito mais do que uma proposta política defensiva face os poderes nacionais e europeus que nos esmagam
[Jorge Bateira, ionline.pt, 09-01-2014] | 0 comentários
A recente publicação do Manifesto 3D reflecte um anseio de longa data de muitos activistas das esquerdas, inconformados com a sua fragmentação e frustrados pela sua incapacidade de concretizarem uma iniciativa política unitária. Face ao drama da presente conjuntura, e aproximando-se novos actos eleitorais, o arranque deste projecto tornou-se inadiável. Continuação

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Há liceus históricos de Lisboa literalmente a cair e a escola pública conhece sucessivos apertos orçamentais, mas para o privado há sempre mais e mais dinheiro.
[André Freire, publico.pt, 08-01-2014] | 1 comentário

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[Alfredo Barroso, 16-12-2013] | 0 comentários
Portugal embarcou no maior ajustamento orçamental da sua história e, no entanto, não vê a luz ao fundo do túnel. O prémio de risco continua elevado e os mercados financeiros continuam a não ver claramente que o país tenha capacidade para enfrentar as suas dívidas, no nível que atingiram. Continuação

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[Jorge Bateira, 14-12-2013] | 0 comentários
O declínio demográfico e o declínio económico fazem com que haja cada vez menos pessoas com capacidade para contribuir para o sistema com o seu chocolateContinuação

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Ensino Superior Público:
[André Freire, OPLOP, 03-12-2013] | 0 comentários
No final deste Verão, os resultados das colocações de alunos na primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior Público (ESP) lançavam campainhas de alarme: o número de candidatos (40419) foi o mais baixo desde 2003 (41662). Logo aí se levantaram vozes sobre um excesso de oferta no ESP, que estaria alegadamente desajustado face ao declínio demográfico da população e às necessidades do país, e sobre a necessidade de se repensar, redimensionar e reorganizar a mesma No final da terceira fase, apesar de mitigado, o problema permanecia. Mas, afinal, há ou não um excesso de oferta no ESP? E quais são as causas do refluxo na procura?Continuação

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MANUEL ALEGRE
Eu, pecador, me confesso: sou um mau socialista.
[MANUEL ALEGRE, publico.pt, 03-12-2013] | 4 comentários
O bom socialista é aquele que em diferentes circunstâncias diz as coisas sensatas que a direita gosta de ouvir: que é preciso rever a Constituição, fazer um pacto de regime, negociar um consenso com o Governo sobre as medidas de austeridade.Continuação

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[Paulo Pedroso, bancocorrido.blogspot.pt, 01-12-2013] | 0 comentários
Em 2011 as campanhas de recolha em supermercados contribuiram apenas com 10% do valor dos produtos recolhidos pelo Banco Alimentar de Lisboa. A indústria agro-alimentar, reciclando os seus excedentes, doou 43%. A reciclagem de excedentes da UE contribuiu com 22%. O Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (de novo, os excedentes) doou 11%. As retiradas de fruta pelo IFAP (ainda os excedentes) renderam 6%. Ou seja, ao todo, o escoamento de excedentes correspondeu a 82% do valor dos produtos distribuídos.Continuação

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[Jorge Bateira, ionline.pt, 28-11-2013] | 0 comentários
É sempre possível acreditar que o objectivo do pleno emprego será um dia a prioridade da política económica europeia. É sempre possível acreditar no Pai NatalContinuação

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[19-11-2013] | 2 comentários
«O dr. Cavaco consumiu vinte minutos, no Centro Cultural de Belém, a esclarecer os portugueses que não havia português como ele. Os portugueses, diminuídos com a presunção e esmagados pela soberba, escutaram a criatura de olhos arregalados. Elogio em boca própria é vitupério, mas o dr. Cavaco ignora essa verdade axiomática, como, aliás, ignora um número quase infindável de coisas.Continuação

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Sair da zona euro tem custos, mas é bom lembrar que nela permanecer impõe uma perda decisiva, a dos instrumentos de política económica indispensáveis ao desenvolvimento
[Jorge Bateira, publico.pt, 14-11-2013] | 1 comentário
A pressão dos mercados financeiros sobre um país crescentemente endividado, a tutela do Tratado Orçamental e a fragilidade da nossa economia não desaparecem com o fim do Memorando. Nem o processo de germanização da zona euro é suspenso. Por outro lado, a federalização da UE está fora de questão, já que a esmagadora maioria dos alemães nem sequer imagina correr o risco de se sujeitar a leis que obriguem o BCE a financiar os estados ou os países excedentários na balança de pagamentos a apoiar os deficitários. Veja-se a crescente perda de confiança dos alemães na política monetária do BCE, apesar dos evidentes riscos de deflação, e a tenaz resistência do governo alemão ao projecto de uma autoridade bancária supranacional com poder para decidir a falência de algum dos seus bancos.Continuação

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Os portugueses têm hoje consciência nítida de que o país perdeu o rumo e não tem estratégia para o futuro. A alma da nação tem a chama apagada
[Carlos Moreno, ionline.pt, 13-11-2013] | 0 comentários
Dói-me escrever esta crónica. Mas não devo calar um pouco do muito que me atormenta quanto ao nosso futuro e não cabe num artigo de jornal. O silêncio de um cronista, em horas difíceis, significa traição aos seus leitores.Continuação

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[Filomena Martins *, DN.pt, 06-11-2013] | 0 comentários
Pior que um animal feroz é um animal ferido. (...) O ferido, situação em que se encontra agora Passos Coelho, como já nada mais tem a perder, age em desespero, esbraceja aleatória e automaticamente apenas para tentar sobreviver. Não sabemos o que fará a seguir e temos de temer o pior. (...)Continuação

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Debate Crise e alternativas
[Mafalda Durão Ferreira, publico.pt, 04-11-2013] | 0 comentários
A FLAD e a OCDE promoveram recentemente, em Lisboa, o seminário Novas dinâmicas Migratórias Internacionais: Portugal no Contexto dos Países da OCDE. Neste seminário, usou da palavra o director-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP), João Maria Cabral, o qual, segundo o PÚBLICO online, avisou que ia ser “provocatório”. Disse: “Não quero branquear o fenómeno social, mas a emigração pode ser vista como algo positivo e enriquecedor”.Continuação

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Dos três vértices do trilema - globalização, estado-nação, democracia - as sociedades contemporâneas apenas podem escolher dois
[Jorge Bateira, 31-10-2013] | 0 comentários
Realizadas as manifestações convocadas pela CGTP e pelo movimento Que Se Lixe a Troika, tudo indica que a falta de uma proposta credível para romper com a actual depressão, a falta de uma luz ao fundo do túnel, é a razão fundamental para a desmobilização das pessoas. Contudo, são cada vez mais visíveis os sinais de que há uma cólera sufocada que, mais tarde ou mais cedo, acabará por irromper com violência no espaço público. Na Grécia dos nossos dias, como na Alemanha dos anos trinta, a violência é sintoma de um enorme fracasso político à esquerda: a incapacidade de produzir uma alternativa mobilizadora. A situação em que nos encontramos foi descrita pelo economista Dani Rodrik sob a forma de um trilema. Dos três vértices do trilema - globalização, estado-nação, democracia - as sociedades contemporâneas apenas podem escolher dois.Continuação

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[Francisco Alegre Duarte, 30-10-2013] | 1 comentário
Como explicava Joel Serrão na sua obra de referência sobre a emigração portuguesa, ao longo da nossa história a emigração constituiu sempre “uma válvula de escape para a manutenção de um sistema social tradicional e tradicionalizante”. No momento actual, em que temos uma vaga migratória comparável aos anos 60, voltámos a este reflexo antigo (com a agravante de o índice de fecundidade nunca ter descido tão baixo - 1,28 filhos por mulher – o que criará um buraco demográfico no médio prazo). Os primeiros a partir são os mais inconformados. Continuação

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[Rui Tavares, 30-10-2013] | 0 comentários
1. Bloqueia-nos um debate de fraca qualidade em relação à presente crise, nos seus aspectos nacionais e europeus. De um lado, temos os políticos e partidos tradicionais, ainda agarrados à figura do "bom aluno" europeu, proclamando que é necessário implementar tudo o que nos é sugerido, faça ou não sentido, para ficar bem na fotografia; do outro, lado, uma crescente atitude de isolacionismo, frequentemente eivada de tons dramáticos, proclamando que a Europa morreu e que é preciso enterrá-la. Para o primeiro desses campos, "mais Europa" é sempre a solução; para o segundo, "adeus Europa" é a única solução.Continuação

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[ADRIANO MOREIRA, DN.pt, 29-10-2013] | 0 comentários
As preocupações explícitas de intervenções governamentais europeias, que acumulam as oportunidades de se ocupar do passado em termos de suavizarem as perplexidades com que visivelmente se defrontam para assumir o seu já longo presente, repetem o modelo, tantas vezes repetido, quando é evidente que a bússola não funciona.Continuação

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[André Freire, 28-10-2013] | 0 comentários
«Na Universidade de Verão do PSD, António Barreto defendeu “uma nova Constituição para Portugal aprovada com referendo popular”. Tenho por Barreto grande consideração e estima pessoal, mas só posso discordar em absoluto destas propostas. Primeiro, por causa dos procedimentos: violam a letra e o espírito da Constituição (CRP). Segundo, por discordar da ideia de que a CRP é inadequada aos tempos em que vivemos por “haver muito gente que se queixa da Constituição”, Continuação

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[Francisco Pereira, MIC, 25-10-2013] | 0 comentários
Tem vindo a público nestas últimas semanas notícias sobre a NSA, sigla que significa National Security Agency ou em português Agência Nacional de Segurança estacionada em Fort Meade, no Estado do Maryland, nos Estados Unidos da América, essa grande união de estados paradigma da democracia ocidental, daí o estado em que o Ocidente se encontra.Continuação

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[Jorge Bateira, 17-10-2013] | 0 comentários
O país está em estado de choque. O governo preparou um Orçamento para 2014 que atinge brutalmente funcionários e ex-funcionários públicos, tanto pelo lado do emprego (“mobilidade”) como pelo lado do rendimento (salários e pensões). Continuação

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[André Freire, publico.pt, 16-10-2013] | 0 comentários
Rui Tavares defendeu recentemente neste jornal a necessidade de contrapor à ideia dos partidos do "arco governativo" a ideia de todos os "partidos e cidadãos que não estão dispostos a deixar que os valores democráticos, republicanos e de justiça social que constituem o quadro legal deste país sejam triturados sob pretexto do memorando com a troika". Tem razão. Mas é preciso ir mais longe e defender um "arco constitucional e democrático" com todos os partidos (e cidadãos) que não estão atualmente no Governo e que queiram defender os valores e práticas democráticas, bem como as traves mestras do Estado social. Vejamos porquê.Continuação

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[Alfredo Barroso, 16-10-2013] | 0 comentários
1 - A actual política de sujeição dos países da Europa do Sul ao império da «troika» e ao diktat financeiro e orçamental alemão significa um profundo desprezo pela inteligência dos súbditos e uma condenação à morte das respectivas economias.Continuação

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[MÁRIO SOARES , DN.pt, 08-10-2013] | 0 comentários
1Deixou, com o atual Governo, de ser feriado. Pudera, este Governo não é republicano, pois exclui os valores republicanos tanto quanto pode e não dialoga com o povo. Ora, sem o povo não há República e muito menos quando se celebra o aniversário de janela fechada para não se ouvirem as vaias. Mas ouviram-se. E de que maneira. Continuação

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[PEDRO MARQUES LOPES, DN.pt, 07-10-2013] | 0 comentários
1- Há um clima de embuste, de perda de vergonha, de mentiras, de desprezo absoluto pelos cidadãos que começa a ser asfixiante. Ainda não se tinha acabado de contar os votos das eleições autárquicas e já o Presidente da República, o vice-primeiro-ministro mais a sua assistente Maria Luís e os senhores da troika vinham colaborar na absurda farsa que o País está a viver.Continuação

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[Daniel Oliveira, expresso.pt, 07-10-2013] | 1 comentário
Na quinta-feira Paulo Portas explicou que, tirando uns cortes aqui e ali, mais nada de fundamental vinha para massacras os portugueses. E que a TSU dos reformados, sua famosa linha vermelha, tinha ficado definitivamente de lado. Não vinha aí qualquer pacote de austeridade. Como escrevi na altura, era evidente que Portas não estava a contar tudo. 48 horas bastaram para que Portas fosse desmentido e para que as suas linhas vermelhas fossem rebentadas. Continuação

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[Daniel Oliveira , expresso.pt, 04-10-2013] | 0 comentários
Para além do facto de a troika se avaliar a si mesma de forma delirantemente positiva e de continuar, como tem feito recorrentemente, a fazer previsões macroeconómicas que nunca se confirmam (é ir olhar para as previsões do passado), pouco ou nada ficámos a saber.Continuação

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Apesar de sabermos que a situação é insustentável, quer o governo alemão,quer o nosso governo, quer o PS e o BE, todos vão tentar manter o rumo
[Jorge Bateira, publico.pt, 03-10-2013] | 0 comentários
Em muito do que já se escreveu sobre os resultados destas eleições autárquicas sobressai uma intuição crucial: os eleitores estão muito insatisfeitos com as propostas políticas que lhes apresentam. Para lá da natureza local da votação em cada autarquia, há informação agregada que é preciso interpretar se queremos entender a dinâmica política dos nossos dias. Continuação

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Espero que esta tenha sido a última vez em que esperámos por uma eleição alemã para saber qual será o nosso futuro. Por todas as razões e mais uma: não se ficou a saber nada.
[Rui Tavares, publico.pt, 24-09-2013] | 0 comentários
Merkel teve uma vitória conclusiva e quase histórica, por ter quase conquistado uma maioria absoluta, coisa raríssima na Alemanha. O problema está naquele quase. Os liberais, parceiros de coligação de Merkel, afundaram-se nas urnas e não elegeram deputados. Tampouco elegeu deputados o partido anti-euro, o que significa que os dois partidos mais recalcitrantes a qualquer tipo de mutualização da dívida não vão contar na política alemã dos próximos anos. Incrivelmente pode mesmo acontecer a esquerda ganhar a maioria dos lugares no Bundestag, o parlamento alemão (além de deter já a maioria dos votos na conselho federal, ou Bundesrat, onde estão representados os estados). Segundo os últimos números, os três partidos de esquerda - sociais-democratas, a Esquerda, e Os Verdes - terão no seu conjunto umas décimas a mais do que a direita.Continuação

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[Daniel Oliveira , expresso.pt, 24-09-2013] | 0 comentários
Nuno Crato nomeou a mulher para o Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Não sendo um cargo remunerado, é um cargo com poder de influência. Muito maior do que se pode julgar. Não é apenas um órgão consultivo.Continuação

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[Elísio Estanque*, 23-09-2013] | 0 comentários
Talvez por ser uma categoria social que anda na boca de tanta gente – uns porque antevêm a sua queda iminente outros porque aplaudem o seu apogeu – a “classe média” é cada vez mais difícil de definir. Durante muito tempo, e em especial no Ocidente, perante a terciarização das economias e o crescimento do funcionalismo público, criou-se a idéia de que a classe média (assalariada) era sinónimo de trabalho “limpo” (os célebres colarinhos brancos), familiaridade com as chefias, estabilidade de emprego e programação de carreiras. Continuação

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Portugal será então um país simpático e (ainda mais) barato para os reformados da Europa rica
[Jorge Bateira, ionline.pt, 19-09-2013] | 0 comentários
Por estes dias, já muitos portugueses perderam as ilusões quanto à mudança que acreditavam poder acontecer na Europa após as eleições alemãs. O embaixador da Alemanha em Lisboa não podia ser mais claro: “De todos os modos, teremos sempre no governo um leque de partidos pró-europeus e apoiantes dos programas de assistência, como o que está em curso em Portugal” (“Jornal de Negócios”, 16 Set. 2013).Continuação

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[Fernando Santos Pessoa, MIC, 19-09-2013] | 0 comentários
Ainda não ouvi ninguém referir um aspecto, que para mim é fundamental, nesta problemática dos incêndios : o desmantelamento dos Serviços Florestais. Não tenho dúvida que se tivesse sido mantido e reforçado o tradicional dispositivo do Serviços Florestais, muitos dos calamitosos fogos nas serras não teriam a dimensão que têm nem seriam em tão grande número. Com esta tendência pro liberal que vem assolando o nosso país, desde há mais de uma década, de ter menos Estado para ter melhor Estado, os resultados desastrosos vão-se sucedendo ano após ano.Continuação

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NATÁLIA CORREIA
(1923-1993)
[Maria Amélia Clemente Campos , 13-09-2013] | 2 comentários
“As pessoas caem como folhas/E secam no pó do desalento/Se não as leva consigo/A fúria poética do vento. /Para que se justifique a nossa vida/É preciso que alguém a invente em nós.”
Natália Correia
Continuação

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[Alfredo Barroso, 12-09-2013] | 0 comentários
Espero que os cidadãos que vão votar no próximo dia 29 de Setembro tenham consciência da necessidade de mostrar um «cartão vermelho» a este governo e aos partidos que o apoiam: o PPD/PSD e o CDS/PP.Continuação

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Bem sei que a crença numa mudança na orientação da UE é a esperança a que muitos portugueses e uma parte importante das nossas elites ainda se agarram
[Jorge Bateira, ionline.pt, 05-09-2013] | 0 comentários
O vice-primeiro-ministro e a ministra das Finanças estão a sondar as entidades que compõem a troika para perceber até onde irá a sua boa vontade com vista a suavizar a política de empobrecimento que já conduziu ao desespero muitos milhares de famílias, em Portugal e noutros países, e está a conduzir a uma grave erosão da nossa democracia. As primeiras notícias desses encontros não são animadoras. Olli Rehn e Durão Barroso ter-lhes-ão dito que "as soluções têm de ser encontradas pelo governo de Lisboa e que a paciência dos parceiros europeus tem os limites cada vez mais apertados".Continuação

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[Alfredo Barroso, 05-09-2013] | 0 comentários
Segundo o «Diário Económico», os juros implícitos da dívida pública portuguesa estão sob pressão. As taxas estão em forte alta em todas as maturidades e no prazo a dez anos já superaram mesmo a fasquia dos 7%. A «yield»* genérica a dez anos sobe de 6,771% para 7,001%, o valor mais elevado desde 19 de Julho, segundo dados da Bloomberg.Continuação

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[Alfredo Barroso, 01-09-2013] | 0 comentários
Apesar de uma sondagem recente revelar que dois terços dos franceses são hostis à participação da França num ataque contra a Síria, o Presidente François Hollande diz que «a França deseja uma acção proporcionada e firme contra o regime de Damasco».Continuação

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[28-08-2013] | 0 comentários
De um governo chefiado por um primeiro-ministro que mente sistematicamente, não era de esperar outra coisa. Segundo o «Jornal de Negócios» de hoje (dia 28): «O FMI publicou gráficos, para retratar a evolução dos salários em Portugal e defender a importância de mais cortes no sector privado, que partem de uma amostra deturpada. Da base de dados usada foram eliminadas milhares de observações que davam conta de um aumento significativo do número de reduções salariais em Portugal no ano passado (2012). Os resultados deste procedimento facilitam a argumentação a favor da flexibilidade laboral».Continuação

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[Alfredo Barroso, 25-08-2013] | 0 comentários
Ninguém bem formado se pode regozijar com a morte de um inimigo político, neste caso por doença fatal, mesmo que esse inimigo político ainda tivesse muito para dar à luta contra a classe média e as classes populares, em prol das grandes empresas, dos mais ricos e poderosos, do capital financeiro, em suma: da plutocracia.Continuação

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[João Goulão, 25-08-2013] | 0 comentários
«Barack Obama interrompeu por momentos uma animada partida de golfe para condenar vagamente os militares egípcios pelas matanças dos últimos dias proibindo-os de participar em próximos exercícios militares mas não pondo em causa o auxílio logístico, financeiro e operacional. Obama fez mais uma vez de Pilatos decretando que só os egípcios podem resolver o problema que criaram. O presidente julga que nos esquecemos das declarações feitas há pouco tempo pelo seu secretário de Estado, John Kerry, segundo as quais o golpe militar no Egipto foi um acto para “correcção do caminho da democracia”».Continuação

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[Rui Tavares, publico.pt, 23-08-2013] | 0 comentários
O problema de tratar países como pessoas é que, pouco depois, começamos a tratar as pessoas como formigas que pudessem ser pisadas. Isso é sobretudo assim quando falamos de guerra: “a Áustria-Hungria exigiu”, “a França rearmou-se”, “a Alemanha violou a neutralidade da Bélgica”. E nós? E as pessoas como nós, naquele agosto de 1914?Continuação

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Olhamos para o Portugal de hoje e constatamos até que ponto as palavras de Os vampiros se mantêm amargamente actuais
[José Jorge Letria, publico.pt, 22-08-2013] | 0 comentários
Quando, há meio século, José Afonso gravou, num EP com o selo Rapsódia, a canção Os vampiros, estava longe de imaginar que décadas mais tarde se implantaria a lúgubre mitologia vampiresca que tanto lucro tem dado em livros, filmes e séries de televisão por esse mundo fora. Também não poderia imaginar que a sigla BPN se converteria no sinónimo do mais ignominioso vampirismo financeiro, que obriga um povo inteiro a pagar pelos crimes e abusos de uns poucos, por enquanto escandalosamente impunes.Continuação

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[Jorge Bateira, ionline.pt, 22-08-2013] | 0 comentários
O colapso que estamos a viver foi gerado ao longo de mais de uma década por mecanismos socioeconómicos criadores de endividamento público e privado.Continuação

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O facto de a oposição ser incapaz de se entender minimamente para gerar uma alternativa é um falhanço da própria democracia
[André Freire, publico.pt, 21-08-2013] | 0 comentários
Uma sondagem recente dava alguns resultados surpreendentes tendo em conta o contexto em que vivemos (DN, 2/8/2013): o PS (35%) surgia praticamente empatado com o PSD (32%), um resultado tanto mais curioso quanto o trabalho de campo foi realizado já depois da crise na coligação e dos encontros para um "acordo de salvação nacional". Continuação

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[Manuel Alegre, publico.pt, 21-08-2013] | 2 comentários
A matriz das esquerdas é comum: reside na recusa daquilo a que Octavio Paz chamou "a injustiça inerente ao capitalismo." Essa é a sua essência. Mas a divisão entre revolucionários e reformistas vem quase desde o início. Talvez tenha começado no Congresso de Londres do Partido Social Democrata russo, em 1904. Continuação

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[Alfredo Barroso, 20-08-2013] | 0 comentários
Reparem bem nos títulos bem significativos da hipocrisia da direita que trazem hoje na 1ª página o «Diário Económico» e o jornal «i». Continuação

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[Alfredo Barroso, 18-08-2013] | 0 comentários
É impressionante, escandaloso e vergonhoso o rol de mentiras que Pedro Passos Coelho proferiu em público com o objectivo de chegar ao poder enganando deliberadamente o eleitorado. É disto que se esquecem alguns apoiantes encapotados e/ou envergonhados deste governo de direita neoliberal PPD-PP, que passam o tempo a dizer-nos que este governo e o seu primeiro-ministro estão lá porque foram democraticamente eleitos.
Ora leiam este caudal de vergonhosas mentiras proferidas por Passos Coelho em 2010 e 2011 sem pestanejar.Continuação

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[João Pereira Coutinho, 17-08-2013] | 0 comentários
Passos Coelho está no Algarve e foi à festa dos laranjas (amarguíssimas), aquela, dita “ romaria “, com um Botas todo eufórico, a lamber as botas ao chefe, mas, dizia, a chamada festa do Pontal, dizendo duas coisas astronómicas e estratosféricas, a saber:Continuação

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PORTAS VAI PRESIDIR CONSELHO DE MINISTROS
[FERNANDA CÂNCIO, DN.pt, 12-08-2013] | 0 comentários
Na semana em que o líder centrista se estreia a presidir ao Conselho de Ministros, revisite o percurso de quem jurava aos 30 nunca fazer política e aos 50 chega a vice-primeiro-ministro.Continuação

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[Alfredo Barroso, 11-08-2013] | 0 comentários
O 'Expresso' de 10 de Agosto de 2013 revela que o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, adquiriu acções do grupo SLN-BPN ao valor nominal de €1 quando era presidente da Fundação Luso-Americana (FLAD), e que, no mesmo aumento de capital, realizado entre o final de 2000 e o início de 2001, a FLAD comprou também acções, mas a €2,2, num investimento que ascendeu a €4,98 milhões. Continuação

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[Jorge Bateira, 09-08-2013] | 0 comentários
As sondagens realizadas em finais de Julho mostram que os partidos do governo estão a ser penalizados mas sem que tal conduza a uma inequívoca descolagem do Partido Socialista. Apesar do descalabro socioeconómico e financeiro em que o país se encontra e da recente crise política sem precedentes, o PS continua a não alcançar a maioria absoluta do eleitorado. Admitindo que a abstenção e o voto em branco devem continuar elevados, as sondagens mostram que os eleitores ainda não estabilizaram a sua escolha eleitoral, porventura insatisfeitos com o menu que lhes apresentam.Continuação

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[André Freire, 08-08-2013] | 0 comentários
Os cortes anunciados pelo Governo e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que reduzem ainda mais o financiamento à investigação científica em Portugal, implicam não só a redução do número de projetos financiados como a diminuição da dotação média dos mesmos.Continuação

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[Jorge Bateira, 04-08-2013] | 0 comentários
A crise política que agora termina foi aproveitada pela esmagadora maioria dos analistas da comunicação social, alguns travestidos de jornalistas, para insistir na inevitabilidade da chantagem já conhecida: ou cortamos 4,7 mil milhões de euros na despesa do Estado social, alguma coisa já este ano e em força no próximo, ou enfrentamos a suspensão do financiamento da troika. Ao promover o falhado acordo de "salvação nacional", o Presidente da República quis dizer-nos isso mesmo, o destino de Portugal só pode ser o de um território pobre dentro de uma UE dotada de um governo tecnocrata que dará visto prévio aos orçamentos nacionais. Daí a sua preocupação em gerar um consenso alargado sobre o caminho para o empobrecimento de Portugal nos próximos anos, para o "pós-troika" como lhe chama.Continuação

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[Fernando Santos Pessoa, MIC, 04-08-2013] | 0 comentários
A situação política do nosso país é confrangedora, e está a merecer comentários em catadupa de todos os comentadores encartados e dos políticos mais ou menos desempregados, muitos destes com fortes culpas no caminho que foi trilhado nas últimas décadas. Os cidadãos comuns também devem ter as suas oportunidades de publicitarem as suas opiniões, o que é cada vez mais limitado, salvo casos como o do MIC que vai dando abertura a cidadãos informados e independentes como é o meu caso. Mas os cidadãos, em geral,acabam por ter apenas a rua para manifestarem o que pensam e desejam.Continuação

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[Jorge Bateira, 13-06-2013] | 0 comentários
A espiral de desastre em que nos encontramos é agora reconhecida por alguns apoiantes do governo. Um caso notável é Miguel Frasquilho: "Deve ser invertida a quebra da procura interna - nomeadamente o consumo privado - que há dez trimestres consecutivos se regista, sem a qual os incentivos ao investimento acabarão, naturalmente, por ter efeitos limitados" ("Jornal de Negócios", 11-06-2013). Porém, defende apenas a reversão do aumento do IRS em 2013. Como seria de esperar, quando se trata de "incutir expectativas positivas nas famílias", a redução do rendimento disponível através de salários ou pensões pagos pelo Estado não é relevante.Continuação

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[MANUEL MARIA CARRILHO, DN.pt, 30-05-2013] | 0 comentários
Realiza-se hoje à noite um comício, promovido por Mário Soares, que tem por tema "Libertar Portugal da Austeridade". Não há nada mais urgente, depois destes dois anos de deriva ultraliberal que reduziu Portugal a um país atordoado, desvitalizado e rebocado, arrastando-o para um caminho que humilhantemente nos condena à vassalagem europeia e à irrelevância internacional.Continuação

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[André Freire, 27-05-2013] | 1 comentário
O Presidente (PR) tem falado na importância de se cumprirem os acordos internacionais para assegurarmos a confiança dos investidores e dos parceiros internacionais (Roteiros IV; 25 de Abril). Todavia é estranho que o PR, supostamente o supremo guardião da democracia e da Constituição, nada tenha dito sobre a profunda erosão do apoio dos portugueses ao regime, bem como sobre o cavado declínio da confiança dos cidadãos nos seus representantes.Continuação

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[Alfredo Barroso, 24-05-2013] | 0 comentários
Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças alemão que, para nós, infelizmente não vem de carrinho (é o Vítor Gaspar que vai lá prestar-lhe vassalagem), resolveu dizer coisas extraordinárias ao receber em audiência o seu embaixador financeiro em Lisboa (esse mesmo: o Vítor Gaspar). Continuação

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[Alfredo Barroso, 17-05-2013] | 0 comentários
Quais as origens de Angela Merkel? Como construiu ela o seu pensamento político? Tal como muitos europeus, também os alemães fazem frequentemente estas perguntas. A alguns meses de distância das eleições legislativas de Setembro, uma biografia procura a chave do sucesso da chanceler na sua infância na RDA. Eis alguns excertos de um texto publicado em 15 de Maio pelo jornal «Welt am Sonntag», de Berlim.Continuação

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DCIAP investiga corrupção e tráfico de influências no caso Tecnoforma Por Carlos Diogo Santos, publicado no jornal i em 21 Fev 2013
[Armindo Castelo Bento, 11-05-2013] | 0 comentários
Investigação foi aberta em Janeiro e analisa também indícios de tráfico de influências, desvio de fundos e prevaricação no caso que envolve Relvas e Passos Coelho
O inquérito aberto pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) ao caso Tecnoforma tem por base suspeitas dos crimes de desvio de fundos, corrupção, prevaricação e tráfico de influências.Continuação

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[Armindo Castelo Bento, 09-05-2013] | 0 comentários
A ex-ministra Manuela Ferreira Leite considera que “há uma falta de respeito sobre os pensionistas” por parte de Passos Coelho, fala mesmo em “perseguição”, “fixação” e “crueldade” com os reformados. “Quando há falta de dinheiro vai-se aos pensionistas e reformados.”Continuação

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[Alfredo Barroso, 10-05-2013] | 0 comentários
Se não reagirmos, estamos tramados! Eles lançam-se numa espécie de fuga em frente, arrasando tudo o que puderem no sector público. Estes gajos fazem-me lembrar aqueles assassinos profissionais contratados para matar alvos escolhidos perfeitamente identificados.Continuação

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[Fernando Santos Pessoa, MIC, 09-05-2013] | 0 comentários
Estamos a assistir a um despudorado ataque, pelo Governo liberal que nos tutela, ao Estado em geral e à Função Pública , e que só pode ter uma explicação : levar o poder do Estado até um resíduo de funções de soberania ( mesmo estas cada vez mais discutidas) e entregar à iniciativa privada e aos mercados todo o funcionamento da nossa vida colectiva. Nunca o liberalismo tinha ido tão longe no nosso país.Continuação

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Espanta-me a «lata» com que mentem estas criaturas medíocres e incompetentes que nos desgovernam e mergulharam o país nesta «apagada e vil tristeza».
[Alfredo Barroso, 09-05-2013] | 0 comentários
Primeiro foi o pantomineiro do Paulo Portas a tentar iludir-nos com aquela estória hipócrita de ser contra a «contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões» (que só foi anunciada para proporcionar ao governo um recuo que satisfizesse o CDS e a UGT), «escondendo os cortes que os antigos funcionários públicos vão sofrer nos próximos dois anos» (estou a citar o «i») e que «irão representar uma perda acumulada de 18,6 % em dois anos». Isto é: o trampolineiro que é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros «aceitou cortes de 740 milhões por ano para os reformados do Estado». E continua com um pé no governo e outro na oposição. Mas, lá bem no fundo, não quer que o governo caia...Continuação

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[Francisco Louçã, esquerda.net, 04-05-2013] | 0 comentários
Os resultados da Islândia podem surpreender muita gente. Mas não surpreendem pelo menos quem avisou contra a imprudência da austeridade como mal menor, dos discursos sobre austeridade inteligente ou de outras trapaças. E são uma lição para todos. Uma lição dura.Continuação

