![]() | Manuel Alegre:"Consenso, para quê? Para destruir a democracia?" |
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() | A secção "Opinião publicada" deste sítio é uma montra de artigos
relevantes, publicados nos media, com indicação do autor e da
fonte. É mais um contributo para o debate. A selecção de textos é
da nossa exclusiva responsabilidade e não envolve os autores dos
textos seleccionados. [Alfredo Barroso, 17-05-2013] | 0 comentários Quais as origens de Angela Merkel? Como construiu ela o seu pensamento político? Tal como muitos europeus, também os alemães fazem frequentemente estas perguntas. A alguns meses de distância das eleições legislativas de Setembro, uma biografia procura a chave do sucesso da chanceler na sua infância na RDA. Eis alguns excertos de um texto publicado em 15 de Maio pelo jornal «Welt am Sonntag», de Berlim. ![]() DCIAP investiga corrupção e tráfico de influências no caso Tecnoforma Por Carlos Diogo Santos, publicado no jornal i em 21 Fev 2013 [Armindo Castelo Bento, 11-05-2013] | 0 comentários Investigação foi aberta em Janeiro e analisa também indícios de tráfico de influências, desvio de fundos e prevaricação no caso que envolve Relvas e Passos Coelho
O inquérito aberto pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) ao caso Tecnoforma tem por base suspeitas dos crimes de desvio de fundos, corrupção, prevaricação e tráfico de influências. ![]() [Armindo Castelo Bento, 09-05-2013] | 0 comentários [Alfredo Barroso, 10-05-2013] | 0 comentários [Fernando Santos Pessoa, MIC, 09-05-2013] | 0 comentários Estamos a assistir a um despudorado ataque, pelo Governo liberal que nos tutela, ao Estado em geral e à Função Pública , e que só pode ter uma explicação : levar o poder do Estado até um resíduo de funções de soberania ( mesmo estas cada vez mais discutidas) e entregar à iniciativa privada e aos mercados todo o funcionamento da nossa vida colectiva. Nunca o liberalismo tinha ido tão longe no nosso país. ![]() Espanta-me a «lata» com que mentem estas criaturas medíocres e incompetentes que nos desgovernam e mergulharam o país nesta «apagada e vil tristeza». [Alfredo Barroso, 09-05-2013] | 0 comentários Primeiro foi o pantomineiro do Paulo Portas a tentar iludir-nos com aquela estória hipócrita de ser contra a «contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões» (que só foi anunciada para proporcionar ao governo um recuo que satisfizesse o CDS e a UGT), «escondendo os cortes que os antigos funcionários públicos vão sofrer nos próximos dois anos» (estou a citar o «i») e que «irão representar uma perda acumulada de 18,6 % em dois anos». Isto é: o trampolineiro que é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros «aceitou cortes de 740 milhões por ano para os reformados do Estado». E continua com um pé no governo e outro na oposição. Mas, lá bem no fundo, não quer que o governo caia... ![]() [Francisco Louçã, esquerda.net, 04-05-2013] | 0 comentários [André Freire, economico.sapo.pt, 03-05-2013] | 0 comentários [Jorge Bateira, 02-05-2013] | 0 comentários Ao mais alto nível há socialistas franceses que dão sinais de inquietação e alguns empurram Hollande para um confronto político com Angela Merkel, para que mude a política económica europeia. Mais a sul, Enrico Letta, o novo primeiro-ministro italiano, reconhece que a “Itália morre só com austeridade. As políticas de crescimento não podem esperar mais”. Em Portugal, o líder do Partido Socialista encerrou o congresso do seu partido apresentando propostas para promover o crescimento económico, mas também reconhecendo que “o rigor, os sacrifícios e a contenção orçamental não desaparecerão” com um governo socialista. ![]() [Daniel Oliveira, expresso.pt, 02-05-2013] | 1 comentário [João Pereira Coutinho, 01-05-2013] | 0 comentários [José Loureiro dos Santos*, publico.pt, 27-04-2013] | 0 comentários Era visível há muito tempo a incompetência do ministro do Orçamento (com a designação oficial de ministro das Finanças), o que, aliado às políticas absolutamente desastrosas da União Europeia decorrentes dos interesses e das imposições de Berlim, cujo calendário e decisões se baseiam no estrito interesse nacional alemão, conduziu o país à situação desesperada em que se encontra. ![]() [Alfredo Barroso, 27-04-2013] | 0 comentários [Maria dos Santos, MIC, 26-04-2013] | 1 comentário [Maria dos Santos, 19-04-2013] | 1 comentário Em Economia estudam-se não só Probabilidades, Cálculos, Estatísticas, Teoremas, Corolários, Teorias e Leis, fazem-se Analises e Modelos, mas também se estudam as Pessoas. Estuda-se a vertente social, os comportamentos dos Indivíduos, as suas expectativas e reacções. Em Economia aprende-se que os números enquanto ciência exacta não podem ser dissociados dos Indivíduos, pois é precisamente na parte social e emocional que os “intervalos de confiança” acontecem. Por eles se ganham e por eles se perdem. ![]() [João Pereira Coutinho, 19-04-2013] | 0 comentários Não admira que em Portugal os porta-vozes da finança se mostrem nervosos com o início de um debate público sobre custos e benefícios de uma saída da zona euro [Jorge Bateira, ioline.pt, 18-04-2013] | 0 comentários Hoje a política económica é ditada pelos mercados financeiros. Mas não foi sempre assim. Reagindo ao desastre económico, social e político dos anos 30, que conduziu à Segunda Guerra Mundial, governos de todo o mundo reuniram-se em 1944 na célebre conferência de Bretton Woods e decidiram dar prioridade ao desenvolvimento das nações. Embora admitindo que a estabilidade das taxas de câmbio era benéfica para o comércio internacional, também queriam evitar os erros do passado. Subjugados pelos movimentos de capitais especulativos, tinham executado políticas de austeridade para defender taxas de câmbio fixas impostas por uma paridade com o ouro tida por irrevogável. Por isso, os Acordos de Bretton Woods instituíram um regime de câmbios flexíveis e assumiram que cada estado recuperaria a liberdade de administrar as políticas mais adequadas ao seu desenvolvimento recorrendo ao controlo do capital financeiro e a alguma protecção comercial. ![]() [João Pereira Coutinho, 15-04-2013] | 1 comentário [Alfredo Barroso, 13-04-2013] | 0 comentários A hipocrisia, o cinismo e a crueldade da direita neoliberal que está no poder não têm limites. Vítor Gaspar, Passos Coelho e Paulo Portas (assim mesmo, por esta ordem hierárquica) estão a tentar encobrir, invocando as decisões do Tribunal Constitucional, a enorme incompetência do governo, as sucessivas derrapagens orçamentais e os gravíssimos erros cometidos bem antes do acórdão do TC. ![]() [Alfredo Barroso, 14-04-2013] | 0 comentários Os canalhas de direita que ainda estão legalmente, mas já não legitimamente, no poder, só esperavam pelo pretexto do acórdão do Tribunal Constitucional a declarar inconstitucionalidades, para atacarem sem piedade os mais fracos, indefesos e desfavorecidos, retirando-lhes mais uma fatia do pouco que eles ainda têm para sobreviver. ![]() [Alfredo Barroso, 10-04-2013] | 0 comentários Morreu Margaret Thatcher, uma das principais responsáveis pela contra-revolução neoliberal que há mais de 30 anos vem devastando os regimes democráticos ocidentais, distorcendo a economia, tornando as sociedades democráticas cada vez mais desiguais, destruindo a coesão social, impondo o «casino da especulação monetária» e a ditadura dos mercados financeiros globais que hoje mandam em nós. ![]() [Alfredo Barroso, 08-04-2013] | 0 comentários [Alfredo Barroso, 05-04-2013] | 0 comentários [Daniel Oliveira, expresso.pt, 05-04-2013] | 0 comentários [Alfredo Barroso, 05-04-2013] | 0 comentários A economia e a sociedade gregas entraram numa agonia terminal. Chipre também acaba de perceber que caiu na armadilha da moeda única [Jorge Bateira, ioline.pt, 05-04-2013] | 0 comentários Há uma notícia recente que não teve o devido destaque nas nossas televisões. O governo grego pediu à troika uma moratória para as medidas de austeridade que deveriam ser tomadas de imediato pelo facto de a execução orçamental estar a ficar comprometida pela espiral recessiva. Ou seja, a economia e a sociedade gregas entraram numa agonia terminal. Chipre também acaba de perceber que caiu na armadilha da moeda única. Tanto a Grécia como Chipre acabarão por abandonar a zona euro. Não porque tenham concluído pela existência de benefícios líquidos com a saída, mas apenas porque a vida se tornou absolutamente insuportável para a larga maioria dos seus cidadãos. O mesmo se vai passar em Portugal. ![]() [João Pereira Coutinho, 03-04-2013] | 0 comentários Defendi no início desta legislatura que, ao contrário do que muitos defendiam, Cavaco Silva lutaria, por actos (discursos, entrevistas e recados, estes enviados pelos seus comentadores políticos que prestam a tudo por umas míseras influencias a potenciais futuros cargos ou eleições) ou omissões (aqueles silêncios, prolongadíssimos, ou tabus que nos habituou em que os seus eleitores – Cavaco só foi eleitos por cerca de 27% de votos - desconhecem se está vivo ou se abdicou da Presidência), para ser o verdadeiro líder governativo. ![]() [Alfredo Barroso, 02-04-2013] | 0 comentários [Alfredo Barroso, 31-03-2013] | 1 comentário Escreve André Figueiredo, meu camarada de partido:
«Também o Fundador do PS, MÁRIO SOARES, um exemplo na defesa do legado socialista, um reconhecido Homem de acção e de carácter, que nunca renunciou aos princípios de solidariedade e camaradagem, diz ao Jornal Expresso: ‘O regresso de Sócrates foi brilhante’». ![]() [António Serzedelo, 01-04-2013] | 0 comentários “Os donos da Europa germanizada metem medo. Tomam uma decisão e exterminam um País.” [Manuel Alegre, 26-03-2013] | 5 comentários Vivemos uma época em que os partidos se revelam incapazes de apresentar uma proposta que rompa com “a situação” geradora do desemprego de massa [Jorge Bateira, 21-03-2013] | 0 comentários O filósofo holandês Rob Riemen, recordando Albert Camus e Thomas Mann, escreveu recentemente: “O bacilo fascista estará sempre presente no corpo da democracia de massas. Negar este facto ou dar outro nome ao bacilo não nos tornará resistentes a ele. Pelo contrário. Se queremos combatê-lo eficazmente, teremos de começar por admitir que está novamente prestes a contaminar a nossa sociedade, teremos de o chamar pelo seu nome: ‘fascismo’” (“O Eterno Retorno do Fascismo”, Bizâncio). ![]() [Henrique Monteiro, expresso.pt, 21-03-2013] | 0 comentários [João Lemos Esteves, expresso.pt, 18-03-2013] | 0 comentários [Nicolau Santos, expresso.pt, 15-03-2013] | 0 comentários [Daniel Oliveira, Expresso, 12-03-2013] | 0 comentários Ricardo Paes Mamede é um jovem economista que, no blogue Ladrões de Bicicletas , se junta a vários outros economistas que teimam em contrariar o pensamento único que domina a academia nesta área das ciências sociais. Pensamento único que tão nefastos resultados teve nas grandes opções políticas que os governos europeus tomaram nas duas últimas décadas. Em dois pequenos textos em que se socorre de três gráficos relativamente simples, Ricardo Paes Mamede explica como a nova realidade económica internacional acentuou desequilíbrios já existentes na Europa. ![]() [Tiago Mota Saraiva, jornal i, 09-03-2013] | 0 comentários E se, no passado sábado, depois de ter sido lida a moção de censura popular aos governos da troika, tivesse havido um apelo para que o povo tomasse o Palácio de Belém? Se tenho para mim que uma parte das pessoas teria regressado a casa, acho que a esmagadora maioria seguiria para Belém. Mais, seria possível que muitos, pelo país fora, decidissem acorrer a Lisboa nos dias subsequentes. Muito provavelmente os dias subsequentes seriam de enorme tensão, a que não faltariam actos de pessoas desesperadas, de quem nada tem a perder. ![]() [Elísio Estanque, 26-02-2013] | 0 comentários Estamos habituados a pensar o Norte “desenvolvido” olhando para cima, mas talvez seja o momento de inverter o mapa-mundi e exercitar a nossa reflexão crítica imaginando um Sul “promissor” que olha para os europeus “de cima para baixo”. Sentimentalmente constrangido ou levianamente divertido, o Brasil assiste ao definhar da sua ex-metrópole, vivendo tempos eufóricos. ![]() [SOFIA LORENA (Roma) , publico.pt, 26-02-2013] | 0 comentários [Manuel Alegre, 25-02-2013] | 1 comentário Houve tempos em que os intelectuais marcavam a vida do país. Um manifesto, um ensaio, um romance, um poema, um simples artigo podiam abalar o marasmo estabelecido e sublevar as consciências. Por isso, de vez em quando, filósofos, romancistas, professores, jornalistas e poetas eram presos. Não só na vigência do Estado Novo. Antes do 5 de outubro, agora outra vez banido, já Guerra Junqueiro tinha acabado com a Monarquia. ![]() [Daniel Oliveira, expresso.pt, 23-02-2013] | 0 comentários Já ontem aqui escrevi sobre a absurda conversa em torno de uma suposta violação da liberdade de expressão de um ministro que mandou despedir um cronista que na rádio pública o criticava e que tutela o administrador que mandou sair uma circular interna na RTP que impede os funcionários de fazerem declarações públicas sobre a empresa. Mas hoje queria falar de algumas reações de alguns políticos da área do PS a estes acontecimentos. ![]() [Pedro Silva Pereira , Economico.sapo.pt, 22-02-2013] | 0 comentários Pronto, é oficial: Gaspar estatelou-se. Depois de ano e meio a teimar na sua absurda política de austeridade "além da troika", o ministro das Finanças teve de assumir o fiasco e o choque frontal com a realidade da espiral recessiva e do desemprego. Falhou nas políticas, falhou nas previsões, tinha de falhar nos resultados. Entretanto, o mal está feito: o erro de Vítor Gaspar pôs a economia em recessão profunda e atirou 250 mil portugueses para o desemprego em apenas dezoito meses. ![]() [Leonete Botelho, publico.pt, 22-02-2013] | 0 comentários Os protestos dispersos que recebem governantes ao som de Grândola Vila Morena contêm em si a semente do incontrolável. Já não são organizados com antecedência, nem por uma estrutura conhecida e previsível. Não. Têm o poder atómico e viral da Internet, porque se reproduzem em átomos múltiplos, dispersos e imprevisíveis. De boca em boca, de ecrã em ecrã, usando apenas o poder da palavra, da rede e da imaginação. ![]() As elites da social-democracia europeia estão longe de perceber o essencial: não há saída para a situação em que nos encontramos apenas com apoio ao investimento privado [Jorge Bateira, jornal i, 21-02-2013] | 0 comentários A economia da França está estagnada, muito provavelmente a caminho da recessão. O seu presidente reconhece que já não vai cumprir o que prometera em campanha eleitoral, em 2013 o défice das contas públicas não vai ser de 3%. Como diz o “Le Monde” (14 Fevereiro), “um ano após a publicação dos seus 60 compromissos, François Hollande acaba de enterrar o número nove”. Para quem depositou tantas esperanças na eleição de François Hollande, imagino que os socialistas portugueses estejam a meditar no significado deste fiasco político. ![]() [Mário Jorge Neves, 11-02-2013] | 0 comentários Quando li algumas das afirmações contidas no relatório do FMI relativas às questões da Saúde lembrei-me imediatamente de um artigo escrito há cerca de 10 anos pelo Prémio Nobel Joseph Stiglitz com o título “O que aprendi sobre a crise económica mundial desde o FMI”" ![]() Ao contrário do que habitualmente se pensa, desde o início que o caminho para o federalismo europeu foi determinado pela cultura alemã [Jorge Bateira, jornal i, 07-02-2013] | 0 comentários O líder do Partido Socialista reivindicou esta semana “Uma Europa federal, onde cada Estado e cada pessoa estejam em pé de igualdade”. E especificou que precisamos de “um governo económico e político para que possa haver instrumentos eficazes para contrariar a crise que atravessamos”. Mas não há notícia de que tenha defendido um referendo sobre a escolha desse caminho. Nisso é fiel à história da “construção europeia”, a de evitar tanto quanto possível que o povo seja consultado e, quando o resultado não convém, repetir a consulta após pressões, negociações e pequenas cedências. Na lógica de Jean Monet, aproveita-se cada crise para avançar por “pequenos passos”. Acontece que o método está esgotado. Vejamos porquê. ![]() A sobrevivência imediata da zona euro parece assegurada, mas os riscos políticos e de solvência mantêm-se [Bruno Faria Lopes, jornal i, 04-02-2013] | 0 comentários [Fernando Santos Pessoa, MIC, 02-02-2013] | 0 comentários Segundo discretas informações na comunicação social, os extremistas islâmicos que assaltaram o norte do Mali terão destruído a biblioteca de Tombuktu, incluída no património mundial da UNESCO. É um acto que praticamente tem passado ao lado dos grande noticiários, porque certamente não interessará a muita audiência. - e pergunto a mim mesmo, mas que sociedade é a nossa? Onde está o resultado de suposto investimento na educação e na cultura que a democracia terá trazido consigo? Ninguém se importa com nada para além das trafulhices da nossa política interna ? E a União Europeia, também fica calada, não há nada para dizer? ![]() Estas notas inventariam alguns factos sobre o SNS e sobre a ADSE e avaliam o efeito social, o custo e a eficiência de algumas alternativas. [Francisco Louçã, esquerda.net, 02-02-2013] | 0 comentários Quando o responsável da direção de António José Seguro para a saúde, o médico Álvaro Beleza, criou uma pequena tempestade ao defender o fim da ADSE, só o governo das direitas acarinhou a proposta, com indisfarçado entusiasmo. No PS, ela provocou grandes incómodos e respostas desencontradas, desde argumentos de oportunismo eleitoral até a defesas da coerência do SNS. Ficou sem se saber a posição do PS, que não se poupou à suspeita de ter uma agenda secreta para o fim de um subsistema que protege 1,3 milhões de pessoas. ![]() Com Vídeo Eugénia Pires: "É muito importante que não desistamos." [Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida , 28-01-2013] | 0 comentários Crise financeira mundial - Com Vídeo Palestra proferida pela Profª. Dra. Maria Lúcia Fattorelli, Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, no ano passado na Universidade Federal do Amazonas. [MIC/Youtube, 28-01-2013] | 0 comentários Caro Aníbal, caro Pedro, caro Vítor, [Alcides Santos, MSE, 28-01-2013] | 0 comentários Pode ser que fiquem muito contentes pelo momento em que Portugal regressa aos mercados. Pode até que tenham conseguido que de alguma forma se cumpra o défice. No entanto, continuo desempregado e não vislumbro o momento em que esta situação se possa alterar. Vejo, em vez disso, aproximar-se o momento em que deixarei de conseguir garantir uma vida digna à minha família. É dessa forma e em consequência directa das vossas acções que, gradualmente, passaremos a não ter lugar nesta sociedade, que cada vez mais seremos considerados lixo, resíduo, desperdício. ![]() O regresso aos mercados não é a prova de que a austeridade está certa, mas sim a desculpa certa para impor mais austeridade. [José Manuel Pureza, DN.pt, 26-01-2013] | 0 comentários Em 7 de fevereiro de 2011, o Governo presidido por José Sócrates procedeu à última colocação sindicada de dívida pública portuguesa no mercado com maturidade de cinco anos. 3500 milhões de euros foram então colocados a um juro de 6,4%. Dois meses depois, o mesmo Governo estava a solicitar a intervenção da troika. Esta lembrança pode ser útil para os que vinham exibindo um olhar sombrio e que subitamente passaram a entoar hossanas a Gaspar. Tanta exultação faz lembrar o suicida que se atira de um prédio de vinte andares e que, a meio da sua queda vertiginosa, diz para si próprio: "Até aqui tudo bem!" ![]() [PAULO TRIGO PEREIRA , publico.pt , 26-01-2013] | 0 comentários Face ao estrondoso, mas previsível, fracasso desta política económica, há quem no seio da troika esteja aberto ao adiamento do reembolso da nossa dívida oficial [Jorge Bateira, jornal i, 24-01-2013] | 0 comentários O nosso ministro das Finanças declarou em Bruxelas que Portugal é um país “que cumpriu e que cumpre” os seus compromissos do programa de ajustamento, e que a “forte capacidade de execução” permite que o país esteja agora “prestes a poder realizar emissões no mercado primário de obrigações”. “O facto de o Tesouro português recuperar o seu acesso ao mercado de obrigações permite que os bancos portugueses e as grandes empresas portuguesas possam também elas beneficiar desse acesso ao mercado”, e tal é “um impulso decisivo para a recuperação da actividade da economia em geral e do investimento em particular”. ![]() [Paulo Guinote, parlamentoglobal.sic.sapo.pt, 21-01-2013] | 0 comentários Falo dos não-superiores. Dos básicos, aqueles que se considera serem uns incapazes de fazer outra coisa, gente que faz aquilo que outros não querem. Uma espécie de varredores do lixo alheio, mesmo se tratam da mais nobre missão que existe na vida em sociedade e que é ensinar as novas gerações para um futuro cada vez mais sombrio. ![]() [Joaquim Jorge, 13-01-2013] | 0 comentários Vivemos numa época zumbi de austeridade , poderíamos chamar-lhe austericídio , que está a deixar uma trilha de cadáveres pelo caminho ( classe média e os novos pobres ). Nunca mais se devolve a esperança de uma eurozona hipnotizada por esta filosofia económica de austeridade férrea , masoquista e deprimente. ![]() [Maria do Rosário Gama, APRe, 13-01-2013] | 0 comentários Os federalistas não fazem um diagnóstico completo da natureza da crise em que estamos mergulhados [Jorge Bateira, jornal i, 10-01-2013] | 0 comentários Para vencer a crise em que mergulhámos, grande parte da nossa elite intelectual e política defende a urgência de mudanças institucionais e da política económica europeia rumo a um estado federal. Independentemente da maior ou menor viabilidade política dessa posição, entendo que esse caminho não serve o desenvolvimento do nosso país e até aumenta o risco de implosão da UE. ![]() [Elísio Estanque, publico.pt, 07-01-2013] | 0 comentários Já parece uma década mas há apenas cerca de ano e meio desde o pedido de resgate. A austeridade mudou o ritmo e alterou a noção do tempo. A espiral negativa apoderou-se dos acontecimentos à medida que o tempo corre, a cada mês, semana ou mesmo a cada dia, tornando real a ideia de que “um pessimista não é senão um otimista esclarecido”. ![]() [Alfredo Barroso, 06-01-2013] | 1 comentário [António Zerzedelo, 06-01-2013] | 0 comentários Antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que tiveste em prescindir dos poucos momentos em que não tens que carregar o país às costas, para pensar um pouco em nós e nos nossos Natais.