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[André Freire, economico.sapo.pt, 03-05-2013] | 0 comentários
Há sinais de que Gaspar (VG) pode estar crescentemente isolado. No Governo: o CDS-PP vem dando sinais de discordância: queria equiparar a economia às finanças na orgânica ministerial, e nas políticas;Continuação

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[Jorge Bateira, 02-05-2013] | 0 comentários
Ao mais alto nível há socialistas franceses que dão sinais de inquietação e alguns empurram Hollande para um confronto político com Angela Merkel, para que mude a política económica europeia. Mais a sul, Enrico Letta, o novo primeiro-ministro italiano, reconhece que a “Itália morre só com austeridade. As políticas de crescimento não podem esperar mais”. Em Portugal, o líder do Partido Socialista encerrou o congresso do seu partido apresentando propostas para promover o crescimento económico, mas também reconhecendo que “o rigor, os sacrifícios e a contenção orçamental não desaparecerão” com um governo socialista.Continuação

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[Daniel Oliveira, expresso.pt, 02-05-2013] | 1 comentário
Não podemos permitir que aqueles que conduzem aos maus resultados andem sempre de espinha direita como se nada fosse com eles. Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram.Continuação

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[João Pereira Coutinho, 01-05-2013] | 0 comentários
Os portugueses anseiam pela demissão do actual governo e a sua substituição por outro, de esquerda, que interrompa, imediatamente, mais austeridade e, em consequência, que não volte a agravar os limites há muito ultrapassados.Continuação

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[José Loureiro dos Santos*, publico.pt, 27-04-2013] | 0 comentários
Era visível há muito tempo a incompetência do ministro do Orçamento (com a designação oficial de ministro das Finanças), o que, aliado às políticas absolutamente desastrosas da União Europeia decorrentes dos interesses e das imposições de Berlim, cujo calendário e decisões se baseiam no estrito interesse nacional alemão, conduziu o país à situação desesperada em que se encontra.Continuação

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[Alfredo Barroso, 27-04-2013] | 0 comentários
«Amanhã pode ser demasiado tarde», avisa o «El País» num breve editorial, em que alerta para a preocupante «deriva europeia», que os dirigentes políticos actuais, dos 15 e dos 27, maioritariamente de direita, deveriam enfrentar quanto antes.Continuação

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[Maria dos Santos, MIC, 26-04-2013] | 1 comentário
Esta semana uma das “grandes noticias” do nosso Governo foi a aprovação pelo Conselho de Ministros de uma “Carta de Missão” para a CGD, que deverá canalizar mil milhões de Euros para as PME’s este ano e 2 500 milhões em 2014, devendo assim liderar o apoio ás PME’s.Continuação

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[Maria dos Santos, 19-04-2013] | 1 comentário
Em Economia estudam-se não só Probabilidades, Cálculos, Estatísticas, Teoremas, Corolários, Teorias e Leis, fazem-se Analises e Modelos, mas também se estudam as Pessoas. Estuda-se a vertente social, os comportamentos dos Indivíduos, as suas expectativas e reacções. Em Economia aprende-se que os números enquanto ciência exacta não podem ser dissociados dos Indivíduos, pois é precisamente na parte social e emocional que os “intervalos de confiança” acontecem. Por eles se ganham e por eles se perdem.Continuação

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[João Pereira Coutinho, 19-04-2013] | 0 comentários
Toda a oposição parlamentar, os parceiros sociais, a CIP e, agora, até os bancos, pela voz de Ricardo Salgado, vem defendendo a necessidade premente de uma renegociação do memorando, parando a austeridade.Continuação

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Não admira que em Portugal os porta-vozes da finança se mostrem nervosos com o início de um debate público sobre custos e benefícios de uma saída da zona euro
[Jorge Bateira, ioline.pt, 18-04-2013] | 0 comentários
Hoje a política económica é ditada pelos mercados financeiros. Mas não foi sempre assim. Reagindo ao desastre económico, social e político dos anos 30, que conduziu à Segunda Guerra Mundial, governos de todo o mundo reuniram-se em 1944 na célebre conferência de Bretton Woods e decidiram dar prioridade ao desenvolvimento das nações. Embora admitindo que a estabilidade das taxas de câmbio era benéfica para o comércio internacional, também queriam evitar os erros do passado. Subjugados pelos movimentos de capitais especulativos, tinham executado políticas de austeridade para defender taxas de câmbio fixas impostas por uma paridade com o ouro tida por irrevogável. Por isso, os Acordos de Bretton Woods instituíram um regime de câmbios flexíveis e assumiram que cada estado recuperaria a liberdade de administrar as políticas mais adequadas ao seu desenvolvimento recorrendo ao controlo do capital financeiro e a alguma protecção comercial.Continuação

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[João Pereira Coutinho, 15-04-2013] | 1 comentário
Vitor Bento, conselheiro de estado do Cavaco, um economista, declaradamente, neo liberal, sem qualquer provas públicas dadas ( que se saibam ), defendeu, publicamente, que a saída do euro implicaria uma redução de 30% dos salários e a falência do sistema bancário.Continuação

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[Alfredo Barroso, 13-04-2013] | 0 comentários
A hipocrisia, o cinismo e a crueldade da direita neoliberal que está no poder não têm limites. Vítor Gaspar, Passos Coelho e Paulo Portas (assim mesmo, por esta ordem hierárquica) estão a tentar encobrir, invocando as decisões do Tribunal Constitucional, a enorme incompetência do governo, as sucessivas derrapagens orçamentais e os gravíssimos erros cometidos bem antes do acórdão do TC.Continuação

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[Alfredo Barroso, 14-04-2013] | 0 comentários
Os canalhas de direita que ainda estão legalmente, mas já não legitimamente, no poder, só esperavam pelo pretexto do acórdão do Tribunal Constitucional a declarar inconstitucionalidades, para atacarem sem piedade os mais fracos, indefesos e desfavorecidos, retirando-lhes mais uma fatia do pouco que eles ainda têm para sobreviver. Continuação

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[Alfredo Barroso, 10-04-2013] | 0 comentários
Morreu Margaret Thatcher, uma das principais responsáveis pela contra-revolução neoliberal que há mais de 30 anos vem devastando os regimes democráticos ocidentais, distorcendo a economia, tornando as sociedades democráticas cada vez mais desiguais, destruindo a coesão social, impondo o «casino da especulação monetária» e a ditadura dos mercados financeiros globais que hoje mandam em nós.Continuação

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[Alfredo Barroso, 08-04-2013] | 0 comentários
A sinistra comunicação que o primeiro-ministro, Passos Coelho, acaba de fazer, além de configurar um acto de chantagem política intolerável, é um exercício inqualificável de hipocrisia e desresponsabilização do governo. Continuação

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[Alfredo Barroso, 05-04-2013] | 0 comentários
O relançamento da economia só é compatível com um corte da ordem dos 40% na despesa pública. A ideia foi defendida por António Pinho Cardão no lançamento do manifesto «Despesa Pública menor para um Futuro melhor». Continuação

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[Daniel Oliveira, expresso.pt, 05-04-2013] | 0 comentários
O dia da demissão de Miguel Relvas foi decidido pelo governo. Se Nuno Crato manteve na gaveta o relatório que incriminava Relvas, durante semanas, a decisão de o desengavetar por estes dias só pode ter sido política.Continuação

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[Alfredo Barroso, 05-04-2013] | 0 comentários
Demitiu-se, finalmente, o ministro Miguel Relvas, o famoso «equivalências», uma das vergonhas mais chocantes, mas não a única, deste governo reaccionário, antipatriótico e ultra-liberal que está a destruir o país e a sacrificar brutalmente a grande maioria dos portugueses, há quase dois anos.Continuação

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A economia e a sociedade gregas entraram numa agonia terminal. Chipre também acaba de perceber que caiu na armadilha da moeda única
[Jorge Bateira, ioline.pt, 05-04-2013] | 0 comentários
Há uma notícia recente que não teve o devido destaque nas nossas televisões. O governo grego pediu à troika uma moratória para as medidas de austeridade que deveriam ser tomadas de imediato pelo facto de a execução orçamental estar a ficar comprometida pela espiral recessiva. Ou seja, a economia e a sociedade gregas entraram numa agonia terminal. Chipre também acaba de perceber que caiu na armadilha da moeda única. Tanto a Grécia como Chipre acabarão por abandonar a zona euro. Não porque tenham concluído pela existência de benefícios líquidos com a saída, mas apenas porque a vida se tornou absolutamente insuportável para a larga maioria dos seus cidadãos. O mesmo se vai passar em Portugal.Continuação

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[João Pereira Coutinho, 03-04-2013] | 0 comentários
Defendi no início desta legislatura que, ao contrário do que muitos defendiam, Cavaco Silva lutaria, por actos (discursos, entrevistas e recados, estes enviados pelos seus comentadores políticos que prestam a tudo por umas míseras influencias a potenciais futuros cargos ou eleições) ou omissões (aqueles silêncios, prolongadíssimos, ou tabus que nos habituou em que os seus eleitores – Cavaco só foi eleitos por cerca de 27% de votos - desconhecem se está vivo ou se abdicou da Presidência), para ser o verdadeiro líder governativo.Continuação

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[Alfredo Barroso, 02-04-2013] | 0 comentários
São pessoas como o sr. Pedro Passos Coelho e o sr. Paulo Barros Vale que me obrigam a refrescar-lhes a memória, relembrando-lhes várias vezes coisas que aqui já foram ditas e escritas. Aqui vão mais duas:Continuação

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[Alfredo Barroso, 31-03-2013] | 1 comentário
Escreve André Figueiredo, meu camarada de partido:
«Também o Fundador do PS, MÁRIO SOARES, um exemplo na defesa do legado socialista, um reconhecido Homem de acção e de carácter, que nunca renunciou aos princípios de solidariedade e camaradagem, diz ao Jornal Expresso: ‘O regresso de Sócrates foi brilhante’».Continuação

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[António Serzedelo, 01-04-2013] | 0 comentários
Por isso, hoje, resolvi fazer uma abordagem deste tema, para os leitores e simpatizantes dos sites para que escrevo perceberem melhor o que se está a passar connosco.
O exemplo mais flagrante é o que aconteceu, ou está a acontecer, em Chipre. Continuação

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“Os donos da Europa germanizada metem medo. Tomam uma decisão e exterminam um País.”
[Manuel Alegre, 26-03-2013] | 5 comentários
Estamos como aqueles prisioneiros dos campos de concentração que viviam na ilusão de que a vez deles talvez não chegasse, enquanto os outros iam sendo encaminhados para as câmaras de gás. Continuação

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Vivemos uma época em que os partidos se revelam incapazes de apresentar uma proposta que rompa com “a situação” geradora do desemprego de massa
[Jorge Bateira, 21-03-2013] | 0 comentários
O filósofo holandês Rob Riemen, recordando Albert Camus e Thomas Mann, escreveu recentemente: “O bacilo fascista estará sempre presente no corpo da democracia de massas. Negar este facto ou dar outro nome ao bacilo não nos tornará resistentes a ele. Pelo contrário. Se queremos combatê-lo eficazmente, teremos de começar por admitir que está novamente prestes a contaminar a nossa sociedade, teremos de o chamar pelo seu nome: ‘fascismo’” (“O Eterno Retorno do Fascismo”, Bizâncio).Continuação

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[Henrique Monteiro, expresso.pt, 21-03-2013] | 0 comentários
Aposto que está próximo o dia em que o Governo vai cair. E a minha aposta é antiga. Esse dia vai ser aquele em que o Tribunal Constitucional sentenciar como inconstitucional certas normas do Orçamento do Estado para 2013, entre elas a que penaliza reformados e pensionistas.Continuação

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[João Lemos Esteves, expresso.pt, 18-03-2013] | 0 comentários
Primeiro-ministro (e, consequentemente, o Governo que lidera) chegou ao fim da linha. É o seu fim: não há qualquer margem de retorno. O Governo caiu de tal forma no fundo que já não vai conseguir regressar à tona. Continuação

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[Nicolau Santos, expresso.pt, 15-03-2013] | 0 comentários
Vítor Gaspar colocou hoje o seu melhor ar de hipnotizador para nos tentar passar três ideias: que o ajustamento está a correr como o previsto; que o défice orçamental foi cumprido; e que em 2014 tudo começa a melhorar.Continuação

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[Daniel Oliveira, Expresso, 12-03-2013] | 0 comentários
Ricardo Paes Mamede é um jovem economista que, no blogue Ladrões de Bicicletas , se junta a vários outros economistas que teimam em contrariar o pensamento único que domina a academia nesta área das ciências sociais. Pensamento único que tão nefastos resultados teve nas grandes opções políticas que os governos europeus tomaram nas duas últimas décadas. Em dois pequenos textos em que se socorre de três gráficos relativamente simples, Ricardo Paes Mamede explica como a nova realidade económica internacional acentuou desequilíbrios já existentes na Europa. Continuação

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[Tiago Mota Saraiva, jornal i, 09-03-2013] | 0 comentários
E se, no passado sábado, depois de ter sido lida a moção de censura popular aos governos da troika, tivesse havido um apelo para que o povo tomasse o Palácio de Belém? Se tenho para mim que uma parte das pessoas teria regressado a casa, acho que a esmagadora maioria seguiria para Belém. Mais, seria possível que muitos, pelo país fora, decidissem acorrer a Lisboa nos dias subsequentes. Muito provavelmente os dias subsequentes seriam de enorme tensão, a que não faltariam actos de pessoas desesperadas, de quem nada tem a perder.Continuação

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[Elísio Estanque, 26-02-2013] | 0 comentários
Estamos habituados a pensar o Norte “desenvolvido” olhando para cima, mas talvez seja o momento de inverter o mapa-mundi e exercitar a nossa reflexão crítica imaginando um Sul “promissor” que olha para os europeus “de cima para baixo”. Sentimentalmente constrangido ou levianamente divertido, o Brasil assiste ao definhar da sua ex-metrópole, vivendo tempos eufóricos. Continuação

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[SOFIA LORENA (Roma) , publico.pt, 26-02-2013] | 0 comentários
A Itália que acordou nesta terça-feira depois do resultado histórico das legislativas de domingo e segunda-feira pode não gostar da imagem que vê reflectida no espelho. Mas será obrigada a aceitar que o reflexo corresponde ao país.Continuação

-"Que se Lixe a Troika"
[Manuel Alegre, 25-02-2013] | 1 comentário
Houve tempos em que os intelectuais marcavam a vida do país. Um manifesto, um ensaio, um romance, um poema, um simples artigo podiam abalar o marasmo estabelecido e sublevar as consciências. Por isso, de vez em quando, filósofos, romancistas, professores, jornalistas e poetas eram presos. Não só na vigência do Estado Novo. Antes do 5 de outubro, agora outra vez banido, já Guerra Junqueiro tinha acabado com a Monarquia. Continuação

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[Daniel Oliveira, expresso.pt, 23-02-2013] | 0 comentários
Já ontem aqui escrevi sobre a absurda conversa em torno de uma suposta violação da liberdade de expressão de um ministro que mandou despedir um cronista que na rádio pública o criticava e que tutela o administrador que mandou sair uma circular interna na RTP que impede os funcionários de fazerem declarações públicas sobre a empresa. Mas hoje queria falar de algumas reações de alguns políticos da área do PS a estes acontecimentos. Continuação

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[Pedro Silva Pereira , Economico.sapo.pt, 22-02-2013] | 0 comentários
Pronto, é oficial: Gaspar estatelou-se. Depois de ano e meio a teimar na sua absurda política de austeridade "além da troika", o ministro das Finanças teve de assumir o fiasco e o choque frontal com a realidade da espiral recessiva e do desemprego. Falhou nas políticas, falhou nas previsões, tinha de falhar nos resultados. Entretanto, o mal está feito: o erro de Vítor Gaspar pôs a economia em recessão profunda e atirou 250 mil portugueses para o desemprego em apenas dezoito meses.Continuação

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[Leonete Botelho, publico.pt, 22-02-2013] | 0 comentários
Os protestos dispersos que recebem governantes ao som de Grândola Vila Morena contêm em si a semente do incontrolável. Já não são organizados com antecedência, nem por uma estrutura conhecida e previsível. Não. Têm o poder atómico e viral da Internet, porque se reproduzem em átomos múltiplos, dispersos e imprevisíveis. De boca em boca, de ecrã em ecrã, usando apenas o poder da palavra, da rede e da imaginação.Continuação

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As elites da social-democracia europeia estão longe de perceber o essencial: não há saída para a situação em que nos encontramos apenas com apoio ao investimento privado
[Jorge Bateira, jornal i, 21-02-2013] | 0 comentários
A economia da França está estagnada, muito provavelmente a caminho da recessão. O seu presidente reconhece que já não vai cumprir o que prometera em campanha eleitoral, em 2013 o défice das contas públicas não vai ser de 3%. Como diz o “Le Monde” (14 Fevereiro), “um ano após a publicação dos seus 60 compromissos, François Hollande acaba de enterrar o número nove”. Para quem depositou tantas esperanças na eleição de François Hollande, imagino que os socialistas portugueses estejam a meditar no significado deste fiasco político.Continuação

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[Mário Jorge Neves, 11-02-2013] | 0 comentários
Quando li algumas das afirmações contidas no relatório do FMI relativas às questões da Saúde lembrei-me imediatamente de um artigo escrito há cerca de 10 anos pelo Prémio Nobel Joseph Stiglitz com o título “O que aprendi sobre a crise económica mundial desde o FMI”"Continuação

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Ao contrário do que habitualmente se pensa, desde o início que o caminho para o federalismo europeu foi determinado pela cultura alemã
[Jorge Bateira, jornal i, 07-02-2013] | 0 comentários
O líder do Partido Socialista reivindicou esta semana “Uma Europa federal, onde cada Estado e cada pessoa estejam em pé de igualdade”. E especificou que precisamos de “um governo económico e político para que possa haver instrumentos eficazes para contrariar a crise que atravessamos”. Mas não há notícia de que tenha defendido um referendo sobre a escolha desse caminho. Nisso é fiel à história da “construção europeia”, a de evitar tanto quanto possível que o povo seja consultado e, quando o resultado não convém, repetir a consulta após pressões, negociações e pequenas cedências. Na lógica de Jean Monet, aproveita-se cada crise para avançar por “pequenos passos”. Acontece que o método está esgotado. Vejamos porquê.Continuação

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A sobrevivência imediata da zona euro parece assegurada, mas os riscos políticos e de solvência mantêm-se
[Bruno Faria Lopes, jornal i, 04-02-2013] | 0 comentários
De Berlim a Madrid, passando por Paris Frankfurt e Dublin, não há líder europeu que nos últimos meses tenha resistido à tentação de dizer que “o pior para a zona euro já passou”. Será mesmo assim?Continuação

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[Fernando Santos Pessoa, MIC, 02-02-2013] | 0 comentários
Segundo discretas informações na comunicação social, os extremistas islâmicos que assaltaram o norte do Mali terão destruído a biblioteca de Tombuktu, incluída no património mundial da UNESCO. É um acto que praticamente tem passado ao lado dos grande noticiários, porque certamente não interessará a muita audiência. - e pergunto a mim mesmo, mas que sociedade é a nossa? Onde está o resultado de suposto investimento na educação e na cultura que a democracia terá trazido consigo? Ninguém se importa com nada para além das trafulhices da nossa política interna ? E a União Europeia, também fica calada, não há nada para dizer?Continuação

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Estas notas inventariam alguns factos sobre o SNS e sobre a ADSE e avaliam o efeito social, o custo e a eficiência de algumas alternativas.
[Francisco Louçã, esquerda.net, 02-02-2013] | 0 comentários
Quando o responsável da direção de António José Seguro para a saúde, o médico Álvaro Beleza, criou uma pequena tempestade ao defender o fim da ADSE, só o governo das direitas acarinhou a proposta, com indisfarçado entusiasmo. No PS, ela provocou grandes incómodos e respostas desencontradas, desde argumentos de oportunismo eleitoral até a defesas da coerência do SNS. Ficou sem se saber a posição do PS, que não se poupou à suspeita de ter uma agenda secreta para o fim de um subsistema que protege 1,3 milhões de pessoas.Continuação

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Com Vídeo
Eugénia Pires: "É muito importante que não desistamos."
[Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida , 28-01-2013] | 0 comentários
Eugénia Pires: "É muito importante que não desistamos."Continuação

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Crise financeira mundial - Com Vídeo
Palestra proferida pela Profª. Dra. Maria Lúcia Fattorelli, Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, no ano passado na Universidade Federal do Amazonas.
[MIC/Youtube, 28-01-2013] | 0 comentários
Tomou-se conhecimento do cenário mundial e principalmente do Brasil, afinal já estão sendo atingidos, visto que mais de 40% dos recursos estão a ir para o pagamento da dívida.Continuação

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Caro Aníbal, caro Pedro, caro Vítor,
[Alcides Santos, MSE, 28-01-2013] | 0 comentários
Pode ser que fiquem muito contentes pelo momento em que Portugal regressa aos mercados. Pode até que tenham conseguido que de alguma forma se cumpra o défice. No entanto, continuo desempregado e não vislumbro o momento em que esta situação se possa alterar. Vejo, em vez disso, aproximar-se o momento em que deixarei de conseguir garantir uma vida digna à minha família. É dessa forma e em consequência directa das vossas acções que, gradualmente, passaremos a não ter lugar nesta sociedade, que cada vez mais seremos considerados lixo, resíduo, desperdício.Continuação

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O regresso aos mercados não é a prova de que a austeridade está certa, mas sim a desculpa certa para impor mais austeridade.
[José Manuel Pureza, DN.pt, 26-01-2013] | 0 comentários
Em 7 de fevereiro de 2011, o Governo presidido por José Sócrates procedeu à última colocação sindicada de dívida pública portuguesa no mercado com maturidade de cinco anos. 3500 milhões de euros foram então colocados a um juro de 6,4%. Dois meses depois, o mesmo Governo estava a solicitar a intervenção da troika. Esta lembrança pode ser útil para os que vinham exibindo um olhar sombrio e que subitamente passaram a entoar hossanas a Gaspar. Tanta exultação faz lembrar o suicida que se atira de um prédio de vinte andares e que, a meio da sua queda vertiginosa, diz para si próprio: "Até aqui tudo bem!"Continuação

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[PAULO TRIGO PEREIRA , publico.pt , 26-01-2013] | 0 comentários
É hora de balanço. Apesar de os dados da execução orçamental serem ainda provisórios, é já possível ter uma ideia clara de que o Governo não conseguiu atingir o objectivo para o défice orçamental (primeiro 4,5% do PIB e depois 5%).Continuação

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Face ao estrondoso, mas previsível, fracasso desta política económica, há quem no seio da troika esteja aberto ao adiamento do reembolso da nossa dívida oficial
[Jorge Bateira, jornal i, 24-01-2013] | 0 comentários
O nosso ministro das Finanças declarou em Bruxelas que Portugal é um país “que cumpriu e que cumpre” os seus compromissos do programa de ajustamento, e que a “forte capacidade de execução” permite que o país esteja agora “prestes a poder realizar emissões no mercado primário de obrigações”. “O facto de o Tesouro português recuperar o seu acesso ao mercado de obrigações permite que os bancos portugueses e as grandes empresas portuguesas possam também elas beneficiar desse acesso ao mercado”, e tal é “um impulso decisivo para a recuperação da actividade da economia em geral e do investimento em particular”.Continuação

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[Paulo Guinote, parlamentoglobal.sic.sapo.pt, 21-01-2013] | 0 comentários
Falo dos não-superiores. Dos básicos, aqueles que se considera serem uns incapazes de fazer outra coisa, gente que faz aquilo que outros não querem. Uma espécie de varredores do lixo alheio, mesmo se tratam da mais nobre missão que existe na vida em sociedade e que é ensinar as novas gerações para um futuro cada vez mais sombrio.Continuação

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[Joaquim Jorge, 13-01-2013] | 0 comentários
Vivemos numa época zumbi de austeridade , poderíamos chamar-lhe austericídio , que está a deixar uma trilha de cadáveres pelo caminho ( classe média e os novos pobres ). Nunca mais se devolve a esperança de uma eurozona hipnotizada por esta filosofia económica de austeridade férrea , masoquista e deprimente.Continuação

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[Maria do Rosário Gama, APRe, 13-01-2013] | 0 comentários
O relatório do FMI encomendado pelo Governo, feito com os dados que o Governo forneceu, com as conclusões que o mesmo queria obter e com os custos pagos com os nossos impostos, prefigura uma tentativa de golpe de estado ao tentar subverter a lei fundamental portuguesa, a nossa Constituição.Continuação

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Os federalistas não fazem um diagnóstico completo da natureza da crise em que estamos mergulhados
[Jorge Bateira, jornal i, 10-01-2013] | 0 comentários
Para vencer a crise em que mergulhámos, grande parte da nossa elite intelectual e política defende a urgência de mudanças institucionais e da política económica europeia rumo a um estado federal. Independentemente da maior ou menor viabilidade política dessa posição, entendo que esse caminho não serve o desenvolvimento do nosso país e até aumenta o risco de implosão da UE.Continuação

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[Elísio Estanque, publico.pt, 07-01-2013] | 0 comentários
Já parece uma década mas há apenas cerca de ano e meio desde o pedido de resgate. A austeridade mudou o ritmo e alterou a noção do tempo. A espiral negativa apoderou-se dos acontecimentos à medida que o tempo corre, a cada mês, semana ou mesmo a cada dia, tornando real a ideia de que “um pessimista não é senão um otimista esclarecido”. Continuação

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[Alfredo Barroso, 06-01-2013] | 1 comentário
Cumpro o «doloroso dever» de participar – para gáudio de quem detesta as minhas opiniões e não me pode ver nem pintado – que fui esta tarde «removido», por telefone, do programa «Frente-a-Frente» da SIC Notícias, no qual participava desde o ano de 2004.Continuação

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[António Zerzedelo, 06-01-2013] | 0 comentários
Antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que tiveste em prescindir dos poucos momentos em que não tens que carregar o país às costas, para pensar um pouco em nós e nos nossos Natais.
Retrataste, com a clarividência de poucos, a forma penosa como atravessamos esta quadra que deveria ser de alegria, amor e união. És de facto um ser iluminado e somos sem dúvida privilegiados em ter ao leme da nossa nau um ser humano de tão refinada cepa.
Continuação

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[Pedro Santos Guerreiro, 05-01-2013] | 0 comentários
A dívida pública é uma das maiores mentiras da democracia portuguesa. Sob as folhas limpas do Estado medrou um submundo de desorçamentação. Nos últimos dez anos (2003-2012), acumulámos défices orçamentais de 71,5 mil milhões de euros, suportados com dívida. O Estado deve quase 200 mil milhões, para um PIB de 166 mil milhões. É possível pagar este valor?Continuação

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Temos um Presidente da República que, entre a Constituição de que é garante e o memorando com a troika, escolhe este e hipoteca aquela.
[DN.pt, 04-01-2013] | 0 comentários
Bem pode o porta-voz do PS louvar a mensagem de ano novo do Presidente por ter deixado Passos Coelho politicamente isolado. Bem podem os opinadores encartados do costume encontrar na dita sinais de descolagem de Belém relativamente a São Bento. Um e outros querem que esqueçamos o essencial: Cavaco Silva é figura de referência das direitas tecnocráticas e dos economistas do deslaçamento social para quem a democracia é um estorvo.Continuação

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[João Reis Gomes, MIC, 03-01-2013] | 0 comentários
Para o arquiteto paisagista a paisagem não é o que se olha, não é o que está á nossa frente, a paisagem é o que se Vê, a paisagem é um Sentimento.Continuação

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Muitos de nós somos só plurais até ao limite máximoda extensão das “minhas” ideias
[José de Faria Costa, jornal i, 02-01-2013] | 0 comentários
É bom, por vezes, parar um pouco e reflectir, nem que seja por escassos momentos, sobre coisas que temos por adquiridas dentro do nosso modo de viver colectivo. Falamos, por exemplo, de pluralidade. Da pluralidade que as actuais sociedades democráticas têm como um ponto matricial. Sim, todos dizem, a sociedade tem de ser plural. Por certo. Mas, em rigor, o que é que isso quer significar?Continuação

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[JOSEPH E. STIGLITZ, negocios.pt, 31-12-2012] | 0 comentários
O ano de 2012 acabou por ser tão mau como eu esperava. A recessão na Europa foi a consequência previsível e (prevista) das políticas de austeridade e de um enquadramento do euro condenado a falhar.Continuação

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Assunto: Victor Gaspar
Com tanta versão de Excel e ainda não acertou …
[António Serzedelo, 28-12-2012] | 0 comentários
Ano de 1993: com a economia portuguesa a ruir, um alucinado Braga de Macedo, então ministro das Finanças, foi à Assembleia da República gritar a plenos pulmões que o país era um “oásis”. Este sketch parlamentar resistiu à passagem do tempo. Quem não resistiu foi Braga de Macedo: após um breve compasso de espera, Cavaco calçou-lhe uns patins.Continuação

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[AVAAZ.org, 27-12-2012] | 0 comentários
O Parlamento indiano está encerrando 2012 sem haver votado a lei de combate ao trabalho infantil mais dura de sua história. Pior: o projeto de lei conta com o apoio da maioria dos parlamentares, mas ficou encalhado por semanas porque eles não a consideraram como 'prioridade'! Continuação

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A troika, o governo, os comentadores de economia que hegemonizam o espaço televisivo ignoram as implicações do enorme fracasso da execução orçamental
[Jorge Bateira, jornal i, 27-12-2012] | 0 comentários
O ano de 2013 vai confrontar os portugueses com a urgência de tomarem decisões estratégicas sobre o futuro do nosso país. Enquanto a economia transita de uma recessão grave para uma espiral depressiva – veja-se o imparável aumento do desemprego e o início da descida do nível geral de preços –, o governo começa a esboçar os seus planos de ataque ao Estado-providência visando em particular a educação, a saúde e o sistema de pensões. Os cidadãos parecem impotentes, quase anestesiados, perante este rolo compressor conduzido por neoliberais fundamentalistas, verdadeiros colaboracio-nistas da germanização da UE que está em marcha.Continuação

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[Henrique Monteiro , Henrique Monteiro , 23-12-2012] | 1 comentário
Quem leu o Expresso deste fim-de-semana e quem viu, ontem, a reportagem especial da SIC sobre o BPN não pode ter deixado de ficar, como eu fiquei, com uma espécie de nojo. Tudo aquilo é mau de mais para ser verdade. Nós todos, contribuintes, os pobres, os remediados, os ricos, estamos a pagar a irresponsabilidade de uns, muito poucos, cujos nomes se repetem à exaustão.Continuação

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É para isto que são eleitos e principescamente pagos os deputados europeus, enquanto os povos europeus passam fome e miséria? É para isto a UE?
[António Zerzedelo, MIC, 23-12-2012] | 0 comentários
À SOCAPA E COM UM PROGRAMA OCULTO, QUEREM PRIVATIZAR A SEGURANÇA SOCIAL, ALÉM DE SERVIÇOS PÚBLICOS.