Retrataste, com a clarividência de poucos, a forma penosa como atravessamos esta quadra que deveria ser de alegria, amor e união. És de facto um ser iluminado e somos sem dúvida privilegiados em ter ao leme da nossa nau um ser humano de tão refinada cepa. ![]() [Pedro Santos Guerreiro, 05-01-2013] | 0 comentários A dívida pública é uma das maiores mentiras da democracia portuguesa. Sob as folhas limpas do Estado medrou um submundo de desorçamentação. Nos últimos dez anos (2003-2012), acumulámos défices orçamentais de 71,5 mil milhões de euros, suportados com dívida. O Estado deve quase 200 mil milhões, para um PIB de 166 mil milhões. É possível pagar este valor? ![]() Temos um Presidente da República que, entre a Constituição de que é garante e o memorando com a troika, escolhe este e hipoteca aquela. [DN.pt, 04-01-2013] | 0 comentários Bem pode o porta-voz do PS louvar a mensagem de ano novo do Presidente por ter deixado Passos Coelho politicamente isolado. Bem podem os opinadores encartados do costume encontrar na dita sinais de descolagem de Belém relativamente a São Bento. Um e outros querem que esqueçamos o essencial: Cavaco Silva é figura de referência das direitas tecnocráticas e dos economistas do deslaçamento social para quem a democracia é um estorvo. ![]() [João Reis Gomes, MIC, 03-01-2013] | 0 comentários Muitos de nós somos só plurais até ao limite máximoda extensão das “minhas” ideias [José de Faria Costa, jornal i, 02-01-2013] | 0 comentários É bom, por vezes, parar um pouco e reflectir, nem que seja por escassos momentos, sobre coisas que temos por adquiridas dentro do nosso modo de viver colectivo. Falamos, por exemplo, de pluralidade. Da pluralidade que as actuais sociedades democráticas têm como um ponto matricial. Sim, todos dizem, a sociedade tem de ser plural. Por certo. Mas, em rigor, o que é que isso quer significar? ![]() [JOSEPH E. STIGLITZ, negocios.pt, 31-12-2012] | 0 comentários Assunto: Victor Gaspar Com tanta versão de Excel e ainda não acertou … [António Serzedelo, 28-12-2012] | 0 comentários Ano de 1993: com a economia portuguesa a ruir, um alucinado Braga de Macedo, então ministro das Finanças, foi à Assembleia da República gritar a plenos pulmões que o país era um “oásis”. Este sketch parlamentar resistiu à passagem do tempo. Quem não resistiu foi Braga de Macedo: após um breve compasso de espera, Cavaco calçou-lhe uns patins. ![]() [AVAAZ.org, 27-12-2012] | 0 comentários A troika, o governo, os comentadores de economia que hegemonizam o espaço televisivo ignoram as implicações do enorme fracasso da execução orçamental [Jorge Bateira, jornal i, 27-12-2012] | 0 comentários O ano de 2013 vai confrontar os portugueses com a urgência de tomarem decisões estratégicas sobre o futuro do nosso país. Enquanto a economia transita de uma recessão grave para uma espiral depressiva – veja-se o imparável aumento do desemprego e o início da descida do nível geral de preços –, o governo começa a esboçar os seus planos de ataque ao Estado-providência visando em particular a educação, a saúde e o sistema de pensões. Os cidadãos parecem impotentes, quase anestesiados, perante este rolo compressor conduzido por neoliberais fundamentalistas, verdadeiros colaboracio-nistas da germanização da UE que está em marcha. ![]() [Henrique Monteiro , Henrique Monteiro , 23-12-2012] | 1 comentário Quem leu o Expresso deste fim-de-semana e quem viu, ontem, a reportagem especial da SIC sobre o BPN não pode ter deixado de ficar, como eu fiquei, com uma espécie de nojo. Tudo aquilo é mau de mais para ser verdade. Nós todos, contribuintes, os pobres, os remediados, os ricos, estamos a pagar a irresponsabilidade de uns, muito poucos, cujos nomes se repetem à exaustão. ![]() É para isto que são eleitos e principescamente pagos os deputados europeus, enquanto os povos europeus passam fome e miséria? É para isto a UE? [António Zerzedelo, MIC, 23-12-2012] | 0 comentários À SOCAPA E COM UM PROGRAMA OCULTO, QUEREM PRIVATIZAR A SEGURANÇA SOCIAL, ALÉM DE SERVIÇOS PÚBLICOS.
Quem disse que é bom ter um português como presidente da Comissão Europeia, se neste caso ele se manteve em silêncio como cúmplice desta sinistra intenção? Se não fosse o presidente Hollande, em França, continuaríamos na total ignorância por falta de divulgação na imprensa desta tramoia, que continuaria escondida numa gaveta dos governos ultraliberais da Europa ao serviço do Bilderberg's Group. ![]() (ou apenas esverdeada) [Fernando Santos Pessoa, MIC, 23-12-2012] | 1 comentário Há designações novas que surgem de tempos a tempos para significar situações, realidades ou conceitos que já existem desde há muito. É o que se passa com a designação de economia “verde”.
Primeiro falava-se em perenidade (dos sistemas, dos recursos renováveis que suportam a vida); depois, traduzindo do inglês, entrou na gíria a sustentabilidade, que quer essencialmente designar o mesmo – uma economia que se auto-sustenta com a energia endógena, sem depender de entradas de recursos e de energia exteriores. E agora está na moda a economia verde. ![]() [FERNANDA CÂNCIO, DN.pt, 21-12-2012] | 0 comentários [JOSÉ MANUEL PUREZA, DN.pt, 21-12-2012] | 0 comentários [ BAPTISTA-BASTOS, DN.pt, 21-12-2012] | 0 comentários Paulo Portas está em desacordo com o Orçamento, mas aprovou-o em nome do "interesse nacional." A invocação deste "interesse" tem-se prestado às maiores vilanias. A abstracção contida no conceito constitui a característica essencial dos políticos que atrás dele se resguardam, a fim de impor o próprio vazio de sentido das suas decisões. Afinal, que é o "interesse nacional"? São os bancos, as companhias de seguros, os interesses dos mais afortunados, o enriquecimento ilícito e, agora, a troika? Na lista das prioridades estamos em último lugar, a verificar pela miséria, pelo desemprego, pela queda abismal do nosso poder de compra, pela emigração em massa dos mais jovens e pela angústia devastadora dos mais velhos. O "interesse nacional" é a máscara da nossa decepção permanente. ![]() [Daniel Oliveira, expresso.pt, 19-12-2012] | 1 comentário Luiz Eduardo de Oliveira e Silva é irmão e sócio de José Dirceu. José Dirceu foi um dos homens fortes do PT brasileiro e o pior daquele partido. Principal responsável pelo caso mensalão e condenado a 10 anos de prisão. Gente fina, portanto. E gente fina com quem o ministro Miguel Relvas tem relações próximas.
![]() Na verdade, é em situações de crise, de crise profunda, que as democracias se testam e, se as ultrapassam, mostra a história, saem revigoradas [José de Faria Costa, jornal i, 19-12-2012] | 0 comentários Quando tudo à nossa volta parece ruir ou desaparecer é bom lutar, com todas as forças, contra a atracção pelo abismo. A vertigem que este desencadeia e a sedução que o cobre são, em termos colectivos, dos piores males que podem cair em qualquer comunidade, sobretudo naquelas que se querem levantar e reganhar um pouco do pundonor institucional perdido. Há cada vez mais, ouvem-se cada vez mais, o que é diferente, sereias que sedutoramente apelam ao abismo do silêncio. Que não vale a pena questionar, reagir, falar, argumentar, indignar-se, mostrar descontentamento, participar na vida pública com a pouca voz que cada um vai tendo. E há mesmo meninos crescidos que mandam calar pessoas que – bem ou mal, com virtudes e com defeitos, por certo – vão ficar na nossa história, e não será numa linha de nota de rodapé. ![]() Conceito Estratégico de Defesa Nacional Resolução do Conselho de Ministros n.º 9/94 [16-12-2012] | 0 comentários Embora o conceito estratégico de defesa Nacional em vigor seja de 2003, recorro ao de 1994, porque para os factores em apreço, apresenta uma melhor sistematização que o de 2003, embora os mesmos princípios sejam equivalentes em ambos os conceitos, com uma redacção menos explicita, mais misturada e generalista em 2003, o que, é lamentável.
Todavia nas áreas em estudo não há, nem podia haver, diferenças significativas, sendo que estas no conceito de 2003 têm mais a ver com a emergência do terrorismo internacional. Para efeitos comparativos apresenta-se uma cópia, no que interessa, do conceito estratégico em vigor, no fim da análise comentada do de 1994. ![]() Perceberam a decisão que Cavaco terá tomado sobre o Orçamento de Estado (promulgá-lo, mas enviá-lo para o Tribunal Constitucional para fiscalização sucessiva)? Eu não! [Henrique Monteiro, expresso.pt, 16-12-2012] | 0 comentários Ou seja, se o Presidente envia o OE para o Tribunal é porque tem dúvidas... Mas se tem dúvidas, por que motivo não as quer esclarecer já, preventivamente, de acordo com as suas competências? Por que não envia o OE para o Tribunal para fiscalização preventiva e só depois disso toma a decisão de o promulgar? ![]() É minha convicção que a germanização da UE acabará por ser derrotada no campo da política [Jorge Bateira, jornal i, 15-12-2012] | 0 comentários O debate sobre a saída de Portugal da zona euro ganhou novo impulso com o recente congresso do PCP, que “reafirma o inalienável e pleno direito de o povo português decidir do seu próprio destino e escolher os caminhos que entender […] Direito de que o povo português não pode abdicar face ao irreconciliável conflito entre a natureza dessa integração e a indispensável defesa da soberania nacional e dos interesses dos trabalhadores e do povo”. Esta posição aprofunda as reservas do PCP à adesão do país à CEE, na medida em que realça a existência de um antagonismo entre as políticas de que o país necessita para se desenvolver e as políticas da zona euro. Não é preciso aderir ao marxismo-leninismo para concordar com este ponto de vista. ![]() [São José Almeida, publico.pt, 15-12-2012] | 0 comentários De forma preventiva e sem grande esforço, a sociedade é domesticada através da repressão e intimidação
Fez ontem um mês que, depois de uma manifestação que era o culminar de uma jornada de greve geral, a polícia procedeu a uma operação de intimidação dos cidadãos com uma sofisticada acção que se desenrolou através dos directos das televisões e dos órgãos de comunicação social em geral. ![]() [André Freire, publico.pt, 12-12-2012] | 0 comentários No passado dia 6, na UNL, participei na Jornada: Como responder ao momento presente?, organizada pela historiadora Irene Pimentel e pela filósofa Filomena Molder. Com um painel de luxo, ao qual tive a honra de me associar, tinha como mote: "Propomos uma discussão que evidencie o papel dos saberes e das atividades criativas como instrumentos de análise do momento presente, a fim de impedir que ele se possa tornar numa condenação eterna." ![]() [Henrique Sousa, o que fica do que passa, 10-12-2012] | 0 comentários [Daniel Oliveira, expresso.pt, 10-12-2012] | 0 comentários A troika veio salvar-nos e o governo alemão tem todo o direito a fazer-nos todas as exigências, já que nos resgataram. É esta a ideia em que se baseia a nossa subserviência. Mas vale a pena olhar para os números e para isso aconselho a leitura deste texto do economista José Maria Castro Caldas (http://www.auditoriacidada.info/article/os-donos-da-d%C3%ADvida).
![]() Se queres investigar, seja sobre física teórica ou sobre grego antigo, vai a um guiché dos mercados e pergunta pelos formulários que tens de preencher [José de Faria Costa, jornal i, 05-12-2012] | 0 comentários Quando no séc. II da nossa era Marco Aurélio, na boa tradição estóica, frisava que cada um de nós devia aproveitar o seu tempo, porquanto este está, desde o início, determinado, mais não fazia do que trazer à reflexão filosófica aquilo que se tinha adquirido através das múltiplas e cruzadas experiências que as gerações passadas haviam sedimentado. ![]() [José Vítor Malheiros, publico.pt, 04-12-2012] | 0 comentários «"Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. ![]() [Maria do Rosário Gama, MIC, 02-12-2012] | 1 comentário Consegue dormir descansado, Sr Deputado da maioria, depois de ter levantado o braço para aprovar a lei do Orçamento de Estado para 2013? Não sentiu o braço pesado? E a sua consciência, não lhe pesou? É que a mim pesam e muito as medidas que os senhores acabaram de aprovar claramente discriminatórias dos "cidadãos" aposentados, pensionistas e reformados, grupo em que me incluo, em grosseira colisão do O.E. com o princípio da Igualdade, da confiança e da boa-fé. ![]() (1 DEZEMBRO 1640; 1 DEZEMBRO 2012) [Andrade da Silva, 01-12-2012] | 0 comentários Dizem os que se julgam muito argutos e muito senhores do seu tempo, protagonistas e agentes históricos do hoje e do amanhã que a História não se repete, o que, sendo uma verdade elementar, é muitas vezes afirmado por elitistas em que o narcisismo ultrapassa a sapiência; e a ignorância mais apagada, os propósitos inteligentes e generosos de fazer que o mundo pule e avance. ![]() [Elísio Estanque, 30-11-2012] | 0 comentários Sei bem que a minha opinião é uma mera opinião que nada conta no mundo do PS, nem se pretende com isto influenciar NADA. Apenas não gosto, como muitos militantes socialistas, de ser tomado por tolo. Por isso, e como ma pediram, manifestei a minha modesta opinião e nada mais do que isso. (como aliás sempre faço). Limito...-me portanto a divulgar o que foi escrito no jornal abaixo, a propósito de uma (eventual - que espero ainda não se confirme) candidatura camarária de Manuel Machado a Coimbra, pelo PS. ![]() Com a adesão ao euro, o nosso crescimento económico tornou-se medíocre, o desemprego disparou e o Estado-providência ficou sob pressão [Jorge Bateira, jornal i, 29-11-2012] | 0 comentários Confrontado com os disparates que leio e ouço na comunicação social, em texto anterior (“Um bolo muito apetitoso”) expliquei sumariamente em que consiste o mecanismo de repartição que sustenta a nossa Segurança Social. Hoje pretendo mostrar aos leitores que a ideia da falência da Segurança Social, e do Estado-providência em geral, faz parte de uma retórica inspirada na ideologia neoliberal. Essa retórica será repetida até à exaustão para inculcar nos cidadãos a inevitabilidade da privatização de boa parte da provisão pública. O objectivo é, criando um clima de anomia social, converter o Estado-providência num Estado de serviços mínimos, complementado com uma rede de assistência aos mais desamparados através das IPSS. O resto da população tornar-se-ia o mercado dos grupos económicos privados. ![]() [Henrique Monteiro, expresso.pt, 29-11-2012] | 0 comentários O Orçamento para 2013 vai morrer. Alguns dos seus artigos serão declarados inconstitucionais, pois só com grandes artifícios jurídicos, o mesmo Tribunal Constitucional que não permitiu a iniquidade entre funcionários públicos e privados permitirá iniquidade maior (e mais injusta) entre reformados e trabalhadores ativos. ![]() [António Bagão Félix, 28-11-2012] | 0 comentários Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP]. ![]() A maioria parlamentar aprovou terça-feira o mais estúpido Orçamento do Estado que Portugal alguma vez conheceu. [Nicolau Santos, expresso.pt, 28-11-2012] | 0 comentários É estúpido porque parte de um quadro macroeconómico completamente irrealista, com base numa recessão prevista de 1 por cento, quando no mesmo dia a OCDE apontou para -1,8% e todas as previsões conhecidas, nacionais e internacionais, se fixam claramente acima do valor definido pelo Governo e pela troika. ![]() Acaba de ser aprovado o mais infame Orçamento de Estado da história da democracia portuguesa. [Alexandre Abreu, Blogue Ladrões de Bicicletas, 27-11-2012] | 0 comentários ou o SNS português e os nossos hospitais [26-11-2012] | 0 comentários JS, sexo masculino, raça caucasiana, de 66 anos de idade, cidadão britânico a viver em Portugal há cinco anos, nascido e anteriormente residente em Inglaterra, teve um acidente vascular cerebral. Foi atendido no local e transportado de imediato pelo INEM para o Serviço de Urgência do Hospital dos Covões, em Coimbra (agora do CHUC), hospital central de referência da sua área de residência. ![]() [Nocolau Santos, expresso.pt, 21-11-2012] | 0 comentários É bom que pensemos nestas coisas [Página do Facebook de Fernando Nunes, 17-11-2012] | 0 comentários [Daniel Oliveira, expresso.pt, 17-11-2012] | 0 comentários Já várias vezes escrevi sobre este assunto: na política, como no resto, a violência tem o poder de se impor, de forma despótica, sobre todos os argumentos e sobre todas as outras formas de luta. Ela impõe-se pela sua irracionalidade e pelo seu poder mediático. Ela impõe-se porque replica, na contestação, os códigos do poder do mais forte.
![]() Não creio que os portugueses estejam dispostos a converter o regime de repartição da Segurança Social num jogo de casino da finança global [Jorge Bateira, Jornal i, 15-11-2012] | 0 comentários Sob pressão do fiasco orçamental, o governo quer agora “refundar o Estado social”. Assim, não é de estranhar que a Segurança Social tenha voltado a ocupar o centro das atenções no debate público, sobretudo no que toca à sua sustentabilidade. Mas este não é o assunto de hoje porque antes de mais é preciso perceber do que é que estamos a falar. Sobre a Segurança Social, os disparates que vamos lendo e ouvindo na comunicação social são assustadores, antes de mais porque inculcam na mente dos cidadãos a ideia da inevitabilidade do colapso de uma instituição central do nosso desenvolvimento, o Estado-providência. Mas são também assustadores pelo que revelam de ignorância, preconceito ideológico, agenda de interesses ou, quem sabe, tudo isto conjugado. ![]() [Alexandre Azevedo Pinto, 14-11-2012] | 0 comentários O Velho Continente atravessa hoje uma crise muito profunda. Uma crise não só económica com o quase colapso da moeda única e com o sobre endividamento das famílias, das empresas e dos Estados, como também uma crise social de forte contestação ao modelo de governação e ainda de um forte apagamento da geopolítica mundial. A grave crise que hoje Portugal atravessa é também em parte resultado de uma crise maior da própria Europa seu parceiro dominante de produção, comércio e serviços. Não sendo esta uma desculpa que não o é, para a má governação de quem nos últimos anos tem tomado conta do poder em Portugal, é um facto por si só de grande relevância até estatística. ![]() [BAPTISTA-BASTOS, DN, 14-11-2012] | 0 comentários O discurso de Passos Coelho, pretendidamente de boas-vindas a Angela Merkel, ultrapassou a indispensável cortesia para se transformar numa inqualificável sabujice. A alemã esteve seis horas em Lisboa apenas para apoiar e aplaudir a política do primeiro-ministro português. Afinal, a sua política. E aquele perdeu completamente o mais escasso decoro e o mais esmaecido pudor. Qualquer compatriota bem formado sentiu um estremecimento de vergonha ante o comportamento de um homem, esquecido ou indiferente à circunstância de, mal ou bem, ali representar um país e um povo. ![]() [Armindo Castelo Bento, 14-11-2012] | 0 comentários Porque é que a verdade é sempre inconveniente? Porquê e para quem? É de facto, por a nossa vida colectiva estar rodeadas de inverdades, de omissões e de mentiras, que esta agonia diária que nos conduzirá inevitavelmente à destruição como povo e como Nação se apoderou deste canto, com uma História milenar, e que levou ao adormecimento ou entorpecimento dos sentidos e da acção duma população, que por cada dia que passa se sente o seu atroz empobrecimento no seu modo e qualidade de vida. ![]() [Elísio Estanque, 10-11-2012] | 0 comentários Ontem pude testeminhar o quanto a Universidade (todo país!!) está no limite da paciência e à beira da revolta contra este governo e estas políticas. O TAGV não foi suficiente para acolher o caudal de professores, estudantes e funcionários da UC. Acredito que -- tambem aqui à semelhança do país -- esta é uma onda que ainda está em formação e vai rebentar, tarde ou cedo! ![]() Elísio Estanque [Elísioo Estanque, www.publico.pt, 03-11-2012] | 1 comentário Para além da origem bíblica da ideia de povo (o Povo de Deus), os processos históricos de secularização progressiva das sociedades europeias deram origem a diferentes conceções acerca do “povo” e da cultura “folk” (que lhe serviu de suporte). Pensar o “povo” enquanto categoria sociológica implica refletir sobre a sua relação – ambígua ou conflitual – com as “elites”. É claro que essa relação evoluiu ao longo das épocas, mas, nos dias que correm, e perante a crise que hoje enfrentamos, a ideia de povo enquanto sujeito coletivo ganha uma nova aura e força sociopolítica. ![]() Desmantelamos o Estado-providência a pretexto de sanear as contas públicas, após o que, já sem financiamento europeu, acabaremos por deixar o euro [ Jorge Bateira, Jornal i, 01-11-2012] | 0 comentários [andrade da silva, 31-10-2012] | 0 comentários Povo irmão, na encruzilhada dos tempos, saíram-nos ao caminho hienas e coiotes: de um lado, destroçam-nos os ombros e as pernas, para refundarem o inferno dos altos-fornos; dos outros lados, os coiotes falam-nos do terreiro do povo, para, como sereias, nos atraírem a uma cilada, e roubarem-nos a alma livre para todo o sempre e, assim, refundarem as desgraças dos moiros do trabalho sem nenhum direito, como de África à China são prática corrente.