Quem disse que é bom ter um português como presidente da Comissão Europeia, se neste caso ele se manteve em silêncio como cúmplice desta sinistra intenção? Se não fosse o presidente Hollande, em França, continuaríamos na total ignorância por falta de divulgação na imprensa desta tramoia, que continuaria escondida numa gaveta dos governos ultraliberais da Europa ao serviço do Bilderberg's Group.
Continuação

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(ou apenas esverdeada)
[Fernando Santos Pessoa, MIC, 23-12-2012] | 1 comentário
Há designações novas que surgem de tempos a tempos para significar situações, realidades ou conceitos que já existem desde há muito. É o que se passa com a designação de economia “verde”.
Primeiro falava-se em perenidade (dos sistemas, dos recursos renováveis que suportam a vida); depois, traduzindo do inglês, entrou na gíria a sustentabilidade, que quer essencialmente designar o mesmo – uma economia que se auto-sustenta com a energia endógena, sem depender de entradas de recursos e de energia exteriores. E agora está na moda a economia verde.
Continuação

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[FERNANDA CÂNCIO, DN.pt, 21-12-2012] | 0 comentários
Não há como negar: temos o primeiro-ministro mais aldrabão, incompetente, irresponsável e perigoso de sempre (desde que há eleições livres, bem entendido).
Continuação

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[JOSÉ MANUEL PUREZA, DN.pt, 21-12-2012] | 0 comentários
Em Portugal não haverá debate sério sobre as funções sociais do Estado. Se esse debate se fizesse, começaria pela identificação das fragilidades sociais do País, seguiria pela identificação das correspondentes...Continuação

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[ BAPTISTA-BASTOS, DN.pt, 21-12-2012] | 0 comentários
Paulo Portas está em desacordo com o Orçamento, mas aprovou-o em nome do "interesse nacional." A invocação deste "interesse" tem-se prestado às maiores vilanias. A abstracção contida no conceito constitui a característica essencial dos políticos que atrás dele se resguardam, a fim de impor o próprio vazio de sentido das suas decisões. Afinal, que é o "interesse nacional"? São os bancos, as companhias de seguros, os interesses dos mais afortunados, o enriquecimento ilícito e, agora, a troika? Na lista das prioridades estamos em último lugar, a verificar pela miséria, pelo desemprego, pela queda abismal do nosso poder de compra, pela emigração em massa dos mais jovens e pela angústia devastadora dos mais velhos. O "interesse nacional" é a máscara da nossa decepção permanente.Continuação

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[Daniel Oliveira, expresso.pt, 19-12-2012] | 1 comentário
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva é irmão e sócio de José Dirceu. José Dirceu foi um dos homens fortes do PT brasileiro e o pior daquele partido. Principal responsável pelo caso mensalão e condenado a 10 anos de prisão. Gente fina, portanto. E gente fina com quem o ministro Miguel Relvas tem relações próximas.
Continuação

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Na verdade, é em situações de crise, de crise profunda, que as democracias se testam e, se as ultrapassam, mostra a história, saem revigoradas
[José de Faria Costa, jornal i, 19-12-2012] | 0 comentários
Quando tudo à nossa volta parece ruir ou desaparecer é bom lutar, com todas as forças, contra a atracção pelo abismo. A vertigem que este desencadeia e a sedução que o cobre são, em termos colectivos, dos piores males que podem cair em qualquer comunidade, sobretudo naquelas que se querem levantar e reganhar um pouco do pundonor institucional perdido. Há cada vez mais, ouvem-se cada vez mais, o que é diferente, sereias que sedutoramente apelam ao abismo do silêncio. Que não vale a pena questionar, reagir, falar, argumentar, indignar-se, mostrar descontentamento, participar na vida pública com a pouca voz que cada um vai tendo. E há mesmo meninos crescidos que mandam calar pessoas que – bem ou mal, com virtudes e com defeitos, por certo – vão ficar na nossa história, e não será numa linha de nota de rodapé.Continuação

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Conceito Estratégico de Defesa Nacional Resolução do Conselho de Ministros n.º 9/94
[16-12-2012] | 0 comentários
Embora o conceito estratégico de defesa Nacional em vigor seja de 2003, recorro ao de 1994, porque para os factores em apreço, apresenta uma melhor sistematização que o de 2003, embora os mesmos princípios sejam equivalentes em ambos os conceitos, com uma redacção menos explicita, mais misturada e generalista em 2003, o que, é lamentável.

Todavia nas áreas em estudo não há, nem podia haver, diferenças significativas, sendo que estas no conceito de 2003 têm mais a ver com a emergência do terrorismo internacional. Para efeitos comparativos apresenta-se uma cópia, no que interessa, do conceito estratégico em vigor, no fim da análise comentada do de 1994. Continuação

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Perceberam a decisão que Cavaco terá tomado sobre o Orçamento de Estado (promulgá-lo, mas enviá-lo para o Tribunal Constitucional para fiscalização sucessiva)? Eu não!
[Henrique Monteiro, expresso.pt, 16-12-2012] | 0 comentários
Ou seja, se o Presidente envia o OE para o Tribunal é porque tem dúvidas... Mas se tem dúvidas, por que motivo não as quer esclarecer já, preventivamente, de acordo com as suas competências? Por que não envia o OE para o Tribunal para fiscalização preventiva e só depois disso toma a decisão de o promulgar?Continuação

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É minha convicção que a germanização da UE acabará por ser derrotada no campo da política
[Jorge Bateira, jornal i, 15-12-2012] | 0 comentários
O debate sobre a saída de Portugal da zona euro ganhou novo impulso com o recente congresso do PCP, que “reafirma o inalienável e pleno direito de o povo português decidir do seu próprio destino e escolher os caminhos que entender […] Direito de que o povo português não pode abdicar face ao irreconciliável conflito entre a natureza dessa integração e a indispensável defesa da soberania nacional e dos interesses dos trabalhadores e do povo”. Esta posição aprofunda as reservas do PCP à adesão do país à CEE, na medida em que realça a existência de um antagonismo entre as políticas de que o país necessita para se desenvolver e as políticas da zona euro. Não é preciso aderir ao marxismo-leninismo para concordar com este ponto de vista.Continuação

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[São José Almeida, publico.pt, 15-12-2012] | 0 comentários
De forma preventiva e sem grande esforço, a sociedade é domesticada através da repressão e intimidação

Fez ontem um mês que, depois de uma manifestação que era o culminar de uma jornada de greve geral, a polícia procedeu a uma operação de intimidação dos cidadãos com uma sofisticada acção que se desenrolou através dos directos das televisões e dos órgãos de comunicação social em geral.Continuação

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[André Freire, publico.pt, 12-12-2012] | 0 comentários
No passado dia 6, na UNL, participei na Jornada: Como responder ao momento presente?, organizada pela historiadora Irene Pimentel e pela filósofa Filomena Molder. Com um painel de luxo, ao qual tive a honra de me associar, tinha como mote: "Propomos uma discussão que evidencie o papel dos saberes e das atividades criativas como instrumentos de análise do momento presente, a fim de impedir que ele se possa tornar numa condenação eterna." Continuação

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[Henrique Sousa, o que fica do que passa, 10-12-2012] | 0 comentários
A proposta de Directiva da União Europeia relativa aos contratos públicos, em apreciação no Parlamento Europeu, é um novo exemplo do processo em curso de destruição do chamado “modelo social europeu” e de regressão social e democrática do espaço europeu. Continuação

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[Daniel Oliveira, expresso.pt, 10-12-2012] | 0 comentários
A troika veio salvar-nos e o governo alemão tem todo o direito a fazer-nos todas as exigências, já que nos resgataram. É esta a ideia em que se baseia a nossa subserviência. Mas vale a pena olhar para os números e para isso aconselho a leitura deste texto do economista José Maria Castro Caldas (http://www.auditoriacidada.info/article/os-donos-da-d%C3%ADvida).
Continuação

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Se queres investigar, seja sobre física teórica ou sobre grego antigo, vai a um guiché dos mercados e pergunta pelos formulários que tens de preencher
[José de Faria Costa, jornal i, 05-12-2012] | 0 comentários
Quando no séc. II da nossa era Marco Aurélio, na boa tradição estóica, frisava que cada um de nós devia aproveitar o seu tempo, porquanto este está, desde o início, determinado, mais não fazia do que trazer à reflexão filosófica aquilo que se tinha adquirido através das múltiplas e cruzadas experiências que as gerações passadas haviam sedimentado.Continuação

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[José Vítor Malheiros, publico.pt, 04-12-2012] | 0 comentários
«"Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Continuação

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[Maria do Rosário Gama, MIC, 02-12-2012] | 1 comentário
Consegue dormir descansado, Sr Deputado da maioria, depois de ter levantado o braço para aprovar a lei do Orçamento de Estado para 2013? Não sentiu o braço pesado? E a sua consciência, não lhe pesou? É que a mim pesam e muito as medidas que os senhores acabaram de aprovar claramente discriminatórias dos "cidadãos" aposentados, pensionistas e reformados, grupo em que me incluo, em grosseira colisão do O.E. com o princípio da Igualdade, da confiança e da boa-fé.Continuação

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(1 DEZEMBRO 1640; 1 DEZEMBRO 2012)
[Andrade da Silva, 01-12-2012] | 0 comentários
Dizem os que se julgam muito argutos e muito senhores do seu tempo, protagonistas e agentes históricos do hoje e do amanhã que a História não se repete, o que, sendo uma verdade elementar, é muitas vezes afirmado por elitistas em que o narcisismo ultrapassa a sapiência; e a ignorância mais apagada, os propósitos inteligentes e generosos de fazer que o mundo pule e avance.Continuação

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[Elísio Estanque, 30-11-2012] | 0 comentários
Sei bem que a minha opinião é uma mera opinião que nada conta no mundo do PS, nem se pretende com isto influenciar NADA. Apenas não gosto, como muitos militantes socialistas, de ser tomado por tolo. Por isso, e como ma pediram, manifestei a minha modesta opinião e nada mais do que isso. (como aliás sempre faço). Limito...-me portanto a divulgar o que foi escrito no jornal abaixo, a propósito de uma (eventual - que espero ainda não se confirme) candidatura camarária de Manuel Machado a Coimbra, pelo PS.Continuação

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Com a adesão ao euro, o nosso crescimento económico tornou-se medíocre, o desemprego disparou e o Estado-providência ficou sob pressão
[Jorge Bateira, jornal i, 29-11-2012] | 0 comentários
Confrontado com os disparates que leio e ouço na comunicação social, em texto anterior (“Um bolo muito apetitoso”) expliquei sumariamente em que consiste o mecanismo de repartição que sustenta a nossa Segurança Social. Hoje pretendo mostrar aos leitores que a ideia da falência da Segurança Social, e do Estado-providência em geral, faz parte de uma retórica inspirada na ideologia neoliberal. Essa retórica será repetida até à exaustão para inculcar nos cidadãos a inevitabilidade da privatização de boa parte da provisão pública. O objectivo é, criando um clima de anomia social, converter o Estado-providência num Estado de serviços mínimos, complementado com uma rede de assistência aos mais desamparados através das IPSS. O resto da população tornar-se-ia o mercado dos grupos económicos privados.Continuação

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[Henrique Monteiro, expresso.pt, 29-11-2012] | 0 comentários
O Orçamento para 2013 vai morrer. Alguns dos seus artigos serão declarados inconstitucionais, pois só com grandes artifícios jurídicos, o mesmo Tribunal Constitucional que não permitiu a iniquidade entre funcionários públicos e privados permitirá iniquidade maior (e mais injusta) entre reformados e trabalhadores ativos.Continuação

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[António Bagão Félix, 28-11-2012] | 0 comentários
Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].Continuação

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A maioria parlamentar aprovou terça-feira o mais estúpido Orçamento do Estado que Portugal alguma vez conheceu.
[Nicolau Santos, expresso.pt, 28-11-2012] | 0 comentários
É estúpido porque parte de um quadro macroeconómico completamente irrealista, com base numa recessão prevista de 1 por cento, quando no mesmo dia a OCDE apontou para -1,8% e todas as previsões conhecidas, nacionais e internacionais, se fixam claramente acima do valor definido pelo Governo e pela troika.Continuação

Acaba de ser aprovado o mais infame Orçamento de Estado da história da democracia portuguesa.
[Alexandre Abreu, Blogue Ladrões de Bicicletas, 27-11-2012] | 0 comentários
É um OE ilegítimo, pois assenta numa fraude democrática: executa um programa de transformação (mais propriamente, destruição) económica e social que não foi sufragado nas urnas e que, se o fosse, seria derrotado por uma imensa maioria.
Continuação

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ou o SNS português e os nossos hospitais
[26-11-2012] | 0 comentários
JS, sexo masculino, raça caucasiana, de 66 anos de idade, cidadão britânico a viver em Portugal há cinco anos, nascido e anteriormente residente em Inglaterra, teve um acidente vascular cerebral. Foi atendido no local e transportado de imediato pelo INEM para o Serviço de Urgência do Hospital dos Covões, em Coimbra (agora do CHUC), hospital central de referência da sua área de residência.Continuação

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SERÀ QUE ME PODEM EXPLICAR?
QUE É O BCE?
[Armindo Bento, 23-11-2012] | 0 comentários
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.Continuação

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[Nocolau Santos, expresso.pt, 21-11-2012] | 0 comentários
Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos.Continuação

É bom que pensemos nestas coisas
[Página do Facebook de Fernando Nunes, 17-11-2012] | 0 comentários
Uma reflexão tirada do Facebook de um cidadão, em que faz algumas contas sobre as ajudas que damos nos supermercados e por chamadas telefónicas para ajudar os mais necessitados.Continuação

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[Daniel Oliveira, expresso.pt, 17-11-2012] | 0 comentários
Já várias vezes escrevi sobre este assunto: na política, como no resto, a violência tem o poder de se impor, de forma despótica, sobre todos os argumentos e sobre todas as outras formas de luta. Ela impõe-se pela sua irracionalidade e pelo seu poder mediático. Ela impõe-se porque replica, na contestação, os códigos do poder do mais forte.
Continuação

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Não creio que os portugueses estejam dispostos a converter o regime de repartição da Segurança Social num jogo de casino da finança global
[Jorge Bateira, Jornal i, 15-11-2012] | 0 comentários
Sob pressão do fiasco orçamental, o governo quer agora “refundar o Estado social”. Assim, não é de estranhar que a Segurança Social tenha voltado a ocupar o centro das atenções no debate público, sobretudo no que toca à sua sustentabilidade. Mas este não é o assunto de hoje porque antes de mais é preciso perceber do que é que estamos a falar. Sobre a Segurança Social, os disparates que vamos lendo e ouvindo na comunicação social são assustadores, antes de mais porque inculcam na mente dos cidadãos a ideia da inevitabilidade do colapso de uma instituição central do nosso desenvolvimento, o Estado-providência. Mas são também assustadores pelo que revelam de ignorância, preconceito ideológico, agenda de interesses ou, quem sabe, tudo isto conjugado.Continuação

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[Alexandre Azevedo Pinto, 14-11-2012] | 0 comentários
O Velho Continente atravessa hoje uma crise muito profunda. Uma crise não só económica com o quase colapso da moeda única e com o sobre endividamento das famílias, das empresas e dos Estados, como também uma crise social de forte contestação ao modelo de governação e ainda de um forte apagamento da geopolítica mundial. A grave crise que hoje Portugal atravessa é também em parte resultado de uma crise maior da própria Europa seu parceiro dominante de produção, comércio e serviços. Não sendo esta uma desculpa que não o é, para a má governação de quem nos últimos anos tem tomado conta do poder em Portugal, é um facto por si só de grande relevância até estatística.Continuação

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[BAPTISTA-BASTOS, DN, 14-11-2012] | 0 comentários
O discurso de Passos Coelho, pretendidamente de boas-vindas a Angela Merkel, ultrapassou a indispensável cortesia para se transformar numa inqualificável sabujice. A alemã esteve seis horas em Lisboa apenas para apoiar e aplaudir a política do primeiro-ministro português. Afinal, a sua política. E aquele perdeu completamente o mais escasso decoro e o mais esmaecido pudor. Qualquer compatriota bem formado sentiu um estremecimento de vergonha ante o comportamento de um homem, esquecido ou indiferente à circunstância de, mal ou bem, ali representar um país e um povo.Continuação

[Armindo Castelo Bento, 14-11-2012] | 0 comentários
Porque é que a verdade é sempre inconveniente? Porquê e para quem? É de facto, por a nossa vida colectiva estar rodeadas de inverdades, de omissões e de mentiras, que esta agonia diária que nos conduzirá inevitavelmente à destruição como povo e como Nação se apoderou deste canto, com uma História milenar, e que levou ao adormecimento ou entorpecimento dos sentidos e da acção duma população, que por cada dia que passa se sente o seu atroz empobrecimento no seu modo e qualidade de vida.Continuação

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[Elísio Estanque, 10-11-2012] | 0 comentários
Ontem pude testeminhar o quanto a Universidade (todo país!!) está no limite da paciência e à beira da revolta contra este governo e estas políticas. O TAGV não foi suficiente para acolher o caudal de professores, estudantes e funcionários da UC. Acredito que -- tambem aqui à semelhança do país -- esta é uma onda que ainda está em formação e vai rebentar, tarde ou cedo!Continuação

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Elísio Estanque
[Elísioo Estanque, www.publico.pt, 03-11-2012] | 1 comentário
Para além da origem bíblica da ideia de povo (o Povo de Deus), os processos históricos de secularização progressiva das sociedades europeias deram origem a diferentes conceções acerca do “povo” e da cultura “folk” (que lhe serviu de suporte). Pensar o “povo” enquanto categoria sociológica implica refletir sobre a sua relação – ambígua ou conflitual – com as “elites”. É claro que essa relação evoluiu ao longo das épocas, mas, nos dias que correm, e perante a crise que hoje enfrentamos, a ideia de povo enquanto sujeito coletivo ganha uma nova aura e força sociopolítica.Continuação

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Desmantelamos o Estado-providência a pretexto de sanear as contas públicas, após o que, já sem financiamento europeu, acabaremos por deixar o euro
[ Jorge Bateira, Jornal i, 01-11-2012] | 0 comentários
Ao assinar o Memorando de entendimento para obter o financiamento que lhe permitiria satisfazer todos os compromissos financeiros, Portugal estava a sujeitar-se a um programa de ajustamento estrutural idêntico ao de muitos países de África, da América Latina, da Ásia e até da Rússia.Continuação

[andrade da silva, 31-10-2012] | 0 comentários
Povo irmão, na encruzilhada dos tempos, saíram-nos ao caminho hienas e coiotes: de um lado, destroçam-nos os ombros e as pernas, para refundarem o inferno dos altos-fornos; dos outros lados, os coiotes falam-nos do terreiro do povo, para, como sereias, nos atraírem a uma cilada, e roubarem-nos a alma livre para todo o sempre e, assim, refundarem as desgraças dos moiros do trabalho sem nenhum direito, como de África à China são prática corrente.
Povo irmão nesta vil sociedade as ignomínias agrupam-se por solidariedades demoníacas:
Continuação

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Greve dos Estivadores
[Alan Stoleroff, MSE-Movimento Sem Emprego, 30-10-2012] | 0 comentários
Em consonância com a conhecida expressão inglesa, no amor e na guerra vale tudo e, sobretudo, quando se trata de guerra de classes. E é disso que se trata na crise em curso, uma guerra de classes de grande envergadura. Em Portugal neste momento esta guerra tem várias frentes.Continuação

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[Cipriano Justo, Público.pt, 26-10-2012] | 0 comentários
Quando um povo coloca quem os governa em estado de recolher obrigatório, considerando as manifestações de protesto provocadas por qualquer dos seus membros sempre que põe a cabeça de fora do respectivo gabinete, é porque o grau de rejeição que se instalou tem uma tal intensidade que os governantes deixaram de ter condições para continuarem a exercer as suas funções. Continuação

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Para se ser solidário há que ir mais longe e mais fundo. Há que tocar a raiz das coisas
[ José de Faria Costa, Jornal i, 24-10-2012] | 0 comentários
Nos tempos de hoje, tempos de crise, e quanto a isso, infelizmente, parece ninguém ter dúvidas, surgiu com força redobrada a ideia forte de solidariedade. Das coisas mais simples do nosso desgastado e esgaçado quotidiano aos grandes projectos colectivos, que nas actuais sociedades democráticas se cristalizam nos Orçamentos do Estado, a palavra “solidariedade” marca uma presença constante, quase obsessiva. Em palavras pobres poder--se-ia dizer que por dá cá aquela palha toma lá solidariedade. Ora a solidariedade é uma coisa séria, seriíssima. Merecia que, com ela, tivéssemos mais cuidado.Continuação

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[Elísio Estanque, 18-10-2012] | 0 comentários
Já se percebeu que os cidadãos estão fartos e que o governo está a atingir o fim da linha. No entanto, mais do que discutir o que aí vem no imediato (manter o mesmo governo, remodelado; governo de iniciativa presidencial; ou eleições antecipadas), é necessário refletir sobre o que vem ocorrendo no país no plano sociopolítico e como poderão preparar-se as alternativas de futuro, com os atuais ou com novos protagonistas. Continuação

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Vendo o barco a afundar, um ou outro vêm agora admitir que a austeridade deveria ter sido mais suave, em linha com o discurso do Partido Socialista
[Jorge Bateira, Jornal i, 18-10-2012] | 0 comentários
A proposta de Orçamento do Estado para 2013 foi apresentada ao país pelo ministro das Finanças acompanhada de um comentário dirigido aos seus críticos: “Portugal não tem margem de manobra.” Ou seja, apesar do evidente fracasso da política de austeridade na Grécia, em Portugal e na Irlanda (neste caso, menos comentado), ainda assim temos de executar uma política que provou ser ineficaz. Dizem-nos que não há qualquer margem de manobra, mesmo que um dos membros da troika, o FMI, já tenha reconhecido que a política económica imposta a estes países é errada. O discurso do bom aluno acaba de ser enterrado, mas é espantoso que a política se mantenha.Continuação

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[Nicolau Santos, Expresso, 16-10-2012] | 0 comentários
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!?Continuação

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Se em certos momentos os povos avançam e dão saltos qualitativos, não é menos verdade que também podem marcar passo, para se ser generoso ou até dolosamente ingénuo
[José de Faria e Costa, 10-10-2012] | 0 comentários
O nosso modo de ser colectivo tem coisas muito interessantes. Uma delas é querermos o Terreiro do Paço e o adro da “nossa” Igreja junto a “nossa” casa. Bem pertinho. Qualquer passo que se deva dar a mais é já demasia. Excesso. Desmesura.Continuação

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Os portugueses já perceberam que este caminho não tem saídae levar-nos-á ao desastre
[Jorge Bateira, Jornal i, 20-09-2012] | 0 comentários
Em Outubro do ano passado, na crónica com título “A caminho do desastre”, escrevi: “É triste, mas é preciso dizê-lo, a economia portuguesa encaminha-se para o precipício pela mão de obstinados seguidores da religião neoliberal.” Nessa altura, é bem provável que os leitores tenham considerado a frase excessiva. Porém, a evolução da crise encarregou-se de a tornar uma evidência para a maioria dos portugueses.Continuação

Carta Aberta
[18-09-2012] | 0 comentários
V. Exª não me conhece.
1 - Sou trabalhador do Estado, a minha esposa é enfermeira, tenho 2 filhos pequenos, não sou rico, vivo do meu vencimento (consecutivamente cortado de mil e uma maneiras) com o qual pago a prestação de uma casa simples (até aos 70 anos de idade), com imenso esforço, a prestação da minha viatura comprada em “leasing” a 10 anos, porque o dinheiro não dá para mais - na esperança de o poder pagar mais cedo - (para me poder deslocar para o trabalho que sempre foi longe de casa).
Não tenho bens patrimoniais nem heranças.
Continuação

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TODOS AO PAÇO, MATAM A DEMOCRACIA!
[Andrade e Silva, 16-09-2012] | 0 comentários
Milhares de cidadãos, sobretudo da, sociologicamente, chamada, classe média, esteve presente em Lisboa e noutros pontos do país, a reclamarem contra as brutais politicas deste governo. Continuação

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[Andrade da Silva, 31-08-2012] | 0 comentários
Simplesmente em Portugal há uma democracia, meramente formal, com eleições essencialmente limpas/livres, e mantem-se, de um modo essencial, a liberdade de expressão, quanto ao resto todas as decisões da governação não respeitam nada, nem a Constituição, nem os direitos e garantias dos cidadãos, nomeadamente dos servidores de estado que são tratados, como cidadãos com direitos constitucionais, profissionais, fiscais e económicos suspensos ou mesmo eliminados.Continuação

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O discurso de Passos Coelho entrou numa nova etapa, a do delírio. Assim, vem agora dizer ao país que, no próximo ano, teremos a retoma do crescimento
[Jorge Bateira, Jornal i, 23-08-2012] | 0 comentários
Confrontado com o desemprego crescente e o colapso da procura interna, impotente face à desaceleração das exportações numa Europa que se instala na recessão, o discurso de Passos Coelho entrou numa nova etapa, a do delírio. Continuação

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A acalmia nos mercados financeiros será curta. As estatísticas acabam de confirmar que a Itália está em recessão
[Jorge Bateira, Jornal i, 10-08-2012] | 0 comentários
As declarações de Mario Draghi, presidente do BCE, de que fará tudo o que for necessário para salvar o euro terão contribuído para acalmar os especuladores por uns dias. De notar, porém, que Draghi afirmou com clareza que o BCE só comprará nos mercados a dívida de Espanha e de Itália após o respectivo pedido de resgate. Ou seja, vai deixar campo livre à especulação até que estes países se submetam ao garrote da austeridade desenhada e tutelada pela troika. Assim, tudo indica que a guerra verbal entre líderes políticos da zona euro vai continuar.Continuação

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[Elisio Estanque, 07-08-2012] | 0 comentários
A nova legislação laboral que acaba de entrar em vigor assenta num conjunto de premissas bem ilustrativas da mentalidade dominante entre a atual classe dirigente. Pensando nas grandes linhas orientadoras do mais recente pacote legislativo...e na ideologia em que assentam é possível vislumbrar, sem ironia, uma versão “sui generis” da vulgata marxista-leninista na sua versão mais ortodoxa.Continuação

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O que é que está a falhar? A resposta é simples: a UE está nas mãos dos mercados financeiros e estes ainda não estão convencidos da bondade das políticas
[Jorge Bateira, Jornal i, 15-06-2012] | 0 comentários
Os comentadores das televisões já não sabem o que dizer. A ajuda aos bancos espanhóis está decidida e, mesmo assim, os mercados financeiros estão a desfazer-se da dívida pública espanhola fazendo subir as taxas de juros implícitas para níveis históricos. Pior ainda, têm a dívida pública de Itália sob mira. Não é verdade que há poucas semanas se pretendia travar o contágio da crise às grandes economias europeias através de um Mecanismo Europeu de Estabilidade com uma grande dotação financeira? Admitia-se que a simples existência desse Mecanismo seria dissuasora da especulação dos mercados. Afinal não foi.Continuação

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A ambição do poder, galvanizada pela fé na doutrina neoliberal, fê-los montar a maior fraude política desde que Portugal recuperou a democracia
[Jorge Bateira, Jornal i, 31-05-2012] | 0 comentários
A palavra “austeridade” tem pelo menos dois sentidos no debate público sobre a crise que vivemos. O primeiro diz respeito ao conjunto das medidas de política orçamental que visam reduzir a despesa pública para alcançar as metas do défice impostas pela troika. O segundo, subjacente a uma retórica de compromisso, remete para a necessidade de uma gestão parcimoniosa dos recursos públicos, a eliminação de desperdícios na despesa e a extinção de serviços sem reconhecida utilidade social. A ambiguidade semântica da palavra “austeridade” pode ser conveniente para os que se preocupam com gerir a sua carteira de relações sociais, mas é certamente nociva para a clareza do debate político e a formação da opinião dos cidadãos.Continuação

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A recessão global em que estamos mergulhados está a criar as condições que vão precipitar o fim do próprio euro
[Jorge Bateira, Jornal i, 17-05-2012] | 0 comentários
A crise da zona euro parece encaminhar-se a grande velocidade para um desfecho ditado pela dinâmica especulativa dos mercados financeiros, sendo esta acelerada pelo impasse político em que a Grécia caiu após as recentes eleições e pela recusa da Alemanha, da Comissão e do BCE em admitir que a política de austeridade é contraproducente. Continuação

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O modelo de democracia e de contrato social, vertidos na CRP, estão em risco com esta governação?
[André Freire, Público.pt, 02-05-2012] | 0 comentários
A Associação 25 de Abril (A25A) recusou participar nas comemorações oficiais do 25 Abril, embora tenha participado nas comemorações populares. Também artífices fundamentais da implantação do regime demoliberal e representativo, o antigo Presidente da República (PR) Mário Soares e o antigo deputado e vicepresidente da AR (Assembleia da República) Manuel Alegre juntaram-se-lhe no protesto.Continuação

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EMERGÊNCIA NACIONAL:
[16-02-2012] | 0 comentários
Portugal é a Terra, a Pátria, dos Portugueses: os jovens, os trabalhadores, os licenciados, os soldados, os marinheiros (muita da história deste nobre povo é de soldados, marinheiros e missionários) os intelectuais, os indigentes, os empresários, os idosos, a Diáspora, numa palavra, Portugal é obra de todos os concidadãos portugueses que vivem em Portugal e os que estão espalhados pelos quatro cantos do Mundo.Continuação

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Manuel Alegre
[Manuel Alegre, DN, 04-01-2012] | 0 comentários
É difícil não estar de acordo com a mensagem do PR, mas também é difícil estar de acordo com o facto de ele não ter feito o que devia fazer, depois de ter andado a dizer o que disse, nomeadamente sobre os cortes de salários, pensões e subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos. A escolha de uma categoria profissional para a aplicação de tais medidas foi considerada pelo PR como um imposto e uma violação da equidade. Continuação

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[Manuel Alegre, DN, 21-12-2011] | 0 comentários
"Neste país em diminuitivo / Respeitinho é que é preciso" . Assim escreveu Alexandre O’Neill, assim continua a ser. O pecado de Pedro Nuno Santos foi esse: marimbou-se no respeitinho, não tanto pelos bancos alemães, nem pelo pagamento ou não da dívida, mas pelo dogma dominante. Marimbou-se, terrível heresia de linguagem, susceptível de conduzir a outras bem mais graves. Marimbou-se, expressão que podia ser escrita (ou dita) por Aquilino ou Torga, e é utilizada na fala corrente, pelo menos no distrito de Aveiro, onde, pelos vistos, ainda não entrou aquilo a que Sophia chamava “o capitalismo das palavras” e onde, talvez não por acaso, ocorreu a primeira revolta liberal contra o absolutismo miguelista. Continuação

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Manuel Alegre
[Manuel Alegre, DN, 08-12-2011] | 0 comentários
Miguel Torga e Natália Correia tinham razão, quando avisaram que a Europa, tal como estava a ser construída, iria desembocar no triunfo do poder financeiro e no imperialismo de um novo eixo franco-germânico. Ele aí está, com Sarkozy a fazer o papel de capitulacionista e Merkel a realizar o sonho de uma certa Alemanha: dominar a Europa. Continuação

Portugal está em crise devido às políticas da troika. A esquerda que se opõe a elas está também em crise. Precisamos de uma nova esquerda, com a ambição de governar o país
[Jorge Bateira, Jornal i, 04-12-2011] | 0 comentários
Há poucas semanas, jornalistas e comentadores do horário nobre regozijavam--se com as decisões da cimeira da UE. Uns sem preparação técnica, outros cegos pela ideologia neoliberal, todos acreditavam que finalmente a especulação com a dívida pública dos países malcomportados tinha os dias contados. Sem pensamento crítico, aplaudem agora a intervenção do BCE nos termos de um verdadeiro banco central, a emissão de dívida europeia conjunta e solidária e a criação de um governo económico europeu que, de uma vez por todas, imponha aos estados-membros a disciplina orçamental. Ainda não perceberam o essencial.Continuação

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Não percebo esta lógica de que o Estado tem de estar ao serviço das empresas financeiras e do seu lucro
[São José Almeida , Público.pt, 19-11-2011] | 1 comentário
Podemos sempre considerar que a lógica é uma batata, mas, por mais absurda que ela possa parecer, gosto de tentar perceber a lógica das coisas. E há situações perante as quais me sinto com necessidade de pedir que me expliquem como se fosse a uma criança. Uma dessas situações de absoluta perplexidade foi-me provocada ao ler o destaque do PÚBLICO do passado sábado, onde a jornalista Cristina Ferreira apresentava um trabalho sobre a pressão dos banqueiros portugueses para fazer cair a exigência do Governo para que haja regras no acesso ao financiamento através do fundo de recapitalização de 12 mil milhões de euros, incluso no empréstimo de 78 mil milhões de euros, que foi possibilitado pelo acordo com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.Continuação