Povo irmão nesta vil sociedade as ignomínias agrupam-se por solidariedades demoníacas: ![]() [Cipriano Justo, Público.pt, 26-10-2012] | 0 comentários Quando um povo coloca quem os governa em estado de recolher obrigatório, considerando as manifestações de protesto provocadas por qualquer dos seus membros sempre que põe a cabeça de fora do respectivo gabinete, é porque o grau de rejeição que se instalou tem uma tal intensidade que os governantes deixaram de ter condições para continuarem a exercer as suas funções. ![]() Para se ser solidário há que ir mais longe e mais fundo. Há que tocar a raiz das coisas [ José de Faria Costa, Jornal i, 24-10-2012] | 0 comentários Nos tempos de hoje, tempos de crise, e quanto a isso, infelizmente, parece ninguém ter dúvidas, surgiu com força redobrada a ideia forte de solidariedade. Das coisas mais simples do nosso desgastado e esgaçado quotidiano aos grandes projectos colectivos, que nas actuais sociedades democráticas se cristalizam nos Orçamentos do Estado, a palavra “solidariedade” marca uma presença constante, quase obsessiva. Em palavras pobres poder--se-ia dizer que por dá cá aquela palha toma lá solidariedade. Ora a solidariedade é uma coisa séria, seriíssima. Merecia que, com ela, tivéssemos mais cuidado. ![]() [Elísio Estanque, 18-10-2012] | 0 comentários Já se percebeu que os cidadãos estão fartos e que o governo está a atingir o fim da linha. No entanto, mais do que discutir o que aí vem no imediato (manter o mesmo governo, remodelado; governo de iniciativa presidencial; ou eleições antecipadas), é necessário refletir sobre o que vem ocorrendo no país no plano sociopolítico e como poderão preparar-se as alternativas de futuro, com os atuais ou com novos protagonistas. ![]() Vendo o barco a afundar, um ou outro vêm agora admitir que a austeridade deveria ter sido mais suave, em linha com o discurso do Partido Socialista [Jorge Bateira, Jornal i, 18-10-2012] | 0 comentários A proposta de Orçamento do Estado para 2013 foi apresentada ao país pelo ministro das Finanças acompanhada de um comentário dirigido aos seus críticos: “Portugal não tem margem de manobra.” Ou seja, apesar do evidente fracasso da política de austeridade na Grécia, em Portugal e na Irlanda (neste caso, menos comentado), ainda assim temos de executar uma política que provou ser ineficaz. Dizem-nos que não há qualquer margem de manobra, mesmo que um dos membros da troika, o FMI, já tenha reconhecido que a política económica imposta a estes países é errada. O discurso do bom aluno acaba de ser enterrado, mas é espantoso que a política se mantenha. ![]() [Nicolau Santos, Expresso, 16-10-2012] | 0 comentários Se em certos momentos os povos avançam e dão saltos qualitativos, não é menos verdade que também podem marcar passo, para se ser generoso ou até dolosamente ingénuo [José de Faria e Costa, 10-10-2012] | 0 comentários Os portugueses já perceberam que este caminho não tem saídae levar-nos-á ao desastre [Jorge Bateira, Jornal i, 20-09-2012] | 0 comentários Em Outubro do ano passado, na crónica com título “A caminho do desastre”, escrevi: “É triste, mas é preciso dizê-lo, a economia portuguesa encaminha-se para o precipício pela mão de obstinados seguidores da religião neoliberal.” Nessa altura, é bem provável que os leitores tenham considerado a frase excessiva. Porém, a evolução da crise encarregou-se de a tornar uma evidência para a maioria dos portugueses. ![]() Carta Aberta [18-09-2012] | 0 comentários V. Exª não me conhece.
1 - Sou trabalhador do Estado, a minha esposa é enfermeira, tenho 2 filhos pequenos, não sou rico, vivo do meu vencimento (consecutivamente cortado de mil e uma maneiras) com o qual pago a prestação de uma casa simples (até aos 70 anos de idade), com imenso esforço, a prestação da minha viatura comprada em “leasing” a 10 anos, porque o dinheiro não dá para mais - na esperança de o poder pagar mais cedo - (para me poder deslocar para o trabalho que sempre foi longe de casa). Não tenho bens patrimoniais nem heranças. ![]() [Andrade da Silva, 31-08-2012] | 0 comentários Simplesmente em Portugal há uma democracia, meramente formal, com eleições essencialmente limpas/livres, e mantem-se, de um modo essencial, a liberdade de expressão, quanto ao resto todas as decisões da governação não respeitam nada, nem a Constituição, nem os direitos e garantias dos cidadãos, nomeadamente dos servidores de estado que são tratados, como cidadãos com direitos constitucionais, profissionais, fiscais e económicos suspensos ou mesmo eliminados. ![]() O discurso de Passos Coelho entrou numa nova etapa, a do delírio. Assim, vem agora dizer ao país que, no próximo ano, teremos a retoma do crescimento [Jorge Bateira, Jornal i, 23-08-2012] | 0 comentários A acalmia nos mercados financeiros será curta. As estatísticas acabam de confirmar que a Itália está em recessão [Jorge Bateira, Jornal i, 10-08-2012] | 0 comentários As declarações de Mario Draghi, presidente do BCE, de que fará tudo o que for necessário para salvar o euro terão contribuído para acalmar os especuladores por uns dias. De notar, porém, que Draghi afirmou com clareza que o BCE só comprará nos mercados a dívida de Espanha e de Itália após o respectivo pedido de resgate. Ou seja, vai deixar campo livre à especulação até que estes países se submetam ao garrote da austeridade desenhada e tutelada pela troika. Assim, tudo indica que a guerra verbal entre líderes políticos da zona euro vai continuar. ![]() [Elisio Estanque, 07-08-2012] | 0 comentários A nova legislação laboral que acaba de entrar em vigor assenta num conjunto de premissas bem ilustrativas da mentalidade dominante entre a atual classe dirigente. Pensando nas grandes linhas orientadoras do mais recente pacote legislativo...e na ideologia em que assentam é possível vislumbrar, sem ironia, uma versão “sui generis” da vulgata marxista-leninista na sua versão mais ortodoxa. ![]() O que é que está a falhar? A resposta é simples: a UE está nas mãos dos mercados financeiros e estes ainda não estão convencidos da bondade das políticas [Jorge Bateira, Jornal i, 15-06-2012] | 0 comentários Os comentadores das televisões já não sabem o que dizer. A ajuda aos bancos espanhóis está decidida e, mesmo assim, os mercados financeiros estão a desfazer-se da dívida pública espanhola fazendo subir as taxas de juros implícitas para níveis históricos. Pior ainda, têm a dívida pública de Itália sob mira. Não é verdade que há poucas semanas se pretendia travar o contágio da crise às grandes economias europeias através de um Mecanismo Europeu de Estabilidade com uma grande dotação financeira? Admitia-se que a simples existência desse Mecanismo seria dissuasora da especulação dos mercados. Afinal não foi. ![]() A ambição do poder, galvanizada pela fé na doutrina neoliberal, fê-los montar a maior fraude política desde que Portugal recuperou a democracia [Jorge Bateira, Jornal i, 31-05-2012] | 0 comentários A palavra “austeridade” tem pelo menos dois sentidos no debate público sobre a crise que vivemos. O primeiro diz respeito ao conjunto das medidas de política orçamental que visam reduzir a despesa pública para alcançar as metas do défice impostas pela troika. O segundo, subjacente a uma retórica de compromisso, remete para a necessidade de uma gestão parcimoniosa dos recursos públicos, a eliminação de desperdícios na despesa e a extinção de serviços sem reconhecida utilidade social. A ambiguidade semântica da palavra “austeridade” pode ser conveniente para os que se preocupam com gerir a sua carteira de relações sociais, mas é certamente nociva para a clareza do debate político e a formação da opinião dos cidadãos. ![]() A recessão global em que estamos mergulhados está a criar as condições que vão precipitar o fim do próprio euro [Jorge Bateira, Jornal i, 17-05-2012] | 0 comentários A crise da zona euro parece encaminhar-se a grande velocidade para um desfecho ditado pela dinâmica especulativa dos mercados financeiros, sendo esta acelerada pelo impasse político em que a Grécia caiu após as recentes eleições e pela recusa da Alemanha, da Comissão e do BCE em admitir que a política de austeridade é contraproducente. ![]() O modelo de democracia e de contrato social, vertidos na CRP, estão em risco com esta governação? [André Freire, Público.pt, 02-05-2012] | 0 comentários A Associação 25 de Abril (A25A) recusou participar nas comemorações oficiais do 25 Abril, embora tenha participado nas comemorações populares. Também artífices fundamentais da implantação do regime demoliberal e representativo, o antigo Presidente da República (PR) Mário Soares e o antigo deputado e vicepresidente da AR (Assembleia da República) Manuel Alegre juntaram-se-lhe no protesto. ![]() EMERGÊNCIA NACIONAL: [16-02-2012] | 0 comentários Portugal é a Terra, a Pátria, dos Portugueses: os jovens, os trabalhadores, os licenciados, os soldados, os marinheiros (muita da história deste nobre povo é de soldados, marinheiros e missionários) os intelectuais, os indigentes, os empresários, os idosos, a Diáspora, numa palavra, Portugal é obra de todos os concidadãos portugueses que vivem em Portugal e os que estão espalhados pelos quatro cantos do Mundo. ![]() Manuel Alegre [Manuel Alegre, DN, 04-01-2012] | 0 comentários É difícil não estar de acordo com a mensagem do PR, mas também é difícil estar de acordo com o facto de ele não ter feito o que devia fazer, depois de ter andado a dizer o que disse, nomeadamente sobre os cortes de salários, pensões e subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos. A escolha de uma categoria profissional para a aplicação de tais medidas foi considerada pelo PR como um imposto e uma violação da equidade. ![]() [Manuel Alegre, DN, 21-12-2011] | 0 comentários "Neste país em diminuitivo / Respeitinho é que é preciso" . Assim escreveu Alexandre O’Neill, assim continua a ser. O pecado de Pedro Nuno Santos foi esse: marimbou-se no respeitinho, não tanto pelos bancos alemães, nem pelo pagamento ou não da dívida, mas pelo dogma dominante. Marimbou-se, terrível heresia de linguagem, susceptível de conduzir a outras bem mais graves. Marimbou-se, expressão que podia ser escrita (ou dita) por Aquilino ou Torga, e é utilizada na fala corrente, pelo menos no distrito de Aveiro, onde, pelos vistos, ainda não entrou aquilo a que Sophia chamava “o capitalismo das palavras” e onde, talvez não por acaso, ocorreu a primeira revolta liberal contra o absolutismo miguelista. ![]() Manuel Alegre [Manuel Alegre, DN, 08-12-2011] | 0 comentários Miguel Torga e Natália Correia tinham razão, quando avisaram que a Europa, tal como estava a ser construída, iria desembocar no triunfo do poder financeiro e no imperialismo de um novo eixo franco-germânico. Ele aí está, com Sarkozy a fazer o papel de capitulacionista e Merkel a realizar o sonho de uma certa Alemanha: dominar a Europa. ![]() Portugal está em crise devido às políticas da troika. A esquerda que se opõe a elas está também em crise. Precisamos de uma nova esquerda, com a ambição de governar o país [Jorge Bateira, Jornal i, 04-12-2011] | 0 comentários Há poucas semanas, jornalistas e comentadores do horário nobre regozijavam--se com as decisões da cimeira da UE. Uns sem preparação técnica, outros cegos pela ideologia neoliberal, todos acreditavam que finalmente a especulação com a dívida pública dos países malcomportados tinha os dias contados. Sem pensamento crítico, aplaudem agora a intervenção do BCE nos termos de um verdadeiro banco central, a emissão de dívida europeia conjunta e solidária e a criação de um governo económico europeu que, de uma vez por todas, imponha aos estados-membros a disciplina orçamental. Ainda não perceberam o essencial. ![]() Não percebo esta lógica de que o Estado tem de estar ao serviço das empresas financeiras e do seu lucro [São José Almeida , Público.pt, 19-11-2011] | 1 comentário Podemos sempre considerar que a lógica é uma batata, mas, por mais absurda que ela possa parecer, gosto de tentar perceber a lógica das coisas. E há situações perante as quais me sinto com necessidade de pedir que me expliquem como se fosse a uma criança. Uma dessas situações de absoluta perplexidade foi-me provocada ao ler o destaque do PÚBLICO do passado sábado, onde a jornalista Cristina Ferreira apresentava um trabalho sobre a pressão dos banqueiros portugueses para fazer cair a exigência do Governo para que haja regras no acesso ao financiamento através do fundo de recapitalização de 12 mil milhões de euros, incluso no empréstimo de 78 mil milhões de euros, que foi possibilitado pelo acordo com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional. ![]() [Jorge Bateira, http://ladroesdebicicletas.blogspot.com, 04-11-2011] | 0 comentários Nas televisões a pergunta tornou-se um ritual: mas há alternativa? Em causa está o unânime reconhecimento de que o governo impõe ao país uma política cruel em nome da vaga esperança de que um dia a economia voltará a crescer sem novo endividamento. E, à boleia da austeridade selvagem e inútil, o governo aproveita a oportunidade para reconfigurar a sociedade portuguesa segundo o modelo neoliberal anglo-saxónico sem que o país tenha voto na matéria. Pois bem, a minha resposta é “Sim, há alternativa”. ![]() Manuel Alegre Artigo de Manuel Alegre no DN [Manuel Alegre, DN, 04-11-2011] | 0 comentários A Europa está ameaçada, não pelo anúncio do referendo grego, mas pela ausência de democracia e solidariedade, pela deriva de um directório sem mandato nem legitimidade (como sublinhou, em Florença, Cavaco Silva), pela impotência da Comissão Europeia e por políticas, comandadas pela Alemanha, que provocam recessão, desemprego, empobrecimento, destruição do modelo social e desvalorização do mundo do trabalho. ![]() [BAPTISTA-BASTOS , DN, 29-10-2011] | 0 comentários Que nos aconteceu para nos acontecer esta gente? Claro que esta gente é a soma de numerosas parcelas de indigência política, que fomos adicionando a uma espécie de esperança renovada de cada vez que o Governo mudava. Tínhamos perdido a fé na ideologia, negligenciando que outra ideologia seria a substituta da que perdêramos. Fé. Isso mesmo. Entráramos nos domínios do irracional. A consciência das nossas derrotas acentuou o oportunismo de muitos. Sabemos quem são. Estão nos jornais, nas televisões, nas grandes empresas, na política. O geral está subordinado ao individual, e implica que os comportamentos ou o escrúpulo de cada um sejam determinados pelas rígidas referências da nova ideologia. ![]() Basta pôr os olhos na Grécia para perceber o caminho a que estamos a ser conduzidos [São José Almeida, Público.pt, 22-10-2011] | 0 comentários Por que é que o Governo não lança o debate sobre os benefícios para o sistema económico e financeiro do regresso de formas de trabalho escravo? Com o ritmo despudorado com que o poder político está a queimar etapas na persecução do objectivo de baixar o nível de vida das populações europeias, por que não avançar mais rápido ainda e discutir já o interesse e a possibilidade de uso de formas de trabalho não remunerado? Se estão convencidos de que têm força suficiente para fazer regredir a história e o objectivo é retirar os direitos dos trabalhadores e o nível de vida atingido na Europa com o pacto social que adveio à Segunda Guerra Mundial, então por que não avançam ainda mais rápido? ![]() Estas medidas têm várias características. Primeiro, radicam num profundo ódio ideológico aos servidores públicos [André Freire, Público.pt, 18-10-2011] | 0 comentários O primeiro-ministro anunciou aquilo que, quando foi a votos, sempre tinha dito que não faria: eliminação dos subsídios de férias e Natal dos servidores públicos e dos pensionistas, em 2012 e 2013; eliminação das progressões de carreira dos servidores públicos; aumento de meia hora de trabalho diário para os trabalhadores do privado; fim das deduções em matéria de saúde e educação, para os dois escalões superiores do IRS, reduções substanciais para os outros; aumentos vários de impostos, sobretudo IRS e IVA: poupando em regra o capital; cortes a triplicar, face ao previsto no acordo com a troika, na saúde e educação (públicas). ![]() Manuel Alegre [Manuel Alegre, 18-09-2011] | 0 comentários António José Seguro colocou em cima da mesa o tema do federalismo. Vamos então debater, sem complexos nem tabus. Importa saber do que se trata, até porque o federalismo vai muito para além dos eurobonds, da harmonização fiscal e da governação económica da zona euro. E também porque, ao contrário dos EUA, a Europa é constituída por nações antigas, com uma grande diversidade de línguas, identidades e culturas. Não é algo que se dissolva. ![]() [07-09-2011] | 1 comentário O então capitão Varela Gomes, que chefiou, em 1961, o assalto ao quartel de Beja, durante o qual foi gravemente ferido, diria mais tarde no seu julgamento que Salazar “continuava no poder a profissão do pai: feitor dos ricos”. Não pude deixar de me lembrar desta expressão quando Warren Buffet veio dizer que não queria continuar a ser mimado com o excesso de isenções fiscais que beneficiam os mais ricos e pediu para fazerem o favor de lhe aumentarem os seus impostos, no que foi seguido por cerca de trinta dos detentores das maiores fortunas de França. Não para que, ao contrário do que parece ter entendido o nosso governo, se sobrecarregassem aqueles que já estão com a corda ao pescoço, mas sim os mais ricos, sistematicamente protegidos, aqui e em outros países ocidentais, por opção ideológica dos respectivos governos. ![]() [Elísio Estanque/Manuel Carvalho da Silva, 28-07-2011] | 1 comentário O trabalho é uma dimensão essencial da economia e da sociedade. Todavia, a forma como se encara o campo laboral tem revelado ao longo da história, e continua a revelar, concepções antagónicas. Por vezes o trabalho assalariado é encarado como uma mera mercadoria, outras vezes como uma tarefa que, além de ser vital para a sociedade, confere dignidade e respeito àqueles que a executam. Para uns, preserva uma dimensão ética e de prazer, e é fonte de dignidade, de realização e de obra (Lutero, Weber); para outros, é sinónimo de actividade e de energia transformadora, factor de criação de riqueza, como foi consagrado pela teoria do valor-trabalho (A. Smith, Marx). ![]() [José Niza, 09-07-2011] | 0 comentários 1. O Presidente da República, de vez em quando, diz coisas que parecem acertadas. Parecem.