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[Jorge Bateira, http://ladroesdebicicletas.blogspot.com, 04-11-2011] | 0 comentários
Nas televisões a pergunta tornou-se um ritual: mas há alternativa? Em causa está o unânime reconhecimento de que o governo impõe ao país uma política cruel em nome da vaga esperança de que um dia a economia voltará a crescer sem novo endividamento. E, à boleia da austeridade selvagem e inútil, o governo aproveita a oportunidade para reconfigurar a sociedade portuguesa segundo o modelo neoliberal anglo-saxónico sem que o país tenha voto na matéria. Pois bem, a minha resposta é “Sim, há alternativa”.Continuação

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Manuel Alegre
Artigo de Manuel Alegre no DN
[Manuel Alegre, DN, 04-11-2011] | 0 comentários
A Europa está ameaçada, não pelo anúncio do referendo grego, mas pela ausência de democracia e solidariedade, pela deriva de um directório sem mandato nem legitimidade (como sublinhou, em Florença, Cavaco Silva), pela impotência da Comissão Europeia e por políticas, comandadas pela Alemanha, que provocam recessão, desemprego, empobrecimento, destruição do modelo social e desvalorização do mundo do trabalho. Continuação

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[BAPTISTA-BASTOS , DN, 29-10-2011] | 0 comentários
Que nos aconteceu para nos acontecer esta gente? Claro que esta gente é a soma de numerosas parcelas de indigência política, que fomos adicionando a uma espécie de esperança renovada de cada vez que o Governo mudava. Tínhamos perdido a fé na ideologia, negligenciando que outra ideologia seria a substituta da que perdêramos. Fé. Isso mesmo. Entráramos nos domínios do irracional. A consciência das nossas derrotas acentuou o oportunismo de muitos. Sabemos quem são. Estão nos jornais, nas televisões, nas grandes empresas, na política. O geral está subordinado ao individual, e implica que os comportamentos ou o escrúpulo de cada um sejam determinados pelas rígidas referências da nova ideologia.Continuação

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Basta pôr os olhos na Grécia para perceber o caminho a que estamos a ser conduzidos
[São José Almeida, Público.pt, 22-10-2011] | 0 comentários
Por que é que o Governo não lança o debate sobre os benefícios para o sistema económico e financeiro do regresso de formas de trabalho escravo? Com o ritmo despudorado com que o poder político está a queimar etapas na persecução do objectivo de baixar o nível de vida das populações europeias, por que não avançar mais rápido ainda e discutir já o interesse e a possibilidade de uso de formas de trabalho não remunerado? Se estão convencidos de que têm força suficiente para fazer regredir a história e o objectivo é retirar os direitos dos trabalhadores e o nível de vida atingido na Europa com o pacto social que adveio à Segunda Guerra Mundial, então por que não avançam ainda mais rápido?Continuação

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Estas medidas têm várias características. Primeiro, radicam num profundo ódio ideológico aos servidores públicos
[André Freire, Público.pt, 18-10-2011] | 0 comentários
O primeiro-ministro anunciou aquilo que, quando foi a votos, sempre tinha dito que não faria: eliminação dos subsídios de férias e Natal dos servidores públicos e dos pensionistas, em 2012 e 2013; eliminação das progressões de carreira dos servidores públicos; aumento de meia hora de trabalho diário para os trabalhadores do privado; fim das deduções em matéria de saúde e educação, para os dois escalões superiores do IRS, reduções substanciais para os outros; aumentos vários de impostos, sobretudo IRS e IVA: poupando em regra o capital; cortes a triplicar, face ao previsto no acordo com a troika, na saúde e educação (públicas). Continuação

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Manuel Alegre
[Manuel Alegre, 18-09-2011] | 0 comentários
António José Seguro colocou em cima da mesa o tema do federalismo. Vamos então debater, sem complexos nem tabus. Importa saber do que se trata, até porque o federalismo vai muito para além dos eurobonds, da harmonização fiscal e da governação económica da zona euro. E também porque, ao contrário dos EUA, a Europa é constituída por nações antigas, com uma grande diversidade de línguas, identidades e culturas. Não é algo que se dissolva. Continuação

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[07-09-2011] | 1 comentário
O então capitão Varela Gomes, que chefiou, em 1961, o assalto ao quartel de Beja, durante o qual foi gravemente ferido, diria mais tarde no seu julgamento que Salazar “continuava no poder a profissão do pai: feitor dos ricos”. Não pude deixar de me lembrar desta expressão quando Warren Buffet veio dizer que não queria continuar a ser mimado com o excesso de isenções fiscais que beneficiam os mais ricos e pediu para fazerem o favor de lhe aumentarem os seus impostos, no que foi seguido por cerca de trinta dos detentores das maiores fortunas de França. Não para que, ao contrário do que parece ter entendido o nosso governo, se sobrecarregassem aqueles que já estão com a corda ao pescoço, mas sim os mais ricos, sistematicamente protegidos, aqui e em outros países ocidentais, por opção ideológica dos respectivos governos.Continuação

[Elísio Estanque/Manuel Carvalho da Silva, 28-07-2011] | 1 comentário
O trabalho é uma dimensão essencial da economia e da sociedade. Todavia, a forma como se encara o campo laboral tem revelado ao longo da história, e continua a revelar, concepções antagónicas. Por vezes o trabalho assalariado é encarado como uma mera mercadoria, outras vezes como uma tarefa que, além de ser vital para a sociedade, confere dignidade e respeito àqueles que a executam. Para uns, preserva uma dimensão ética e de prazer, e é fonte de dignidade, de realização e de obra (Lutero, Weber); para outros, é sinónimo de actividade e de energia transformadora, factor de criação de riqueza, como foi consagrado pela teoria do valor-trabalho (A. Smith, Marx).Continuação

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[José Niza, 09-07-2011] | 0 comentários
1. O Presidente da República, de vez em quando, diz coisas que parecem acertadas. Parecem.
Aqui há tempos – já não me lembro quando, porque as oratórias de Sua Excelência são todas iguais – foi o discurso dos heróis do MAR, nobre povo (de pescadores desta) nação valente. Foi um sucesso. De tal modo que a Primeira Dama até o presenteou com uma cana de pesca para as douradas e bailas da praia da Coelha.
Continuação

Um país, uma nação, uma comunidade unida por factores comuns como a língua, a história, a cultura, é lixo?
[São José Almeida , Público.pt, 09-07-2011] | 0 comentários
1. Será que podemos pedir ao Governo que afinal não cobre um imposto extraordinário sobre o rendimento do nosso trabalho em 2011, como pensam fazer no final do ano? É que, ao que parece, as intenções que levam a tal sacrifício, em Portugal, não são entendidas pelos seus destinatários, as agências de rating.Continuação

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A história da esquerda portuguesa está recheada de querelas sobre quem está à esquerda de quem, com os inevitáveis efeitos
[Cipriano Justo , Público.pt, 16-06-2011] | 0 comentários
Suspeitava-se de que as eleições de 5 de Junho não iam correr bem para a esquerda parlamentar, leia-se PCP e BE. E não correram. Juntos somam agora tantos deputados como o CDS e ficaram longe, muito longe, dos míticos 20% que já chegaram a valer, ou quase. Nem a fotografia para a posteridade, encenando uma espécie de entendimento, surtiu o efeito eleitoral que, presume-se, nenhuma das partes, de facto, acreditava conseguir. Vista à distância, não passou de uma tentativa de controlar os danos e colmatar os erros cometidos desde as várias eleições ocorridas em 2009/2010, a começar na autarquia de Lisboa. O último episódio, a recusa em discutir com os representantes da UE/BCE/FMI o resgate da dívida, o que pensavam dela e as alternativas que tinham para lhes apresentar, acabou por representar o corolário de uma orientação política que teve no apoio aos projectos de resolução da direita, ditando a queda do Governo, o auge de uma estratégia sem plano para o dia seguinte. Continuação

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A agenda neoliberal contará com o beneplácito presidencial e com a legitimação e o apoio da troika
[André Freire, Público.pt, 13-06-2011] | 0 comentários
Cerca de trinta anos depois das primeiras vitórias democráticas do neoliberalismo, e cerca de quarenta depois do primeiro experimento autoritário, os Chicago Boys fazem a sua entrada triunfante em Portugal pela mão de um PSD com o programa mais neoliberal de sempre.Continuação

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É algo de mais profundo e estrutural: uma forma de poder social que inibe a cidadania e estimula o medo e o ressentimento
[Elisio Estanque, 08-06-2011] | 0 comentários
Talvez seja interessante na conjuntura que hoje atravessamos olhar um pouco a realidade concreta do funcionamento de grupos e instituições da sociedade portuguesa, para ver se conseguimos vislumbrar nesses ambientes de proximidade alguns dos traços, por assim dizer, "congénitos" da nossa cultura, que estão a empurrar o sistema para a entropia, para a disfuncionalidade e, no fundo, a contribuir para a corrosão da própria democracia.Continuação

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[José Manuel Torres Couto , Público.pt, 29-04-2011] | 0 comentários
O próximo futuro não augura nada de bom para os trabalhadores, pensionistas, reformados e para o povo em geralMaio e luta são duas palavras indissociáveis, há mais de cem anos. Carregam sofrimento, coragem, honra, dignidade, emancipação e justiça.Continuação

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Ninguém está livre de ter um sósia.
[Zé Niza, 24-04-2011] | 0 comentários
A mim já me aconteceu com o actor Jacinto Ramos. E até tinha muita graça. Eu entrava numa loja de Lisboa para comprar uma camisa e lá vinha: “Como vai o senhor Jacinto Ramos?...gostei muito de o ver naquela peça do Nacional”. E ele, em contrapartida, também me contava as confusões em que às vezes se via metido. Do género: “Ó senhor deputado, lá na Assembleia, não poupe os gajos”. Ou, então: “Gostei muito daquela música que fez para o Carlos do Carmo”.Continuação

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[Jorge Bateira, http://ladroesdebicicletas.blogspot.com, 07-04-2011] | 1 comentário
No dia em que o Governo pediu ajuda financeira à (des)União Europeia importa perguntar: a quem serão pedidos (ainda) mais sacrifícios?
Continuação

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[Daniel Oliveira, Expresso , 06-04-2011] | 0 comentários
Com o alto patrocínio do Banco de Portugal, os banqueiros apelaram à intervenção externa - recuso-me a usar eufemismos como "resgate" ou "ajuda". Compreende-se o interesse: sabe-se que parte desse dinheiro irá para os cofres dos bancos. Querem dinheiro? É natural. Mas não finjam que é com o País que estão preocupados.Continuação

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Tantos "supremos interesses partidários" somados e acabamos com uma terceira crise, de representação
[André Freire, Público.pt, 28-03-2011] | 0 comentários
Portugal está a braços com uma das mais graves crises da sua história democrática, porventura a mais grave. Esta veio tornar ainda mais evidentes vários bloqueamentos do sistema político (ausência de parceiros governativos à esquerda do PS; dificuldade de um dos dois grandes partidos governar apoiado no seu principal challenger: o "bloco central", 1983-85, durou pouco mais do que este Governo) e tenderá a agravar o colossal fosso entre governantes e governados. Antes desta crise política, não sabíamos ao certo se com a crise da dívida a ajuda externa seria necessária; agora parece praticamente certa. E, o que ainda é pior, as pessoas sabem também que, quer ganhe o PSD, quer ganhe o PS, a margem de manobra é muito curta e as soluções de austeridade serão ainda mais duras. Recorde-se ainda que, no contexto da moção de censura do BE, o Expresso (5/3/2011) fez uma sondagem: 58 por cento dos portugueses consideravam que a moção não era uma boa iniciativa; 67 por cento pensavam que devia ser rejeitada; 63 por cento pensavam que o PSD devia evitar eleições antecipadas. Ficou bem visível que os portugueses não desejam nem uma crise política nem novas eleições. Acresce que esta crise resulta da prioridade dada aos interesses partidários, em detrimento do interesse geral. Continuação

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Já não estamos perante uma "geração rasca", mas talvez perante o prenúncio de algo mais promissor
[Elísio Estanque, Público.pt, 11-03-2011] | 0 comentários
Mais do que a razão cínica, prefiro a razão social. Mais do que o moralismo, prefiro a análise sociológica. Mais do que jogar uma geração contra outra ou atribuir culpas a uma delas, importa compreender como se conjugam as forças económicas e sociais para impor rupturas e viragens nas sociedades.
Em todas as épocas da história houve lutas sociais e movimentos sociolaborais que marcaram o processo de emancipação dos povos. A luta pelo emprego e pela dignidade das condições de trabalho foi, desde o princípio do século XIX, tão decisiva como o foram as lutas operárias pela afirmação do trabalho digno e a construção do Estado social. A novidade é que, agora, o movimento é de resistência a um processo de regressão e a acção reside já não nos sindicatos, mas nas redes sociais do ciberespaço, que emergem pela primeira vez como a nova instância de mobilização pública (intergeracional). Será isto o prenúncio de um processo capaz de virar do avesso os agentes tradicionais da política e da vida democrática? O futuro o dirá.
Continuação

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Aproveitar melhor os talentos das mulheres não é apenas uma questão de igualdade, é uma questão de estratégia
[Viviane Reding e Regina Bastos , Público.pt, 01-03-2011] | 0 comentários
É tempo de partir os telhados de vidro de uma vez por todas. Aproveitar melhor os talentos das mulheres não é apenas uma questão de igualdade, é uma questão de estratégia empresarial e as mulheres querem triunfar nas empresas. Infelizmente, os factos revelam uma realidade bem diferente: na União Europeia, só um em cada 10 membros dos conselhos de administração das empresas são mulheres e só 3% dos directores executivos são do sexo feminino. Os progressos na Europa foram ínfimos: durante os últimos sete anos, a proporção de mulheres membros de conselhos de administração das empresas da União Europeia aumentou apenas meio ponto percentual por ano. A este ritmo, serão necessários mais de 50 anos para se atingir um equilíbrio entre mulheres e homens nos conselhos de administração das empresas! Continuação

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Convido-o a organizar um debate aberto aos militantes, com a participação de ambos, sobre a democracia interna e sobre as causas da inexistência de debate político no PS
[Henrique Neto, Publicado , Jornal i, 14-02-2011] | 0 comentários
Estou feliz por o Presidente do PS ter vindo a terreiro discutir a democraticidade interna do Partido Socialista, coisa rara, ainda que tenha utilizado duas páginas de jornal para dizer muito pouco e esclarecido ainda menos. Além de tentar julgar a verdade dos outros em causa própria, o que nem sempre é uma boa prática. Porque de facto o Dr. Almeida Santos sabe melhor do que ninguém de que falei verdade, limitando-me a dizer em voz alta o que muitos militantes do PS dizem em surdina.
Continuação

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Penso logo insisto
[10-02-2011] | 0 comentários
As crises não trazem só inconvenientes e desgraças, podem e devem também trazer vantagens.
As crises obrigam-nos a fazer contas à vida, a fazer perguntas, a procurar explicações e respostas, a corrigir erros, enfim, a baixar à terra. Uma crise como a actual deve criar um impulso de mudança, um exercício de reflexão, ou, até, um pretexto para ganharmos juízo.
Continuação

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[André Freire , 31-01-2011] | 0 comentários
A bem da democracia portuguesa, seria desejável que as esquerdas fossem capazes de tirar as devidas ilações destes resultadosHá vários traços singulares nestas presidenciais, e que deviam merecer preocupação a todos os democratas e a actuação consequente dos agentes políticos para os enfrentar com seriedade. Primeiro, tivemos a maior abstenção de sempre em presidenciais: 53,5 por cento para o anterior máximo de 50,3, em 2001. Continuação

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Falta uma alternativa à esquerda, com novas propostas e que junte partidos, movimentos e cidadãos de boa vontade
[Helena Roseta, Público.pt, 28-01-2011] | 0 comentários
Há uma geração que nasceu depois do 25 de Abril, que tem convicções políticas profundas, que não desistiu da democracia e que quer para Portugal algo mais que este cenário triste e bloqueado em que nos encontramos.Continuação

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SENHOR PRESIDENTE
[José Niza, O Ribatejo, 26-01-2011] | 0 comentários
Na noite das eleições V.Ex.ª proclamou-se como o “Presidente de todos os Portugueses, sem excepção”.
Não obstante ter sido professor de economia e finanças – e portanto especialista em números – permita-me a ousadia de humildemente chamar a Vossa atenção para umas contas que fiz.
Continuação

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Consoante muda
Afinal, as eleições presidenciais provam que é um disparate a esquerda tentar entender-se?
[Rui Tavares, Expresso.pt, 26-01-2011] | 0 comentários
Para António Vitorino, sim. Como disse logo na noite eleitoral, "às vezes, há plataformas que subtraem", disse ele, referindo-se ao duplo apoio partidário - BE e PS - que Manuel Alegre teve.Continuação

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[ BAPTISTA-BASTOS, DN, 24-01-2011] | 1 comentário
Mário Soares foi o vencedor das eleições. A astúcia e a imaginação do velho estadista permitiram que Fernando Nobre, metáfora de uma humanidade sem ressentimento, lhe servisse às maravilhas para ajustar contas. É a maior jogada política dos últimos tempos. Um pouco maquiavélica. Mas nasce da radical satisfação que Mário Soares tem de si mesmo, e de não gostar de levar desaforo para casa.Continuação

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[Santana Castilho, Público.pt, 19-01-2011] | 0 comentários
Foi duplamente incoerente o apelo ao respeito e à valorização dos professores que Cavaco Silva fez em Paredes de Coura"Que patifes, as pessoas honestas" é uma citação atribuída ao escritor francês Émile Zola, que me revisita sempre que vejo os políticos justificarem com o manto diáfano da legalidade comportamentos que a ética e a moral rejeitam. E é ainda Zola que volta quando a incoerência desperta o meu desejo de falar, para não ser tomado por cúmplice. Continuação

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Consoante muda
[Rui Tavares, Público.pt, 19-01-2011] | 0 comentários
Dizer que Cavaco é menos sério do que ele pensa parecer é falhar o alvo por baixo. Cavaco é, como revelado pelas últimas semanas, ainda menos sério do que aquilo que eu pensava que ele era - e Cavaco nunca me enganou.
Os casos do BPN e da casa na Urbanização da Coelha já são suficientemente graves.Dizer que Cavaco é menos sério do que ele pensa parecer é falhar o alvo por baixo. Cavaco é, como revelado pelas últimas semanas, ainda menos sério do que aquilo que eu pensava que ele era - e Cavaco nunca me enganou.
Continuação

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O PR não tem competências em política económica e prometer mudanças nesse domínio a partir da presidência é um logro
[André Freire, Público.pt, 17-01-2011] | 0 comentários
Cavaco Silva apresenta os seus conhecimentos e experiência em matéria de economia e finanças como um dos seus principais trunfos. Os seus apoiantes procuram apoucar os outros candidatos pela suposta falta de conhecimentos naquelas áreas. Por isso, vale a pena discutir as competências dos candidatos nestas matérias e problematizar a sua necessidade para a função presidencial. Continuação

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[José Niza, O Ribatejo, 16-01-2011] | 0 comentários
Era uma vez um casal de professores que tinham umas poupançazinhas, fruto de uma árdua vida de trabalho. Tinham também uma filhinha aforradora com outras poupançazinhas, aliás até maiores que as dos seus progenitores. O que não admira porque – como grita aquele sindicalista dos bigodes, o da FENPROF – os professores ganham salários de miséria. E vai daí, um afilhado do casal, de nome Costa, que trabalhava num banco, telefonou-lhes: “O padrinho e a madrinha, se quiserem pôr aqui o dinheirinho das vossas poupançazinhas, não se vão arrepender”. E assim foi. O esposo – que embora fosse professor não sabia nada de finanças, nem consta que tivesse biblioteca – meteu as notas num saco de plástico do Pingo Doce e foi ao banco entregá-las ao afilhado Costa. Continuação

Consoante muda
[Rui Tavares , Público.pt, 12-01-2011] | 0 comentários
Os cartazes de Manuel Alegre nas ruas, há cinco anos, tinham apenas as palavras "Livre, justo, fraterno" - a descrição idealizada do país, tal como aparece desejada no preâmbulo da Constituição, redigido pelo próprio Manuel Alegre.

Esta escolha era puro Manuel Alegre. Pelo gosto de palavras que eram belas, mas não apenas isso; concretas e mobilizadores. Os cartazes de Manuel Alegre nas ruas, há cinco anos, tinham apenas as palavras "Livre, justo, fraterno" - a descrição idealizada do país, tal como aparece desejada no preâmbulo da Constituição, redigido pelo próprio Manuel Alegre.
Continuação

Consoante muda
[Rui Tavares , Público.pt, 10-01-2011] | 0 comentários
A principal - talvez única - proclamação política de Cavaco Silva para esta campanha foi considerar que Portugal deveria abster-se de comentários sobre a situação política na Europa e a crise do euro. Segundo ele, tais comentários seriam entendidos como "insultos" pelos investidores internacionais e deixar-nos-iam à mercê das retaliações destes - com juros mais altos sobre a nossa dívida.Continuação

Rui Graça Feijó
Não vamos permitir que subsistam quaisquer dúvidas que ambos desejamos ver um novo rosto no Palácio de Belém
[05-01-2011] | 2 comentários
Meu caro dr. Mário Soares

Foi em finais de 1980 que lhe escrevi pela primeira vez, não tendo ainda o prazer de o conhecer pessoalmente. E fi-lo, como se lembrará, para lhe expressar o meu apoio pela corajosa e premonitória decisão de não seguir o seu PS no apoio à recandidatura de general Ramalho Eanes, exortando-o a avançar com a sua própria candidatura. Mais tarde, em Julho de 1985, fui um dos portugueses sem filiação partidária que estiveram no Hotel Altis a solicitar-lhe que avançasse para Belém, tendo depois empenhado as minhas energias no MASP - coisa que repeti cinco anos volvidos. Guardo as mais gratas recordações dos momentos empolgantes de campanha, uma imensa admiração pelo modo como exerceu os seus mandatos presidenciais, e orgulho pelo que fiz em prol da eleição do primeiro Presidente civil desde a I República.Continuação

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Paulo Querido
[Paulo Querido, http://networkedblogs.com/cvhmM, 04-01-2011] | 0 comentários
Eu não quero ter um presidente que quer os sacrifícios repartidos “por todos, sem excepções ou privilégios“. Prefiro um que me diga, com a mesma clareza, que quer os benefícios repartidos por todos, sem exceções nem privilégios.

Irrita-me a ideia, predominante na classe que detém o megafone da opinião, de que a crise deve ser paga pelos extratos sócio-económicos mais deprimidos da população e pelos funcionários públicos.
Continuação

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[Público.pt, 01-01-2011] | 0 comentários
Ou a esquerda perdeu definitivamente as suas defesas ou é o clima instalado, de desgaste e saturação dos valores democráticos, que começa a instigar os novos arautos da direita proto-fascista do século XXI. Seja como for, estamos num ponto de indefinição e de viragem particularmente preocupante. Mas as épocas de crise têm pelo menos o condão de demarcar posições e separar as águas. A actual contradição não é apenas entre a esquerda e a direita, mas também entre a memória e o esquecimento e entre o futuro da democracia e o regresso ao elitismo fascizante. O momento crítico que se vive na Europa não se compadece com a atitude persecutória dos que, além de não possuírem nenhum passado político já se arrogam o direito de agredir e julgar na praça pública os que lutaram e arriscaram a vida para nos devolver a liberdade. Continuação

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[Maria Amélia Campos, MIC, 31-12-2010] | 0 comentários
Num formato de debate em estilo compactado, em que a comunicação não é privilegiada, mas subordinada ao factor tempo, nenhum dos intervenientes sai vencedor. Nem a jornalista, que introduz as perguntas, muitas vezes em sobreposição discursiva, nem os interlocutores, cuja palavra deixa, por vezes, de ser audível, pela mesma sobreposição. Continuação

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Alegre é o candidato mais bem posicionado para defender os serviços públicos nestes tempos difíceis
[27-12-2010] | 0 comentários
As próximas eleições presidenciais são críticas. Primeiro, porque delas dependerá a existência de um sistema de freios e contrapesos do Presidente perante o Governo/maioria parlamentar mais ou menos forte. Segundo, porque desse tipo de contrapeso dependerá a preservação, ou não, do modelo de Estado social tal como o conhecemos hoje. Terceiro, porque na sequência mais ou menos próxima destas eleições iniciar-se-á, provavelmente, um novo ciclo político ao nível governativo, o qual, se não for mitigado, levará muito provavelmente a um modelo de desenvolvimento baseado em (ainda mais) baixos salários, baixos impostos para as empresas e recuo dos serviços públicos. Continuação

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[São José Almeida , Público.pt, 18-12-2010] | 0 comentários
Vai nascer um novo tipo de trabalhador: será mais facilmente despedido pois isso fica mais barato ao patrão. Ainda não entrou em vigor o Orçamento do Estado para 2011, que corta cinco por cento dos salários aos funcionários públicos que recebem a partir de 1500 euros por mês e aumenta impostos e descontos para a Segurança Social, e o Governo já está a mexer na legislação laboral para retirar direitos aos trabalhadores.Continuação

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[Elísio Estanque, Público.pt, 23-11-2010] | 0 comentários
A palavra “greve”, de origem francesa, foi popularizada no séculoXIX a partir de um arbusto com esse nome e mais tarde uma praça na margem do rio Sena em Paris (Place de la Grève, que depois mudou de nome para Place Hotel de Ville), lugar onde se reuniam os operários em busca de actividade, e onde os empregadores recrutavam braços para a jornada de trabalho. Daí a associação da palavra com “estar parado, sem
trabalhar”.
Continuação

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Entrevista Elísio Estanque, jornal Público
O protesto dos universitários contra os cortes na atribuição das bolsas pode inaugurar um novo ciclo de insurreição dos jovens, avisa o sociólogo Elísio Estanque
[Natália Faria , Jornal Público, 17-11-2010] | 0 comentários
O protesto dos universitários contra os cortes na atribuição das bolsas pode inaugurar um novo ciclo de insurreição dos jovens, avisa o sociólogo Elísio Estanque Continuação

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[Marina Costa Lobo, Jornal de Negocios , 28-10-2010] | 0 comentários
Depois do anúncio formal da candidatura de Cavaco Silva fomos dormir descansados: tanto na televisão como online os comentadores queixavam-se de que era mais do mesmo.
Que aborrecido tinha sido, uma mão-cheia de lugares comuns. Nada de novo.
Continuação

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[Elísio Estanque, Público.pt, 23-10-2010] | 0 comentários
O Dr. Fernando Nobre (FN) desdobrou-se em entrevistas nos últimos dias (As Beiras, 13/10/10; Expresso, 16/10/2010), nas quais elege como principal adversário o candidato Manuel Alegre (MA), o que, de resto, é compreensível, sendo ele um homem com fortes referências monárquicas e de direita, enquanto MA é um conhecido republicano, socialista e de esquerdaContinuação

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Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais. Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE?
[Boaventura de Sousa Santos, Visão, 21-10-2010] | 0 comentários
Se nada fizermos para corrigir o curso das coisas, dentro de alguns anos se dirá que a sociedade portuguesa viveu, entre o final do século XX e começo do século XXI, um luminoso mas breve interregno democrático. Durou menos de 40 anos, entre 1974 e 2010. Nos 48 anos que precederam a revolução de 25 de abril de 1974, viveu sob uma ditadura civil nacionalista, personalizada na figura de Oliveira Salazar. A partir de 2010, entrou num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstrata chamada "mercados". Continuação

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(Manifesto)
[Helder dos Santos Pinheiro, MIC, 14-10-2010] | 0 comentários
“… A estatura de um Homem mede-se pelo que nele há, ao mesmo tempo, de particular e de universal – o amor à terra que nos viu nascer e ao mundo grande que ambicionamos. …”Continuação

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[Paulo Querido, http://pauloquerido.pt, 13-09-2010] | 0 comentários
A decisão não foi difícil ou complicada. Foi até muito natural. Tem a ver, curiosamente, apenas com o presente de Manuel Alegre (e do meu, e do nosso mundo) e não, nadinha mesmo, com as razões históricas, de percurso e de solidariedades que assistirão certamente à grande maioria dos seus apoiantes. Apoio Manuel Alegre , o candidato no qual votarei nas próximas eleições presidenciais, em 2011.Continuação

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Consoante muda
[Rui Tavares, Público.pt, 13-09-2010] | 1 comentário
Lástima é que, quando num dia futuro se fizer a história das presidenciais de 2011, vá passar despercebido o vigoroso momento de viragem que foi a passada sexta-feira. Efectivamente, foi nesse 10 de Setembro de 2010 que ocorreu a publicação de uma crónica de Vasco Pulido Valente em que este profetizava que "Alegre vai a caminho do desastre e não percebeu".Continuação

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O melhor que Manuel Alegre tem a fazer é reforçar o seu discurso crítico e o seu estatuto independente
[Elísio Estanque, Público.pt, 02-09-2010] | 0 comentários
Entrámos no mês de Setembro, a escassos quatro meses da eleição presidencial. O homem que "nunca se engana e raramente tem dúvidas", também já não terá dúvidas (se é que algum dia as teve) de que é o candidato da direita. Dos quatro candidatos no terreno há um que pode projectar sobre si os holofotes sem precisar de se afirmar como tal. Cavaco Silva (CS) cultiva a imagem que mais votos pode render: a de um "Presidente-pai" protector, ponderado, discreto e responsável, que não se quer "sujar" na lama da política. Se pudesse, talvez acabasse com as campanhas. Ou seja, como qualquer chefe conservador ou tecnocrata, faz política contra a política. O debate de ideias, supostamente essencial em democracia, dá lugar ao monólogo, às frases vazias e banais, ditas com o habitual ar sisudo ou emolduradas pelo sorriso amarelo a que obriga a pré-campanha. Continuação

Kafka nas finanças
[São José Almeida, Público.pt, 28-08-2010] | 0 comentários
Defensora que sou da importância do Estado e do seu funcionamento democrático, de forma a assegurar iguais direitos e deveres a todas as cidadãs e a todos os cidadãos, crente de que o homem é aquilo a que se chamava, quando era jovem, "animal social" e pouco dada a entusiasmar-me por utopias individualistas que vêem no mito do fim do Estado uma espécie de oásis divino da liberdade individual, fui confrontada a semana passada com uma história que abalou a mais profunda da minha convicção de que o Estado, em particular o Estado português, funciona, é capaz e tem uma organização norteada para a justiça. É, em suma, uma pessoa de bem.
Continuação

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[Joaquim Jorge, Primeiro de Janeiro, 23-08-2010] | 2 comentários
Manuel Alegre tem perante si um desafio difícil, mas não impossível, de chegar a Presidente da República.
Apesar de Cavaco Silva ainda não ter dito que é candidato, toda a gente já percebeu que o vai ser.
Continuação

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[Horácio Vale César, Jornal i, 03-08-2010] | 0 comentários
Manuel Alegre cumpriu, na íntegra, em campanha (e em combate) o seu serviço militar, em tempo de guerra. Nada ficou a dever ao Exército, senão a honra de nele ter servido, quando por ele foi chamado. O Exército nada lhe terá ficado a dever, nem mesmo o cuidado com que o general-comandante da Região Militar de Angola mandou que revistassem a sua casa particular "com olhos de ver". Diz-se e escreve-se, no entanto, aqui e acolá, que o passado militar persegue o candidato. Lido o i (dia 28) e a documentação nele exibida, conclui-se outra coisa: não é, afinal, o passado militar que persegue o candidato. O que persegue o candidato é quem persegue o seu passado político. E o que se persegue nesse passado político? A sua oposição à ditadura do Estado Novo e à prossecução de uma guerra colonial, contra os interesses nacionais, durante cerca de 14 anos. Assim, tudo fica mais claro!Continuação

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Ao contrário de Soares I e Sampaio I, Cavaco perdeu pontos em casa e não ganhou fora. O seu eleitorado encolheu.
[Domingos Amaral, Director da 'GQ', CM, 09-06-2010] | 0 comentários
Normalmente, os presidentes são reeleitos. Foi assim com Eanes, Soares e Sampaio. Se com Eanes ainda houve dúvidas, pois tinha contra si a AD, os casos de Soares e Sampaio foram favas contadas. No primeiro mandato, procuraram consensos, seduzindo os que não haviam votado neles. Resultou, e os adversários, que também não eram à altura, nem cheiraram a taça.
Continuação

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O novo pacote de medidas de austeridade deve ser analisado segundo três grandes dimensões:
[Manuel Alegre, DN, 16-05-2010] | 0 comentários
A crise financeira mundial foi fruto da desregulação dos mercados. Não é possível resolvê-la repetindo as mesmas receitas. É urgente um novo paradigma e uma nova regulação financeira global que, entre outras coisas, ponha termo à desvergonha especulativa, ao poder excessivo das agências de notação de dívida e à criação de produtos tóxicos.Continuação

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[José Niza, O Mirante, 13-05-2010] | 0 comentários
Se o meu amigo Moita Flores tivesse um tempinho disponível pedia-lhe para decifrar o misterioso caso do professor que não sabia ler. E dava-lhe algumas pistas.

O professor de Abrantes deu uma entrevista à Lusa, na qual, sem papas na língua, declarou para a posteridade que o seu camarada Manuel Alegre “nunca lutou por qualquer causa, além de ter sido deputado, e mesmo assim nada de especial”. Ao ler isto fiquei um bocado chateado e brindei o dr. Nelson Carvalho com um merecido puxão de orelhas.
Continuação

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Artigo de Baptista Bastos
[Baptista Bastos, DN, 13-05-2010] | 0 comentários
Perderam-se as referências cívicas que assinalaram o nosso tempo e marcaram os nossos destinos. Um desfile de nomes, de obras, de probidade, de desempenho ético, que reabilitaram a fisionomia moral e cultural de uma pátria sequestrada pela violência do fascismo.
Continuação

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A vida torna-se interessante, por estar cheia de surpresas, ?
[Camilo Mortágua, MIC, 06-05-2010] | 4 comentários
Apreciava o homem de sensibilidade solidária a vocação universalista. Sempre apreciei a
sua capacidade para levar a solidariedade de Portugal aos mais longínquos e trágicos
lugares do mundo, ( hoje interrogo-me se este homem não está sendo obrigado a pagar a factura dos apoios concedidos para o seu protagonismo na execução de tão meritórias tarefas).
Continuação

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Quando li, não quis acreditar.
[José Niza, Mirante, 30-04-2010] | 1 comentário
E fiquei tão perplexo que liguei para O Mirante para tentar saber se não havia erro ou confusão. Fui esclarecido: a notícia era verídica e tinha sido feita com base num despacho da agência Lusa.

Mas, afinal, de que se trata?

Trata-se de uma notícia, saída no último O Mirante, sobre o apoio de alguns militantes socialistas do distrito à candidatura presidencial do meu colega Fernando Nobre. Até aqui, nada de especial: cada um que apoie quem entender.
Continuação

[ Paulo Valério, 14-04-2010] | 0 comentários
De acordo com uma entrevista recente, a propósito do livro “O miúdo que pregava pregos numa tábua”, Alegre refere o primeiro tiro que ouviu numa emboscada, em Nambuangongo. Uma memória que não passa, o som de um tiro de guerra, da “bala que assobia”, autêntico prenúncio de morte. Alegre fala-nos do medo, dos seus medos, fala de avanços e recuos, de fragmentos. E comenta a sua dualidade essencial – entre o político e o escritor – como sendo, afinal, a sua unidade verdadeira.Continuação

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[Daniel Sampaio, Pública, 11-04-2010] | 0 comentários
O rapaz que pregava pregos numa tábua é hoje o poeta Manuel Alegre, candidato à Presidência da República. Na entrevista que deu a Carlos Vaz Marques, na revista Ler de Abril, diz-nos: o novo livro é "uma viagem por dentro de mim mesmo". Percebi agora melhor o seu desejo de ser Presidente quando cita Saint-Exupéry - "a infância é um país" - e me leva a recordar também que "o essencial é invisível para os olhos".Continuação

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[por João Rodrigues, Jornal i, 05-04-2010] | 0 comentários
As contas estão feitas: as empresas que o governo quer privatizar geraram, no ano passado, resultados líquidos positivos de 350 milhões de euros, o que representa mais do dobro do montante que o governo quer poupar no PEC com o pagamento de juros da dívida pública. Os seis mil milhões de receitas previstas, quando nem um cêntimo estava inscrito no programa eleitoral do PS, contribuirão para uma redução insignificante, de pouco mais de 2%, do peso da dívida pública no PIB. Continuação

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[Maria Amélia Campos, MIC, 16-03-2010] | 0 comentários
A recente notícia, vinda a público, do professor de música que se suicidou, por não suportar o modo indigno como era tratado pelos seus alunos, fez logo correr uma toada de “especialistas-psicólogos” e de outras psiques, que, a avaliar pelo teor das suas intervenções, nunca puseram os pés numa sala de aula.Continuação

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[Maria Amélia Campos, MIC, 11-03-2010] | 0 comentários
Não sei quantos poetas há no mundo, nem mesmo no mundo lusófono. Mas sempre que um poeta morre o mundo fica mais pobre. E essa pobreza não se recupera nunca, porque cada poeta é único no seu modo de sentir e de usar a palavra.
Continuação

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[* Jorge Cruz , 02-03-2010] | 2 comentários
Pelos vistos, Mário Soares e os incondicionais que gravitam à sua volta continuam a gostar de Cavaco Silva. Depois de objectivamente o terem ajudado a eleger, em 2006, tentam a todo o custo mantê-lo em Belém após as eleições presidenciais do próximo ano. Continuação

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O que chama a atenção é o desdobramento das declarações dos dois mais altos magistrados nas respectivas magistraturas
[Domingos Lopes, Público.pt, 28-02-2010] | 0 comentários
À medida que o tempo vai escorrendo neste nosso país despertado mediaticamente pela Face Oculta, o que era oculto vem à luz do dia, sob a forma de transcrições ao que parece verdadeiras. E abrem-se lutas jurídicas, políticas e mediáticas.Continuação

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Os que sonharam com uma possível reaproximação de Mário Soares a Manuel Alegre há muito perderam essa esperança
[Elísio Estanque, 01-03-2010] | 0 comentários
A candidatura presidencial de Fernando Nobre (FN), apresentada no passado dia 19 de Fevereiro, apareceu para alguns como se contribuísse para dividir as esquerdas e o próprio PS. A aura humanista do dirigente da AMI e a sua experiência de participação em programas de solidariedade e assistência em catástrofes internacionais granjearam-lhe merecida notoriedade. Essa ligação permite-lhe que surja, numa primeira leitura, como um candidato gerado directamente pela "sociedade civil", ou seja, alheio à lógica de funcionamento dos partidos, o que, numa altura em que o cidadão comum desconfia cada vez mais da classe política, pode constituir uma potencial vantagem eleitoral. Continuação

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Alegre sabe que a sua candidatura terá de conquistar segmentos não só da esquerda, mas do centro e até da direita
[Elísio Estanque , Público.pt, 07-02-2010] | 0 comentários
A candidatura presidencial de Manuel Alegre (MA) continua a suscitar controvérsia. Há os que o apoiam, os que o rejeitam, e agora, perante o facto consumado, surgem também os apoiantes "condicionais". O dr. Vital Moreira (VM) é um destes casos. Na sua crónica no PÚBLICO (26/01/2010) afirma que o PS não se pode "render sem condições" a Manuel Alegre, e que só mediante "um compromisso" tal candidatura pode obter "convictamente" o apoio dos socialistas. Na verdade o que VM pretende é que o PS "controle" MA, ou seja, se não se consegue impedi-lo, então que se lhe imponham condições. Continuação

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[Maria Amélia Campos, MIC, 05-02-2010] | 0 comentários
Todos os dias, a imprensa refere casos de corrupção e desorganização das forças vivas do País. Caem na tigela dos cereais, ao pequeno - almoço, caem na bica da manhã, na sandes que se come ao balcão da pastelaria, e no prego que se rumina ao jantar.Continuação

[Moura e Sá, 04-02-2010] | 0 comentários
Estamos a um ano das eleições presidenciais, podendo por isso dizer-se que a apresentação da candidatura foi um pouco prematura. Mas a mesma não condiciona a posição de qualquer cidadão, muito menos de um grande partido como o PS, nem se deixa aprisionar nos limites de qualquer partido. É um acto decidido por Manuel Alegre que agora verá uma corrente crescente de apoios e, tal como a água de um rio caudaloso, se tornará invencível. Continuação

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[João Rodrigues, Jornal i, 01-02-2010] | 0 comentários
Manuel Alegre anunciou a disponibilidade para uma candidatura à Presidência da República com um discurso à altura das circunstâncias. Nele referiu os principais problemas do país, que eu resumiria numa palavra: medo. Não um vago medo de viver, de que nos fala o filósofo José Gil, mas sim um concreto e situado medo de não ter condições para viver decentemente: desemprego, precariedade e erosão dos serviços públicos como resultado da crise estrutural de um modelo de desenvolvimento que foi precisamente iniciado pela economia política do cavaquismo. Continuação

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Manuel Alegre é um candidato no qual até Vital Moreira, apesar da sua análise algo enviesada, poderá vir a votar.
[Nuno David, manuelealegre.com, 01-02-2010] | 0 comentários
Num recente artigo de opinião no PÚBLICO, Vital Moreira expressa as suas preocupações com o xadrez político das presidenciais, designadamente a capacidade que os candidatos terão para atrair votos ao "centro". Considerando que foi um dos principais responsáveis pela derrota do PS nas eleições europeias, a análise de Vital merece alguns reparos. Continuação

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[Ricardo Castanheira, Diário das Beiras, 28-01-2010] | 0 comentários
A candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República era, há muito, uma inevitabilidade. Diria mais, desde o dia em que alcançou um resultado notável – face a todas as circunstâncias – e na sequência do crescente afastamento de Alegre do Partido Socialista (leia-se Sócrates) que estava “escrito nas estrelas” este desígnio do poeta.Continuação

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[João Silva, 27-01-2010] | 0 comentários
Na sua habitual coluna de opinião no Público Vital Moreira volta – adoptando a grafia do Novo Acordo Orográfico – a Manuel Alegre e à sua candidatura presidencial. Fá-lo com a autoridade de alguém que não sendo do PS faz uma interpretação autêntica da sua linha político-ideológica e uma defesa da sua modernização social-democrata. Uma linha de desvitalização do PS enquanto partido de esquerda.Continuação

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O mesmo homem que, enquanto Primeiro Ministro, concedeu pensões a dois ex-PIDES ao mesmo tempo que recusava uma pensão à viúva e aos filhos de Salgueiro Maia.
[José Niza, O Ribatejo, 25-01-2010] | 0 comentários
O mesmo homem que, enquanto Chefe do Governo de Portugal, se recusou a participar na homenagem nacional a Salgueiro Maia que se realizou em Santarém no dia 25 de Abril de 1994 e que contou com a presença de todas as mais ilustres e relevantes personalidades do Estado à excepção dele próprio, e do Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.Continuação

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O PS terá de avaliar se quer ficar com a responsabilidade histórica de não contribuir para a eleição de um PR de esquerda
[São José Almeida, Publico.pt, 23-01-2010] | 0 comentários
A nova candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República poderá vir a ter mais sucesso do que a de há cinco anos, se reunir as condições ideais. Entre estas condições encontra-se, como é evidente, o apoio do PS. Mas assim como o sucesso da candidatura de Alegre depende do apoio do PS, surge como evidente que é incontornável os socialistas, desta vez, apoiarem oficialmente Manuel Alegre. Sob pena de ficarem com a responsabilidade histórica de, mais uma vez, não terem contribuído para a eleição de um Presidente de esquerda.Continuação

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Manuel Alegre
[FERNANDO MADAÍL, DN, 23-01-2010] | 0 comentários
O primeiro candidato a apresentar-se à próxima corrida ao palácio de Belém foi revelando a sua biografia ao longo da sua vasta obra de poesia, de prosa e de crónicas.

Poeta-político com "biografia a mais", como certa vez, em jeito de provocação, referiu numa entrevista, Manuel Alegre foi descrevendo em versos e prosa, nos discursos e crónicas a sua própria vida, as assumidas influências, os seus prazeres - afinal, num registo considerado politicamente pouco correcto, o primeiro candidato presidencial na corrida de 2011 ao Palácio de Belém sempre apreciou as guitarras do fado, a caça às perdizes, a pesca ao robalo, as touradas e o futebol.
Continuação

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[António Vilhena, 21-01-2010] | 0 comentários
Não se pode agradar a gregos e a troianos. Na vida há sempre quem goste e o seu contrário. Mas a inveja continua a ser o pior dos males da humanidade. No caso de Alegre, os que não gostam dele - e não me refiro aos adversários políticos de direita -, são muitas vezes as figuras de segunda linha, personagens sem voz e sem luz próprias que arremessam pedras para disfarçarem a má consciência da sua própria morte sem memória futura. Eu compreendo alguns desabafos, mas também sei que o azedume de alguns camaradas do meu partido (PS) é tudo, menos tolerante. Que cada um assuma as suas responsabilidades. Continuação

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Passados quatro anos, Manuel Alegre pode continuar a reclamar o resultado que obteve em 22 de Janeiro de 2006
[17-01-2010] | 1 comentário
Na entrevista que concedeu à edição de 24 de Dezembro do semanário Sol, Vital Moreira juntou-se a Correia de Campos e José Lello para desfazer na potencial [e agora anunciada] candidatura de Manuel Alegre à presidência da República. De José Lello já se conhecia a sua costela militante contra esta eventualidade; Correia de Campos também já deu a conhecer qual era o seu azedume. Por estes lados, portanto, tudo como dantes. As suas trajectórias políticas explicam exemplarmente o receio que vêm demonstrando da candidatura de Manuel Alegre. E, no entanto, sempre que estiveram em cargos governativos estes destacados socialistas bem se esforçaram, e conseguiram, desprestigiar o seu partido. Ao ponto de num dos casos ter de ser a rua a indicar-lhe a porta que dá acesso à João Crisóstomo.Continuação

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Jaime Gama
[Elísio Estanque , BoaSociedade, 14-01-2010] | 0 comentários
Como se sabe, as eleições presidenciais de 2006 provocaram o divórcio entre Mário Soares e Manuel Alegre, depois de uma longa história de amizade e companheirismo no seio do PS. Porventura, foi mais do que um divórcio (porque alguns são amigáveis), talvez um litígio insolúvel, que é o que muitas vezes acontece quando as lealdades fortes se quebram, dando lugar a rivalidades irreconciliáveis, com sabor a traição... Desconheço se existem outros motivos de ordem pessoal, mas não duvido – nem eu nem o país inteiro – que foi, primeiro, a ousadia de Alegre e, segundo, o resultado por ele obtido que Mário Soares nunca conseguiu digerir.Continuação

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Negociações com o Ministério da Educação:
[Maria do Rosário Gama, 11-01-2010] | 2 comentários
Terminou em 2009 um “ciclo avaliativo de Professores”, período de grandes atropelos, injustiças, oportunismos e conflitos insanáveis. A renovação da equipa ministerial e a “abertura” demonstrada no início das negociações fizeram alimentar expectativas que, verifico agora se transformaram em frustrações.Continuação

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Presidenciais 2011
[Elísio Estanque , boasociedade.blogspot.com, 05-01-2010] | 0 comentários
Respondendo ao desafio lançado no twitter por João Pedro Moreira Freire e, por exemplo, pelo blogue "Tribuna Socialista" para dinamizar o debate sobre a próxima campanha presidencial, avanço com mais uma curta nota pessoal. Por mim sou inteiramente a favor desse debate, bem como do esforço de convergência entre as esquerdas (que vai, aliás, além do cenário das presidenciais). Continuação

Estudo
[José António Cardoso, 02-01-2010] | 0 comentários
Esta crise apresenta-se com uma dimensão de tal modo original, que tem deitado por terra a generalidade das explicações, quer no ponto de vista da interpretação quer no entendimento dos seus efeitos. Só agora se começa a observar algum acerto, surgindo as primeiras teses sustentadas a partir de olhares mais cuidados. Continuação

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Prefácio do livro "Ideias para grandes decisões"
[manuelalegre.com, 28-11-2009] | 0 comentários
1. Há cerca de um ano, graças a uma equipa coordenada por Nuno David, a Corrente de Opinião Socialista publicou quatro números da revista electrónica "ops!". Fê-lo sem os meios de que dispõem os partidos políticos e outras instituições ou até mesmo fundações. Fê-lo, também, sem sectarismo nem dogmatismo, abrindo a revista à participação de pessoas de diferentes quadrantes e sensibilidades. Com uma preocupação comum: debater alguns dos grandes temas actuais e procurar trazer a público contributos qualificados, tendo sempre presente o velho lema de Antero de que não é possível viver sem ideias e a convicção de que é preciso encontrar políticas alternativas às receitas do pensamento único.
Continuação

Militar civilista e intelectual fardado, como alguém o apelidou, irradiava uma contida serenidade
[Joaquim Sarmento, Público.pt, 23-11-2009] | 0 comentários
Falar de Melo Antunes é falar da revolução de Abril, é falar da Democracia, é falar de um homem culto que compreendeu o seu tempo, ajudando a romper os diques do imobilismo que lhe estancavam a rota do futuro, mas cuidando sempre da preservação da democracia, que alguns "progressistas" de então consideravam uma aresta a perturbar a galopada inexorável para o socialismo.Continuação

[Armando Fernandes, O Ribatejo, 17-11-2009] | 2 comentários
O “tipo” chama-se Manuel Alegre. Assim o designou o inefável Correia de Campos, antigo colheiteiro de assobios e protestos em consequência da sua portentosa actuação como ministro. Actualmente usufrui réditos de uma opulenta sinecura em Bruxelas. Continuação

[Helena Matos , Público.pt, 12-11-2009] | 0 comentários
Em 2009 estamos aqui sozinhos e adultos num país que empobrece e que se confronta com uma grave crise moral"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos" - Foi assim que Salgueiro Maia explicou aos seus homens a razão do golpe militar que ia ter lugar naquela madrugada de Abril de 1974. Os militares não costumam ser muito eloquentes e alguns, como acontecia com Salgueiro Maia, usam as palavras com tal parcimónia que transformam o laconismo numa espécie de recurso estilístico. Donde, neste ano de 2009, por mais voltas que dê não vejo nada mais adequado para definir Portugal do que aquele "estado a que chegámos" dito por Salgueiro Maia, há 35 anos, na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém. Continuação

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Não temos Ministério da Educação, mas um ministério que coloca os seus funcionários
[Helena Matos, Público.pt, 17-09-2009] | 2 comentários
Um dos melhores retratos da educação em Portugal é aquele que foi traçado nos recentes debates entre os líderes partidários. Os candidatos falaram sobre avaliação de professores, mas não sobre o ensino. Na verdade, em Portugal há muito que a educação se resume a uma questão laboral. Não temos propriamente Ministério da Educação, mas sim um ministério que coloca e gere as carreiras dos seus funcionários. E o próprio destino dos ministros da Educação é ditado não pelo que faz pela qualidade do ensino, mas sim sobre a relação que estabelece com os sindicatos do sector.Continuação

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O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE:
Manuel Alegre não esteve presente por motivo de saúde, tendo esta mensagem sido lida pela sua irmã, Teresa Alegre Portugal
[Manuel Alegre, 10-09-2009] | 0 comentários
O livro de António Arnaut não precisa de apresentação. Nasceu no artigo 64º da Constituição, está escrito na Lei que instituiu o Serviço Nacional de Saúde (SNS), está escrito na vida e sobretudo está escrito e inscrito no coração do povo português. O que o livro nos conta é a história da medida socialmente mais avançada da Democracia Portuguesa. Da tenacidade que foi necessária para vencer receios, resistências e armadilhas que tentaram impedir a sua concretização. E da luta que tem sido preciso travar para defender e preservar o SNS dos inimigos que nunca desistiram de o subverter, privatizar ou reduzir à expressão mais simples: sistema público para os pobres, sistema privado para os ricos.Continuação

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Entrevista a Luís Campos e Cunha
Impiedoso, Luís Campos e Cunha lança críticas ao governo de Sócrates, do qual fez parte, e à líder do PSD. Momentos "de alguma angústia"
[por Bruno Faria Lopes e Sílvia de Oliveira, Jornal I, 11-08-2009] | 1 comentário
Luís Campos e Cunha, o ministro das Finanças com o mandato mais curto nos governos eleitos desde 1974, recebeu o i no seu gabinete na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Ao longo de uma hora e meia de entrevista, o economista e ex-ministro de José Sócrates sublinhou o seu desânimo face à situação política e económica portuguesa, fazendo um julgamento impiedoso do governo a que já pertenceu, assim como da oposição. A moral da história, segundo Campos e Cunha, alinha na opinião cada vez mais ventilada no país: das próximas eleições legislativas dificilmente sairá uma alternativa política viável. Continuação

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TO ANGOLA 71/72. MUCABA:COMANDANTE DA COMPANHIA: CONTACTO COM A MORTE. (1)
[Andrade da Silva, 10-08-2009] | 20 comentários
O- Bolinha Vermelha

“Meu Deus!

Espanta-se Felícia Cabrita na sua obra “ Massacres em África”, em que os massacres são afirmados por soldados, talvez com stresse pós traumático ( PTSD) e negados pelos respectivos comandantes, que um alferes miliciano com 23 anos possa ter comandado, na guerra, 30 militares com pouco menos anos que eles.
Continuação

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[João Silva, Diário de Coimbra, 31-07-2009] | 0 comentários
Manuel Alegre despediu-se, no passado dia 23, da actividade parlamentar, depois de 34 anos em que se assumiu, sempre, como homem de Coimbra e foi em sucessivos mandatos Deputado do PS por Coimbra.Continuação

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[Manuel Alegre, Expresso.pt, 12-07-2009] | 1 comentário
O histórico quer mudança de estilo, de políticas e de pessoas. E deixa um sério aviso ao PS: só "um sobressalto" evitará o pior. Leia na íntegra o artigo de opinião de Manuel Alegre, publicado hoje na edição impressa do Expresso. Continuação

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TO ANGOLA 71/72 - VIAGENS(2): NÁUFRAGOS E OUTROS
[Andrade da Silva, 09-07-2009] | 0 comentários
" RECORDO OS MEUS GRANDES E BONS CAMARADAS E COMPANHEIROS DE SEMPRE. QUE A AMIZADE SEJA ETERNA !"

Para as viagens fazemos malas e levamos bagagens, nesta outra, de descida às memórias lá vamos sempre ao baú das recordações, buscar qualquer coisa que nos parece importante não deixar ficar por dizer, julgo que devo referir que:Continuação

[São José Almeida, Público.pt, 20-06-2009] | 0 comentários
Após a derrota eleitoral nas europeias, a direcção do PS reuniu-se para analisar os resultados. E num encontro em que finalmente vários intervenientes falaram em tom crítico e que não ficou reduzido a uma missa ministrada pelo líder, os dirigentes do PS chegaram a uma conclusão extraordinária. Afinal, a derrota eleitoral foi provocada por um problema de imagem do Governo e com alguns ajustamentos à comunicação a coisa resolve-se.Continuação

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ANGOLA (71/72)- VIAGENS (1) - STRESSE DE GUERRA
[Andrade da Silva, 18-06-2009] | 3 comentários
O - bolinha vermelha

Nas viagens, como é hábito, enviamos postais, cá vai um:

Ao ter-me decidido editar algumas memórias de guerra e dos meandros do 25 de Abril, ao nível do alferes/tenente e não dos doutos e consagrados porta-vozes de todos os regimes, estou quase a fazer um novo 25 de Abril, nesta área, porque isto, no mundo dos interditos elitistas em todos os domínios que nos cercam, é uma quase-blasfémia saltar a cerca, mas quem participou no 25 de Abril, não pode temer os crimes de opinião, punidos explicitamente pelo fascismo, e dissimuladamente, e não menos gravemente sancionados pelo actual regime, com a morte civil e profissional e, obviamente, com o gueto.
Continuação

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[Maria Amélia Campos, 11-06-2009] | 12 comentários
Da política da blogosfera à realidade virtualizada, representada por cálculos, percentagens, gráficos em barras ou circulares, sinais de menos e de mais que expressam uma babel discursiva ao serviço do melhor arranjo gráfico e da frase mais sonante, fica-nos um gesto que traduz pouco mais que um desabafo de café, um estado de alma e frustrações expressos numa cruz, sinal gráfico a representar um compromisso, que nos deve fazer pensar.Continuação

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O - bolinha vermelha
[Andrade da Silva, 11-06-2009] | 3 comentários
DEDICO : A todos os oficiais e monitores de educação física que na guerra, ou nas Missões de Paz, ou nos Quartéis dão o seu melhor pela defesa do bem estar físico dos nossos camaradas, e nem sempre são reconhecidos ou defendidos, como deveriam ser.Continuação

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O voto, de arma do povo passou a ser a arma de uma nova casta
[Santana Castilho, Público.pt, 10-06-2009] | 11 comentários
Terminou o primeiro acto eleitoral. Seguem-se mais dois e a questão, agora, é avaliar a hipótese de, com eles, algo mudar num país que se atola num pântano. Mas como poderemos esperar mudança se os protagonistas que se divisam são os mesmos e o que de negativo dizem uns dos outros se poderia aplicar, tudo junto, a cada um deles?Continuação

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[Rui Tavares, Público.pt, 10-06-2009] | 4 comentários
Quem olha para o mapa da Europa que saiu das eleições de domingo passado dificilmente imaginaria que ainda há dez anos, dos quinze países que a UE então tinha, quatorze eram governados por partidos socialistas e afins. Esses partidos de centro-esquerda foram os principais castigados das eleições. Ninguém de esquerda pode ir para o Parlamento Europeu de ânimo leve: o que nos espera é uma oposição dura, duríssima, numa União Europeia cada vez mais conservadora e perante uma crise que vai ser longa e pesada.Continuação

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[Mário Crespo, JN, 08-06-2009] | 2 comentários
Façamos de conta que e o que passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente o saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses.Continuação

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
O - bolinha vermelha
[Andrade da Silva, 08-06-2009] | 1 comentário
Angola, 12 Janeiro 72
Levantei-me pelas 9h e até às 11h falei com o Alf Galante ( estava a fazer o estágio para capitão).Às 11 fui até ao gabinete do capitão Renato, comandante da companhia do Cavungo. Foi-me apresentado o esquema a seguir nos interrogatórios à população que se apresentava, baseado exclusivamente em perguntas e repostas, sem a menor insinuação explicita ou implícita a qualquer técnica de coacção física ou de chantagem psicológica ou outra.
Continuação

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[Manuel Alegre, DN, 04-06-2009] | 11 comentários
As velhas nações europeias, grandes e pequenas, pesam cada vez menos individualmente, fora do projecto comum que é a construção da Europa. O que vale, por exemplo, uma França sem a UE? A União garante a todos – grandes e pequenos parceiros – um efeito multiplicador na capacidade de influência. Não temos outra alternativa senão unir-nos perante a globalização desregulada. Continuação

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Sábado, 23 de Maio de 2009
O- Bolinha Vermelha
[Andrade da Silva, 02-06-2009] | 3 comentários
Dedico e conto esta pequena história aos civis que nunca foram militares, e aos civis que um dia o foram e aos meus caros camaradas.

Recordo a memória do Brigadeiro Themudo Vera que tendo sido mandado pelo Governo de Salazar para verificar se havia escravidão nas roças se São Tomé e Príncipe, depois de ter escrito à mulher que aquilo por lá era uma podridão, embarcará de regresso a Lisboa, mas nunca cá chegará, para uns foi suicídio, para outros homicídio, mas para todo o sempre o silêncio.

Continuação

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Terça-feira, 19 de Maio de 2009
O - bolinha vermelha
[Andrade da Silva, 30-05-2009] | 1 comentário
UM FIM DE TIROCÍNIO TUMULTUOSO

O meu curso de artilharia recusou-se nos idos de 1970, a fazer um conjunto de provas desportivas no final do tirocínio, por quebra de promessas pelo Comando da Escola Prática de Artilharia. Fomos ameaçados, mas não fizemos as provas. Eu era o chefe de curso destes “heróis” ( E há para aí uns historiadores militares a dizer que o pessoal só tinha a consciência da dor física e da canhota – a querida G3).
Continuação

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A vida tem de ter lugar para o lazer e não só para o trabalho: permitir a vida familiar, a amizade, a prática das artes
[Joaquim Jorge, Público.pt, 29-05-2009] | 1 comentário
Quantas pessoas vão cada dia trabalhar sentindo que o que fazem não tem sentido, não vale a pena, não é reconhecido ou não é reconhecido como deveria ser? As pessoas não se sentem realizadas. Centenas ou milhares? As pessoas estão despidas interiormente, a infelicidade laboral que nos leva a pensar que o trabalho é uma prisão, em que passam a maior parte do tempo a olhar para o relógio, o que fazem carece de sentido. Continuação

Povo-MFA
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
[Andrade da Silva, 27-05-2009] | 1 comentário
Nota Prévia:
Pretendia publicar os meus apontamentos da guerra, escritos em 71/72, em Angola, no blogue Avenida da Liberdade, da Associação 25 de Abril, mas o vírus da liberdade calou aquele blogue, num belo dia de verão e de boa memória para Lisboa, 13 de Junho de 2008, assim se fazem as coisas e, por isso, retomo, agora, o projecto neste blogue para o levar até ao fim, num tempo que muitos falam do hoje para o ontem, mas poucos do ontem para o hoje. Vou fazer este caminho, talvez dê um contributo para que uns e alguns outros compreendam que a natureza humana sendo una tem cambiantes, quiçá não genéticas, mas morais.
Continuação

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A maior taxa de desemprego de sempre, uma dívida externa como nunca se viu e um défice nunca antes atingido
[Santana Castilho, Público.pt, 27-05-2009] | 11 comentários
Senhor primeiro-ministro:
Como sabe, uma carta aberta é uma figura retórica. Usamo-la para dizer publicamente coisas que reputamos de interesse geral e para as quais queremos mobilizar os outros. É este o meu fito. Claro. Dispensando mantos negros de campanhas da mesma cor. A assinatura vai no fim. Responsabiliza e o senhor sabe quem se lhe dirige.
Continuação

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[Andrade da Silva, 25-05-2009] | 11 comentários
Diz a arquitecta Helena Roseta que a decisão do cidadão Manuel Alegre de ficar no PS, deixa todas as pontes abertas para negociações à esquerda, podia ter dito portas, só que todas as portas abertas podia gerar tempestade, logo, semanticamente, pontes é coisa mais sólida.Continuação

[Helder Pinheiro, 22-05-2009] | 1 comentário
- Afinal, ‘neste país / onde se morre de coração inacabado /…*’,

a Dignidade ainda tem rosto : Manuel Alegre. -

Quando, lá pelos idos 1965 / 66, li pela primeira vez em folhas policopiadas (como então se dizia) poemas de Manuel Alegre, da “Praça da Canção”, logo senti que estava a “conhecer” um Homem do futuro. Só conseguiria, a muito custo, a segunda edição da “Praça …”, de 1967, e, desde então, tenho confirmado aquela primeira impressão ao longo de toda a vida. Naquele tempo era um sentimento que não sabia explicar muito bem, melhor dizendo - não sabia como demonstrar. Mas a Vida, essa críptica arte do Tempo, encarregar-se-ia de me ir facultando elementos para tal demonstração.
Continuação

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Carta ao Director do Público
[Helena Roseta, Público.pt, 19-05-2009] | 16 comentários
Em editorial publicado no dia 16, comentando a decisão de Manuel Alegre de não sair do PS, não criar um novo partido para as próximas legislativas e não ser candidato a deputado, o jornalista Manuel Carvalho acusou Manuel Alegre de "com este movimento táctico" se transformar "no líder de uma facção".Continuação

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[Andrade da Silva , 16-05-2009] | 8 comentários
O que é muito grave, na actual encruzilhada da história de Portugal, é que anda toda a gente a falar que Portugal é um país com lodo, muito lodo, todavia quando chega a hora de limpar o lodo e colocar algas para que o pântano passe a oceano, é ver toda a discussão formal sobre isto e aquilo, e um dado recuo para as zonas de conforto, o que é uma atitude básica da psicologia humana, só superável pela força dos princípios morais e das convicções.Continuação

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[Pedro Paulo Machado Alves Mendes, 12-05-2009] | 3 comentários
Entendemos a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa como um acto contra a civilização, porque é parte das ideias nobres concretizadas que são os jardins que nos resguardam dos activos tóxicos envolventes. São a semente e capital de esperança para outras conjunturas não obscurecidas pela ideologia, que agora subiu ao palco, que acredita que a fé no lucro e interesse pessoal são o motor da alma. Continuação

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Um governo de tipo esquerda plural estimularia a clareza das alternativas que são presentes ao eleitorado
[Abdré Freire, Público.pt, 11-05-2009] | 13 comentários
Muito se tem discutido a reedição do Bloco Central (BC): uma coligação de governo (ou um acordo parlamentar) entre PS e PSD, caso o vencedor das próximas legislativas não tenha maioria absoluta. Várias tomadas de posição apontaram neste sentido. Primeiro, o Presidente, ao referir, no seu discurso do 25 de Abril, a necessidade de (todos) os partidos cooperarem... Continuação

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Sábado, 9 de Maio de 2009
[Andrade da Silva, 09-05-2009] | 3 comentários
Num dia qualquer, numa parte qualquer do Mundo, um ser humano nasce, e nascer, devia ser sempre um acto da máxima felicidade.