Aqui há tempos – já não me lembro quando, porque as oratórias de Sua Excelência são todas iguais – foi o discurso dos heróis do MAR, nobre povo (de pescadores desta) nação valente. Foi um sucesso. De tal modo que a Primeira Dama até o presenteou com uma cana de pesca para as douradas e bailas da praia da Coelha. ![]() Um país, uma nação, uma comunidade unida por factores comuns como a língua, a história, a cultura, é lixo? [São José Almeida , Público.pt, 09-07-2011] | 0 comentários 1. Será que podemos pedir ao Governo que afinal não cobre um imposto extraordinário sobre o rendimento do nosso trabalho em 2011, como pensam fazer no final do ano? É que, ao que parece, as intenções que levam a tal sacrifício, em Portugal, não são entendidas pelos seus destinatários, as agências de rating. ![]() A história da esquerda portuguesa está recheada de querelas sobre quem está à esquerda de quem, com os inevitáveis efeitos [Cipriano Justo , Público.pt, 16-06-2011] | 0 comentários Suspeitava-se de que as eleições de 5 de Junho não iam correr bem para a esquerda parlamentar, leia-se PCP e BE. E não correram. Juntos somam agora tantos deputados como o CDS e ficaram longe, muito longe, dos míticos 20% que já chegaram a valer, ou quase. Nem a fotografia para a posteridade, encenando uma espécie de entendimento, surtiu o efeito eleitoral que, presume-se, nenhuma das partes, de facto, acreditava conseguir. Vista à distância, não passou de uma tentativa de controlar os danos e colmatar os erros cometidos desde as várias eleições ocorridas em 2009/2010, a começar na autarquia de Lisboa. O último episódio, a recusa em discutir com os representantes da UE/BCE/FMI o resgate da dívida, o que pensavam dela e as alternativas que tinham para lhes apresentar, acabou por representar o corolário de uma orientação política que teve no apoio aos projectos de resolução da direita, ditando a queda do Governo, o auge de uma estratégia sem plano para o dia seguinte. ![]() A agenda neoliberal contará com o beneplácito presidencial e com a legitimação e o apoio da troika [André Freire, Público.pt, 13-06-2011] | 0 comentários É algo de mais profundo e estrutural: uma forma de poder social que inibe a cidadania e estimula o medo e o ressentimento [Elisio Estanque, 08-06-2011] | 0 comentários Talvez seja interessante na conjuntura que hoje atravessamos olhar um pouco a realidade concreta do funcionamento de grupos e instituições da sociedade portuguesa, para ver se conseguimos vislumbrar nesses ambientes de proximidade alguns dos traços, por assim dizer, "congénitos" da nossa cultura, que estão a empurrar o sistema para a entropia, para a disfuncionalidade e, no fundo, a contribuir para a corrosão da própria democracia. ![]() [José Manuel Torres Couto , Público.pt, 29-04-2011] | 0 comentários Ninguém está livre de ter um sósia. [Zé Niza, 24-04-2011] | 0 comentários A mim já me aconteceu com o actor Jacinto Ramos. E até tinha muita graça. Eu entrava numa loja de Lisboa para comprar uma camisa e lá vinha: “Como vai o senhor Jacinto Ramos?...gostei muito de o ver naquela peça do Nacional”. E ele, em contrapartida, também me contava as confusões em que às vezes se via metido. Do género: “Ó senhor deputado, lá na Assembleia, não poupe os gajos”. Ou, então: “Gostei muito daquela música que fez para o Carlos do Carmo”. ![]() [Jorge Bateira, http://ladroesdebicicletas.blogspot.com, 07-04-2011] | 1 comentário [Daniel Oliveira, Expresso , 06-04-2011] | 0 comentários Com o alto patrocínio do Banco de Portugal, os banqueiros apelaram à intervenção externa - recuso-me a usar eufemismos como "resgate" ou "ajuda". Compreende-se o interesse: sabe-se que parte desse dinheiro irá para os cofres dos bancos. Querem dinheiro? É natural. Mas não finjam que é com o País que estão preocupados. ![]() Tantos "supremos interesses partidários" somados e acabamos com uma terceira crise, de representação [André Freire, Público.pt, 28-03-2011] | 0 comentários Portugal está a braços com uma das mais graves crises da sua história democrática, porventura a mais grave. Esta veio tornar ainda mais evidentes vários bloqueamentos do sistema político (ausência de parceiros governativos à esquerda do PS; dificuldade de um dos dois grandes partidos governar apoiado no seu principal challenger: o "bloco central", 1983-85, durou pouco mais do que este Governo) e tenderá a agravar o colossal fosso entre governantes e governados. Antes desta crise política, não sabíamos ao certo se com a crise da dívida a ajuda externa seria necessária; agora parece praticamente certa. E, o que ainda é pior, as pessoas sabem também que, quer ganhe o PSD, quer ganhe o PS, a margem de manobra é muito curta e as soluções de austeridade serão ainda mais duras. Recorde-se ainda que, no contexto da moção de censura do BE, o Expresso (5/3/2011) fez uma sondagem: 58 por cento dos portugueses consideravam que a moção não era uma boa iniciativa; 67 por cento pensavam que devia ser rejeitada; 63 por cento pensavam que o PSD devia evitar eleições antecipadas. Ficou bem visível que os portugueses não desejam nem uma crise política nem novas eleições. Acresce que esta crise resulta da prioridade dada aos interesses partidários, em detrimento do interesse geral. ![]() Já não estamos perante uma "geração rasca", mas talvez perante o prenúncio de algo mais promissor [Elísio Estanque, Público.pt, 11-03-2011] | 0 comentários Mais do que a razão cínica, prefiro a razão social. Mais do que o moralismo, prefiro a análise sociológica. Mais do que jogar uma geração contra outra ou atribuir culpas a uma delas, importa compreender como se conjugam as forças económicas e sociais para impor rupturas e viragens nas sociedades.
Em todas as épocas da história houve lutas sociais e movimentos sociolaborais que marcaram o processo de emancipação dos povos. A luta pelo emprego e pela dignidade das condições de trabalho foi, desde o princípio do século XIX, tão decisiva como o foram as lutas operárias pela afirmação do trabalho digno e a construção do Estado social. A novidade é que, agora, o movimento é de resistência a um processo de regressão e a acção reside já não nos sindicatos, mas nas redes sociais do ciberespaço, que emergem pela primeira vez como a nova instância de mobilização pública (intergeracional). Será isto o prenúncio de um processo capaz de virar do avesso os agentes tradicionais da política e da vida democrática? O futuro o dirá. ![]() Aproveitar melhor os talentos das mulheres não é apenas uma questão de igualdade, é uma questão de estratégia [Viviane Reding e Regina Bastos , Público.pt, 01-03-2011] | 0 comentários É tempo de partir os telhados de vidro de uma vez por todas. Aproveitar melhor os talentos das mulheres não é apenas uma questão de igualdade, é uma questão de estratégia empresarial e as mulheres querem triunfar nas empresas. Infelizmente, os factos revelam uma realidade bem diferente: na União Europeia, só um em cada 10 membros dos conselhos de administração das empresas são mulheres e só 3% dos directores executivos são do sexo feminino. Os progressos na Europa foram ínfimos: durante os últimos sete anos, a proporção de mulheres membros de conselhos de administração das empresas da União Europeia aumentou apenas meio ponto percentual por ano. A este ritmo, serão necessários mais de 50 anos para se atingir um equilíbrio entre mulheres e homens nos conselhos de administração das empresas! ![]() Convido-o a organizar um debate aberto aos militantes, com a participação de ambos, sobre a democracia interna e sobre as causas da inexistência de debate político no PS [Henrique Neto, Publicado , Jornal i, 14-02-2011] | 0 comentários Estou feliz por o Presidente do PS ter vindo a terreiro discutir a democraticidade interna do Partido Socialista, coisa rara, ainda que tenha utilizado duas páginas de jornal para dizer muito pouco e esclarecido ainda menos. Além de tentar julgar a verdade dos outros em causa própria, o que nem sempre é uma boa prática. Porque de facto o Dr. Almeida Santos sabe melhor do que ninguém de que falei verdade, limitando-me a dizer em voz alta o que muitos militantes do PS dizem em surdina.
![]() Penso logo insisto [10-02-2011] | 0 comentários As crises não trazem só inconvenientes e desgraças, podem e devem também trazer vantagens.
As crises obrigam-nos a fazer contas à vida, a fazer perguntas, a procurar explicações e respostas, a corrigir erros, enfim, a baixar à terra. Uma crise como a actual deve criar um impulso de mudança, um exercício de reflexão, ou, até, um pretexto para ganharmos juízo. ![]() [André Freire , 31-01-2011] | 0 comentários A bem da democracia portuguesa, seria desejável que as esquerdas fossem capazes de tirar as devidas ilações destes resultadosHá vários traços singulares nestas presidenciais, e que deviam merecer preocupação a todos os democratas e a actuação consequente dos agentes políticos para os enfrentar com seriedade. Primeiro, tivemos a maior abstenção de sempre em presidenciais: 53,5 por cento para o anterior máximo de 50,3, em 2001. ![]() Falta uma alternativa à esquerda, com novas propostas e que junte partidos, movimentos e cidadãos de boa vontade [Helena Roseta, Público.pt, 28-01-2011] | 0 comentários Consoante muda Afinal, as eleições presidenciais provam que é um disparate a esquerda tentar entender-se? [Rui Tavares, Expresso.pt, 26-01-2011] | 0 comentários [ BAPTISTA-BASTOS, DN, 24-01-2011] | 1 comentário Mário Soares foi o vencedor das eleições. A astúcia e a imaginação do velho estadista permitiram que Fernando Nobre, metáfora de uma humanidade sem ressentimento, lhe servisse às maravilhas para ajustar contas. É a maior jogada política dos últimos tempos. Um pouco maquiavélica. Mas nasce da radical satisfação que Mário Soares tem de si mesmo, e de não gostar de levar desaforo para casa. ![]() [Santana Castilho, Público.pt, 19-01-2011] | 0 comentários Foi duplamente incoerente o apelo ao respeito e à valorização dos professores que Cavaco Silva fez em Paredes de Coura"Que patifes, as pessoas honestas" é uma citação atribuída ao escritor francês Émile Zola, que me revisita sempre que vejo os políticos justificarem com o manto diáfano da legalidade comportamentos que a ética e a moral rejeitam. E é ainda Zola que volta quando a incoerência desperta o meu desejo de falar, para não ser tomado por cúmplice. ![]() Consoante muda [Rui Tavares, Público.pt, 19-01-2011] | 0 comentários Dizer que Cavaco é menos sério do que ele pensa parecer é falhar o alvo por baixo. Cavaco é, como revelado pelas últimas semanas, ainda menos sério do que aquilo que eu pensava que ele era - e Cavaco nunca me enganou.
Os casos do BPN e da casa na Urbanização da Coelha já são suficientemente graves.Dizer que Cavaco é menos sério do que ele pensa parecer é falhar o alvo por baixo. Cavaco é, como revelado pelas últimas semanas, ainda menos sério do que aquilo que eu pensava que ele era - e Cavaco nunca me enganou. ![]() O PR não tem competências em política económica e prometer mudanças nesse domínio a partir da presidência é um logro [André Freire, Público.pt, 17-01-2011] | 0 comentários Cavaco Silva apresenta os seus conhecimentos e experiência em matéria de economia e finanças como um dos seus principais trunfos. Os seus apoiantes procuram apoucar os outros candidatos pela suposta falta de conhecimentos naquelas áreas. Por isso, vale a pena discutir as competências dos candidatos nestas matérias e problematizar a sua necessidade para a função presidencial. ![]() [José Niza, O Ribatejo, 16-01-2011] | 0 comentários Era uma vez um casal de professores que tinham umas poupançazinhas, fruto de uma árdua vida de trabalho. Tinham também uma filhinha aforradora com outras poupançazinhas, aliás até maiores que as dos seus progenitores. O que não admira porque – como grita aquele sindicalista dos bigodes, o da FENPROF – os professores ganham salários de miséria. E vai daí, um afilhado do casal, de nome Costa, que trabalhava num banco, telefonou-lhes: “O padrinho e a madrinha, se quiserem pôr aqui o dinheirinho das vossas poupançazinhas, não se vão arrepender”. E assim foi. O esposo – que embora fosse professor não sabia nada de finanças, nem consta que tivesse biblioteca – meteu as notas num saco de plástico do Pingo Doce e foi ao banco entregá-las ao afilhado Costa. ![]() Consoante muda [Rui Tavares , Público.pt, 12-01-2011] | 0 comentários Os cartazes de Manuel Alegre nas ruas, há cinco anos, tinham apenas as palavras "Livre, justo, fraterno" - a descrição idealizada do país, tal como aparece desejada no preâmbulo da Constituição, redigido pelo próprio Manuel Alegre.
Esta escolha era puro Manuel Alegre. Pelo gosto de palavras que eram belas, mas não apenas isso; concretas e mobilizadores. Os cartazes de Manuel Alegre nas ruas, há cinco anos, tinham apenas as palavras "Livre, justo, fraterno" - a descrição idealizada do país, tal como aparece desejada no preâmbulo da Constituição, redigido pelo próprio Manuel Alegre. ![]() Consoante muda [Rui Tavares , Público.pt, 10-01-2011] | 0 comentários A principal - talvez única - proclamação política de Cavaco Silva para esta campanha foi considerar que Portugal deveria abster-se de comentários sobre a situação política na Europa e a crise do euro. Segundo ele, tais comentários seriam entendidos como "insultos" pelos investidores internacionais e deixar-nos-iam à mercê das retaliações destes - com juros mais altos sobre a nossa dívida. ![]() Rui Graça Feijó Não vamos permitir que subsistam quaisquer dúvidas que ambos desejamos ver um novo rosto no Palácio de Belém [05-01-2011] | 2 comentários Meu caro dr. Mário Soares
Foi em finais de 1980 que lhe escrevi pela primeira vez, não tendo ainda o prazer de o conhecer pessoalmente. E fi-lo, como se lembrará, para lhe expressar o meu apoio pela corajosa e premonitória decisão de não seguir o seu PS no apoio à recandidatura de general Ramalho Eanes, exortando-o a avançar com a sua própria candidatura. Mais tarde, em Julho de 1985, fui um dos portugueses sem filiação partidária que estiveram no Hotel Altis a solicitar-lhe que avançasse para Belém, tendo depois empenhado as minhas energias no MASP - coisa que repeti cinco anos volvidos. Guardo as mais gratas recordações dos momentos empolgantes de campanha, uma imensa admiração pelo modo como exerceu os seus mandatos presidenciais, e orgulho pelo que fiz em prol da eleição do primeiro Presidente civil desde a I República. ![]() Paulo Querido [Paulo Querido, http://networkedblogs.com/cvhmM, 04-01-2011] | 0 comentários Eu não quero ter um presidente que quer os sacrifícios repartidos “por todos, sem excepções ou privilégios“. Prefiro um que me diga, com a mesma clareza, que quer os benefícios repartidos por todos, sem exceções nem privilégios.
Irrita-me a ideia, predominante na classe que detém o megafone da opinião, de que a crise deve ser paga pelos extratos sócio-económicos mais deprimidos da população e pelos funcionários públicos. ![]() [Público.pt, 01-01-2011] | 0 comentários Ou a esquerda perdeu definitivamente as suas defesas ou é o clima instalado, de desgaste e saturação dos valores democráticos, que começa a instigar os novos arautos da direita proto-fascista do século XXI. Seja como for, estamos num ponto de indefinição e de viragem particularmente preocupante. Mas as épocas de crise têm pelo menos o condão de demarcar posições e separar as águas. A actual contradição não é apenas entre a esquerda e a direita, mas também entre a memória e o esquecimento e entre o futuro da democracia e o regresso ao elitismo fascizante. O momento crítico que se vive na Europa não se compadece com a atitude persecutória dos que, além de não possuírem nenhum passado político já se arrogam o direito de agredir e julgar na praça pública os que lutaram e arriscaram a vida para nos devolver a liberdade. ![]() [Maria Amélia Campos, MIC, 31-12-2010] | 0 comentários Num formato de debate em estilo compactado, em que a comunicação não é privilegiada, mas subordinada ao factor tempo, nenhum dos intervenientes sai vencedor. Nem a jornalista, que introduz as perguntas, muitas vezes em sobreposição discursiva, nem os interlocutores, cuja palavra deixa, por vezes, de ser audível, pela mesma sobreposição. ![]() Alegre é o candidato mais bem posicionado para defender os serviços públicos nestes tempos difíceis [27-12-2010] | 0 comentários As próximas eleições presidenciais são críticas. Primeiro, porque delas dependerá a existência de um sistema de freios e contrapesos do Presidente perante o Governo/maioria parlamentar mais ou menos forte. Segundo, porque desse tipo de contrapeso dependerá a preservação, ou não, do modelo de Estado social tal como o conhecemos hoje. Terceiro, porque na sequência mais ou menos próxima destas eleições iniciar-se-á, provavelmente, um novo ciclo político ao nível governativo, o qual, se não for mitigado, levará muito provavelmente a um modelo de desenvolvimento baseado em (ainda mais) baixos salários, baixos impostos para as empresas e recuo dos serviços públicos. ![]() [São José Almeida , Público.pt, 18-12-2010] | 0 comentários Vai nascer um novo tipo de trabalhador: será mais facilmente despedido pois isso fica mais barato ao patrão. Ainda não entrou em vigor o Orçamento do Estado para 2011, que corta cinco por cento dos salários aos funcionários públicos que recebem a partir de 1500 euros por mês e aumenta impostos e descontos para a Segurança Social, e o Governo já está a mexer na legislação laboral para retirar direitos aos trabalhadores. ![]() [Elísio Estanque, Público.pt, 23-11-2010] | 0 comentários A palavra “greve”, de origem francesa, foi popularizada no séculoXIX a partir de um arbusto com esse nome e mais tarde uma praça na margem do rio Sena em Paris (Place de la Grève, que depois mudou de nome para Place Hotel de Ville), lugar onde se reuniam os operários em busca de actividade, e onde os empregadores recrutavam braços para a jornada de trabalho. Daí a associação da palavra com “estar parado, sem
trabalhar”. ![]() Entrevista Elísio Estanque, jornal Público O protesto dos universitários contra os cortes na atribuição das bolsas pode inaugurar um novo ciclo de insurreição dos jovens, avisa o sociólogo Elísio Estanque [Natália Faria , Jornal Público, 17-11-2010] | 0 comentários [Marina Costa Lobo, Jornal de Negocios , 28-10-2010] | 0 comentários [Elísio Estanque, Público.pt, 23-10-2010] | 0 comentários O Dr. Fernando Nobre (FN) desdobrou-se em entrevistas nos últimos dias (As Beiras, 13/10/10; Expresso, 16/10/2010), nas quais elege como principal adversário o candidato Manuel Alegre (MA), o que, de resto, é compreensível, sendo ele um homem com fortes referências monárquicas e de direita, enquanto MA é um conhecido republicano, socialista e de esquerda ![]() Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais. Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE? [Boaventura de Sousa Santos, Visão, 21-10-2010] | 0 comentários Se nada fizermos para corrigir o curso das coisas, dentro de alguns anos se dirá que a sociedade portuguesa viveu, entre o final do século XX e começo do século XXI, um luminoso mas breve interregno democrático. Durou menos de 40 anos, entre 1974 e 2010. Nos 48 anos que precederam a revolução de 25 de abril de 1974, viveu sob uma ditadura civil nacionalista, personalizada na figura de Oliveira Salazar. A partir de 2010, entrou num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstrata chamada "mercados". ![]() [Paulo Querido, http://pauloquerido.pt, 13-09-2010] | 0 comentários A decisão não foi difícil ou complicada. Foi até muito natural. Tem a ver, curiosamente, apenas com o presente de Manuel Alegre (e do meu, e do nosso mundo) e não, nadinha mesmo, com as razões históricas, de percurso e de solidariedades que assistirão certamente à grande maioria dos seus apoiantes. Apoio Manuel Alegre , o candidato no qual votarei nas próximas eleições presidenciais, em 2011. ![]() Consoante muda [Rui Tavares, Público.pt, 13-09-2010] | 1 comentário Lástima é que, quando num dia futuro se fizer a história das presidenciais de 2011, vá passar despercebido o vigoroso momento de viragem que foi a passada sexta-feira. Efectivamente, foi nesse 10 de Setembro de 2010 que ocorreu a publicação de uma crónica de Vasco Pulido Valente em que este profetizava que "Alegre vai a caminho do desastre e não percebeu". ![]() O melhor que Manuel Alegre tem a fazer é reforçar o seu discurso crítico e o seu estatuto independente [Elísio Estanque, Público.pt, 02-09-2010] | 0 comentários Entrámos no mês de Setembro, a escassos quatro meses da eleição presidencial. O homem que "nunca se engana e raramente tem dúvidas", também já não terá dúvidas (se é que algum dia as teve) de que é o candidato da direita. Dos quatro candidatos no terreno há um que pode projectar sobre si os holofotes sem precisar de se afirmar como tal. Cavaco Silva (CS) cultiva a imagem que mais votos pode render: a de um "Presidente-pai" protector, ponderado, discreto e responsável, que não se quer "sujar" na lama da política. Se pudesse, talvez acabasse com as campanhas. Ou seja, como qualquer chefe conservador ou tecnocrata, faz política contra a política. O debate de ideias, supostamente essencial em democracia, dá lugar ao monólogo, às frases vazias e banais, ditas com o habitual ar sisudo ou emolduradas pelo sorriso amarelo a que obriga a pré-campanha. ![]() Kafka nas finanças [São José Almeida, Público.pt, 28-08-2010] | 0 comentários Defensora que sou da importância do Estado e do seu funcionamento democrático, de forma a assegurar iguais direitos e deveres a todas as cidadãs e a todos os cidadãos, crente de que o homem é aquilo a que se chamava, quando era jovem, "animal social" e pouco dada a entusiasmar-me por utopias individualistas que vêem no mito do fim do Estado uma espécie de oásis divino da liberdade individual, fui confrontada a semana passada com uma história que abalou a mais profunda da minha convicção de que o Estado, em particular o Estado português, funciona, é capaz e tem uma organização norteada para a justiça. É, em suma, uma pessoa de bem.
![]() [Joaquim Jorge, Primeiro de Janeiro, 23-08-2010] | 2 comentários [Horácio Vale César, Jornal i, 03-08-2010] | 0 comentários Manuel Alegre cumpriu, na íntegra, em campanha (e em combate) o seu serviço militar, em tempo de guerra. Nada ficou a dever ao Exército, senão a honra de nele ter servido, quando por ele foi chamado. O Exército nada lhe terá ficado a dever, nem mesmo o cuidado com que o general-comandante da Região Militar de Angola mandou que revistassem a sua casa particular "com olhos de ver". Diz-se e escreve-se, no entanto, aqui e acolá, que o passado militar persegue o candidato. Lido o i (dia 28) e a documentação nele exibida, conclui-se outra coisa: não é, afinal, o passado militar que persegue o candidato. O que persegue o candidato é quem persegue o seu passado político. E o que se persegue nesse passado político? A sua oposição à ditadura do Estado Novo e à prossecução de uma guerra colonial, contra os interesses nacionais, durante cerca de 14 anos. Assim, tudo fica mais claro! ![]() Ao contrário de Soares I e Sampaio I, Cavaco perdeu pontos em casa e não ganhou fora. O seu eleitorado encolheu. [Domingos Amaral, Director da 'GQ', CM, 09-06-2010] | 0 comentários Normalmente, os presidentes são reeleitos. Foi assim com Eanes, Soares e Sampaio. Se com Eanes ainda houve dúvidas, pois tinha contra si a AD, os casos de Soares e Sampaio foram favas contadas. No primeiro mandato, procuraram consensos, seduzindo os que não haviam votado neles. Resultou, e os adversários, que também não eram à altura, nem cheiraram a taça.
![]() O novo pacote de medidas de austeridade deve ser analisado segundo três grandes dimensões: [Manuel Alegre, DN, 16-05-2010] | 0 comentários A crise financeira mundial foi fruto da desregulação dos mercados. Não é possível resolvê-la repetindo as mesmas receitas. É urgente um novo paradigma e uma nova regulação financeira global que, entre outras coisas, ponha termo à desvergonha especulativa, ao poder excessivo das agências de notação de dívida e à criação de produtos tóxicos. ![]() [José Niza, O Mirante, 13-05-2010] | 0 comentários Se o meu amigo Moita Flores tivesse um tempinho disponível pedia-lhe para decifrar o misterioso caso do professor que não sabia ler. E dava-lhe algumas pistas.
O professor de Abrantes deu uma entrevista à Lusa, na qual, sem papas na língua, declarou para a posteridade que o seu camarada Manuel Alegre “nunca lutou por qualquer causa, além de ter sido deputado, e mesmo assim nada de especial”. Ao ler isto fiquei um bocado chateado e brindei o dr. Nelson Carvalho com um merecido puxão de orelhas. ![]() A vida torna-se interessante, por estar cheia de surpresas, ? [Camilo Mortágua, MIC, 06-05-2010] | 4 comentários Apreciava o homem de sensibilidade solidária a vocação universalista. Sempre apreciei a
sua capacidade para levar a solidariedade de Portugal aos mais longínquos e trágicos lugares do mundo, ( hoje interrogo-me se este homem não está sendo obrigado a pagar a factura dos apoios concedidos para o seu protagonismo na execução de tão meritórias tarefas). ![]() Quando li, não quis acreditar. [José Niza, Mirante, 30-04-2010] | 1 comentário E fiquei tão perplexo que liguei para O Mirante para tentar saber se não havia erro ou confusão. Fui esclarecido: a notícia era verídica e tinha sido feita com base num despacho da agência Lusa.
Mas, afinal, de que se trata? Trata-se de uma notícia, saída no último O Mirante, sobre o apoio de alguns militantes socialistas do distrito à candidatura presidencial do meu colega Fernando Nobre. Até aqui, nada de especial: cada um que apoie quem entender. ![]() [ Paulo Valério, 14-04-2010] | 0 comentários De acordo com uma entrevista recente, a propósito do livro “O miúdo que pregava pregos numa tábua”, Alegre refere o primeiro tiro que ouviu numa emboscada, em Nambuangongo. Uma memória que não passa, o som de um tiro de guerra, da “bala que assobia”, autêntico prenúncio de morte. Alegre fala-nos do medo, dos seus medos, fala de avanços e recuos, de fragmentos. E comenta a sua dualidade essencial – entre o político e o escritor – como sendo, afinal, a sua unidade verdadeira. ![]() [Daniel Sampaio, Pública, 11-04-2010] | 0 comentários O rapaz que pregava pregos numa tábua é hoje o poeta Manuel Alegre, candidato à Presidência da República. Na entrevista que deu a Carlos Vaz Marques, na revista Ler de Abril, diz-nos: o novo livro é "uma viagem por dentro de mim mesmo". Percebi agora melhor o seu desejo de ser Presidente quando cita Saint-Exupéry - "a infância é um país" - e me leva a recordar também que "o essencial é invisível para os olhos". ![]() [por João Rodrigues, Jornal i, 05-04-2010] | 0 comentários As contas estão feitas: as empresas que o governo quer privatizar geraram, no ano passado, resultados líquidos positivos de 350 milhões de euros, o que representa mais do dobro do montante que o governo quer poupar no PEC com o pagamento de juros da dívida pública. Os seis mil milhões de receitas previstas, quando nem um cêntimo estava inscrito no programa eleitoral do PS, contribuirão para uma redução insignificante, de pouco mais de 2%, do peso da dívida pública no PIB. ![]() [Maria Amélia Campos, MIC, 16-03-2010] | 0 comentários A recente notícia, vinda a público, do professor de música que se suicidou, por não suportar o modo indigno como era tratado pelos seus alunos, fez logo correr uma toada de “especialistas-psicólogos” e de outras psiques, que, a avaliar pelo teor das suas intervenções, nunca puseram os pés numa sala de aula. ![]() [Maria Amélia Campos, MIC, 11-03-2010] | 0 comentários [* Jorge Cruz , 02-03-2010] | 2 comentários O que chama a atenção é o desdobramento das declarações dos dois mais altos magistrados nas respectivas magistraturas [Domingos Lopes, Público.pt, 28-02-2010] | 0 comentários Os que sonharam com uma possível reaproximação de Mário Soares a Manuel Alegre há muito perderam essa esperança [Elísio Estanque, 01-03-2010] | 0 comentários A candidatura presidencial de Fernando Nobre (FN), apresentada no passado dia 19 de Fevereiro, apareceu para alguns como se contribuísse para dividir as esquerdas e o próprio PS. A aura humanista do dirigente da AMI e a sua experiência de participação em programas de solidariedade e assistência em catástrofes internacionais granjearam-lhe merecida notoriedade. Essa ligação permite-lhe que surja, numa primeira leitura, como um candidato gerado directamente pela "sociedade civil", ou seja, alheio à lógica de funcionamento dos partidos, o que, numa altura em que o cidadão comum desconfia cada vez mais da classe política, pode constituir uma potencial vantagem eleitoral. ![]() Alegre sabe que a sua candidatura terá de conquistar segmentos não só da esquerda, mas do centro e até da direita [Elísio Estanque , Público.pt, 07-02-2010] | 0 comentários A candidatura presidencial de Manuel Alegre (MA) continua a suscitar controvérsia. Há os que o apoiam, os que o rejeitam, e agora, perante o facto consumado, surgem também os apoiantes "condicionais". O dr. Vital Moreira (VM) é um destes casos. Na sua crónica no PÚBLICO (26/01/2010) afirma que o PS não se pode "render sem condições" a Manuel Alegre, e que só mediante "um compromisso" tal candidatura pode obter "convictamente" o apoio dos socialistas. Na verdade o que VM pretende é que o PS "controle" MA, ou seja, se não se consegue impedi-lo, então que se lhe imponham condições. ![]() [Maria Amélia Campos, MIC, 05-02-2010] | 0 comentários [Moura e Sá, 04-02-2010] | 0 comentários Estamos a um ano das eleições presidenciais, podendo por isso dizer-se que a apresentação da candidatura foi um pouco prematura. Mas a mesma não condiciona a posição de qualquer cidadão, muito menos de um grande partido como o PS, nem se deixa aprisionar nos limites de qualquer partido. É um acto decidido por Manuel Alegre que agora verá uma corrente crescente de apoios e, tal como a água de um rio caudaloso, se tornará invencível. ![]() [João Rodrigues, Jornal i, 01-02-2010] | 0 comentários Manuel Alegre anunciou a disponibilidade para uma candidatura à Presidência da República com um discurso à altura das circunstâncias. Nele referiu os principais problemas do país, que eu resumiria numa palavra: medo. Não um vago medo de viver, de que nos fala o filósofo José Gil, mas sim um concreto e situado medo de não ter condições para viver decentemente: desemprego, precariedade e erosão dos serviços públicos como resultado da crise estrutural de um modelo de desenvolvimento que foi precisamente iniciado pela economia política do cavaquismo. ![]() Manuel Alegre é um candidato no qual até Vital Moreira, apesar da sua análise algo enviesada, poderá vir a votar. [Nuno David, manuelealegre.com, 01-02-2010] | 0 comentários Num recente artigo de opinião no PÚBLICO, Vital Moreira expressa as suas preocupações com o xadrez político das presidenciais, designadamente a capacidade que os candidatos terão para atrair votos ao "centro". Considerando que foi um dos principais responsáveis pela derrota do PS nas eleições europeias, a análise de Vital merece alguns reparos. ![]() [Ricardo Castanheira, Diário das Beiras, 28-01-2010] | 0 comentários A candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República era, há muito, uma inevitabilidade. Diria mais, desde o dia em que alcançou um resultado notável – face a todas as circunstâncias – e na sequência do crescente afastamento de Alegre do Partido Socialista (leia-se Sócrates) que estava “escrito nas estrelas” este desígnio do poeta. ![]() [João Silva, 27-01-2010] | 0 comentários Na sua habitual coluna de opinião no Público Vital Moreira volta – adoptando a grafia do Novo Acordo Orográfico – a Manuel Alegre e à sua candidatura presidencial. Fá-lo com a autoridade de alguém que não sendo do PS faz uma interpretação autêntica da sua linha político-ideológica e uma defesa da sua modernização social-democrata. Uma linha de desvitalização do PS enquanto partido de esquerda. ![]() O mesmo homem que, enquanto Primeiro Ministro, concedeu pensões a dois ex-PIDES ao mesmo tempo que recusava uma pensão à viúva e aos filhos de Salgueiro Maia. [José Niza, O Ribatejo, 25-01-2010] | 0 comentários O mesmo homem que, enquanto Chefe do Governo de Portugal, se recusou a participar na homenagem nacional a Salgueiro Maia que se realizou em Santarém no dia 25 de Abril de 1994 e que contou com a presença de todas as mais ilustres e relevantes personalidades do Estado à excepção dele próprio, e do Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. ![]() O PS terá de avaliar se quer ficar com a responsabilidade histórica de não contribuir para a eleição de um PR de esquerda [São José Almeida, Publico.pt, 23-01-2010] | 0 comentários A nova candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República poderá vir a ter mais sucesso do que a de há cinco anos, se reunir as condições ideais. Entre estas condições encontra-se, como é evidente, o apoio do PS. Mas assim como o sucesso da candidatura de Alegre depende do apoio do PS, surge como evidente que é incontornável os socialistas, desta vez, apoiarem oficialmente Manuel Alegre. Sob pena de ficarem com a responsabilidade histórica de, mais uma vez, não terem contribuído para a eleição de um Presidente de esquerda. ![]() Manuel Alegre [FERNANDO MADAÍL, DN, 23-01-2010] | 0 comentários O primeiro candidato a apresentar-se à próxima corrida ao palácio de Belém foi revelando a sua biografia ao longo da sua vasta obra de poesia, de prosa e de crónicas.
Poeta-político com "biografia a mais", como certa vez, em jeito de provocação, referiu numa entrevista, Manuel Alegre foi descrevendo em versos e prosa, nos discursos e crónicas a sua própria vida, as assumidas influências, os seus prazeres - afinal, num registo considerado politicamente pouco correcto, o primeiro candidato presidencial na corrida de 2011 ao Palácio de Belém sempre apreciou as guitarras do fado, a caça às perdizes, a pesca ao robalo, as touradas e o futebol. ![]() [António Vilhena, 21-01-2010] | 0 comentários Não se pode agradar a gregos e a troianos. Na vida há sempre quem goste e o seu contrário. Mas a inveja continua a ser o pior dos males da humanidade. No caso de Alegre, os que não gostam dele - e não me refiro aos adversários políticos de direita -, são muitas vezes as figuras de segunda linha, personagens sem voz e sem luz próprias que arremessam pedras para disfarçarem a má consciência da sua própria morte sem memória futura. Eu compreendo alguns desabafos, mas também sei que o azedume de alguns camaradas do meu partido (PS) é tudo, menos tolerante. Que cada um assuma as suas responsabilidades. ![]() Passados quatro anos, Manuel Alegre pode continuar a reclamar o resultado que obteve em 22 de Janeiro de 2006 [17-01-2010] | 1 comentário Na entrevista que concedeu à edição de 24 de Dezembro do semanário Sol, Vital Moreira juntou-se a Correia de Campos e José Lello para desfazer na potencial [e agora anunciada] candidatura de Manuel Alegre à presidência da República. De José Lello já se conhecia a sua costela militante contra esta eventualidade; Correia de Campos também já deu a conhecer qual era o seu azedume. Por estes lados, portanto, tudo como dantes. As suas trajectórias políticas explicam exemplarmente o receio que vêm demonstrando da candidatura de Manuel Alegre. E, no entanto, sempre que estiveram em cargos governativos estes destacados socialistas bem se esforçaram, e conseguiram, desprestigiar o seu partido. Ao ponto de num dos casos ter de ser a rua a indicar-lhe a porta que dá acesso à João Crisóstomo. ![]() Jaime Gama [Elísio Estanque , BoaSociedade, 14-01-2010] | 0 comentários Como se sabe, as eleições presidenciais de 2006 provocaram o divórcio entre Mário Soares e Manuel Alegre, depois de uma longa história de amizade e companheirismo no seio do PS. Porventura, foi mais do que um divórcio (porque alguns são amigáveis), talvez um litígio insolúvel, que é o que muitas vezes acontece quando as lealdades fortes se quebram, dando lugar a rivalidades irreconciliáveis, com sabor a traição... Desconheço se existem outros motivos de ordem pessoal, mas não duvido – nem eu nem o país inteiro – que foi, primeiro, a ousadia de Alegre e, segundo, o resultado por ele obtido que Mário Soares nunca conseguiu digerir. ![]() Negociações com o Ministério da Educação: [Maria do Rosário Gama, 11-01-2010] | 2 comentários Terminou em 2009 um “ciclo avaliativo de Professores”, período de grandes atropelos, injustiças, oportunismos e conflitos insanáveis. A renovação da equipa ministerial e a “abertura” demonstrada no início das negociações fizeram alimentar expectativas que, verifico agora se transformaram em frustrações. ![]() Presidenciais 2011 [Elísio Estanque , boasociedade.blogspot.com, 05-01-2010] | 0 comentários Respondendo ao desafio lançado no twitter por João Pedro Moreira Freire e, por exemplo, pelo blogue "Tribuna Socialista" para dinamizar o debate sobre a próxima campanha presidencial, avanço com mais uma curta nota pessoal. Por mim sou inteiramente a favor desse debate, bem como do esforço de convergência entre as esquerdas (que vai, aliás, além do cenário das presidenciais). ![]() Estudo [José António Cardoso, 02-01-2010] | 0 comentários Esta crise apresenta-se com uma dimensão de tal modo original, que tem deitado por terra a generalidade das explicações, quer no ponto de vista da interpretação quer no entendimento dos seus efeitos. Só agora se começa a observar algum acerto, surgindo as primeiras teses sustentadas a partir de olhares mais cuidados. ![]() Prefácio do livro "Ideias para grandes decisões" [manuelalegre.com, 28-11-2009] | 0 comentários 1. Há cerca de um ano, graças a uma equipa coordenada por Nuno David, a Corrente de Opinião Socialista publicou quatro números da revista electrónica "ops!". Fê-lo sem os meios de que dispõem os partidos políticos e outras instituições ou até mesmo fundações. Fê-lo, também, sem sectarismo nem dogmatismo, abrindo a revista à participação de pessoas de diferentes quadrantes e sensibilidades. Com uma preocupação comum: debater alguns dos grandes temas actuais e procurar trazer a público contributos qualificados, tendo sempre presente o velho lema de Antero de que não é possível viver sem ideias e a convicção de que é preciso encontrar políticas alternativas às receitas do pensamento único.
![]() Militar civilista e intelectual fardado, como alguém o apelidou, irradiava uma contida serenidade [Joaquim Sarmento, Público.pt, 23-11-2009] | 0 comentários Falar de Melo Antunes é falar da revolução de Abril, é falar da Democracia, é falar de um homem culto que compreendeu o seu tempo, ajudando a romper os diques do imobilismo que lhe estancavam a rota do futuro, mas cuidando sempre da preservação da democracia, que alguns "progressistas" de então consideravam uma aresta a perturbar a galopada inexorável para o socialismo. ![]() [Armando Fernandes, O Ribatejo, 17-11-2009] | 2 comentários [Helena Matos , Público.pt, 12-11-2009] | 0 comentários Em 2009 estamos aqui sozinhos e adultos num país que empobrece e que se confronta com uma grave crise moral"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos" - Foi assim que Salgueiro Maia explicou aos seus homens a razão do golpe militar que ia ter lugar naquela madrugada de Abril de 1974. Os militares não costumam ser muito eloquentes e alguns, como acontecia com Salgueiro Maia, usam as palavras com tal parcimónia que transformam o laconismo numa espécie de recurso estilístico. Donde, neste ano de 2009, por mais voltas que dê não vejo nada mais adequado para definir Portugal do que aquele "estado a que chegámos" dito por Salgueiro Maia, há 35 anos, na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém. ![]() Não temos Ministério da Educação, mas um ministério que coloca os seus funcionários [Helena Matos, Público.pt, 17-09-2009] | 2 comentários Um dos melhores retratos da educação em Portugal é aquele que foi traçado nos recentes debates entre os líderes partidários. Os candidatos falaram sobre avaliação de professores, mas não sobre o ensino. Na verdade, em Portugal há muito que a educação se resume a uma questão laboral. Não temos propriamente Ministério da Educação, mas sim um ministério que coloca e gere as carreiras dos seus funcionários. E o próprio destino dos ministros da Educação é ditado não pelo que faz pela qualidade do ensino, mas sim sobre a relação que estabelece com os sindicatos do sector. ![]() O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE: Manuel Alegre não esteve presente por motivo de saúde, tendo esta mensagem sido lida pela sua irmã, Teresa Alegre Portugal [Manuel Alegre, 10-09-2009] | 0 comentários O livro de António Arnaut não precisa de apresentação. Nasceu no artigo 64º da Constituição, está escrito na Lei que instituiu o Serviço Nacional de Saúde (SNS), está escrito na vida e sobretudo está escrito e inscrito no coração do povo português. O que o livro nos conta é a história da medida socialmente mais avançada da Democracia Portuguesa. Da tenacidade que foi necessária para vencer receios, resistências e armadilhas que tentaram impedir a sua concretização. E da luta que tem sido preciso travar para defender e preservar o SNS dos inimigos que nunca desistiram de o subverter, privatizar ou reduzir à expressão mais simples: sistema público para os pobres, sistema privado para os ricos. ![]() Entrevista a Luís Campos e Cunha Impiedoso, Luís Campos e Cunha lança críticas ao governo de Sócrates, do qual fez parte, e à líder do PSD. Momentos "de alguma angústia" [por Bruno Faria Lopes e Sílvia de Oliveira, Jornal I, 11-08-2009] | 1 comentário Luís Campos e Cunha, o ministro das Finanças com o mandato mais curto nos governos eleitos desde 1974, recebeu o i no seu gabinete na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Ao longo de uma hora e meia de entrevista, o economista e ex-ministro de José Sócrates sublinhou o seu desânimo face à situação política e económica portuguesa, fazendo um julgamento impiedoso do governo a que já pertenceu, assim como da oposição. A moral da história, segundo Campos e Cunha, alinha na opinião cada vez mais ventilada no país: das próximas eleições legislativas dificilmente sairá uma alternativa política viável. ![]() TO ANGOLA 71/72. MUCABA:COMANDANTE DA COMPANHIA: CONTACTO COM A MORTE. (1) [Andrade da Silva, 10-08-2009] | 20 comentários O- Bolinha Vermelha
“Meu Deus! Espanta-se Felícia Cabrita na sua obra “ Massacres em África”, em que os massacres são afirmados por soldados, talvez com stresse pós traumático ( PTSD) e negados pelos respectivos comandantes, que um alferes miliciano com 23 anos possa ter comandado, na guerra, 30 militares com pouco menos anos que eles. ![]() [João Silva, Diário de Coimbra, 31-07-2009] | 0 comentários [Manuel Alegre, Expresso.pt, 12-07-2009] | 1 comentário TO ANGOLA 71/72 - VIAGENS(2): NÁUFRAGOS E OUTROS [Andrade da Silva, 09-07-2009] | 0 comentários " RECORDO OS MEUS GRANDES E BONS CAMARADAS E COMPANHEIROS DE SEMPRE. QUE A AMIZADE SEJA ETERNA !" Para as viagens fazemos malas e levamos bagagens, nesta outra, de descida às memórias lá vamos sempre ao baú das recordações, buscar qualquer coisa que nos parece importante não deixar ficar por dizer, julgo que devo referir que: ![]() [São José Almeida, Público.pt, 20-06-2009] | 0 comentários Após a derrota eleitoral nas europeias, a direcção do PS reuniu-se para analisar os resultados. E num encontro em que finalmente vários intervenientes falaram em tom crítico e que não ficou reduzido a uma missa ministrada pelo líder, os dirigentes do PS chegaram a uma conclusão extraordinária. Afinal, a derrota eleitoral foi provocada por um problema de imagem do Governo e com alguns ajustamentos à comunicação a coisa resolve-se. ![]() ANGOLA (71/72)- VIAGENS (1) - STRESSE DE GUERRA [Andrade da Silva, 18-06-2009] | 3 comentários O - bolinha vermelha
Nas viagens, como é hábito, enviamos postais, cá vai um: Ao ter-me decidido editar algumas memórias de guerra e dos meandros do 25 de Abril, ao nível do alferes/tenente e não dos doutos e consagrados porta-vozes de todos os regimes, estou quase a fazer um novo 25 de Abril, nesta área, porque isto, no mundo dos interditos elitistas em todos os domínios que nos cercam, é uma quase-blasfémia saltar a cerca, mas quem participou no 25 de Abril, não pode temer os crimes de opinião, punidos explicitamente pelo fascismo, e dissimuladamente, e não menos gravemente sancionados pelo actual regime, com a morte civil e profissional e, obviamente, com o gueto. ![]() [Maria Amélia Campos, 11-06-2009] | 12 comentários Da política da blogosfera à realidade virtualizada, representada por cálculos, percentagens, gráficos em barras ou circulares, sinais de menos e de mais que expressam uma babel discursiva ao serviço do melhor arranjo gráfico e da frase mais sonante, fica-nos um gesto que traduz pouco mais que um desabafo de café, um estado de alma e frustrações expressos numa cruz, sinal gráfico a representar um compromisso, que nos deve fazer pensar. ![]() O voto, de arma do povo passou a ser a arma de uma nova casta [Santana Castilho, Público.pt, 10-06-2009] | 11 comentários Terminou o primeiro acto eleitoral. Seguem-se mais dois e a questão, agora, é avaliar a hipótese de, com eles, algo mudar num país que se atola num pântano. Mas como poderemos esperar mudança se os protagonistas que se divisam são os mesmos e o que de negativo dizem uns dos outros se poderia aplicar, tudo junto, a cada um deles? ![]() [Rui Tavares, Público.pt, 10-06-2009] | 4 comentários Quem olha para o mapa da Europa que saiu das eleições de domingo passado dificilmente imaginaria que ainda há dez anos, dos quinze países que a UE então tinha, quatorze eram governados por partidos socialistas e afins. Esses partidos de centro-esquerda foram os principais castigados das eleições. Ninguém de esquerda pode ir para o Parlamento Europeu de ânimo leve: o que nos espera é uma oposição dura, duríssima, numa União Europeia cada vez mais conservadora e perante uma crise que vai ser longa e pesada. ![]() [Mário Crespo, JN, 08-06-2009] | 2 comentários Sexta-feira, 29 de Maio de 2009 EU, CIDADÃO-MILITAR, ME APRESENTO (IV): UMA PÁGINA AVULSA DESTES FARRAPOS DE ESTÓRIAS DO QUOTIDIANO. O - bolinha vermelha [Andrade da Silva, 08-06-2009] | 1 comentário Angola, 12 Janeiro 72
Levantei-me pelas 9h e até às 11h falei com o Alf Galante ( estava a fazer o estágio para capitão).Às 11 fui até ao gabinete do capitão Renato, comandante da companhia do Cavungo. Foi-me apresentado o esquema a seguir nos interrogatórios à população que se apresentava, baseado exclusivamente em perguntas e repostas, sem a menor insinuação explicita ou implícita a qualquer técnica de coacção física ou de chantagem psicológica ou outra. ![]() [Manuel Alegre, DN, 04-06-2009] | 11 comentários As velhas nações europeias, grandes e pequenas, pesam cada vez menos individualmente, fora do projecto comum que é a construção da Europa. O que vale, por exemplo, uma França sem a UE? A União garante a todos – grandes e pequenos parceiros – um efeito multiplicador na capacidade de influência. Não temos outra alternativa senão unir-nos perante a globalização desregulada. ![]() Sábado, 23 de Maio de 2009 O- Bolinha Vermelha [Andrade da Silva, 02-06-2009] | 3 comentários Dedico e conto esta pequena história aos civis que nunca foram militares, e aos civis que um dia o foram e aos meus caros camaradas.