Nasci há muitos anos no Hospital do Monte, freguesia do concelho do Funchal, Terra verde e de flores, alta e arejada, com uma bela vista sobre a beleza imensa do Funchal. Estava um dia de Sol.
Continuação

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[Andrade da Silva, 09-05-2009] | 2 comentários
Há corrupção, imensa corrupção. É uma mancha que atravessa transversalmente a sociedade portuguesa e, por isso, fazemos ruído.
Dizemos que os vencimentos dos gestores de mais de um milhão de euros/ano, ou seja, quase dois séculos de vencimentos de um trabalhador com o salário mínimo – em termos da fundação da República, esse trabalhador teria nascido em 1910 e só em 2100 teria conseguido ganhar tantos euros – será também mais de três décadas dos vencimentos de um coronel do Exército, são uma imoralidade, e vai daí, fazemos ruído.
Continuação

[Pedro Guina, 05-05-2009] | 1 comentário
O fim de semana de 26 e Abril Santa Comba Dão esteve em polvorosa, sendo noticiada todos os dias nas televisões e jornais, só que, pelos piores motivos.
Com efeito, o executivo camarário teve o mau gosto de agendar a inauguração da requalificação urbanística do Largo Dr. Salazar para o dia 25 de Abril, precisamente o dia em que se comemora a liberdade o fim de uma das mais longas ditaduras da Europa, marcada pela perseguição, censura, tortura e morte, das quais se destacou a do General Humberto Delgado.
Continuação

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Lello sobre Alegre:
Mais uma provocação do Senhor Lello
[Eduardo Milheiro, MIC, 05-05-2009] | 9 comentários
José Lello, um dos homens de confiança do Senhor Engenheiro, não perde uma oportunidade de ser incorrecto e de descarregar a sua bílis contra o Vice-Presidente da Assembleia da Republica Manuel Alegre, ou então fala fora de tempo, o que um politico com as suas responsabilidades não pode nem deve fazer, podendo até por atitudes destas cair no ridículo.Continuação

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um breve comentário para o caso português
[Alexandre Azevedo Pinto, Diário Regional de Viseu, 05-05-2009] | 3 comentários
A gravidade e profundidade da Crise Económica Internacional é, de facto, muito grande. A Europa e Portugal encontram-se, hoje, numa Recessão muito profunda e continuarão a sofrer, muitíssimo com ela, quer ao longo de todo este ano, quer do próximo. Na minha opinião Portugal sofrerá mais do que a média dos Países da Zona Euro e também será dos últimos países a sair das dificuldades em que se encontra.
Continuação

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[Maria Amélia Campos, MIC, 05-05-2009] | 0 comentários
A defesa e a promoção do pluralismo dos meios de comunicação, enquanto pilar essencial do direito à informação e da liberdade de expressão, consagrados no artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, constituem princípios fundamentais para a preservação da democracia.Continuação

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LIBERDADE!...LIBERDADE!....LIBERDADE!....
[Andrade da Silva, 04-05-2009] | 3 comentários
Nunca a violência gratuita pode em qualquer circunstância ser uma forma justa de criticar, censurar, ou alterar o que está errado. É inaceitável e inqualificável.
A crítica deve ser justa, fundamentada e ter por objecto actos concretos que à luz da moral, do direito, do comportamento leal e honesto mereçam reparo.
Continuação

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[Maria do Rosário Gama, 01-05-2009] | 9 comentários
Só quem não está na Escolas e acompanha o seu dia a dia é que pode acreditar neste “abaixamento extraordinário” das faltas dos alunos. Perguntar-se-á: não é verdade que as faltas baixaram 22,5% relativamente ao ano passado? Resposta: Meia verdade: baixaram os registos das faltas, não baixaram as faltas.Continuação

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35 anos de democracia
[Elísio Estanque, boasociedade.blogspot.com, 27-04-2009] | 2 comentários
Não adianta bater mais no ceguinho. 35 anos depois, o espírito de Abril parece definhar, é verdade. Naquele tempo era o sonho, hoje é a realidade (!?). Contudo, importa recordar que os determinismos morreram, mas as possibilidades históricas são variadíssimas.Continuação

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[Andrade da Silva, 26-04-2009] | 1 comentário
A entrevista do Sr. Primeiro ministro foi muito centrada nos recados do Sr. Presidente da República, para dar a sua interpretação de que tudo aquilo se dirigia para outrem que não para o governo, porque tudo, o que o Sr. Presidente a República sugeriu, está o governo a fazer e bem, mas mais delicioso é que o Sr. Ministro Santos Silva descobriu a preciosidade política de que a palavra do Sr. Presidente, no exercício da sua magistratura de influência, é para toda a Nação.Continuação

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[Manuel Alegre, 30-04-2009] | 4 comentários
A revolução do 25 de Abril que celebramos é a revolução democrática, a revolução dos três “dês” do Programa do MFA: democratizar, descolonizar, desenvolver. Nessa perspectiva histórica, a revolução do 25 de Abril não é uma revolução perdida, é uma revolução vitoriosa.Continuação

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O Mundo é composto de mudança, mas tanta e tão rápida confunde.
[Andrade da Silva, 19-04-2009] | 2 comentários
Quem poderia supor que o Sr. Presidente da República pudesse, de algum modo, fazer um diagnóstico tão preciso, igual, mesmo igual, que é muito mais que idêntico, ao que outros e também, modestamente, eu, andamos a fazer, no deserto, há mais de um ano? ( Da minha parte desde pelo menos Janeiro 2008 no calado blogue Avenida da Liberdade da Associação 25 de Abril, por causa exactamente desses e de outros temas tratados sem peias)Continuação

[Elísio Estanque, 18-04-2009] | 4 comentários
Um vasto conjunto de cidadãos e personalidades de diversos meios, ligados à cidade de Lisboa e preocupados com o risco de uma vitória da direita nas eleições autárquicas apelam, através de uma petição Online, a uma convergência das esquerdas para uma candidatura unitária. Eis o texto do apelo e o respectivo link para quem queira subscrevê-lo: Continuação

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Ideias pela democracia portuguesa
[Elísio Estanque, Boasociedade.blogspot.com, 17-04-2009] | 3 comentários
Rever os princípios da disciplina de voto dos partidos, estabelecendo as áreas e votações em que ela deve existir, mas dando mais liberdade aos deputados para votar segundo a sua consciência. Alterar o sistema eleitoral introduzindo um sistema misto que inclua eleição nominal de deputados. Fiscalizar e punir quaisquer pressões que ponham em causa a independência da comunicação social e a liberdade de imprensa.Continuação

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Os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário têm-se apossado de tudo o que reflecte e questiona
[Santana Castilho, Público.pt, 15-04-2009] | 2 comentários
Não fora tão curta a memória colectiva e ligeiro o modo como se passa pela vida e teríamos os portugueses, no mínimo, perplexos com o que lhes é dado observar. Depois de um ano ocupados com a discussão da avaliação do desempenho, que afastou a Escola da sua missão primeira - ensinar -, os factos mostram que a maioria dos professores aceitou hoje o que ontem havia rejeitado, de modo assaz peremptório. Continuação

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A imposição de tais normas de vestuário, ainda por cima só para mulheres, é serôdia e inaceitável
[Helena Roseta, Público.pt, 14-04-2009] | 6 comentários
Comecei por ter um problema de mangas. Quando era miúda, menina que ousasse ir à missa no Verão com vestido sem mangas era imediatamente admoestada. Tínhamos de andar sempre com um casaco de malha à mão, coisa que até hoje me deixou de mal com semelhante acessório.Continuação

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( Conclusão)
[Andrade da Silva, 09-04-2009] | 6 comentários
Andei por Angola nos idos de 71, primeiro no saliente do Cazombo, depois no Norte de Angola, na zona de Mucaba e Damba. Adorei aquele pôr-do-sol, o calor, a imensa fruta e a sensualidade transbordante das suas gentes brancas e negras.Continuação

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(parte2)
[Andrade da Silva, 08-04-2009] | 3 comentários
No Uganda, como, por certo, em muitos outro países de África, as oposições, guerrilhas armadas, na sua luta contra os governos, os outros senhores da guerra e corruptos, já não conseguem recrutar adultos para os seus intentos, por vezes tão tenebrosos ou mais do que os dos governos que pretendem derrubar, então, para fazerem face ao seu défice de recrutamento raptam, pela calada da noite, crianças.Continuação

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“ Em memória dos lutadores assassinados e de todos os que morrem em guerras ou na emigração criminosa”
(parte1)
[Andrade da Silva, 07-04-2009] | 4 comentários
Os comentadores deste regime, mergulhado em paródias de corrupção, de um modo compulsivo, pastosamente, gordos na sua abastança e senis de tanto lugar comum e piolheira, lá vão debitando que temos de deixar de pensar e proteger África, isto é, deixar de nos preocuparmos com as ditaduras, para que os patrões de tais escribas possam, cada vez mais, enriquecerem, fazendo derramar o sangue dos nossos queridos irmãos africanos.Continuação

Incompetência, Negligência ou Má-fé
[Mário Carvalho, Movimento Cívico pela Linha do Tua, 05-04-2009] | 1 comentário
Exmo. Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Exma. Sra. Secretária de Estado dos Transportes
A calamitosa política de transporte seguida para as Vias Estreitas (VE) do
Douro nas últimas três décadas atingiu o ponto de ruptura. A falácia do prejuízo nestas vias-férreas, mesmo tratando-se de um serviço público a manter para bem da solidariedade e coesão social, e malgrado a forma danosa como têm sido administradas, esquece convenientemente os desastres financeiros da Carris e dos Metros do Porto e de Lisboa, averbando respectivamente prejuízos crescentes na ordem dos 18, 150 e 160 milhões de euros, suportados por todos os portugueses, do Litoral ao Interior e Ilhas.
Continuação

[Helena Matos, Público.pt, 02-04-2009] | 8 comentários
O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao paísNo início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras.Continuação

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[Andrade daSilva, 01-04-2009] | 15 comentários
Porquê e como andou tão depressa o despacho do Freeport, o que, devendo ser a regra, só se torna nebuloso por ter sido tão rápido, ora, nos cânones da nossa monstruosa burocracia significa geralmente corrupção, compadrio, luvas ou traficância de influências, o que também todos julgam que é a regra desde a selecção para os empregos, à promoção na carreira.Continuação

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[Andrade da Silva , Blogue Cidadania e Liberdade , 24-03-2009] | 1 comentário
Andei por Itália e não vi o Papa, mas mais preocupante que não ver o Papa, é verificar que a crise de que os donos do dinheiro nos falam, é um grande e velhaco embuste. É uma crise parcial e vitíma, e, vai vitimar ainda mais, os mesmos, ou seja, os menos ricos, até nos encostarmos cada vez melhor à Idade Média.Continuação

[Jorge Silva, 24-03-2009] | 13 comentários
" Talvez tenha chegado o derradeiro momento para Alegre perceber que a única saída que lhe resta - e por muito que isso lhe custe - é a de seguir o seu próprio caminho e avançar para um novo espaço de intervenção política de esquerda democrática.Esse será,aliás,por muito paradoxal que pareça,um sobressalto necessário para o PS vir a reencontrar,um dia, a identidade perdida."
( Vicente Jorge Silva,SOL,21/03/09)
Continuação

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[Elísio Estanque, boasociedade.blogspot.com, 20-03-2009] | 2 comentários
Na sondagem da TVI (27/02/2009) surgem diversas indicações curiosas e que merecem atenção. À pergunta sobre se, perante a actual crise, se deve re-editar o Bloco Central (aliança entre PS e PSD) a maioria do eleitorado responde que Não (43,3% contra 41,3% que afirma que sim). Entre o eleitorado PS, 52% respondeu Não contra 33,5% que respondeu Sim. Continuação

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Ladislau Dowbor e a crise:
[Jorge Nascimento Rodrigues, Exame Expresso, 20-03-2009] | 0 comentários
O economista acha que o sistema financeiro mundial está inquinado. A solução é "liberalizá-lo" para livrá-lo dos "atravessadores e dos especuladores" e para que o dinheiro volte a servir a economia real.Continuação

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Desafio à esquerda de Coimbra
Extractos de um artigo em publicação no Diário de Coimbra
[boasociedade.com, Elísio Estanque, 18-03-2009] | 0 comentários
(...) Neste momento, além da crescente corrosão que atravessa os partidos em geral, em Coimbra estamos perante uma imagem de grande descrédito das actuais lideranças do PS, dada a existência de graves suspeitas e processos judiciários envolvendo figuras responsáveis do partido.Continuação

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[Joaquim Jorge, clubedospensadores.blogspot.com, 17-03-2009] | 1 comentário
Manuel Alegre não é um qualquer, tem muita aceitação nos portugueses, é uma espécie de reserva moral.
A sombra de Alegre continua a pairar. Por muito que José Sócrates queira purgar o partido a quem lhe faça sombra dando a ideia de um falso unanimismo, como se vê, não o consegue.
Continuação

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Manda quem pode, obedecem os pobres e os escravos
[Andrade da Silva, 15-03-2009] | 7 comentários
Como dizia Humberto Delgado, somos um país de escravos. Alguns dos 96% que votaram Sócrates dizem que não concordam com ele, mas querem que ganhe por maioria absoluta, o que mudou? Nada!Continuação

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João Cravinho
[Castro Moura, RR, 12-03-2009] | 2 comentários
João Cravinho considera que o grande combate que Manuel Alegre tem pela frente são as Presidenciais e que “Alegre tem de lançar e cultivar” essa “grande convergência de esquerda”.Continuação

[Rui Herbon, 10-03-2009] | 4 comentários
Boa parte das críticas inflamadas que certos opinadores e bloggers (para não falar de camaradas seus do Partido Socialista) dirigem contra Manuel Alegre, resumem-se a isto: indecisão; ou hesitação, se se preferir. Quer dizer, para eles, Manuel Alegre devia estar no PS, calado – a democracia é muito bonita, mas com juizinho –; ou fora do PS, dizendo livremente o que pensa. Mas aí, tais vozes melífluas acusá-lo-iam de traição, de sectarismo.Continuação

CENÁRIOS POLÍTICOS E PLANOS DE CONTINGÊNCIA
[Andrade da silva, 10-03-2009] | 1 comentário
1 – Com a total cegueira do PS e o culto da personalidade do seu secretário geral, se a politica do actual governo for referendada nas eleições com uma maioria absoluta, a tirania, autismo e a imoralidade poderão subir em flecha, isto é, vai continuar-se a pedir grandes sacrifícios à maioria para beneficiar 1 ou 2% de grandes banqueiros e empresários, nomeadamente, as famílias tradicionais, passando a sociedade a ser, provavelmente, ainda mais concentracionária, do ponto de vista económico, comunicacional e mesmo políticoContinuação

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O carácter sem corrosão
[Elísio Estanque, http://boasociedade.blogspot.com/, 10-03-2009] | 2 comentários
Ao afirmar que as posições de Manuel Alegre (MA) em relação ao PS revelam “falta de carácter” José Lello (JL) mostrou uma atitude de desrespeito inadmissível para com uma figura de referência do partido (não apenas em termos históricos mas na actualidade).Continuação

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[Cândido Teixeira, 09-03-2009] | 1 comentário
Parasitas são seres vivos que nascem ou crescem e apresentam uma dependência metabólica de grau variável em relação a seres vivos da mesma ou de outra espécie e que ficam temporária ou permanentemente à superfície ou no interior dos organismos vivos.Continuação

[Pedro Guina, 09-03-2009] | 1 comentário
Confesso que o congresso do PS me enfadou um pouco. Foi um congresso sem ideias, sem debate, e acima de tudo, manifestou que o actual PS se resume a uma mera máquina de alcançar o poder. Segundo, porque Sócrates apareceu como uma Super Star, numa cultura mediática do líder, fazendo lembrar o convidado Hugo Chávez, , atacando a campanha negra levada a cabo pelo Público e por Manuela Moura Guedes no telejornal de sexta-feira.Continuação

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A excelsa dona da DREN enviou para uma escola duas falanges de intimidação, num total de onze agentes
[Santana Castilho, Público.pt, 04-03-2009] | 5 comentários
Penso ter sido Tolstoi que disse ser a liberdade uma consequência, que não um fim, e que não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade.Continuação

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A estratégia que José Sócrates defende em alternativa à situação presente é o aperfeiçoamento das teses neoliberais
[José Luís Cardoso,, 01-03-2009] | 1 comentário
O Partido Socialista realiza o seu XVI Congresso num momento histórico único. Em 1989, com a queda do Império Soviético e simultaneamente de um modelo de organização do Estado e da Sociedade, ficou o caminho aberto para, à escala global, o capitalismo se impor no pior que tem em si mesmo: o neoliberalismo económico.Continuação

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[Jorge Bateira, http://ladroesdebicicletas.blogspot.com, 28-02-2009] | 3 comentários
O debate sobre a ideia de proibir o despedimento quando há lucros, a decorrer nos comentários a esta posta, suscita uma questão que para mim é central: a gestão pertence exclusivamente aos donos da empresa (ou ao gestor nomeado), sejam eles um pequeno empresário, os accionistas da grande empresa ou mesmo o Estado?
Continuação

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[Andrade da Silva, www.liberdadeecidadania.blogspot.com, 28-02-2009] | 2 comentários
O presidente da câmara de Lisboa, o Sr. António Costa, quanto à governação do PS só vê medidas positivas, como o simplex, a inovação tecnológica, o ensino profissional, a diminuição do abandono escolar, as novas oportunidades, o que considera fundamental face às baixas qualificações dos portugueses etc.Continuação

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AINDA A AVALIAÇÃO...
[Maria do Rosário Gama, Público.pt, 26-02-2009] | 0 comentários
Desde 10 de Janeiro de 2008, data da publicação do Decreto Regulamentar 2/2008 sobre a avaliação de desempenho do pessoal docente, que as “energias” do Ministério da Educação têm sido consumidas, quase na totalidade, na imposição seja a que custo for, do modelo de avaliação de desempenho, contestado desde o início, pela sua inaplicabilidade, como veio a ser reconhecido, e que levou ao modelo simplificado, mais conhecido por “simplex”, publicado no Decreto-Regulamentar 1-A/2009 no dia 5 de Janeiro (passado um ano sobre o primeiro).Continuação

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Pais e Mães ! Amigos das Crianças de Portugal ! Lisboetas !
[Pedro Paulo Machado Alves Mendes, http://campanhapelohde.blogspot.com/, 23-02-2009] | 0 comentários
Não nos iludamos! São só simpáticas na aparência as palavras dos responsáveis, mas o facto é que o Ministério da Saúde, na continuidade da politica do Dr. Correia de Campos, pretende substituir um Hospital para Crianças (o Hospital de D. Estefânia) por um simples Serviço para Crianças num novo Hospital para Adultos (o futuro Hospital de Todos os Santos, em Chelas.) Continuação

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Entre o optimismo e o criticismo
[Elísio Estanque, http://www.boasociedade.blogspot.com/, 23-02-2009] | 5 comentários
Alguns sectores da ala esquerda do PS mostram-se muito optimistas em relação à tentativa do PS de renovar a maioria “reposicionando-se à esquerda”. Veja-se um texto recente de Paulo Pedroso:Continuação

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[Ricardo Costa, Expresso, 16-02-2009] | 2 comentários
Proponho aos leitores um pequeno desafio: tentem passar um dia sem ver ou ouvir o ministro Augusto Santos Silva a dizer mal de alguém ou a defender José Sócrates com uma entrega embaraçosa.Continuação

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[Andrade da Silva, www.liberdadeecidadania.blogspot.com, 14-02-2009] | 3 comentários
Louçã foi à RPT1 falar de sua justiça, dizer que o bloco de esquerda não é um partido em namoro com o PS, porque é contra as politicas do 1ºMinistro, nomeadamente o código de trabalho que procura tirar a quase totalidade dos direitos aos trabalhadores, e que o voto contra de Manuel Alegre a esta lei, é o gene da quase total identificação entre o seu partido e o deputado.Continuação

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artigo de opinião de Mário Crespo
[Mário Crespo, JN, 10-02-2009] | 3 comentários
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal.Continuação

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[Prof. M. Rocha Carneiro, O Ilhavense , 12-02-2009] | 0 comentários
“Anda tudo parvo”, assim define um amigo a situação que vivemos. Acrescenta “como o Governo”, nisso discordo. O nosso governo tem um projecto e segue com determinação obstinada o seu rumo.Continuação

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Na liberdade de expressão deve existir uma fronteira entre direito e excesso, devendo distinguir-se entre opinião e calúnia.
[Joaquim Jorge, NoticiasdaManhã, 04-02-2009] | 1 comentário
Este caso de Sócrates no Freeport leva-me a pensar que defender a liberdade é defender a verdade, mas por vezes a liberdade de expressão converte-se em delito. Na liberdade de expressão deve existir uma fronteira entre direito e excesso, devendo distinguir-se entre opinião e calúnia.Continuação

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[01-02-2009] | 0 comentários
No fim da edição do FSM na Amazónia, Boaventura Sousa Santos diz que foram os Fóruns Sociais que "anteciparam a crise" que hoje vivemos e não o Fórum de Davos que reúne a elite financeira. O fundador do FSM quer ver o mundo a discutir as ideias e soluções propostas em Belém do Pará e diz que é urgente "reinventar o Estado", orientando-o no rumo da democracia participativa. Continuação

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[Alexandre A. Pinto, MIC, 28-01-2009] | 22 comentários
Defendo a criação de um novo sujeito político em Portugal, chamem-lhe partido na designação ortodoxa, emergindo do espaço sociológico criado a partir das candidaturas pioneiras e emancipadoras de Manuel Alegre à Presidência da República e de Helena Roseta às Eleições Autárquicas Intercalares de Lisboa.Continuação

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Sócrates e Manuel Alegre
[Elísio Estanque , BoaSociedade, 26-01-2009] | 1 comentário

No mar de indefinições em que hoje está mergulhada a política nacional, criaram-se no seio do PS e à sua esquerda diversas expectativas de alianças e rupturas – umas mais improváveis do que outras – entre protagonistas aparentemente desavindos. Nas relações de Sócrates com Manuel Alegre fala-se de negociações e de uma tentativa de “aliança”.
Continuação

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Uma vitória inimaginável do PSD no Parlamento tornou-se numa frustrante derrota
[Joaquim Jorge , notíciasdamanhã, 13-01-2009] | 0 comentários
O PSD, depois da barraca que foi as faltas dos seus deputados não permitirem aprovar a suspensão do processo de avaliação, deveria era estar quietinho e ver onde param as modas, como se costuma dizer. Em abono da verdade não foram só os deputados do PSD, outros de outros partidos faltaram, mas se tivessem estado presentes, pela simples razão de alguns deputados do PS, entre eles, Manuel Alegre, terem votado favoravelmente o projecto – lei, com toda a certeza, teriam conseguido fazer aprovar o decreto-lei e seria uma derrota de grande impacto para toda a política seguida por este Governo na Educação.
Continuação

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[Elísio Estanque , 07-01-2009] | 1 comentário
Da entrevista só vi alguns resumos. Li diversos comentários que me pareceram em geral favoráveis na forma, se bem que não tanto no conteúdo. No Público de hoje afirma-se que o PM passou no teste.Continuação

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Petição On-line
[02-01-2009] | 0 comentários
O anterior abaixo-assinado ao Presidente da Republica Portuguesa, infelizmente não alcançou resultados práticos, conseguiu-se apenas que o espaço actual do H.D. Estefânia continue a pertencer ás criança e não ao circuito da especulação imobiliária, mas mesmo isto são ainda apenas declaraçõesContinuação

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Manuel Alegre escreve sobre Obama
[28-12-2008] | 2 comentários
Em artigo hoje publicado na revista "Domingo" do "Correio da Manhã", Manuel Alegre saúda a vitória de Obama, recordando que "não foi por acaso" que o recém eleito presidente dos EUA "respondeu a quem o acusava de ser apenas retórico: As palavras inspiram."
Continuação

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Excelentíssima Senhora Ministra da Educação
[MIC, 15-12-2008] | 4 comentários
Ao fim de três décadas e meia de docência, as políticas educativas do Governo do meu país levaram-me a pedir a aposentação antecipada e com penalização. Fugi da escola pública de hoje. A escola do facilitismo, da mediocridade, da desautorização dos professores, da desumanização, da irresponsabilidade, das estatísticas, da entrega dos deveres aos professores e dos direitos aos alunos,… Não foi para esta escola que dei tantos anos da minha vida. Nem foi assim que pensei terminar uma longa carreira de que gostei muito.Continuação

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[Alexandre Azevedo Pinto, 15-12-2008] | 6 comentários
Os acontecimentos das últimas semanas mostram bem a influência que o sector bancário tem no país. Do caso BPN ao caso BPP os portugueses começam a perceber uma triste realidade: o governo defende em toda a linha os Grandes Interesses com o propósito de que é o interesse dos pequenos depositantes e a imagem internacional do País que está em causa. Pura demagogia.Continuação

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PS Coimbra
[João Silva, Diário de Coimbra, 26-11-2008] | 1 comentário
Tenho manifestado publicamente e em diversas circunstâncias, as minhas divergências políticas com dirigentes do PS Coimbra, nomeadamente com o líder distrital Victor Baptista, que acaba de ser reeleito para presidir à Federação Distrital.Continuação

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[João Silva, Campeão das Províncias, 21-11-2008] | 1 comentário
Lembro-me, frequentemente, de ter lido algures que se atribui a Freud a ideia de que há três “profissões impossíveis”: educar, curar e governar, porque o sucesso de qualquer destas “profissões” não depende exclusivamente do respectivo “profissional” mas necessita, de forma determinante, da colaboração dos destinatários.Continuação

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[Joaquim Jorge, NoticiasdaManhã, 20-11-2008] | 0 comentários
Manuel Alegre disse, no programa «Discurso Directo» da TSF, que “dificilmente integrará as listas do PS nas eleições legislativas”. E aconselhou Sócrates a ouvir os professores.Continuação

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[Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 18-11-2008] | 2 comentários
Manuel Alegre disse no programa Discurso Directo que «dificilmente integrará as listas do PS nas eleições legislativas». E aconselhou Sócrates a ouvir os professores. Continuação

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[Joaquim Jorge, clubedospensadores, 16-11-2008] | 2 comentários
Este sábado, mais uma manifestação de professores, com êxito e cobertura noticiosa. Quando foi convocada fiquei com a ideia que poderia não ter sucesso, depois do apoteótico sinal dos 120.000 professores na rua. Continuação

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[Joaquim Jorge, clubedospensadores.blogspot.com, 12-11-2008] | 1 comentário
Esta marcação de Manuel Alegre à Ministra da Educação vai dar em algo . Isso já aconteceu no início do ano com o Ministro da Saúde que se foi embora. Alegre rodeou-se de pessoas que estão no terreno na implementação das medidas avaliativas para os professores e que sabem do que estão a falar.Continuação

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[10-11-2008] | 0 comentários
“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”, escreveu Vinicius de Moraes para um samba imortal. Há muito tempo que as esquerdas portuguesas andam desencontradas. As razões da história e do orgulho das diferentes esquerdas são conhecidas. Tal como conhecido é o resultado prático da conjugação das soberbas da esquerda. A auto-suficiência nas razões e na moral de cada uma das esquerdas é a insuficiência de uma alternativa com políticas de esquerda para este país.Continuação

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[A.Xarim, griloescrevente.blogspot.com, 08-11-2008] | 0 comentários
Quando há dias referi aqui que a estratégia de salvamento dos bancos estava a ser encarada pelos respectivos banqueiros como uma excelente oportunidade para rapidamente retomarem as práticas especulativas que conduziram os mercados financeiros à situação que atravessam, não pensava encontrar tão rapidamente um exemplo nacional do que dissera, mas eis que lendo esta notícia do DIÁRIO ECONÓMICO, não fica qualquer dúvida que continuamos sem nada ter aprendido com o que está a acontecer.Continuação

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[A. Xarim, griloescrevente.blogspot.com, 06-11-2008] | 0 comentários
Talvez, para os menos atentos, o anúncio ontem feito pelo ministro Teixeira dos Santos da decisão de nacionalização do BPN possa ser entendido como mais uma intervenção pública no sentido de minimizar os efeitos da crise que alastra pelo sistema financeiro mundial, tanto mais que nos jornais onde se lê aquele também se pode ler que o governo de Angela Merkel decidiu injectar 8,2 mil milhões de euros no Commerzbank (o segundo maior banco alemão)[1], porém a realidade não poderia ser mais enganadora.Continuação

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[Joaquim Jorge, 24 Horas, 05-11-2008] | 0 comentários
É necessário oferecer outra maneira de fazer política, acabar com este modelo clássico e sobranceiro, defende neste artigo o fundador do Clube dos Pensadores, disponível no blogueclubedospensadores.blogspot.com, e que ainda há pouco se desfiliou do Partido SocialistaContinuação

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[Manuel Alegre, DN, 28-10-2008] | 30 comentários
Segundo o general de Gaulle, comete-se por vezes o erro de ter razão antes de tempo. Na moção "Falar é preciso", apresentada ao Congresso do PS em 1999, cometi esse erro:Continuação

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[A. Xarim, griloescrevente.blogspot.com, 08-10-2008] | 0 comentários
No tradicional discurso do 5 de Outubro e para comemorar a implantação da República, o presidente português aproveitou a oportunidade para traçar um quadro da situação económica nacional – opção perfeitamente natural quando se avizinha a discussão de mais um Orçamento Geral do Estado e a nível internacional e comunitário se vive um cenário de crise instalada – e, como seria de esperar, face à realidade que todos conhecemos mas, principalmente devido ao avizinhar de um ciclo eleitoral e à óbvia divergência política entre este e o governo, o quadro é quase o oposto do que o governo de José Sócrates nos apresenta regularmente.Continuação

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[Jaime Eusébio, arqto, MIC, 30-09-2008] | 0 comentários
Quem visita e calcorreia este país do norte ao sul, mas sobretudo o interior norte e centro percebe a urgência de levar a cabo o projecto de o reflorestar, com sabedoria.Continuação

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[Hugo Gonçalo Louret Pires, MIC, 29-09-2008] | 1 comentário
Tem sido com crescente preocupação que o mundo vem a assistir ao eclodir da chamada crise financeira nos Estados Unidos, pois é algo que irá afectar as relações económicas no resto do planeta, não se prevendo tempos de prosperidade, mas sim de recessão, havendo já quem compare a situação com o que se viveu nos anos trinta do século XX, no contexto da denominada “grande depressão", que só foi superada com um renovado papel do Estado como entidade reguladora activa das relações económicas, sob pena do sistema capitalista não sobreviver à grave crise que por então passou, com todas as consequências que isso traria, tanto a nível social como a nível político.Continuação