Recordo a memória do Brigadeiro Themudo Vera que tendo sido mandado pelo Governo de Salazar para verificar se havia escravidão nas roças se São Tomé e Príncipe, depois de ter escrito à mulher que aquilo por lá era uma podridão, embarcará de regresso a Lisboa, mas nunca cá chegará, para uns foi suicídio, para outros homicídio, mas para todo o sempre o silêncio. ![]() Terça-feira, 19 de Maio de 2009 O - bolinha vermelha [Andrade da Silva, 30-05-2009] | 1 comentário UM FIM DE TIROCÍNIO TUMULTUOSO
O meu curso de artilharia recusou-se nos idos de 1970, a fazer um conjunto de provas desportivas no final do tirocínio, por quebra de promessas pelo Comando da Escola Prática de Artilharia. Fomos ameaçados, mas não fizemos as provas. Eu era o chefe de curso destes “heróis” ( E há para aí uns historiadores militares a dizer que o pessoal só tinha a consciência da dor física e da canhota – a querida G3). ![]() A vida tem de ter lugar para o lazer e não só para o trabalho: permitir a vida familiar, a amizade, a prática das artes [Joaquim Jorge, Público.pt, 29-05-2009] | 1 comentário Quantas pessoas vão cada dia trabalhar sentindo que o que fazem não tem sentido, não vale a pena, não é reconhecido ou não é reconhecido como deveria ser? As pessoas não se sentem realizadas. Centenas ou milhares? As pessoas estão despidas interiormente, a infelicidade laboral que nos leva a pensar que o trabalho é uma prisão, em que passam a maior parte do tempo a olhar para o relógio, o que fazem carece de sentido. ![]() Sexta-feira, 15 de Maio de 2009 [Andrade da Silva, 27-05-2009] | 1 comentário Nota Prévia:
Pretendia publicar os meus apontamentos da guerra, escritos em 71/72, em Angola, no blogue Avenida da Liberdade, da Associação 25 de Abril, mas o vírus da liberdade calou aquele blogue, num belo dia de verão e de boa memória para Lisboa, 13 de Junho de 2008, assim se fazem as coisas e, por isso, retomo, agora, o projecto neste blogue para o levar até ao fim, num tempo que muitos falam do hoje para o ontem, mas poucos do ontem para o hoje. Vou fazer este caminho, talvez dê um contributo para que uns e alguns outros compreendam que a natureza humana sendo una tem cambiantes, quiçá não genéticas, mas morais. ![]() A maior taxa de desemprego de sempre, uma dívida externa como nunca se viu e um défice nunca antes atingido [Santana Castilho, Público.pt, 27-05-2009] | 11 comentários Senhor primeiro-ministro:
Como sabe, uma carta aberta é uma figura retórica. Usamo-la para dizer publicamente coisas que reputamos de interesse geral e para as quais queremos mobilizar os outros. É este o meu fito. Claro. Dispensando mantos negros de campanhas da mesma cor. A assinatura vai no fim. Responsabiliza e o senhor sabe quem se lhe dirige. ![]() [Andrade da Silva, 25-05-2009] | 11 comentários [Helder Pinheiro, 22-05-2009] | 1 comentário - Afinal, ‘neste país / onde se morre de coração inacabado /…*’,
a Dignidade ainda tem rosto : Manuel Alegre. - Quando, lá pelos idos 1965 / 66, li pela primeira vez em folhas policopiadas (como então se dizia) poemas de Manuel Alegre, da “Praça da Canção”, logo senti que estava a “conhecer” um Homem do futuro. Só conseguiria, a muito custo, a segunda edição da “Praça …”, de 1967, e, desde então, tenho confirmado aquela primeira impressão ao longo de toda a vida. Naquele tempo era um sentimento que não sabia explicar muito bem, melhor dizendo - não sabia como demonstrar. Mas a Vida, essa críptica arte do Tempo, encarregar-se-ia de me ir facultando elementos para tal demonstração. ![]() Carta ao Director do Público [Helena Roseta, Público.pt, 19-05-2009] | 16 comentários Em editorial publicado no dia 16, comentando a decisão de Manuel Alegre de não sair do PS, não criar um novo partido para as próximas legislativas e não ser candidato a deputado, o jornalista Manuel Carvalho acusou Manuel Alegre de "com este movimento táctico" se transformar "no líder de uma facção". ![]() [Andrade da Silva , 16-05-2009] | 8 comentários O que é muito grave, na actual encruzilhada da história de Portugal, é que anda toda a gente a falar que Portugal é um país com lodo, muito lodo, todavia quando chega a hora de limpar o lodo e colocar algas para que o pântano passe a oceano, é ver toda a discussão formal sobre isto e aquilo, e um dado recuo para as zonas de conforto, o que é uma atitude básica da psicologia humana, só superável pela força dos princípios morais e das convicções. ![]() [Pedro Paulo Machado Alves Mendes, 12-05-2009] | 3 comentários Entendemos a destruição do Hospital Pediátrico de Lisboa como um acto contra a civilização, porque é parte das ideias nobres concretizadas que são os jardins que nos resguardam dos activos tóxicos envolventes. São a semente e capital de esperança para outras conjunturas não obscurecidas pela ideologia, que agora subiu ao palco, que acredita que a fé no lucro e interesse pessoal são o motor da alma. ![]() Um governo de tipo esquerda plural estimularia a clareza das alternativas que são presentes ao eleitorado [Abdré Freire, Público.pt, 11-05-2009] | 13 comentários Muito se tem discutido a reedição do Bloco Central (BC): uma coligação de governo (ou um acordo parlamentar) entre PS e PSD, caso o vencedor das próximas legislativas não tenha maioria absoluta. Várias tomadas de posição apontaram neste sentido. Primeiro, o Presidente, ao referir, no seu discurso do 25 de Abril, a necessidade de (todos) os partidos cooperarem... ![]() Sábado, 9 de Maio de 2009 [Andrade da Silva, 09-05-2009] | 3 comentários Num dia qualquer, numa parte qualquer do Mundo, um ser humano nasce, e nascer, devia ser sempre um acto da máxima felicidade.
Nasci há muitos anos no Hospital do Monte, freguesia do concelho do Funchal, Terra verde e de flores, alta e arejada, com uma bela vista sobre a beleza imensa do Funchal. Estava um dia de Sol. ![]() [Andrade da Silva, 09-05-2009] | 2 comentários Há corrupção, imensa corrupção. É uma mancha que atravessa transversalmente a sociedade portuguesa e, por isso, fazemos ruído.
Dizemos que os vencimentos dos gestores de mais de um milhão de euros/ano, ou seja, quase dois séculos de vencimentos de um trabalhador com o salário mínimo – em termos da fundação da República, esse trabalhador teria nascido em 1910 e só em 2100 teria conseguido ganhar tantos euros – será também mais de três décadas dos vencimentos de um coronel do Exército, são uma imoralidade, e vai daí, fazemos ruído. ![]() [Pedro Guina, 05-05-2009] | 1 comentário O fim de semana de 26 e Abril Santa Comba Dão esteve em polvorosa, sendo noticiada todos os dias nas televisões e jornais, só que, pelos piores motivos.
Com efeito, o executivo camarário teve o mau gosto de agendar a inauguração da requalificação urbanística do Largo Dr. Salazar para o dia 25 de Abril, precisamente o dia em que se comemora a liberdade o fim de uma das mais longas ditaduras da Europa, marcada pela perseguição, censura, tortura e morte, das quais se destacou a do General Humberto Delgado. ![]() Lello sobre Alegre: Mais uma provocação do Senhor Lello [Eduardo Milheiro, MIC, 05-05-2009] | 9 comentários José Lello, um dos homens de confiança do Senhor Engenheiro, não perde uma oportunidade de ser incorrecto e de descarregar a sua bílis contra o Vice-Presidente da Assembleia da Republica Manuel Alegre, ou então fala fora de tempo, o que um politico com as suas responsabilidades não pode nem deve fazer, podendo até por atitudes destas cair no ridículo. ![]() um breve comentário para o caso português [Alexandre Azevedo Pinto, Diário Regional de Viseu, 05-05-2009] | 3 comentários A gravidade e profundidade da Crise Económica Internacional é, de facto, muito grande. A Europa e Portugal encontram-se, hoje, numa Recessão muito profunda e continuarão a sofrer, muitíssimo com ela, quer ao longo de todo este ano, quer do próximo. Na minha opinião Portugal sofrerá mais do que a média dos Países da Zona Euro e também será dos últimos países a sair das dificuldades em que se encontra.
![]() [Maria Amélia Campos, MIC, 05-05-2009] | 0 comentários LIBERDADE!...LIBERDADE!....LIBERDADE!.... [Andrade da Silva, 04-05-2009] | 3 comentários Nunca a violência gratuita pode em qualquer circunstância ser uma forma justa de criticar, censurar, ou alterar o que está errado. É inaceitável e inqualificável.
A crítica deve ser justa, fundamentada e ter por objecto actos concretos que à luz da moral, do direito, do comportamento leal e honesto mereçam reparo. ![]() [Maria do Rosário Gama, 01-05-2009] | 9 comentários Só quem não está na Escolas e acompanha o seu dia a dia é que pode acreditar neste “abaixamento extraordinário” das faltas dos alunos. Perguntar-se-á: não é verdade que as faltas baixaram 22,5% relativamente ao ano passado? Resposta: Meia verdade: baixaram os registos das faltas, não baixaram as faltas. ![]() [Andrade da Silva, 26-04-2009] | 1 comentário A entrevista do Sr. Primeiro ministro foi muito centrada nos recados do Sr. Presidente da República, para dar a sua interpretação de que tudo aquilo se dirigia para outrem que não para o governo, porque tudo, o que o Sr. Presidente a República sugeriu, está o governo a fazer e bem, mas mais delicioso é que o Sr. Ministro Santos Silva descobriu a preciosidade política de que a palavra do Sr. Presidente, no exercício da sua magistratura de influência, é para toda a Nação. ![]() [Manuel Alegre, 30-04-2009] | 4 comentários O Mundo é composto de mudança, mas tanta e tão rápida confunde. [Andrade da Silva, 19-04-2009] | 2 comentários Quem poderia supor que o Sr. Presidente da República pudesse, de algum modo, fazer um diagnóstico tão preciso, igual, mesmo igual, que é muito mais que idêntico, ao que outros e também, modestamente, eu, andamos a fazer, no deserto, há mais de um ano? ( Da minha parte desde pelo menos Janeiro 2008 no calado blogue Avenida da Liberdade da Associação 25 de Abril, por causa exactamente desses e de outros temas tratados sem peias) ![]() [Elísio Estanque, 18-04-2009] | 4 comentários Um vasto conjunto de cidadãos e personalidades de diversos meios, ligados à cidade de Lisboa e preocupados com o risco de uma vitória da direita nas eleições autárquicas apelam, através de uma petição Online, a uma convergência das esquerdas para uma candidatura unitária. Eis o texto do apelo e o respectivo link para quem queira subscrevê-lo: ![]() Ideias pela democracia portuguesa [Elísio Estanque, Boasociedade.blogspot.com, 17-04-2009] | 3 comentários Rever os princípios da disciplina de voto dos partidos, estabelecendo as áreas e votações em que ela deve existir, mas dando mais liberdade aos deputados para votar segundo a sua consciência. Alterar o sistema eleitoral introduzindo um sistema misto que inclua eleição nominal de deputados. Fiscalizar e punir quaisquer pressões que ponham em causa a independência da comunicação social e a liberdade de imprensa. ![]() Os sacerdotes dos resultados a 725 euros de salário têm-se apossado de tudo o que reflecte e questiona [Santana Castilho, Público.pt, 15-04-2009] | 2 comentários Não fora tão curta a memória colectiva e ligeiro o modo como se passa pela vida e teríamos os portugueses, no mínimo, perplexos com o que lhes é dado observar. Depois de um ano ocupados com a discussão da avaliação do desempenho, que afastou a Escola da sua missão primeira - ensinar -, os factos mostram que a maioria dos professores aceitou hoje o que ontem havia rejeitado, de modo assaz peremptório. ![]() A imposição de tais normas de vestuário, ainda por cima só para mulheres, é serôdia e inaceitável [Helena Roseta, Público.pt, 14-04-2009] | 6 comentários (parte2) [Andrade da Silva, 08-04-2009] | 3 comentários No Uganda, como, por certo, em muitos outro países de África, as oposições, guerrilhas armadas, na sua luta contra os governos, os outros senhores da guerra e corruptos, já não conseguem recrutar adultos para os seus intentos, por vezes tão tenebrosos ou mais do que os dos governos que pretendem derrubar, então, para fazerem face ao seu défice de recrutamento raptam, pela calada da noite, crianças. ![]() “ Em memória dos lutadores assassinados e de todos os que morrem em guerras ou na emigração criminosa” (parte1) [Andrade da Silva, 07-04-2009] | 4 comentários Os comentadores deste regime, mergulhado em paródias de corrupção, de um modo compulsivo, pastosamente, gordos na sua abastança e senis de tanto lugar comum e piolheira, lá vão debitando que temos de deixar de pensar e proteger África, isto é, deixar de nos preocuparmos com as ditaduras, para que os patrões de tais escribas possam, cada vez mais, enriquecerem, fazendo derramar o sangue dos nossos queridos irmãos africanos. ![]() Incompetência, Negligência ou Má-fé [Mário Carvalho, Movimento Cívico pela Linha do Tua, 05-04-2009] | 1 comentário Exmo. Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Exma. Sra. Secretária de Estado dos Transportes
A calamitosa política de transporte seguida para as Vias Estreitas (VE) do Douro nas últimas três décadas atingiu o ponto de ruptura. A falácia do prejuízo nestas vias-férreas, mesmo tratando-se de um serviço público a manter para bem da solidariedade e coesão social, e malgrado a forma danosa como têm sido administradas, esquece convenientemente os desastres financeiros da Carris e dos Metros do Porto e de Lisboa, averbando respectivamente prejuízos crescentes na ordem dos 18, 150 e 160 milhões de euros, suportados por todos os portugueses, do Litoral ao Interior e Ilhas. ![]() [Helena Matos, Público.pt, 02-04-2009] | 8 comentários O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao paísNo início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. ![]() [Andrade daSilva, 01-04-2009] | 15 comentários Porquê e como andou tão depressa o despacho do Freeport, o que, devendo ser a regra, só se torna nebuloso por ter sido tão rápido, ora, nos cânones da nossa monstruosa burocracia significa geralmente corrupção, compadrio, luvas ou traficância de influências, o que também todos julgam que é a regra desde a selecção para os empregos, à promoção na carreira. ![]() [Andrade da Silva , Blogue Cidadania e Liberdade , 24-03-2009] | 1 comentário Andei por Itália e não vi o Papa, mas mais preocupante que não ver o Papa, é verificar que a crise de que os donos do dinheiro nos falam, é um grande e velhaco embuste. É uma crise parcial e vitíma, e, vai vitimar ainda mais, os mesmos, ou seja, os menos ricos, até nos encostarmos cada vez melhor à Idade Média. ![]() [Jorge Silva, 24-03-2009] | 13 comentários " Talvez tenha chegado o derradeiro momento para Alegre perceber que a única saída que lhe resta - e por muito que isso lhe custe - é a de seguir o seu próprio caminho e avançar para um novo espaço de intervenção política de esquerda democrática.Esse será,aliás,por muito paradoxal que pareça,um sobressalto necessário para o PS vir a reencontrar,um dia, a identidade perdida."
( Vicente Jorge Silva,SOL,21/03/09) ![]() [Elísio Estanque, boasociedade.blogspot.com, 20-03-2009] | 2 comentários Na sondagem da TVI (27/02/2009) surgem diversas indicações curiosas e que merecem atenção. À pergunta sobre se, perante a actual crise, se deve re-editar o Bloco Central (aliança entre PS e PSD) a maioria do eleitorado responde que Não (43,3% contra 41,3% que afirma que sim). Entre o eleitorado PS, 52% respondeu Não contra 33,5% que respondeu Sim. ![]() Desafio à esquerda de Coimbra Extractos de um artigo em publicação no Diário de Coimbra [boasociedade.com, Elísio Estanque, 18-03-2009] | 0 comentários [Joaquim Jorge, clubedospensadores.blogspot.com, 17-03-2009] | 1 comentário [Rui Herbon, 10-03-2009] | 4 comentários Boa parte das críticas inflamadas que certos opinadores e bloggers (para não falar de camaradas seus do Partido Socialista) dirigem contra Manuel Alegre, resumem-se a isto: indecisão; ou hesitação, se se preferir. Quer dizer, para eles, Manuel Alegre devia estar no PS, calado – a democracia é muito bonita, mas com juizinho –; ou fora do PS, dizendo livremente o que pensa. Mas aí, tais vozes melífluas acusá-lo-iam de traição, de sectarismo. ![]() CENÁRIOS POLÍTICOS E PLANOS DE CONTINGÊNCIA [Andrade da silva, 10-03-2009] | 1 comentário 1 – Com a total cegueira do PS e o culto da personalidade do seu secretário geral, se a politica do actual governo for referendada nas eleições com uma maioria absoluta, a tirania, autismo e a imoralidade poderão subir em flecha, isto é, vai continuar-se a pedir grandes sacrifícios à maioria para beneficiar 1 ou 2% de grandes banqueiros e empresários, nomeadamente, as famílias tradicionais, passando a sociedade a ser, provavelmente, ainda mais concentracionária, do ponto de vista económico, comunicacional e mesmo político ![]() O carácter sem corrosão [Elísio Estanque, http://boasociedade.blogspot.com/, 10-03-2009] | 2 comentários [Cândido Teixeira, 09-03-2009] | 1 comentário [Pedro Guina, 09-03-2009] | 1 comentário Confesso que o congresso do PS me enfadou um pouco. Foi um congresso sem ideias, sem debate, e acima de tudo, manifestou que o actual PS se resume a uma mera máquina de alcançar o poder. Segundo, porque Sócrates apareceu como uma Super Star, numa cultura mediática do líder, fazendo lembrar o convidado Hugo Chávez, , atacando a campanha negra levada a cabo pelo Público e por Manuela Moura Guedes no telejornal de sexta-feira. ![]() A excelsa dona da DREN enviou para uma escola duas falanges de intimidação, num total de onze agentes [Santana Castilho, Público.pt, 04-03-2009] | 5 comentários A estratégia que José Sócrates defende em alternativa à situação presente é o aperfeiçoamento das teses neoliberais [José Luís Cardoso,, 01-03-2009] | 1 comentário O Partido Socialista realiza o seu XVI Congresso num momento histórico único. Em 1989, com a queda do Império Soviético e simultaneamente de um modelo de organização do Estado e da Sociedade, ficou o caminho aberto para, à escala global, o capitalismo se impor no pior que tem em si mesmo: o neoliberalismo económico. ![]() [Jorge Bateira, http://ladroesdebicicletas.blogspot.com, 28-02-2009] | 3 comentários O debate sobre a ideia de proibir o despedimento quando há lucros, a decorrer nos comentários a esta posta, suscita uma questão que para mim é central: a gestão pertence exclusivamente aos donos da empresa (ou ao gestor nomeado), sejam eles um pequeno empresário, os accionistas da grande empresa ou mesmo o Estado?
![]() [Andrade da Silva, www.liberdadeecidadania.blogspot.com, 28-02-2009] | 2 comentários O presidente da câmara de Lisboa, o Sr. António Costa, quanto à governação do PS só vê medidas positivas, como o simplex, a inovação tecnológica, o ensino profissional, a diminuição do abandono escolar, as novas oportunidades, o que considera fundamental face às baixas qualificações dos portugueses etc. ![]() AINDA A AVALIAÇÃO... [Maria do Rosário Gama, Público.pt, 26-02-2009] | 0 comentários Desde 10 de Janeiro de 2008, data da publicação do Decreto Regulamentar 2/2008 sobre a avaliação de desempenho do pessoal docente, que as “energias” do Ministério da Educação têm sido consumidas, quase na totalidade, na imposição seja a que custo for, do modelo de avaliação de desempenho, contestado desde o início, pela sua inaplicabilidade, como veio a ser reconhecido, e que levou ao modelo simplificado, mais conhecido por “simplex”, publicado no Decreto-Regulamentar 1-A/2009 no dia 5 de Janeiro (passado um ano sobre o primeiro). ![]() Pais e Mães ! Amigos das Crianças de Portugal ! Lisboetas ! [Pedro Paulo Machado Alves Mendes, http://campanhapelohde.blogspot.com/, 23-02-2009] | 0 comentários Não nos iludamos! São só simpáticas na aparência as palavras dos responsáveis, mas o facto é que o Ministério da Saúde, na continuidade da politica do Dr. Correia de Campos, pretende substituir um Hospital para Crianças (o Hospital de D. Estefânia) por um simples Serviço para Crianças num novo Hospital para Adultos (o futuro Hospital de Todos os Santos, em Chelas.) ![]() Entre o optimismo e o criticismo [Elísio Estanque, http://www.boasociedade.blogspot.com/, 23-02-2009] | 5 comentários [Ricardo Costa, Expresso, 16-02-2009] | 2 comentários [Andrade da Silva, www.liberdadeecidadania.blogspot.com, 14-02-2009] | 3 comentários Louçã foi à RPT1 falar de sua justiça, dizer que o bloco de esquerda não é um partido em namoro com o PS, porque é contra as politicas do 1ºMinistro, nomeadamente o código de trabalho que procura tirar a quase totalidade dos direitos aos trabalhadores, e que o voto contra de Manuel Alegre a esta lei, é o gene da quase total identificação entre o seu partido e o deputado. ![]() [Prof. M. Rocha Carneiro, O Ilhavense , 12-02-2009] | 0 comentários Na liberdade de expressão deve existir uma fronteira entre direito e excesso, devendo distinguir-se entre opinião e calúnia. [Joaquim Jorge, NoticiasdaManhã, 04-02-2009] | 1 comentário [01-02-2009] | 0 comentários No fim da edição do FSM na Amazónia, Boaventura Sousa Santos diz que foram os Fóruns Sociais que "anteciparam a crise" que hoje vivemos e não o Fórum de Davos que reúne a elite financeira. O fundador do FSM quer ver o mundo a discutir as ideias e soluções propostas em Belém do Pará e diz que é urgente "reinventar o Estado", orientando-o no rumo da democracia participativa. ![]() [Alexandre A. Pinto, MIC, 28-01-2009] | 22 comentários Defendo a criação de um novo sujeito político em Portugal, chamem-lhe partido na designação ortodoxa, emergindo do espaço sociológico criado a partir das candidaturas pioneiras e emancipadoras de Manuel Alegre à Presidência da República e de Helena Roseta às Eleições Autárquicas Intercalares de Lisboa. ![]() Sócrates e Manuel Alegre [Elísio Estanque , BoaSociedade, 26-01-2009] | 1 comentário No mar de indefinições em que hoje está mergulhada a política nacional, criaram-se no seio do PS e à sua esquerda diversas expectativas de alianças e rupturas – umas mais improváveis do que outras – entre protagonistas aparentemente desavindos. Nas relações de Sócrates com Manuel Alegre fala-se de negociações e de uma tentativa de “aliança”. ![]() Uma vitória inimaginável do PSD no Parlamento tornou-se numa frustrante derrota [Joaquim Jorge , notíciasdamanhã, 13-01-2009] | 0 comentários O PSD, depois da barraca que foi as faltas dos seus deputados não permitirem aprovar a suspensão do processo de avaliação, deveria era estar quietinho e ver onde param as modas, como se costuma dizer. Em abono da verdade não foram só os deputados do PSD, outros de outros partidos faltaram, mas se tivessem estado presentes, pela simples razão de alguns deputados do PS, entre eles, Manuel Alegre, terem votado favoravelmente o projecto – lei, com toda a certeza, teriam conseguido fazer aprovar o decreto-lei e seria uma derrota de grande impacto para toda a política seguida por este Governo na Educação.
![]() [Elísio Estanque , 07-01-2009] | 1 comentário Excelentíssima Senhora Ministra da Educação [MIC, 15-12-2008] | 4 comentários Ao fim de três décadas e meia de docência, as políticas educativas do Governo do meu país levaram-me a pedir a aposentação antecipada e com penalização. Fugi da escola pública de hoje. A escola do facilitismo, da mediocridade, da desautorização dos professores, da desumanização, da irresponsabilidade, das estatísticas, da entrega dos deveres aos professores e dos direitos aos alunos,… Não foi para esta escola que dei tantos anos da minha vida. Nem foi assim que pensei terminar uma longa carreira de que gostei muito. ![]() [Alexandre Azevedo Pinto, 15-12-2008] | 6 comentários Os acontecimentos das últimas semanas mostram bem a influência que o sector bancário tem no país. Do caso BPN ao caso BPP os portugueses começam a perceber uma triste realidade: o governo defende em toda a linha os Grandes Interesses com o propósito de que é o interesse dos pequenos depositantes e a imagem internacional do País que está em causa. Pura demagogia. ![]() [João Silva, Campeão das Províncias, 21-11-2008] | 1 comentário Lembro-me, frequentemente, de ter lido algures que se atribui a Freud a ideia de que há três “profissões impossíveis”: educar, curar e governar, porque o sucesso de qualquer destas “profissões” não depende exclusivamente do respectivo “profissional” mas necessita, de forma determinante, da colaboração dos destinatários. ![]() [Joaquim Jorge, NoticiasdaManhã, 20-11-2008] | 0 comentários [Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 18-11-2008] | 2 comentários [Joaquim Jorge, clubedospensadores, 16-11-2008] | 2 comentários [Joaquim Jorge, clubedospensadores.blogspot.com, 12-11-2008] | 1 comentário [10-11-2008] | 0 comentários “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”, escreveu Vinicius de Moraes para um samba imortal. Há muito tempo que as esquerdas portuguesas andam desencontradas. As razões da história e do orgulho das diferentes esquerdas são conhecidas. Tal como conhecido é o resultado prático da conjugação das soberbas da esquerda. A auto-suficiência nas razões e na moral de cada uma das esquerdas é a insuficiência de uma alternativa com políticas de esquerda para este país. ![]() [A.Xarim, griloescrevente.blogspot.com, 08-11-2008] | 0 comentários Quando há dias referi aqui que a estratégia de salvamento dos bancos estava a ser encarada pelos respectivos banqueiros como uma excelente oportunidade para rapidamente retomarem as práticas especulativas que conduziram os mercados financeiros à situação que atravessam, não pensava encontrar tão rapidamente um exemplo nacional do que dissera, mas eis que lendo esta notícia do DIÁRIO ECONÓMICO, não fica qualquer dúvida que continuamos sem nada ter aprendido com o que está a acontecer. ![]() [A. Xarim, griloescrevente.blogspot.com, 06-11-2008] | 0 comentários Talvez, para os menos atentos, o anúncio ontem feito pelo ministro Teixeira dos Santos da decisão de nacionalização do BPN possa ser entendido como mais uma intervenção pública no sentido de minimizar os efeitos da crise que alastra pelo sistema financeiro mundial, tanto mais que nos jornais onde se lê aquele também se pode ler que o governo de Angela Merkel decidiu injectar 8,2 mil milhões de euros no Commerzbank (o segundo maior banco alemão)[1], porém a realidade não poderia ser mais enganadora. ![]() [Joaquim Jorge, 24 Horas, 05-11-2008] | 0 comentários [Manuel Alegre, DN, 28-10-2008] | 30 comentários [A. Xarim, griloescrevente.blogspot.com, 08-10-2008] | 0 comentários No tradicional discurso do 5 de Outubro e para comemorar a implantação da República, o presidente português aproveitou a oportunidade para traçar um quadro da situação económica nacional – opção perfeitamente natural quando se avizinha a discussão de mais um Orçamento Geral do Estado e a nível internacional e comunitário se vive um cenário de crise instalada – e, como seria de esperar, face à realidade que todos conhecemos mas, principalmente devido ao avizinhar de um ciclo eleitoral e à óbvia divergência política entre este e o governo, o quadro é quase o oposto do que o governo de José Sócrates nos apresenta regularmente. ![]() [Jaime Eusébio, arqto, MIC, 30-09-2008] | 0 comentários [Hugo Gonçalo Louret Pires, MIC, 29-09-2008] | 1 comentário Tem sido com crescente preocupação que o mundo vem a assistir ao eclodir da chamada crise financeira nos Estados Unidos, pois é algo que irá afectar as relações económicas no resto do planeta, não se prevendo tempos de prosperidade, mas sim de recessão, havendo já quem compare a situação com o que se viveu nos anos trinta do século XX, no contexto da denominada “grande depressão", que só foi superada com um renovado papel do Estado como entidade reguladora activa das relações económicas, sob pena do sistema capitalista não sobreviver à grave crise que por então passou, com todas as consequências que isso traria, tanto a nível social como a nível político. ![]() O importante não é o poder pelo poder, mas sim chegar-se a uma maioria social com políticas sociais. [Joaquim Jorge, Revista Perspectiva, 27-09-2008] | 2 comentários José Sócrates durante estes quatro anos foi anulando um a um os seus adversários e os incómodos: João Soares ex-candidato a Sintra, é presidente da Assembleia Parlamentar da OSCE; Mário Soares deu-lhe um presente envenenado, candidato a Presidente da República; João Cravinho despachou-o para administrador do European Bank for Reconstruction and Development; António Costa para Lisboa, Manuel Maria Carrilho para a UNESCO; Victor Ramalho para o INATEL, etc.. Ou os mantém ocupados ou longe da sua vista. António José Seguro está em stand-by mas, pelo que me parece, auto-marginalizou-se. ![]() Ninguém de boa-fé negará que vivemos tempos crescentemente complicados [A.Xarim, http://griloescrevente.blogspot.com, 26-09-2008] | 0 comentários Depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, e do concomitante anúncio do fim da história[1], ampliado por um grupo de fanáticos crentes no “american way of life” e no absolutismo de um liberalismo económico levado ao absurdo, o Mundo assistiu ao 11 de Setembro de 2001 e às invasões americanas do Afeganistão e do Iraque (abrindo um conflito directo com o designado fundamentalismo islâmico). A esta agitação geo-estratégica e perante uma plêiade de governantes europeus cada vez mais convertidos às maravilhosas vantagens de uma globalização ao gosto norte-americano, seguiu-se em 2007 o eclodir de uma crise financeira originada no mercado imobiliário norte-americano, que assume já proporções incomensuravelmente maiores graças à alavancagem resultante do contágio pelos sofisticados produtos financeiros que Wall Street disseminou por todo o mundo. ![]() [Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 24-09-2008] | 0 comentários [Maria Amélia Campos, 06-09-2008] | 0 comentários O conselho deixado por Manuel Alegre, [28-07-2008], numa entrevista dada ao “Correio da Manhã”, sobre leituras recomendáveis para o período de férias, foi dirigido a José Sócrates e a Manuel Ferreira Leite, mas subentende-se que muitos de nós deveríamos ter seguido a sugestão, nomeadamente, no que refere às duas primeiras obras, de modo a procurarmos compreender por que passámos da vanguarda do Mundo a uma decadência que ainda hoje não conseguimos ultrapassar. ![]() [Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 30-08-2008] | 1 comentário [Joaquim Jorge, clubedospensadores.blogspot.com, 17-08-2008] | 1 comentário Temos um primeiro-ministro, José Sócrates que não se sabe para onde está, ou porventura já alguém sabe, mas não diz, ou quer ser bem pago por essa informação ou fotos que o valham para fazer as delícias de quem lê as revistas cor-de-rosa. Ainda não percebi o porquê de José Sócrates fazer finca-pé, para onde vai de férias e com quem vai. Acaba-se sempre por saber tudo. E seria da mais elementar justiça termos um primeiro-ministro que informa com naturalidade os seus concidadãos o que vai fazer.
![]() Joaquim Sarmento [Joaquim Sarmento, 08-08-2008] | 0 comentários “O último livro de poemas de Manuel Alegre é deslumbrante. Sob o título “Sete partidas”, a obra centra-se na figura histórica do Infante D. Pedro que foi Regente do Reino, após a morte de D. Duarte Este deixou como herdeiro seu filho Afonso de apenas seis anos de idade. O Infante exerceu a regência até o sobrinho perfazer 14 anos. ![]() [Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 29-07-2008] | 1 comentário Este frenesim do Governo chefiado por José Sócrates em período de descompensação laboral e de lazer. Idas ao estrangeiro ( Angola e Líbia ) , relativamente a Angola conceder uma linha de crédito para um país dos mais ricos em petróleo e diamantes é de bradar aos céus mas somos assim o que é que se há-de fazer ! ![]() Manuel Alegre “Viva a Irlanda! Não há Europa contra os cidadãos” [Manuel Alegre, DN, 18-06-2008] | 3 comentários [Joaquim Jorge, MeiaHora, Clube dos Pensadores, 18-06-2008] | 1 comentário Manuel Alegre ao promover um comício com outras forças de esquerda está a enviar sinais para dentro do PS. Porém este partido socialista procura fazer ouvidos de marcador. Já o tinha feito a seguir à eleição presidencial fazendo de conta que nada se tinha passado, mais tarde com as eleições para a CML, António Costa venceu mas não convenceu, o efeito Helena Roseta provocou uma erosão no eleitorado do PS que quase inviabilizou a sua eleição, a fasquia ficou-se pelos 30%.
![]() Este Governo sinalizou de tal forma o rumo que qualquer assomo à esquerda se transformou num sentido proibido [Cipriano Justo, Público.pt, 24-05-2008] | 0 comentários [Joaquim Jorge, clube dos pensadores, 23-05-2008] | 1 comentário O que interessa a Lisboa é o modelo da regeneração e não o do mero desenvolvimento urbano [Helena Roseta, Público.pt, 21-05-2008] | 1 comentário Segundo a Resolução 78/2008 do Conselho de Ministros, de 15 de Maio, a pretexto da comemoração do centenário da República em 2010, o Governo prepara-se para executar "um conjunto de operações destinadas à valorização da frente ribeirinha de Lisboa", visando "criar uma nova visão para a cidade e para a sua frente ribeirinha", bem como "a reconciliação da cidade e dos seus habitantes com o rio Tejo". ![]() [Helena Roseta, Cidadãos por Lisboa, 03-05-2008] | 0 comentários 25 de Abril [24-04-2008] | 0 comentários Porque estamos a comemorar o 25 de Abril, aqui fica este belíssimo artigo de José Leitão do Blogue “Inclusão e Cidadania” em que faz uma viagem pela poesia de Manuel Alegre e pela história da guerra colonial, pela resistência e contestação ao regime fascista que vigorava então, tendo como referência o livro de poemas “Nambuangongo meu amor – os Poemas de guerra”, editado recentemente e só possível porque ouve o 25 de Abril em 1974, palavras certas que nos falam da poesia que fez parte da resistência de Manuel Alegre ao regime de então, poesia que será sempre um grande contributo para que na memória colectiva não se apaguem os tempos difíceis então vividos e o duro combate pela liberdade. ![]() Helena Roseta faz parte da Comissão Coordenadora do MIC [Helena Roseta -Arquitecta, Vereadora da Câmara de Lisboa , D.N., 23-04-2008] | 1 comentário A história urbana dos últimos vinte anos mostra que nas cidades com frentes portuárias há duas estratégias de reabilitação: ou um projecto de desenvolvimento urbano, incluindo uma grande dose de construção para viabilizar a operação (foram os casos da Expo'98 ou das Docklands, em Londres; foi também o caso do malogrado POZOR, da Administração do Porto de Lisboa, retirado depois do enorme protesto que gerou); ou um processo mais global de regeneração da ligação da cidade com o rio.
![]() [Maria Amélia Campos, 30-03-2008] | 4 comentários A ocorrência que na passada semana empolgou o País, numa verdadeira cessão interactiva de prós-e-contras de Norte a Sul, teve a particularidade de acordar a “besta da indiferença”, a maior obscenidade que conheço Desfraldaram-se palpites, desenterraram-se pedagogias, gargarejaram-se sentenças, e fez-se muita mea-culpa, mas no cerne da questão poucos tocaram. ![]() O maior mérito desta redução fiscal está na sua irrelevância económica [Paulo Ferreira, Público.pt, 27-03-2008] | 0 comentários Por um momento, todos têm pelo menos uma parte da razão. Começa por tê-la o Governo, quando diz que com a descida do IVA "os portugueses vêem premiado o seu esforço"; tem o PSD, quando afirma que a decisão "não tem nenhum
impacto sério" na economia; tem o PCP, que se antecipou e fez esta mesma proposta para o Orçamento do Estado deste ano; têm o CDS-PP, o Bloco de Esquerda e a Deco, quando alertam para o risco de esta descida de IVA ficar nas empresas e não passar para os consumidores; tem Rocha de Matos ao afirmar que este é um "sinal de outras descidas de impostos"; têm razão os técnicos de contas para aplaudir a decisão, porque se há sector de actividade que sai a ganhar, é o dos consultores fiscais e contabilísticos que vão ajudar as empresas a fazer as adaptações necessárias; e tem a generalidade dos que ontem comentaram a medida anunciada por José Sócrates e Teixeira dos Santos, independentemente de a terem achado excessiva, tímida ou simplesmente irrelevante. ![]() [Manuel Rocha Carneiro, O Ilhavense, 22-03-2008] | 1 comentário A transformação dos professores em meros assalariados, a iníqua praça de jorna em que a contratação de professores para as Actividades de Enriquecimento Curricular se transformou em certos locais do país, a constante desconsideração e violência a que têm sido submetidos, a imposição de medidas que atentam contra a própria natureza da realidade ética do que é ter sido empossado para o exercício de uma das mais nobres das funções públicas, todos estes atentados têm provocado a erosão da principal ferramenta de trabalho de qualquer professor: o respeito dos outros. ![]() [Joaquim Jorge, Publico.pt, 22-03-2008] | 0 comentários [Joâo Correia, 13-03-2008] | 0 comentários [Joaquim Jorge, Primeiro de Janeiro, 03-03-2008] | 1 comentário Será que a Verdade fica condenada ao isolamento impotente e a Política à mentira e à prepotência? A Verdade é incómoda para o Poder. No choque com o poder, a Verdade sai derrotada, mas conserva a força que é seu apanágio. A persuasão e o medo podem destruir a Verdade mas não podem substituí-la. A Verdade e a Política sempre estiveram de más relações. A Verdade tem um estatuto precário nos regimes constitucionais. Como diz Sócrates, filósofo grego: «é preferível sofrer o mal que praticá-lo». ![]() [Baptista Bastos, DN, 27-02-2008] | 0 comentários Relatórios internacionais dizem que temos fartura de tudo: de miséria, de desespero, de desemprego, de resignação, de mentiras; e falta do que confere a uma pátria a fisionomia moral, cultural, cívica, social e política. O retrato perturba. Perturba quem? As camadas da população mais sovadas: eu, tu, nós. Eles, vós, os outros, pertencem à lista que reivindica uma outra forma de viver: na abastança obscena, causadora da mais excruciante das desigualdades. ![]() [CARLA AGUIAR com RUTE ARAÚJO e LUSA, DN, 25-02-2008] | 3 comentários Pobreza. Relatório da Comissão Europeia diz que Portugal é o segundo país da UE onde o risco de pobreza infantil é maior. A subida do desemprego, o baixo nível de vida e a elevada taxa de abandono escolar são factores que explicam o retrato negro
Uma em cada cinco crianças portuguesas está exposta ao risco de pobreza, o que faz de Portugal o País da União Europeia, a seguir à Polónia, onde as crianças são mais pobres ou correm maior risco de cair nessa situação. ![]() [Maria do Céu da Cunha Rêgo, 23-02-2008] | 0 comentários “Sabes?! Se calhar não vou ao lançamento ...” E o que começou num sorriso leve, acabou com o olhar a fixar-se, indefinidamente, mais além. Pensei que nunca mais a via. E não vi. Mas ouço-lhe a ironia em vários tons e fico contente pelo aconchego que teve nestes últimos tempos. Mérito dela. Privilégio nosso. Até ao fim, a Madalena soube agregar mulheres e alguns homens em torno de uma boa ideia. ![]() Madalena Barbosa era feminista, palavra maldita em Portugal, palavra que queima [São José Almeida , Público.pt, 23-02-2008] | 1 comentário Madalena Barbosa não foi nunca ministra. Madalena Barbosa não foi nunca secretária de Estado. Madalena Barbosa não foi nunca presidente da Comissão da Condição Feminina, depois Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, agora Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Madalena Barbosa vivia com a mágoa de nunca ter visto reconhecida em Portugal, do ponto de vista institucional, a real dimensão do seu trabalho, a importância do que foi uma vida dedicada, nos últimos trinta anos, à defesa da igualdade e dos direitos das mulheres. ![]() [Miguel Gaspar, Público.pt, 19-02-2008] | 0 comentários A reforma do ensino especializado da música está a ser recebida no meio musical como um remake da carga dos helicópteros do Apocalypse Now: um ataque conduzido por uma ministra disposta a queimar tudo à sua passagem. Sendo plausível que no ministério tenham da Cavalgada das Valquírias a mesma visão funcionalista que os personagens do filme de Coppola. ![]() [Maria João Teles, 17-02-2008] | 1 comentário (...)