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O importante não é o poder pelo poder, mas sim chegar-se a uma maioria social com políticas sociais.
[Joaquim Jorge, Revista Perspectiva, 27-09-2008] | 2 comentários
José Sócrates durante estes quatro anos foi anulando um a um os seus adversários e os incómodos: João Soares ex-candidato a Sintra, é presidente da Assembleia Parlamentar da OSCE; Mário Soares deu-lhe um presente envenenado, candidato a Presidente da República; João Cravinho despachou-o para administrador do European Bank for Reconstruction and Development; António Costa para Lisboa, Manuel Maria Carrilho para a UNESCO; Victor Ramalho para o INATEL, etc.. Ou os mantém ocupados ou longe da sua vista. António José Seguro está em stand-by mas, pelo que me parece, auto-marginalizou-se. Continuação

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Ninguém de boa-fé negará que vivemos tempos crescentemente complicados
[A.Xarim, http://griloescrevente.blogspot.com, 26-09-2008] | 0 comentários
Depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, e do concomitante anúncio do fim da história[1], ampliado por um grupo de fanáticos crentes no “american way of life” e no absolutismo de um liberalismo económico levado ao absurdo, o Mundo assistiu ao 11 de Setembro de 2001 e às invasões americanas do Afeganistão e do Iraque (abrindo um conflito directo com o designado fundamentalismo islâmico). A esta agitação geo-estratégica e perante uma plêiade de governantes europeus cada vez mais convertidos às maravilhosas vantagens de uma globalização ao gosto norte-americano, seguiu-se em 2007 o eclodir de uma crise financeira originada no mercado imobiliário norte-americano, que assume já proporções incomensuravelmente maiores graças à alavancagem resultante do contágio pelos sofisticados produtos financeiros que Wall Street disseminou por todo o mundo. Continuação

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[Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 24-09-2008] | 0 comentários
A proposta de lei para as eleições autárquicas pode voltar este ano ao Parlamento e a limitação de mandatos leva a que se abra caminho à renovação e novas estratégias dos partidos. Continuação

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[Maria Amélia Campos, 06-09-2008] | 0 comentários
O conselho deixado por Manuel Alegre, [28-07-2008], numa entrevista dada ao “Correio da Manhã”, sobre leituras recomendáveis para o período de férias, foi dirigido a José Sócrates e a Manuel Ferreira Leite, mas subentende-se que muitos de nós deveríamos ter seguido a sugestão, nomeadamente, no que refere às duas primeiras obras, de modo a procurarmos compreender por que passámos da vanguarda do Mundo a uma decadência que ainda hoje não conseguimos ultrapassar.Continuação

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[Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 30-08-2008] | 1 comentário
O Norte sempre abandonado e ostracizado. Se esta situação se verificasse perto de Lisboa, por exemplo na linha de Sintra, seria resolvida num ápice.Continuação

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[Joaquim Jorge, clubedospensadores.blogspot.com, 17-08-2008] | 1 comentário
Temos um primeiro-ministro, José Sócrates que não se sabe para onde está, ou porventura já alguém sabe, mas não diz, ou quer ser bem pago por essa informação ou fotos que o valham para fazer as delícias de quem lê as revistas cor-de-rosa. Ainda não percebi o porquê de José Sócrates fazer finca-pé, para onde vai de férias e com quem vai. Acaba-se sempre por saber tudo. E seria da mais elementar justiça termos um primeiro-ministro que informa com naturalidade os seus concidadãos o que vai fazer.
Continuação

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Joaquim Sarmento
[Joaquim Sarmento, 08-08-2008] | 0 comentários
“O último livro de poemas de Manuel Alegre é deslumbrante. Sob o título “Sete partidas”, a obra centra-se na figura histórica do Infante D. Pedro que foi Regente do Reino, após a morte de D. Duarte Este deixou como herdeiro seu filho Afonso de apenas seis anos de idade. O Infante exerceu a regência até o sobrinho perfazer 14 anos.Continuação

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[Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 29-07-2008] | 1 comentário
Este frenesim do Governo chefiado por José Sócrates em período de descompensação laboral e de lazer. Idas ao estrangeiro ( Angola e Líbia ) , relativamente a Angola conceder uma linha de crédito para um país dos mais ricos em petróleo e diamantes é de bradar aos céus mas somos assim o que é que se há-de fazer !Continuação

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Manuel Alegre
“Viva a Irlanda! Não há Europa contra os cidadãos”
[Manuel Alegre, DN, 18-06-2008] | 3 comentários
No único país da UE em que se realizou (por imperativo constitucional) um referendo ao Tratado de Lisboa, o "não" ganhou.Continuação

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[Joaquim Jorge, MeiaHora, Clube dos Pensadores, 18-06-2008] | 1 comentário
Manuel Alegre ao promover um comício com outras forças de esquerda está a enviar sinais para dentro do PS. Porém este partido socialista procura fazer ouvidos de marcador. Já o tinha feito a seguir à eleição presidencial fazendo de conta que nada se tinha passado, mais tarde com as eleições para a CML, António Costa venceu mas não convenceu, o efeito Helena Roseta provocou uma erosão no eleitorado do PS que quase inviabilizou a sua eleição, a fasquia ficou-se pelos 30%.
Continuação

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Este Governo sinalizou de tal forma o rumo que qualquer assomo à esquerda se transformou num sentido proibido
[Cipriano Justo, Público.pt, 24-05-2008] | 0 comentários
Além do ensino da filosofia, os anos da Argélia de Pierre Bourdieu (1955-60) foram dedicados ao estudo da sociedade argelina num contexto de guerra de libertação nacional (1954-62). Continuação

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[Joaquim Jorge, clube dos pensadores, 23-05-2008] | 1 comentário
Hoje, vem publicado no jornal Público um estudo inédito, em que é analisado o fenómeno em Portugal ao longo de seis anos (1995 - 2000).

Não querendo ser muito exaustivo o estudo revela aquilo que nós percepcionamos no dia a dia: a pobreza e desigualdades estão a agravar-se em Portugal.
Continuação

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O que interessa a Lisboa é o modelo da regeneração e não o do mero desenvolvimento urbano
[Helena Roseta, Público.pt, 21-05-2008] | 1 comentário
Segundo a Resolução 78/2008 do Conselho de Ministros, de 15 de Maio, a pretexto da comemoração do centenário da República em 2010, o Governo prepara-se para executar "um conjunto de operações destinadas à valorização da frente ribeirinha de Lisboa", visando "criar uma nova visão para a cidade e para a sua frente ribeirinha", bem como "a reconciliação da cidade e dos seus habitantes com o rio Tejo". Continuação

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[Helena Roseta, Cidadãos por Lisboa, 03-05-2008] | 0 comentários
"A verdadeira revolução que falta não é de obras públicas, é de cidadania", escreve Helena Roseta, no Jornal de Lisboa, a propósito de Alcântara. Continuação

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25 de Abril
[24-04-2008] | 0 comentários
Porque estamos a comemorar o 25 de Abril, aqui fica este belíssimo artigo de José Leitão do Blogue “Inclusão e Cidadania” em que faz uma viagem pela poesia de Manuel Alegre e pela história da guerra colonial, pela resistência e contestação ao regime fascista que vigorava então, tendo como referência o livro de poemas “Nambuangongo meu amor – os Poemas de guerra”, editado recentemente e só possível porque ouve o 25 de Abril em 1974, palavras certas que nos falam da poesia que fez parte da resistência de Manuel Alegre ao regime de então, poesia que será sempre um grande contributo para que na memória colectiva não se apaguem os tempos difíceis então vividos e o duro combate pela liberdade.Continuação

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Helena Roseta faz parte da Comissão Coordenadora do MIC
[Helena Roseta -Arquitecta, Vereadora da Câmara de Lisboa , D.N., 23-04-2008] | 1 comentário
A história urbana dos últimos vinte anos mostra que nas cidades com frentes portuárias há duas estratégias de reabilitação: ou um projecto de desenvolvimento urbano, incluindo uma grande dose de construção para viabilizar a operação (foram os casos da Expo'98 ou das Docklands, em Londres; foi também o caso do malogrado POZOR, da Administração do Porto de Lisboa, retirado depois do enorme protesto que gerou); ou um processo mais global de regeneração da ligação da cidade com o rio.
Continuação

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[Maria Amélia Campos, 30-03-2008] | 4 comentários
A ocorrência que na passada semana empolgou o País, numa verdadeira cessão interactiva de prós-e-contras de Norte a Sul, teve a particularidade de acordar a “besta da indiferença”, a maior obscenidade que conheço Desfraldaram-se palpites, desenterraram-se pedagogias, gargarejaram-se sentenças, e fez-se muita mea-culpa, mas no cerne da questão poucos tocaram.Continuação

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O maior mérito desta redução fiscal está na sua irrelevância económica
[Paulo Ferreira, Público.pt, 27-03-2008] | 0 comentários
Por um momento, todos têm pelo menos uma parte da razão. Começa por tê-la o Governo, quando diz que com a descida do IVA "os portugueses vêem premiado o seu esforço"; tem o PSD, quando afirma que a decisão "não tem nenhum
impacto sério" na economia; tem o PCP, que se antecipou e fez esta mesma proposta para o Orçamento do Estado deste ano; têm o CDS-PP, o Bloco de Esquerda e a Deco, quando alertam para o risco de esta descida de IVA ficar nas empresas e não passar para os consumidores; tem Rocha de Matos ao afirmar que este é um "sinal de outras descidas de impostos"; têm razão os técnicos de contas para aplaudir a decisão, porque se há sector de actividade que sai a ganhar, é o dos consultores fiscais e contabilísticos que vão ajudar as empresas a fazer as adaptações necessárias; e tem a generalidade dos que ontem comentaram a medida anunciada por José Sócrates e Teixeira dos Santos, independentemente de a terem achado excessiva, tímida ou simplesmente irrelevante.
Continuação

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[Manuel Rocha Carneiro, O Ilhavense, 22-03-2008] | 1 comentário
A transformação dos professores em meros assalariados, a iníqua praça de jorna em que a contratação de professores para as Actividades de Enriquecimento Curricular se transformou em certos locais do país, a constante desconsideração e violência a que têm sido submetidos, a imposição de medidas que atentam contra a própria natureza da realidade ética do que é ter sido empossado para o exercício de uma das mais nobres das funções públicas, todos estes atentados têm provocado a erosão da principal ferramenta de trabalho de qualquer professor: o respeito dos outros. Continuação

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[Joaquim Jorge, Publico.pt, 22-03-2008] | 0 comentários
O importante em democracia não são os governantes que dela emanam mas sim o acordo da população e o respeitoContinuação

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Sábado, 22 de Março, Dia Mundial da Poesia
[21-03-2008] | 1 comentário
A nossa homenagem ao poeta e Presidente do Conselho de Fundadores do MIC, um poema de Manuel Alegre para todos lerem, poema actual e cheio de sentido, associando-se o MIC desta forma ao Dia Mundial da Poesia.Continuação

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[Joâo Correia, 13-03-2008] | 0 comentários
Discurso apresentado no Fórum Novas Fronteiras, realizado na antiga Feira Industrial de Lisboa (FIL), em 23/02/2008 Continuação

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A propósito do Dia da Mulher
[Ana Vicente, Público.pt, 06-03-2008] | 0 comentários
O feminismo faz muito sentido num mundo onde persiste a violência contra as mulheres"Mas quem era esta Madalena Barbosa de que agora tanto se fala?", perguntou-me um primo, magistrado aposentado. "Tu conhecias?"Continuação

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[Joaquim Jorge, Primeiro de Janeiro, 03-03-2008] | 1 comentário
Será que a Verdade fica condenada ao isolamento impotente e a Política à mentira e à prepotência? A Verdade é incómoda para o Poder. No choque com o poder, a Verdade sai derrotada, mas conserva a força que é seu apanágio. A persuasão e o medo podem destruir a Verdade mas não podem substituí-la. A Verdade e a Política sempre estiveram de más relações. A Verdade tem um estatuto precário nos regimes constitucionais. Como diz Sócrates, filósofo grego: «é preferível sofrer o mal que praticá-lo».Continuação

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[Baptista Bastos, DN, 27-02-2008] | 0 comentários
Relatórios internacionais dizem que temos fartura de tudo: de miséria, de desespero, de desemprego, de resignação, de mentiras; e falta do que confere a uma pátria a fisionomia moral, cultural, cívica, social e política. O retrato perturba. Perturba quem? As camadas da população mais sovadas: eu, tu, nós. Eles, vós, os outros, pertencem à lista que reivindica uma outra forma de viver: na abastança obscena, causadora da mais excruciante das desigualdades.Continuação

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[CARLA AGUIAR com RUTE ARAÚJO e LUSA, DN, 25-02-2008] | 3 comentários
Pobreza. Relatório da Comissão Europeia diz que Portugal é o segundo país da UE onde o risco de pobreza infantil é maior. A subida do desemprego, o baixo nível de vida e a elevada taxa de abandono escolar são factores que explicam o retrato negro
Uma em cada cinco crianças portuguesas está exposta ao risco de pobreza, o que faz de Portugal o País da União Europeia, a seguir à Polónia, onde as crianças são mais pobres ou correm maior risco de cair nessa situação.
Continuação

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[Maria do Céu da Cunha Rêgo, 23-02-2008] | 0 comentários
“Sabes?! Se calhar não vou ao lançamento ...” E o que começou num sorriso leve, acabou com o olhar a fixar-se, indefinidamente, mais além. Pensei que nunca mais a via. E não vi. Mas ouço-lhe a ironia em vários tons e fico contente pelo aconchego que teve nestes últimos tempos. Mérito dela. Privilégio nosso. Até ao fim, a Madalena soube agregar mulheres e alguns homens em torno de uma boa ideia.Continuação

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Madalena Barbosa era feminista, palavra maldita em Portugal, palavra que queima
[São José Almeida , Público.pt, 23-02-2008] | 1 comentário
Madalena Barbosa não foi nunca ministra. Madalena Barbosa não foi nunca secretária de Estado. Madalena Barbosa não foi nunca presidente da Comissão da Condição Feminina, depois Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, agora Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Madalena Barbosa vivia com a mágoa de nunca ter visto reconhecida em Portugal, do ponto de vista institucional, a real dimensão do seu trabalho, a importância do que foi uma vida dedicada, nos últimos trinta anos, à defesa da igualdade e dos direitos das mulheres.Continuação

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[Miguel Gaspar, Público.pt, 19-02-2008] | 0 comentários
A reforma do ensino especializado da música está a ser recebida no meio musical como um remake da carga dos helicópteros do Apocalypse Now: um ataque conduzido por uma ministra disposta a queimar tudo à sua passagem. Sendo plausível que no ministério tenham da Cavalgada das Valquírias a mesma visão funcionalista que os personagens do filme de Coppola.Continuação

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[Maria João Teles, 17-02-2008] | 1 comentário
(...)
Por isso, fiquei muito surpreendida quando, esta manhã, acordei com uma vontade intensa de procurar o endereço do meu blog (até me esqueço dele!) e desabafar.
Desabafar porque a tristeza que tem tomado conta de mim, nos últimos tempos, já não se contenta em ser verbalizada com alguns colegas de trabalho (poucos!) que, infelizmente, vão partilhando estes sentimentos de desalento e angústia.
Continuação

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[Manuel Maria Carrilho, DN, 17-02-2008] | 0 comentários
O reformismo português encontra-se numa encruzilhada: isto é verdade, tanto em relação ao País e ao Governo, como no que se refere ao sistema partidário. Nesta encruzilhada, o que todos os dados indicam é que os portugueses sentem que o País está melhor mas não basta, que o Governo se renovou mas não chega, e que os partidos se agitam mas não mexem.Continuação

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[Cipriano Justo, Público.pt, 14-02-2008] | 0 comentários
Não será a lógica eleitoralista que irá conseguir apagar o regime de precariedade em que se transformou a sociedade portuguesa A necessidade de se preencherem os lugares vazios no espectro que vai do Governo ao PCP é independente da remodelação verificada nos Ministérios da Saúde e da Cultura. Continuação

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[Joaqui Jorge - Clube dos Pensadores, JN, 06-02-2008] | 1 comentário
O sistema político está esgotado e a crise vai acentuar-se com as novas leis para as eleições autárquicas e legislativas.Continuação

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[19-01-2008] | 1 comentário
A petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde e pelo fim das taxas moderadoras é lançada publicamente no domingo e conta entre os primeiros signatários o fundador do SNS António Arnaut, os deputados Manuel Alegre e João Semedo, o recém-reeleito bastonário dos médicos Pedro Nunes e o ex-bastonário dos farmacêuticos e antigo presidente do Infarmed, José Aranda da Silva.
A petição também pode ser assinada na internet em www.snsparatodos.net Continuação

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A Câmara de Lisboa não pode continuar a ser um enorme paquiderme à deriva Caro António Costa
[* Helena Roseta, Público.pt, 11-01-2008] | 0 comentários
O relatório da sindicância aos serviços de urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa é devastador e revela o total desvario da gestão municipal e a incompetência ou irresponsabilidade de sucessivas vereações.Continuação

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O novo Código do Processo Penal coloca a nu a dificuldade em fazer detenções fora do flagrante delito
[Joaquim Jorge *, Público.pt, 11-01-2008] | 0 comentários
A quarta revisão do Código Penal após o 25 de Abril foi no sentido de dar resposta às novas realidades na sociedade contemporânea. Continuação

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As fragilidades do Governo e da oposição neste ano, e os modelos económicos que podem servir Portugal.
[Rui Ramos, Diário Económico, 03-01-2008] | 2 comentários
Peço o título emprestado a um livro do Prof. Adriano Moreira, “Tempo de Vésperas”. Creio que define bem o ano que aí vem em Portugal e no mundo. 2008 será o ano da eleição presidencial nos Estados Unidos da América (EUA), e, em Portugal, o da contagem decrescente para três eleições – europeias, autárquicas, e legislativas – no ano seguinte. Continuação

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Coisas do circo
[Emidio Rangel, Correio da Manhã, 30-12-2007] | 2 comentários
O primeiro-ministro sabe muito bem que tem ministros medíocres que não apresentaram obra feita desde o início do mandato.Continuação

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Torna-se necessário que alguma coisa aconteça na esquerda para que alguma coisa mude no país
[Cipriano Justo, Público.pt, 27-12-2007] | 1 comentário
A 18 meses do início de um novo ciclo eleitoral, cabe perguntar o que vai fazer a esquerda? Continuação

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[Francisco Alegre Duarte, Público.pt, 26-12-2007] | 1 comentário
O comportamento do actual PS de Coimbra sobre [a co-incineração] rege-se pela subserviência à liderança do partido.
Continuação

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[Ban Ki-moon, Público.pt, 09-12-2007] | 0 comentários
Os cientistas já cumpriram a sua missão. Agora compete aos políticos agir.

Já lemos a informação científica. O aquecimento global é real e nós somos uma das causas principais. Já ouvimos as advertências. Se não agirmos desde já, esperam-nos consequências desastrosas. O gelo polar pode derreter. Os níveis do mar subirão. Um terço das nossas espécies vegetais e animais pode desaparecer. Haverá fome no mundo inteiro, especialmente em África e na Ásia Central.
Continuação

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[António Barreto, Público.pt, 09-12-2007] | 2 comentários
Os políticos olham para os povos como se estes fossem incómodos para as suas encenações Trapezistas andróginos, papagaios alfabetos, palhaços pobres e ricos, tigres amestrados, magos e contorcionistas: há de tudo. Vieram por três dias, a cidade ficou em quarentena e, ansioso, o mundo espera por resultados. A meio da semana, tudo recomeça, mas só com um grupo selecto que vem assinar nos Jerónimos a inútil constituição europeia alcunhada de Tratado.Continuação

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[JOAQUIM JORGE, MeiaHora , 05-12-2007] | 0 comentários
A nova proposta de lei para as eleições autárquicas congeminada pelo PSD e PS é pela eficácia contra a representatividade democrática.Continuação

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[Ana Benavente *, Público.pt, 03-12-2007] | 3 comentários
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual GovernoContinuação

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[Helena Roseta, Dirigente do MIC, Público.pt, 20-11-2007] | 5 comentários
É óbvia a urgência da reforma dos partidos, mas não se vê sinais dela entre nósContinuação

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[Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 12-11-2007] | 0 comentários
Fazer com que o maior número de pessoas se comprometa com a defesa do meio ambiente.

Foi uma boa notícia para quem tem preocupações ambientais e se preocupa com o futuro do planeta, terem sido galardoados com o Nobel da Paz, Al Gore e o Grupo Intergovernamental de especialistas da ONU sobre Alterações Climáticas (IPCC).Continuação

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Votação na generalidade
[09-11-2007] | 6 comentários

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[Joaquim Jorge, Biólogo, Jornal de Notícias, 07-11-2007] | 0 comentários
A propósito do programa Porto Feliz, em que personalidades apelaram para o Governo retomar a sua actividade, notícia do JN, li um artigo de opinião - resposta de Rui Moreira (uma das personalidades) a uma carta aberta enviada por um ex-vereador do PS na Câmara Municipal do Porto, Orlando Gaspar. O meu espanto foi enorme. Continuação

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[José Manuel Fernandes, Público.pt, 03-11-2007] | 1 comentário
Há boas escolas em zonas difíceis. Há bons professores em más escolas. O que não há é um bom sistema de ensino comandado por iluminados "filhos de Rousseau" que gostariam de levar todos, pela arreata, até ao seu paraíso igualitário mas medíocreContinuação

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[António Barreto, Público.pt, 28-10-2007] | 0 comentários
A democracia vive hoje da mentira. Sob todas as suas formas: ocultação, contradição, correcção, circunstância superveniente ou melhor ponderaçãoContinuação

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[José Manuel Fernandes, Público.pt, 24-10-2007] | 1 comentário
Ao violar as regras estabelecidas para a divulgação dos "rankings" das escolas, o Ministério não prejudica apenas o bom jornalismo: viola princípios de equidade essenciais à liberdade de imprensa e limita o direito de acesso dos cidadãos à melhor informaçãoContinuação

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[Joaquim Jorge, Público.pt, 16-10-2007] | 2 comentários
Ao enxotar professores incapacitados para a função docente mas aptos para outras actividades, o Ministério da Educação mostra uma insensibilidade tal em que as pessoas são tratadas como ovelhas num rebanho, por serem tresmalhadas passam para outro curral (mobilidade especial).Continuação

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[ Joaquim Jorge, http://clubedospensadores.blogspot.com, 14-10-2007] | 0 comentários
O Ministério da Educação é a instituição pública em Portugal que não cumpre as leis que criaContinuação

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[Helena Roseta, Público.pt, 12-10-2007] | 2 comentários
A democracia participativa não é antagónica da democracia representativa, mas sim complementarContinuação

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[Machado da Graça, Público.pt, 03-10-2007] | 0 comentários
Em África, há muita gente que se recusa a criticar Robert Mugabe por o seu principal crítico ser um país europeu Estou muito longe de ser um admirador e apoiante da actual política de Robert Mugabe, no Zimbabwe.
Muito pelo contrário.Continuação

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[Maria Filomena Mónica – Historiadora, Público.pt, 30-09-2007] | 1 comentário
Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre EducaçãoContinuação

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[Joaquim Jorge, Biólogo, Público.pt,, JN, 28-09-2007] | 1 comentário
Que moral tem um partido para falar em democracia, se não a pratica?A disputa das eleições internas no PSD tem suscitado opiniões perfeitamente díspares do "inner circle" lisboeta, tendo como proeminências Vasco Pulido Valente e Pacheco Pereira, achando que estas eleições nada resolvem e acrescentam, mostrando um ódio de estimação pela candidatura de Menezes.Continuação

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[Pedro Afonso, Médico psiquiatra, Público.pt, 27-09-2007] | 1 comentário
Numa altura em que se verifica novamente uma grande contestação por todo o país às políticas de saúde do Governo, já muitos portugueses perceberam que o mesmo partido que criou o Serviço Nacional de Saúde (SNS) parece querer ditar-lhe uma sentença de morte.Continuação

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[Manuel Maria Carrilho , Diário Noticias, 25-09-2007] | 2 comentários
Poucos o pressentem ainda, mas estamos na concha de uma vaga que pode trazer muitas e assinaláveis surpresas nos próximos tempos.Continuação

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Câmara de Lisboa
[Lusa/Sol, 25-09-2007] | 0 comentários
Os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa acusaram a maioria PS/BE de plágio de propostas daquele grupo municipal, que não chegam a ser agendadasContinuação

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[Público.pt, 21-09-2007] | 0 comentários
Começam a ser demasiadas as vezes em que, face às estatísticas apresentadas pelos ministérios, se desconfia da sua fiabilidadeContinuação

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[Cipriano Justo, Público.pt, 20-09-2007] | 1 comentário
O que está em causa é uma visão fragmentada da actividade social, arrumada segundo critérios nobiliárquicosContinuação

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[Paulo Ferreira, Público.pt, 19-09-2007] | 0 comentários
A melhoria das contas públicas continua a contar apenas com um esforço: o do contribuinte pagador.Continuação

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[Jorge Barbosa, 10-09-2007] | 1 comentário
O ser humano tem dificuldade em processar as novidades. Mais do que não ser capaz de tomar imediatamente posição crítica sobre elas, parece ficar temporariamente limitado na sua faculdade de simplesmente as ajuizar. Não é que não as detecte; o que acontece é que não as vê como susceptíveis de serem ajuizadas, sem antes terem alguma consequência.Continuação

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[Manuel Carvalho, Público.pt, 03-09-2007] | 0 comentários
A deslocação pelo país fora de cinco ministros e de 13 secretários de Estado para entregar mais computadores é uma operação supérflua e contraproducente. O Governo repete hoje a acção que, em finais de Julho, levou 18 ministros e secretários de Estado a outras tantas cidades do país para entregar computadores no âmbito do programa @iniciativas. Já na semana passada tinha feito o mesmo, embora numa escala mais comedida. Continuação

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[*António Vilarigues, Público.pt, 03-09-2007] | 0 comentários
Como facilmente se comprova, é falsa a tese de que "o mercado de trabalho precisa de ser mais flexível"Um dos problemas quando se aborda o tema desemprego é o grande peso dos dados numéricos. Esquecemo-nos com demasiada frequência que por detrás de cada desempregado(a) está uma pessoa concreta. Com os seus sonhos, as suas esperanças, as suas ambições. Com a sua realidade familiar. Está um pai, uma mãe, um filho, uma filha, um irmão, uma irmã. Muitas vezes, demasiadas mesmo, está uma família inteira.Continuação

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[* Francisco Teixeira da Mota, Público.pt, 03-09-2007] | 4 comentários
Contra o jornalismo de sarjeta, marchar, marchar! Infelizmente, a troika socialista para a comunicação social (Vital Moreira, Santos Silva e Arons de Carvalho) vai conseguir instaurar em Portugal, o mais "regulado" ou "condicionado" regime da liberdade de expressão e de informação que, muito provavelmente, existirá em qualquer Estado democrático de direito.Continuação

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[Luís Campos e Cunha, Público.pt, 31-08-2007] | 0 comentários
O que é o Nada? É a oposição em Portugal. Diria mesmo que é a prova da existência do Nada. O período de Verão (se a isto podemos chamar Verão) não é propício a grandes dissertações. Por um lado, as pessoas exigem férias-férias, por outro não há notícias. Se olharmos os jornais, temos as notícias sobre a crise financeira que não interessa a ninguém, obviamente, e o resto são cabeçalhos para embrulhar em papel de jornal. Se não há assunto, se tudo é nada, então, falemos disso mesmo: do Nada.Continuação

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[Baptista Bastos, Negócios.pt, 27-08-2007] | 0 comentários
O facto de o belíssimo edifício do consulado português de Sevilha correr o risco de ser entregue, por este triste Governo, ao Estado espanhol, tem suscitado alguns protestos, não tantos quanto seria desejável. Os comentadores do óbvio, os estipendiados e aqueles que aguardam, ansiosos, sinecuras, têm ignorado o assunto.Continuação

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[Ana Gonçalves, Público.pt, 27-08-2007] | 1 comentário
O Instituto Nacional de Estatística divulgou dados que apontam para um agravamento da precariedade do emprego. De facto, os dados divulgados pelo INE apenas confirmam aquilo que é sobejamente conhecido: os vínculos laborais são cada vez mais precários, aliás, a precariedade é encarada em Portugal como sendo uma inevitabilidade.Continuação

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O Fio do Horizonte
Comício de Verão
[Eduardo Prado Coelho, Público.pt, 25-08-2007] | 0 comentários
No seu habitual comício de Verão do PSD/Madeira, lá tivemos Alberto João Jardim a vociferar com a habitual virulência e desfaçatez. Conseguisse ele imaginar o que a esmagadora maioria dos portugueses do continente pensa destas vistosas performances e talvez não exibisse tamanha arrogância. Mas não consegue, e, por isso, fica ali, naquele estardalhaço ensolarado, a vacilar entre o ridículo e o patético.Continuação

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[Pedro Sales, Blog 0 de conduta, 23-08-2007] | 0 comentários
Esta semana, através de vários estudos do Eurostat e de pequenas notícias nos jornais ou suplementos económicos, ficámos a saber que os portugueses ganham menos 40% do que a média europeia e que o fosso
salarial entre os mais ricos e os mais pobres em Portugal voltou a bater recordes
, estando quase duas vezes acima da média europeia a 15. Ainda antes das alterações às reformas aprovadas pelo Governo, já somos o terceiro país onde as pessoas trabalham mais anos e se reformam mais tarde da Europa a 25.
Continuação

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[Joaquim Jorge, Público.pt, 22-08-2007] | 1 comentário
Os muros permitem uma contenção temporal mas não definitiva, tornam-se vulneráveis e um dia desaparecem. Depois da queda do muro de Berlim provocada pelas mudanças políticas no mundo comunista, parece que está na moda a construção de muros, num retrocesso sem precedentes. Continuação

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Intervenção de Manuel Alegre
[Manuel Alegre, 12-08-2007] | 0 comentários
Não sei se quando Torga se debruçava sobre o Mondego olhava apenas as suas águas. Talvez se debruçasse sobre os grandes rios do Mundo e os outros, mais obscuros e profundos, da sua imaginação. Ou talvez se debruçasse sobre si mesmo, sobre as perguntas que constante e dolorosamente se fazia e constituem o cerne da sua escrita.Continuação

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[Santana Castilho, Professor do ensino superior, Público.pt, 02-08-2007] | 1 comentário
O poder modificou Mariano Gago. O convívio com a arrogância de Sócrates contaminou-o.Continuação

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[Baptista Bastos, Público, 01-08-2007] | 4 comentários
Numa maçadora entrevista à SIC, o nosso querido primeiro-ministro tentou minimizar e, até, desacreditar o artigo de Manuel Alegre, no Público, no qual criticava o autoritarismo e o medo ressurgentes. Sócrates repetiu o já por nós sabido. E os entrevistadores, apesar da agressividade sorridente, apenas expuseram a modéstia dos pessoais recursos.Continuação

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[João Correia, Público, 01-08-2007] | 3 comentários
Está, ou não, demonstrado o vazio de um buraco negro que os partidos políticos negligentemente criaram? Desde as eleições presidenciais que é legítimo indagar sobre as causas da elevada percentagem de votantes em Manuel Alegre.Continuação

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Manuel Alegre
[José António Cardoso, Diário de Noticias Madeira, 30-07-2007] | 0 comentários
Obrigado Manuel Alegre, obrigado por existir, pelas lições de libertação do pensamento, pelo nobre uso da palavra, por lembrar o valor humano essencial da nossa existência - a liberdade.Continuação

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[Alexandre Azevedo Pinto, Jornal do Centro, 27-07-2007] | 2 comentários
O título original e grande parte deste texto foi escrito no “dia seguinte” às últimas eleições presidenciais e depois da reflexão, que na altura fiz, sobre os resultados da candidatura presidencial de Manuel Alegre e do seu impacto na sociedade e na política em Portugal. A candidatura da Helena Roseta, à Câmara Municipal de Lisboa e os resultados por ela alcançados, há cerca de duas semanas, por analogia replicam muito daquilo que na altura escrevi. Vou neste texto procurar relembrá-lo e enfatizá-lo.Continuação

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[São José Almeida, Jornalista, A Semana Política, Público.pt, 28-07-2007] | 0 comentários
A direita portuguesa está a viver o momento de maior expansão desde o 25 de Abril. Não há em Portugal uma crise da direita. Mais precisamente, a direita portuguesa não está em crise ideológica nem de projecto. A única crise que existe na direita portuguesa é a de representação partidária.Continuação

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[Joaquim Jorge, Biólogo, Publico.pt, 27-07-2007] | 0 comentários
Quanto mais os partidos demorarem a reformar-se, mais provável será que se tornem desnecessários ao sistema. A vida política atravessa um ciclo de desinteresse da parte dos cidadãos e desconfiança nas instituições. A democracia está a viver uma crise de confiança, os cidadãos acreditam cada vez menos nos políticos, sendo prova disso a fraca participação nos actos eleitorais. Continuação

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[Loureiro dos Santos-General, Público.pt, 24-07-2007] | 1 comentário
Considerará o Governo que os militares são funcionários públicos?Têm sido visíveis diversas atitudes públicas de insatisfação de militares, mesmo no activo, quanto à forma como os governantes estão a agir para com eles, no conjunto das reformas em curso de que o país carece.Continuação

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[Manuel Alegre, 23-07-2007] | 18 comentários
Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á. Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da Pide. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.Continuação

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Madeira
[Amílcar Correia, Público.pt, 22-07-2007] | 1 comentário
O Presidente da República quebrou o seu silêncio para dizer que os cidadãos podem recorrer à justiça quando uma determinada lei não é aplicada, o que é o caso. A recusa do Governo Regional da Madeira em aplicar uma lei promulgada pelo Presidente da República coloca-nos perante a absurda divisão do país em dois.Continuação

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Declaração de Voto
[Manuel Alegre, 04-07-2007] | 0 comentários
Em declaração de voto hoje entregue na Assembleia da República, Manuel Alegre critica a proposta governamental de novo regime jurídico para o Ensino Superior e pede alterações na especialidade.
Continuação

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[JOAQUIM JORGE, Perspectiva/Publico, 06-07-2007] | 1 comentário
Depois da votação espectacular que teve na corrida presidencial e do “sinal” dado pelo povo português, fazendo história em que esta candidatura foi um espaço emergente de um movimento transversal aos partidos, inovador, contra o desinteresse de parte dos cidadãos e a desconfiança nas instituições. Estimulando a reinventar a democracia, tornando-se um espaço de activismo cívico e de democracia participativa, fazendo ver a necessidade de uma evolução dos partidos, passando por laços entre representantes e representados que deverão tornar-se menos contractualizados e mais participativos.Continuação

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[António Chora, Público, 05-07-2007] | 0 comentários
Os favores ao patronato, a serem postos em prática, mostrarão que o Ministério de Vieira da Silva é efectivamente o da CIPA comissão encarregada de elaborar o Livro Branco das Relações Laborais apresentou o seu trabalho. E que trabalho! Constituída por especialistas reconhecidos na matéria, a verdade é que muitos são funcionários de departamentos ligados ao Ministério do Trabalho e ao Governo, o que suscita dúvidas sobre a sua independência. Dito isto, há que analisar o projecto no que toca às propostas mais gravosas para os trabalhadores.Continuação

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[José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com/, 25-06-2007] | 1 comentário
O facto de ter sido possível chegar a um acordo sobre “um tratado europeu simplificado” é um facto que vai ter uma enorme importância sobre o nosso futuro colectivo, enquanto portugueses ou apenas residentes em Portugal. Teremos por isso de nos manter informados e atentos e de participar neste processo tanto quanto possível.
Depois do denominado projecto de Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa, ter sido bloqueado pela vitória do “não” nos referendos realizados em França e na Holanda, parece ter-se aberto a porta para uma aprovação de um novo tratado que seja ratificado e entre em vigor antes das próximas eleições para o Parlamento Europeu.Continuação

A realidade tem vindo a desmentir as teorias do fim da História
[André Freire, Professor de Ciência Política (ISCTE), Publico.pt, 22-06-2007] | 1 comentário
Terminou mais uma cimeira do G8, onde se reuniram os líderes das oito maiores potências mundiais. Fora do recinto, reuniram-se cerca de 100 mil manifestantes que se batem contra a presente globalização e por formas de globalização alternativas. Na versão actualizada de um livro (Globalism: Market Ideology Meets Terrorism) que, em 2003, recebeu um prémio da Associação Americana de Ciência Política, Manfred Steger faz uma distinção entre "Globalização" e "Globalismo". Continuação

Quando sabemos que estamos a perder a liberdade? Não sei dar uma resposta. Mas posso colocar questões legítimas? Ainda tenho essa liberdade?
Os últimos meses vêm gerando, na imprensa e opinião publicada, algumas dúvidas. Posso, brevemente, retomar algumas. A primeira, mais recente, diz respeito ao episódio de um professor da Direcção Regional de Educação do Norte que, por alegadamente ter proferido um comentário insultuoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro, foi expulso das suas funções e processado.Continuação

Manuel Alegre não ganhou a eleição em que participou, mas teve o condão de fazer ver que é possível e lançou as sementes para muitas independências.
A ideia com que fico é que, parece uma corrida em que ninguém quer perder e todos querem participar (aparecer). Para se tornar mediático não há nada como concorrer a umas eleições intercalares, em que não há mais nenhumas, isto é, os holofotes estão todos virados para os alfacinhas.Continuação

[Pacheco Pereira, Público, 19-05-2007] | 1 comentário
Na candidatura de Costa já se pode perceber como funciona essa enorme pressão do poder, típica das candidaturas que já "ganharam antes de ganhar".
Nós pensamos muitas vezes apenas nos partidos, mas, em democracia, mais importante do que os partidos é a dualidade poder-oposição ou, melhor ainda, a existência ou não de um tónus crítico do debate público que não seja afectado pela presença obsessiva do poder. Liberdade não só no papel, mas também nas cabeças. E essa não só falta, como está a ficar cada mais rarefeita.
Continuação

[José Manuel Fernandes, Público, 12-05-2007] | 3 comentários
A capital não necessita de quem lhe prometa o céu, mas de quem, lavando-lhe humildemente os pés, a prepare para as caminhadas de um futuro a que só Lisboa pode ambicionar.
Continuação

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[José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com, 06-05-2007] | 0 comentários
Manuel Alegre lançou esta semana um belíssimo livro de poesia intitulado “Doze Naus”
A escritora, professora e ensaísta Yvette Centeno apresentou-o de uma forma clara e precisa, como poderão constatar todos os que lerem o livro e as suas palavras, aqui.Continuação

[José Pacheco Pereira, Público, 05-05-2007] | 0 comentários
Por detrás de Carmona Rodrigues, ao lado, em cima, a aplaudir às claras, a conspirar às escuras, a conspirar às claras, a mover-se quer como um polvo, quer como aqueles pombos que vinham nos livros antigos de zoologia, um a que tinham tirado o cérebro e ficava firme e hirto, outro a quem tinham tirado o cerebelo e ficava ali pousado na sua própria gravidade, está uma entidade pouco visível em todo este processo. Na sua declaração, Carmona Rodrigues referiu-se-lhe de passagem sem a nomear. Esta terceira entidade na crise lisboeta, não sendo decisiva em nada de importante como seja ganhar eleições, é fundamental nas peripécias. Ora peripécias é o nome do processo de Lisboa a partir de agora. Esta entidade é o aparelho político do PSD em Lisboa, a distrital de Lisboa.
Continuação

[José Vítor Malheiros, Público, 09-05-2007] | 2 comentários
"O mercado" premeia o comportamento imoral dos gestores que se concedem a si mesmos aumentos de 220 por cento enquanto dão aumentos de 15 por cento aos seus trabalhadores.Continuação

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[Eduardo Lourenço, Público, 06-05-2007] | 0 comentários
Independentemente do vencedor, esta campanha original, sem precedentes em termos de participação activa e empenhada do eleitorado francês, é já em si uma referência histórica. Este suplemento de interesse cívico e mesmo de paixão deve-se menos a Nicolas Sarkozy do que a Ségolène Royal(...).Continuação

[Rui Tavares, Público, 03-05-2007] | 0 comentários
1. O lema da cidade de Lisboa é "Mui nobre e sempre leal". Carmona Rodrigues deve deixar a presidência da cidade porque demonstrou não entender o sentido desta frase. Não porque é arguido. Mas porque, passada uma semana sobre as primeiras notícias de que o era, ainda não se dignou informar disso os seus concidadãos. Continuação

Fonte: www.jn2.sapo.pt/biog
[José Leitão, blogue inclusão e cidadania, 29-04-2007] | 0 comentários
A designação de Jorge Sampaio como Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações pelo Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, é uma boa notícia porque representa um empenhamento reforçado das Nações Unidas nesta área e porque o escolhido é uma personalidade competente para desempenhar estas funções, como se apressaram a sublinhar os governos de Espanha e da Turquia. Continuação

O 25 de Abril é um dos poucos feriados "vivos" que ainda existem
[José Pacheco Pereira, Público ( excerto ), 28-04-2007] | 0 comentários
O discurso presidencial na Assembleia da República no dia 25 de Abril repetiu mais uma vez um tema recorrente nesse tipo de discursos: o que fazer com este dia para ele parecer "vivo" e não morto? O que fazer com o 25 de Abril para não parecer mais um dia em que não se trabalha e se vai para o Algarve? A pergunta já fora feita por Eanes, Soares e Sampaio, quer a propósito do 25 de Abril, quer a propósito do 5 de Outubro. O que é que leva os presidentes a interrogar-se sobre o sentido do seu papel nas sessões solenes da Assembleia da República todas as vezes que têm de falar num feriado com origem histórica e cívica, já que nunca vi nenhum presidente interrogar-se sobre os feriados religiosos?Continuação

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[José Leitão, blogue inclusão e cidadania, 22-04-2007] | 3 comentários
O trágico assassinato de trinta e duas pessoas, entre jovens estudantes e professores, na Universidade Técnica de Virgínia, por parte de um jovem estudante que se suicidou de seguida, vieram tornar mais actual a necessidade de assegurar a existência de sociedades seguras e livres de armas.Continuação

[Elísio Estanque, http://boasociedade.blogspot.com, 15-04-2007] | 0 comentários
No momento em que se celebra mais um aniversário do 25 de Abril de 1974, e perante as profundas transformações que na última década vêm fustigando o campo do trabalho no nosso país (e no mundo), fará sentido interrogarmo-nos onde pára o espírito da Revolução dos Cravos? A mentalidade servil e conformista que se vem espalhando em diferentes áreas do emprego não será a negação sociológica das promessas de Abril? Continuação

[Ricardo Pais Mamede, Público, 16-04-2007] | 1 comentário
Um estudo recente sugere que a flexibilidade laboral pode estar associada a taxas de desemprego mais elevadas.
Continuação

Eleições em Timor
[Adelino Gomes, Público, 08-04-2007] | 2 comentários
São três as grandes notícias desta campanha. Duas têm a ver, directamente, com o acto eleitoral. A terceira não. E no entanto, está-lhe intimamente ligada. Bem pode dizer-se, até, que condiciona, em enormíssima parte, a sua leitura.
A calma, ainda que relativa, com que decorreu a campanha surpreendeu muita gente. O mesmo quanto à capacidade mobilizadora da candidatura de Lu-Olo, que organizou, de longe, as maiores concentrações. Em contraste com uma talvez ainda mais surpreendente incapacidade do actual primeiro-ministro e Nobel da Paz, José Ramos-Horta, de atrair multidões significativas onde quer que se deslocasse em campanha.
Continuação

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[Manuel Alegre, www.manuelalegre.com, 05-04-2007] | 0 comentários
A campanha eleitoral que está a decorrer em Timor reveste-se da máxima importância para o futuro daquele país irmão.
Continuação

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[José Leitão, blogue inclusão e cidadania, 01-04-2007] | 0 comentários
Enquanto Lisboa se prepara para protagonizar um debate fundamental em termos da agenda internacional sobre direitos humanos dos imigrantes, verificou-se, a colocação e um cartaz anti-imigrantes por iniciativa de um partido racista e xénofobo.
É um gesto racista que tem de ter a resposta adequada por parte de todos os defensores dos direitos humanos. O racismo é sempre um atentado contra a humanidade no seu conjunto, porque põe em causa o laço de fraternidade que une todos os seres humanos, que são membros de uma única família humana.
Continuação

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[José Vítor Malheiros, Público, 25-03-2007] | 0 comentários
O seu nome parece ter querido dizer "sol poente" ou "continente" e surgiu algures na Grécia. Quanto a ela própria, ninguém sabe se foi a primeira a usar o nome ou se foi apenas a mais conhecida de uma longa linhagem. Há quem diga que uma filha do Oceano já se tinha chamado assim e essa pode ter sido a razão do baptismo.
Continuação

[Luís Campos e Cunha, Professor universitário, Público, 16-03-2007] | 0 comentários
A invasão do Iraque é um desastre de consequências inimagináveis. Embora este desfecho fosse globalmente previsível, os detalhes revelaram-se piores do que o nosso pessimismo permitia imaginar. Houve erros político-militares cujas consequências longínquas poderão ser calamitosas.
Continuação

[José Vítor Malheiros, Público, 13-03-2007] | 1 comentário
O Estado pode garantir a adjudicação de uma obra a uma dada empresa antes de essa obra existir?Continuação

[São José Almeida, Público ( excerto ), 03-03-2007] | 0 comentários
Não é correcto cortar a direito nas despesas e fechar serviços sem assegurar que haja alternativas a funcionar.
Continuação

[Rui Tavares, Público, 28-02-2007] | 0 comentários
Ao contrário do que pretende um discurso recorrente, os portugueses não vivem anestesiados pelo Estado-providência, que chegou tarde, a más horas, em pouca quantidade e com breve duração a Portugal. Os portugueses sabem que cada vez mais, quando adoecerem, quando forem despedidos, quando deixarem de poder trabalhar, ficarão entregues a si mesmos. Continuação

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[José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com/, 18-02-2007] | 3 comentários
Para justificar a introdução da flexigurança, entre nós, tem-se invocado a rigidez do mercado de trabalho e da legislação dos despedimentos. Convém, contudo, ser mais rigoroso. A única área em que o despedimento é rodeado de maiores garantias do que em outros países europeus é a do despedimento individual com invocação de justa causa.
Continuação

[José Vítor Malheiros, Público, 20-02-2007] | 1 comentário
Todos os indivíduos têm direito a decidir o seu próprio destino.
Continuação

[Vital Moreira, Público, 13-02-2007] | 1 comentário
Como escrevi num depoimento para o jornal El País no sábado passado, o que se decidia no referendo não era somente saber se o aborto voluntário deveria, ou não, deixar de ser crime em Portugal. Tratava-se também um "teste civilizacional", entre a pré-modernidade ou a modernidade, entre a confusão ou a separação entre a ordem moral e a ordem penal, entre o império religioso ou o Estado laico. Como explicou, por sua vez, Eduardo Lourenço, estava em causa mais um confronto entre o Portugal rural, católico e conservador e o Portugal urbano, laico e liberal.Continuação

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[Elísio Estanque, http://boasociedade.blogspot.com, 18-02-2007] | 1 comentário
A actual convulsão do mercado de trabalho e a crescente precariedade no emprego, induzidas pela globalização da economia, recolocaram de novo as desigualdades sociais no centro das preocupações. E a desvalorização dos títulos académicos, no quadro das mudanças em curso no ensino superior, insere-se nesse processo.Continuação

Pio de Abreu, psiquiatra e professor da Universidade de Coimbra
[Pio de Abreu, http://www.odespertar.com.pt, 07-02-2007] | 3 comentários
Nas discussões sobre o próximo referendo, raras vezes tenho ouvido a decisiva palavra: amor. Tenho ouvido, sim, sobretudo pela parte dos adeptos do não, um fundamentalismo irracional cheio de zanga e intolerância, um desprezo punitivo pelos momentos mais dramáticos das mulheres concretas, reais e normais. Continuação

[Helena Roseta, Semanário, 09-02-2007] | 0 comentários
A liberdade de decisão da mulher é a verdadeira questão à qual o Não e o Nim não querem dar resposta.
O que está em causa é um problema de poder. Do poder de ditar as regras, que durante séculos foi monopólio da Igreja Católica, mas que num Estado laico tem de pertencer aos órgãos democraticamente eleitos. Continuação

[Maria do Céu Cunha Rego, Público, 06-02-2007] | 2 comentários
Lembra-se das passagens de nível? Lembra-se das placas rectangulares onde se lê em letras grandes e grossas: "Pare, escute e olhe"? E quando o comboio lá vem, e enquanto passa, há um tttrrrrrriiiiiiiiiiiiimm estridente e salvador, a impedir distracções ou imprudências.
Esta é uma semana de Pare, escute e olhe, que o comboio é pesado e esmaga mesmo.
Continuação

[Manuel Rocha Carneiro, O Ilhavense, 01-02-2007] | 5 comentários
Votarei sim porque não aceito que no desespero e na solidão uma jovem futura mãe tenha que tomar decisões de vida ou de morte sem o apoio de quem lhe possa apontar alternativas. Alternativas que são dever de um Estado nascido da esperança dos cravos e do sonho.Continuação

[José Leitão, Público, 04-02-2007] | 1 comentário
A penalização do aborto constitui um factor de maior sofrimento e de reforço da discriminação dos que são vítimas na sociedade. Considero que a nossa intervenção cívica e política deve ter como um dos objectivos eliminar o sofrimento evitável e penso que a prevenção do aborto não exige a penalização dos que se verificam até às dez semanas. Confio na consciência bem informada e no sentido de responsabilidade das mulheres e dos cidadãos, em geral, para conseguir que o aborto seja raro.

Continuação

Editorial do partido socialista suíço
[Diana Rizzolio, Editorial do sítio do PS de Genève ( excerto ), 25-01-2007] | 0 comentários
Un livre écrit par les professionnels du Planning familial genevois, pionnier en Suisse, a été publié récemment pour marquer les quarante ans de son existence. C’est l’occasion de rappeler que la dépénalisation de l’Interruption Volontaire de Grossesse (IVG) n’a enfin été acceptée en Suisse, qu’en juin 2002, il y a moins de 5 ans, à l’occasion de la 4e votation sur ce sujet. La lutte politique en faveur du régime du délai a duré 30 ans et avait débuté avec le lancement d’une initiative populaire en 1971.Continuação

[Miguel Vale e Almeida, antropólogo e mandatário Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM , Le Monde Diplomatique, edição portuguesa, Janeiro de 2007, 21-01-2007] | 10 comentários
No debate sobre a despenalização da IVG talvez convenha começar por recordar que um feto é «vida». Assim como o é também um embrião. É óbvio inclusive que ambos são vida da espécie humana. É por isto ser tão óbvio que tanto os apoiantes do «Sim» como os apoiantes do «Não» concordam que a decisão quanto a abortar é um problema moral e ético que se coloca a quem tem que decidir. Continuação

O fio do horizonte
[Eduardo Prado Coelho, Público, 18-01-2007] | 3 comentários
É óbvio, mete-se pelos olhos dentro, só não vê quem é cego, e o pior cego é o que não quer ver, que a Igreja está a fazer uma denodada campanha contra o aborto e a incitar toda a gente a que se vote "não". Mas quando perguntam a monsenhor Luciano Guerra se o Santuário de Fátima é a sede da campanha da Igreja a favor do "não", ele responde com a maior serenidade: "Não há uma campanha da Igreja. O que há é uma evangelização em defesa da vida." Continuação

[José Leitão, blgue inclusão e cidadania, 14-01-2007] | 1 comentário
Os recentes acontecimentos da Guiné-Bissau desde o assassinato por desconhecidos de Lamine Sanhá, ex-chefe do Estado Maior da Armada e que foi um dos mais próximos aliados do brigadeiro Ansumane Mané, líder da ex-Junta Militar, que derrubou Nino Vieira, estão a ser seguidos com angústia e preocupação em Portugal, onde vivem muitos milhares de guineenses, muitos dos quais são hoje também cidadãos portugueses.Continuação

Crónica publicada sob o título "Notas Imperfeitas"
[José de Faria e Costa, O Primeiro de Janeiro, 11-11-2006] | 0 comentários
Todos percebem a enorme dose de cinismo e de dissimulação quando vemos os mais altos representantes da Administração americana exultarem de fervor democrático e de júbilo pela aplicação da Justiça quando se sabe que Saddam Hussein, ao praticar tantas das suas mais violentas atrocidades, era um aliado fiel e querido dos Estados Unidos. Então servia. Agora é um reles e “descartável” bode expiatório. Continuação

[Madalena Barbosa, Público, 04-01-2007] | 0 comentários
Ao propor-se uma pergunta sobre a despenalização do aborto até às dez semanas e por opção das mulheres, a votação do "sim" ou do "não", o que está em jogo é, mais uma vez, uma questão de confiança na responsabilidade das cidadãs portuguesas. Continuação

José de Faria e Costa
Crónica publicada sob o título "Notas imperfeitas"
[José de Faria e Costa, O Primeiro de Janeiro, 06-01-2007] | 0 comentários
Uma das coisas mais importantes que a modernidade trouxe quando confrontada com o “ancien regime” (isto é, o regime medieval) foi o de acabar, julgava-se que para sempre, com o espectáculo degradante e inumano das execuções no pelourinho.Continuação

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[José Leitão, blogue inclusaoecidadania.blogspot.com , 02-01-2007] | 5 comentários
Não podia deixar de condenar a execução de Saddam Hussein, realizada, aliás apressadamente, quando ainda estava ser julgado por outros crimes de que era acusado, com um grande envolvimento dos Estados Unidos em todo este processo, tudo isto deixando muitas dúvidas de que tenha tido um julgamento justo, pese embora sejam públicos e notórios muitos dos graves crimes de que era acusado. Continuação

Discursos proferidos na AR
[28-12-2006] | 0 comentários
Dada a actualidade do tema, recordamos as intervenções
de Manuel Alegre na Assembleia da República em 1984, 1997 e 1998, a favor da despenalização da IVG. Os textos integrais podem ser consultados no sítio de Manuel Alegre.Continuação

[Elísio Estanque, Revista Figueira 21, Novembro 2006, 20-12-2006] | 0 comentários
As transformações sociais em curso a nível global nas últimas décadas induziram uma nova dinâmica na vida das cidades. Há um vasto conjunto de exemplos de centros urbanos de variadas dimensões, localizados em diferentes continentes e com tradições históricas muitos diversificadas (Newcastle, Liverpool, Nantes, Toronto, Bilbau, Barcelona, Porto Alegre, etc) onde tem sido possível pôr em prática experiências de reconversão urbana e formas de gestão extremamente inovadores, quer do ponto de vista da preservação do património histórico e arquitectónico, quer do ponto de vista do desenvolvimento local e regional. Continuação

Fonte: www.dn.pt
Reportagem sobre democracia participativa
[Alexandra Reis, Público, 19-11-2006] | 3 comentários
Embora ainda residual, o fenómeno da democracia participativa está a ganhar peso nos municípios portugueses, onde cada vez mais as populações são chamadas a dar sugestões ou até a definir elas próprias as prioridades da gestão autárquica. Há quem veja nele um antídoto para a apatia política generalizada. Para outros, porém, do que se trata aqui é da pura demissão do exercício do poder.Continuação

[Luís Martinho do Rosário, JN, 09-12-2006] | 1 comentário
Perplexos, os cidadãos protestam contra um assalto sem precedentes aos seus direitos sociais. A economia mundial está cada vez mais desregulada e as desigualdades e assimetrias são cada vez maiores. Continuação

[Marina Costa Lobo, DN , 02-12-2006] | 1 comentário
Cavaco Silva cumpriu o prometido na campanha eleitoral anunciando na quarta-feira passada que convocaria o referendo sobre o aborto para 11 de Fevereiro de 2006. Este anúncio foi feito no seguimento da aprovação pelo Tribunal Constitucional da pergunta tal como ela vai ser formulada aos portugueses, nomeadamente se concordam com a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas num estabelecimento de saúde por livre vontade da mulher.
Continuação

[Elísio Estanque, Público, 25-11-2006] | 1 comentário
A Revolução de Abril de 1974 celebrou com cravos a chegada da liberdade. Mas trinta e dois anos depois e vinte após a integração europeia, o nosso país continua a manifestar sinais preocupantes de que existe medo e ressentimento na sociedade. Já não o medo da repressão e do autoritarismo do regime, mas um sentimento difuso, um “medo social”, que neutraliza a afirmação do Sujeito consciente e livre, que o impede de dizer o que pensa e de se assumir como cidadão. Por que será que isto acontece? Continuação

Manuel Alegre sobre o Congresso do PS
[Manuel Alegre, Sol, 18-11-2006] | 7 comentários
Por que razão alguns dos que travaram os combates perigosos, enfrentando a Pide e a repressão, de repente se calam e parecem acomodados? E como se explica que outros, que nunca teriam coragem de emitir sequer um sopro em plena ditadura, se comportem como se tivessem o poder na barriga? Não tenho para isso uma resposta clara. Ocorrem-me Hegel e o seu princípio das religiões orientais: “És tanto mais quanto mais de despes de ti mesmo e te diluis numa substância alheia.” Qual? O poder? Talvez a época e a sua circunstância. Continuação

[Cipriano Justo, Sol, 04-11-2006] | 1 comentário
É caso para perguntar: vamos ter o homem do fraque a vigiar as enfermarias e os blocos operatórios dos hospitais? Continuação

[José Leitão, blogue inclusaoecidadania.blogspot.com , 05-11-2006] | 1 comentário
Um dos acontecimentos mais positivos da semana passada foi a constituição no dia 1 de Novembro, em Viena, da Confederação Sindical Internacional (CSI), representando 168 milhões de trabalhadores, de 155 países.Continuação

[São José Almeida, Público, 04-11-2006] | 1 comentário
Que estranha tendência securitária e autoritária é esta de os mesmos que cantam a liberdade do mercado e das empresas serem tão solícitos em inventar formas para controlar e cercear a liberdade individual? Continuação

[Vasco Pulido Valente, Público, 04-11-2006] | 0 comentários
Nunca percebi muito bem o que era esse impalpável "estado de graça", que aparentemente na última semana Sócrates perdeu. O "estado de graça" pode ser, em primeiro lugar, a aprovação pública do Governo. Mas, nesse caso, Sócrates já perdeu o "estado de graça" há muito tempo. Tanto as locais como as presidenciais, duas claríssimas derrotas, foram com certeza sinais de um descontentamento profundo, mesmo sem contar com a candidatura de Alegre. Continuação

Fonte: www.spn.pt
[André Freire, Professor de Ciência Política, Público, 30-10-2006] | 3 comentários
Prossigo a análise sobre as orientações do Governo, com o intuito de aferir se podemos ou não falar de um reposicionamento ideológico do PS e quais as possíveis consequências.Continuação

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[Elísio Estanque, Diário de Coimbra, 30-10-2006] | 0 comentários
Olhando para o cartaz da Latada de 2006 da Universidade de Coimbra podemos facilmente identificar três dos principais traços que definem hoje o ambiente académico: a irreverência boémia, a violência simbólica e o machismo. Continuação

[Rui Tavares, Público, 28-10-2006] | 0 comentários
O mundo tem medo do fim do mundo. Portugal tem medo do fim do mês. Nos últimos dias, enquanto na ONU se discutia a reacção aos testes nucleares norte-coreanos, nós por aqui discutíamos a questão das Scut em todos os seus cambiantes técnicos.
Continuação

[António Perez Metelo, DN, 27-10-2006] | 1 comentário
Emanado da capital norte-americana, surgiu na década de 80 o decálogo das boas práticas financeiras para todos os países que quisessem aspirar a fugir das trevas do subdesenvolvimento. A lei suprema era a livre e irrestrita circulação de capitais. Os sumos sacerdotes deste culto assumiam o avatar discreto do Fundo Monetário Internacional (FMI).Continuação

[24-10-2006] | 1 comentário
Na última edição do "Inimigo Público", suplemento do Público de 21.10.06, marcámos presença, com o título "MIC quer disputar a Liga BWin". Com graça. Também a rir se pode marcar a agenda.Continuação

[Manuel Alegre, Revista Figueira 21,Outubro 2006, ano 1, nº 1, 22-10-2006] | 0 comentários
1.
Com a queda do muro de Berlim e o colapso da União Soviética julgou-se que tinha chegado a hora do socialismo democrático. Mas o que chegou foi a globalização, o neoliberalismo, o triunfo daquilo que alguém definiu como o "capitalismo total". Continuação

[Pacheco Pereira, http://abrupto.blogspot.com, 06-10-2006] | 0 comentários
O modo como a manifestação dos professores foi tratada mostra a fragilidade do nosso jornalismo, que tem muita dificuldade em sair do habitual, em perceber o que é diferente, para além das legítimas dúvidas sobre a governamentalização da RTP que suscita.Continuação

[José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com, 22-10-2006] | 0 comentários
A proposta de Manuel Alegre reveste-se, neste contexto, de grande oportunidade e todos ganharíamos se fosse discutida e incluída na agenda política europeia pela próxima Presidência Portuguesa da União Europeia.Continuação

[Helena Garrido, DN, 21-10-2006] | 2 comentários
Em Bruxelas, o primeiro-ministro José Sócrates debatia em cimeira a estratégia europeia para realizar poupanças de 20% no consumo de energia até 2020. Em Lisboa, o seu ministro da Economia, Manuel Pinho, adiava problemas passando o aumento do preço da electricidade de 15,7% para 6% em 2007. Em 2008... logo se vê. Continuação

[Nicolau Santos, Expresso, rubrica "Cem por Cento", 21-10-2006] | 1 comentário
O OE tem razão mas pouco coração. E os impostos incidem sobre rendimentos cada vez mais baixos.Continuação

[Manuel Alegre, http://www.manuelalegre.com, 18-10-2006] | 10 comentários
Com base num estudo de Cristina Reis, da Price Waterhouse Coopers, referido pela edição do DN de 17.10.06, ?os deficientes foram muito penalizados na proposta de Orçamento?. De acordo com a simulação da consultora, ?em alguns casos o agravamento pode chegar aos 12%.? Comentei que, a ser verdade, tal seria inaceitável, do ponto de vista de uma sociedade inclusiva e solidária, e fiz um apelo ao governo para, no caso de tal se confirmar, reconsiderar a sua posição. Continuação

[Manuela Arcanjo, Professora do ISEG, DN, 16-10-2006] | 0 comentários
Pode um governo desenvolver um conjunto de acções tendentes a criar na opinião pública uma imagem extremamente negativa dos funcionários públicos?

Pode, por razões estratégicas, mas não deveria. Por dois motivos: primeiro, a maioria dos aspectos negativos deve ser imputada à própria entidade patronal (Estado); segundo, a "mensagem" é injusta por revelar apenas um dos lados da apreciação.
Continuação

( Excerto )
[André Freire, Professor de Ciência Política (ISCTE), Público, 16-10-2006] | 6 comentários
É incompreensível que os detentores de capital tenham sido tão pouco chamados a participar nos esforços de ajustamento que afectam os restantes portugueses. Portanto, para usar os termos de Adam Przeworski, em matéria de redução das diferenças entre capital e trabalho o PS parece ter passado do "reformismo" à "resignação".Continuação

Fonte: permanent.nouvelobs.com
Excerto do original em francês
[Jacques Julliard, directo delegado da redacção, Nouvel Observateur edição on-line, 12-10-2006] | 0 comentários
"Le développement des moyens modernes de communication (médias interactifs, internet, blogs, sondages) vient d?entrer à son tour en concurrence et avec le système représentatif et avec le suffrage universel. Le règne des partis a été longtemps l?expression ultime de ce double système. Il touche à sa fin. D?où la fureur des apparatchiks à l?idée que c?est l?opinion qui est en train de devenir "la reine du monde" (Pascal).Continuação

Elísio Estanque
[26-04-2006] | 7 comentários
Pode dizer-se que o princípio da ?meritocracia? que as sociedades ocidentais tanto invocam, ainda não funciona ou funciona escassamente em Portugal. Em vez disso, funciona a chamada ?cunha? e uma mentalidade algo anacrónica, marcada por traços de servilismo e pelo medo do poder.Continuação
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