Por isso, fiquei muito surpreendida quando, esta manhã, acordei com uma vontade intensa de procurar o endereço do meu blog (até me esqueço dele!) e desabafar. Desabafar porque a tristeza que tem tomado conta de mim, nos últimos tempos, já não se contenta em ser verbalizada com alguns colegas de trabalho (poucos!) que, infelizmente, vão partilhando estes sentimentos de desalento e angústia. ![]() [Manuel Maria Carrilho, DN, 17-02-2008] | 0 comentários O reformismo português encontra-se numa encruzilhada: isto é verdade, tanto em relação ao País e ao Governo, como no que se refere ao sistema partidário. Nesta encruzilhada, o que todos os dados indicam é que os portugueses sentem que o País está melhor mas não basta, que o Governo se renovou mas não chega, e que os partidos se agitam mas não mexem. ![]() [Cipriano Justo, Público.pt, 14-02-2008] | 0 comentários [Joaqui Jorge - Clube dos Pensadores, JN, 06-02-2008] | 1 comentário [19-01-2008] | 1 comentário A petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde e pelo fim das taxas moderadoras é lançada publicamente no domingo e conta entre os primeiros signatários o fundador do SNS António Arnaut, os deputados Manuel Alegre e João Semedo, o recém-reeleito bastonário dos médicos Pedro Nunes e o ex-bastonário dos farmacêuticos e antigo presidente do Infarmed, José Aranda da Silva. A petição também pode ser assinada na internet em www.snsparatodos.net ![]() A Câmara de Lisboa não pode continuar a ser um enorme paquiderme à deriva Caro António Costa [* Helena Roseta, Público.pt, 11-01-2008] | 0 comentários O novo Código do Processo Penal coloca a nu a dificuldade em fazer detenções fora do flagrante delito [Joaquim Jorge *, Público.pt, 11-01-2008] | 0 comentários As fragilidades do Governo e da oposição neste ano, e os modelos económicos que podem servir Portugal. [Rui Ramos, Diário Económico, 03-01-2008] | 2 comentários Peço o título emprestado a um livro do Prof. Adriano Moreira, “Tempo de Vésperas”. Creio que define bem o ano que aí vem em Portugal e no mundo. 2008 será o ano da eleição presidencial nos Estados Unidos da América (EUA), e, em Portugal, o da contagem decrescente para três eleições – europeias, autárquicas, e legislativas – no ano seguinte. ![]() Torna-se necessário que alguma coisa aconteça na esquerda para que alguma coisa mude no país [Cipriano Justo, Público.pt, 27-12-2007] | 1 comentário [Francisco Alegre Duarte, Público.pt, 26-12-2007] | 1 comentário [Ban Ki-moon, Público.pt, 09-12-2007] | 0 comentários Os cientistas já cumpriram a sua missão. Agora compete aos políticos agir.
Já lemos a informação científica. O aquecimento global é real e nós somos uma das causas principais. Já ouvimos as advertências. Se não agirmos desde já, esperam-nos consequências desastrosas. O gelo polar pode derreter. Os níveis do mar subirão. Um terço das nossas espécies vegetais e animais pode desaparecer. Haverá fome no mundo inteiro, especialmente em África e na Ásia Central. ![]() [António Barreto, Público.pt, 09-12-2007] | 2 comentários Os políticos olham para os povos como se estes fossem incómodos para as suas encenações Trapezistas andróginos, papagaios alfabetos, palhaços pobres e ricos, tigres amestrados, magos e contorcionistas: há de tudo. Vieram por três dias, a cidade ficou em quarentena e, ansioso, o mundo espera por resultados. A meio da semana, tudo recomeça, mas só com um grupo selecto que vem assinar nos Jerónimos a inútil constituição europeia alcunhada de Tratado. ![]() [JOAQUIM JORGE, MeiaHora , 05-12-2007] | 0 comentários [Ana Benavente *, Público.pt, 03-12-2007] | 3 comentários [Helena Roseta, Dirigente do MIC, Público.pt, 20-11-2007] | 5 comentários [Joaquim Jorge, Clube dos Pensadores, 12-11-2007] | 0 comentários Fazer com que o maior número de pessoas se comprometa com a defesa do meio ambiente.
Foi uma boa notícia para quem tem preocupações ambientais e se preocupa com o futuro do planeta, terem sido galardoados com o Nobel da Paz, Al Gore e o Grupo Intergovernamental de especialistas da ONU sobre Alterações Climáticas (IPCC). ![]() [Joaquim Jorge, Biólogo, Jornal de Notícias, 07-11-2007] | 0 comentários A propósito do programa Porto Feliz, em que personalidades apelaram para o Governo retomar a sua actividade, notícia do JN, li um artigo de opinião - resposta de Rui Moreira (uma das personalidades) a uma carta aberta enviada por um ex-vereador do PS na Câmara Municipal do Porto, Orlando Gaspar. O meu espanto foi enorme. ![]() [José Manuel Fernandes, Público.pt, 03-11-2007] | 1 comentário [António Barreto, Público.pt, 28-10-2007] | 0 comentários [José Manuel Fernandes, Público.pt, 24-10-2007] | 1 comentário [Joaquim Jorge, Público.pt, 16-10-2007] | 2 comentários [ Joaquim Jorge, http://clubedospensadores.blogspot.com, 14-10-2007] | 0 comentários [Helena Roseta, Público.pt, 12-10-2007] | 2 comentários [Machado da Graça, Público.pt, 03-10-2007] | 0 comentários [Maria Filomena Mónica – Historiadora, Público.pt, 30-09-2007] | 1 comentário [Joaquim Jorge, Biólogo, Público.pt,, JN, 28-09-2007] | 1 comentário Que moral tem um partido para falar em democracia, se não a pratica?A disputa das eleições internas no PSD tem suscitado opiniões perfeitamente díspares do "inner circle" lisboeta, tendo como proeminências Vasco Pulido Valente e Pacheco Pereira, achando que estas eleições nada resolvem e acrescentam, mostrando um ódio de estimação pela candidatura de Menezes. ![]() [Pedro Afonso, Médico psiquiatra, Público.pt, 27-09-2007] | 1 comentário [Manuel Maria Carrilho , Diário Noticias, 25-09-2007] | 2 comentários [Público.pt, 21-09-2007] | 0 comentários [Cipriano Justo, Público.pt, 20-09-2007] | 1 comentário [Paulo Ferreira, Público.pt, 19-09-2007] | 0 comentários [Jorge Barbosa, 10-09-2007] | 1 comentário O ser humano tem dificuldade em processar as novidades. Mais do que não ser capaz de tomar imediatamente posição crítica sobre elas, parece ficar temporariamente limitado na sua faculdade de simplesmente as ajuizar. Não é que não as detecte; o que acontece é que não as vê como susceptíveis de serem ajuizadas, sem antes terem alguma consequência. ![]() [Manuel Carvalho, Público.pt, 03-09-2007] | 0 comentários A deslocação pelo país fora de cinco ministros e de 13 secretários de Estado para entregar mais computadores é uma operação supérflua e contraproducente. O Governo repete hoje a acção que, em finais de Julho, levou 18 ministros e secretários de Estado a outras tantas cidades do país para entregar computadores no âmbito do programa @iniciativas. Já na semana passada tinha feito o mesmo, embora numa escala mais comedida. ![]() [*António Vilarigues, Público.pt, 03-09-2007] | 0 comentários Como facilmente se comprova, é falsa a tese de que "o mercado de trabalho precisa de ser mais flexível"Um dos problemas quando se aborda o tema desemprego é o grande peso dos dados numéricos. Esquecemo-nos com demasiada frequência que por detrás de cada desempregado(a) está uma pessoa concreta. Com os seus sonhos, as suas esperanças, as suas ambições. Com a sua realidade familiar. Está um pai, uma mãe, um filho, uma filha, um irmão, uma irmã. Muitas vezes, demasiadas mesmo, está uma família inteira. ![]() [* Francisco Teixeira da Mota, Público.pt, 03-09-2007] | 4 comentários Contra o jornalismo de sarjeta, marchar, marchar! Infelizmente, a troika socialista para a comunicação social (Vital Moreira, Santos Silva e Arons de Carvalho) vai conseguir instaurar em Portugal, o mais "regulado" ou "condicionado" regime da liberdade de expressão e de informação que, muito provavelmente, existirá em qualquer Estado democrático de direito. ![]() [Luís Campos e Cunha, Público.pt, 31-08-2007] | 0 comentários O que é o Nada? É a oposição em Portugal. Diria mesmo que é a prova da existência do Nada. O período de Verão (se a isto podemos chamar Verão) não é propício a grandes dissertações. Por um lado, as pessoas exigem férias-férias, por outro não há notícias. Se olharmos os jornais, temos as notícias sobre a crise financeira que não interessa a ninguém, obviamente, e o resto são cabeçalhos para embrulhar em papel de jornal. Se não há assunto, se tudo é nada, então, falemos disso mesmo: do Nada. ![]() [Baptista Bastos, Negócios.pt, 27-08-2007] | 0 comentários O facto de o belíssimo edifício do consulado português de Sevilha correr o risco de ser entregue, por este triste Governo, ao Estado espanhol, tem suscitado alguns protestos, não tantos quanto seria desejável. Os comentadores do óbvio, os estipendiados e aqueles que aguardam, ansiosos, sinecuras, têm ignorado o assunto. ![]() [Ana Gonçalves, Público.pt, 27-08-2007] | 1 comentário O Instituto Nacional de Estatística divulgou dados que apontam para um agravamento da precariedade do emprego. De facto, os dados divulgados pelo INE apenas confirmam aquilo que é sobejamente conhecido: os vínculos laborais são cada vez mais precários, aliás, a precariedade é encarada em Portugal como sendo uma inevitabilidade. ![]() O Fio do Horizonte Comício de Verão [Eduardo Prado Coelho, Público.pt, 25-08-2007] | 0 comentários No seu habitual comício de Verão do PSD/Madeira, lá tivemos Alberto João Jardim a vociferar com a habitual virulência e desfaçatez. Conseguisse ele imaginar o que a esmagadora maioria dos portugueses do continente pensa destas vistosas performances e talvez não exibisse tamanha arrogância. Mas não consegue, e, por isso, fica ali, naquele estardalhaço ensolarado, a vacilar entre o ridículo e o patético. ![]() [Pedro Sales, Blog 0 de conduta, 23-08-2007] | 0 comentários Esta semana, através de vários estudos do Eurostat e de pequenas notícias nos jornais ou suplementos económicos, ficámos a saber que os portugueses ganham menos 40% do que a média europeia e que o fosso
salarial entre os mais ricos e os mais pobres em Portugal voltou a bater recordes , estando quase duas vezes acima da média europeia a 15. Ainda antes das alterações às reformas aprovadas pelo Governo, já somos o terceiro país onde as pessoas trabalham mais anos e se reformam mais tarde da Europa a 25. ![]() [Joaquim Jorge, Público.pt, 22-08-2007] | 1 comentário Intervenção de Manuel Alegre [Manuel Alegre, 12-08-2007] | 0 comentários Não sei se quando Torga se debruçava sobre o Mondego olhava apenas as suas águas. Talvez se debruçasse sobre os grandes rios do Mundo e os outros, mais obscuros e profundos, da sua imaginação. Ou talvez se debruçasse sobre si mesmo, sobre as perguntas que constante e dolorosamente se fazia e constituem o cerne da sua escrita. ![]() [Santana Castilho, Professor do ensino superior, Público.pt, 02-08-2007] | 1 comentário [Baptista Bastos, Público, 01-08-2007] | 4 comentários Numa maçadora entrevista à SIC, o nosso querido primeiro-ministro tentou minimizar e, até, desacreditar o artigo de Manuel Alegre, no Público, no qual criticava o autoritarismo e o medo ressurgentes. Sócrates repetiu o já por nós sabido. E os entrevistadores, apesar da agressividade sorridente, apenas expuseram a modéstia dos pessoais recursos. ![]() [João Correia, Público, 01-08-2007] | 3 comentários [Alexandre Azevedo Pinto, Jornal do Centro, 27-07-2007] | 2 comentários O título original e grande parte deste texto foi escrito no “dia seguinte” às últimas eleições presidenciais e depois da reflexão, que na altura fiz, sobre os resultados da candidatura presidencial de Manuel Alegre e do seu impacto na sociedade e na política em Portugal. A candidatura da Helena Roseta, à Câmara Municipal de Lisboa e os resultados por ela alcançados, há cerca de duas semanas, por analogia replicam muito daquilo que na altura escrevi. Vou neste texto procurar relembrá-lo e enfatizá-lo. ![]() [São José Almeida, Jornalista, A Semana Política, Público.pt, 28-07-2007] | 0 comentários [Joaquim Jorge, Biólogo, Publico.pt, 27-07-2007] | 0 comentários Quanto mais os partidos demorarem a reformar-se, mais provável será que se tornem desnecessários ao sistema. A vida política atravessa um ciclo de desinteresse da parte dos cidadãos e desconfiança nas instituições. A democracia está a viver uma crise de confiança, os cidadãos acreditam cada vez menos nos políticos, sendo prova disso a fraca participação nos actos eleitorais. ![]() [Loureiro dos Santos-General, Público.pt, 24-07-2007] | 1 comentário [Manuel Alegre, 23-07-2007] | 18 comentários Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á. Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da Pide. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela. ![]() Madeira [Amílcar Correia, Público.pt, 22-07-2007] | 1 comentário O Presidente da República quebrou o seu silêncio para dizer que os cidadãos podem recorrer à justiça quando uma determinada lei não é aplicada, o que é o caso. A recusa do Governo Regional da Madeira em aplicar uma lei promulgada pelo Presidente da República coloca-nos perante a absurda divisão do país em dois. ![]() [JOAQUIM JORGE, Perspectiva/Publico, 06-07-2007] | 1 comentário Depois da votação espectacular que teve na corrida presidencial e do “sinal” dado pelo povo português, fazendo história em que esta candidatura foi um espaço emergente de um movimento transversal aos partidos, inovador, contra o desinteresse de parte dos cidadãos e a desconfiança nas instituições. Estimulando a reinventar a democracia, tornando-se um espaço de activismo cívico e de democracia participativa, fazendo ver a necessidade de uma evolução dos partidos, passando por laços entre representantes e representados que deverão tornar-se menos contractualizados e mais participativos. ![]() [António Chora, Público, 05-07-2007] | 0 comentários Os favores ao patronato, a serem postos em prática, mostrarão que o Ministério de Vieira da Silva é efectivamente o da CIPA comissão encarregada de elaborar o Livro Branco das Relações Laborais apresentou o seu trabalho. E que trabalho! Constituída por especialistas reconhecidos na matéria, a verdade é que muitos são funcionários de departamentos ligados ao Ministério do Trabalho e ao Governo, o que suscita dúvidas sobre a sua independência. Dito isto, há que analisar o projecto no que toca às propostas mais gravosas para os trabalhadores. ![]() [José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com/, 25-06-2007] | 1 comentário O facto de ter sido possível chegar a um acordo sobre “um tratado europeu simplificado” é um facto que vai ter uma enorme importância sobre o nosso futuro colectivo, enquanto portugueses ou apenas residentes em Portugal. Teremos por isso de nos manter informados e atentos e de participar neste processo tanto quanto possível.
Depois do denominado projecto de Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa, ter sido bloqueado pela vitória do “não” nos referendos realizados em França e na Holanda, parece ter-se aberto a porta para uma aprovação de um novo tratado que seja ratificado e entre em vigor antes das próximas eleições para o Parlamento Europeu. ![]() A realidade tem vindo a desmentir as teorias do fim da História [André Freire, Professor de Ciência Política (ISCTE), Publico.pt, 22-06-2007] | 1 comentário Terminou mais uma cimeira do G8, onde se reuniram os líderes das oito maiores potências mundiais. Fora do recinto, reuniram-se cerca de 100 mil manifestantes que se batem contra a presente globalização e por formas de globalização alternativas. Na versão actualizada de um livro (Globalism: Market Ideology Meets Terrorism) que, em 2003, recebeu um prémio da Associação Americana de Ciência Política, Manfred Steger faz uma distinção entre "Globalização" e "Globalismo". ![]() [Pedro, http://ailhadodiaantes.blogspot.com/, 24-05-2007] | 1 comentário Quando sabemos que estamos a perder a liberdade? Não sei dar uma resposta. Mas posso colocar questões legítimas? Ainda tenho essa liberdade?
Os últimos meses vêm gerando, na imprensa e opinião publicada, algumas dúvidas. Posso, brevemente, retomar algumas. A primeira, mais recente, diz respeito ao episódio de um professor da Direcção Regional de Educação do Norte que, por alegadamente ter proferido um comentário insultuoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro, foi expulso das suas funções e processado. ![]() Manuel Alegre não ganhou a eleição em que participou, mas teve o condão de fazer ver que é possível e lançou as sementes para muitas independências. [Joaquim Jorge, http://clubedospensadores.blogspot.com/, 24-05-2007] | 4 comentários [Pacheco Pereira, Público, 19-05-2007] | 1 comentário Na candidatura de Costa já se pode perceber como funciona essa enorme pressão do poder, típica das candidaturas que já "ganharam antes de ganhar".
Nós pensamos muitas vezes apenas nos partidos, mas, em democracia, mais importante do que os partidos é a dualidade poder-oposição ou, melhor ainda, a existência ou não de um tónus crítico do debate público que não seja afectado pela presença obsessiva do poder. Liberdade não só no papel, mas também nas cabeças. E essa não só falta, como está a ficar cada mais rarefeita. ![]() [José Manuel Fernandes, Público, 12-05-2007] | 3 comentários [José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com, 06-05-2007] | 0 comentários Manuel Alegre lançou esta semana um belíssimo livro de poesia intitulado “Doze Naus”
A escritora, professora e ensaísta Yvette Centeno apresentou-o de uma forma clara e precisa, como poderão constatar todos os que lerem o livro e as suas palavras, aqui. ![]() [José Pacheco Pereira, Público, 05-05-2007] | 0 comentários Por detrás de Carmona Rodrigues, ao lado, em cima, a aplaudir às claras, a conspirar às escuras, a conspirar às claras, a mover-se quer como um polvo, quer como aqueles pombos que vinham nos livros antigos de zoologia, um a que tinham tirado o cérebro e ficava firme e hirto, outro a quem tinham tirado o cerebelo e ficava ali pousado na sua própria gravidade, está uma entidade pouco visível em todo este processo. Na sua declaração, Carmona Rodrigues referiu-se-lhe de passagem sem a nomear. Esta terceira entidade na crise lisboeta, não sendo decisiva em nada de importante como seja ganhar eleições, é fundamental nas peripécias. Ora peripécias é o nome do processo de Lisboa a partir de agora. Esta entidade é o aparelho político do PSD em Lisboa, a distrital de Lisboa.
![]() [José Vítor Malheiros, Público, 09-05-2007] | 2 comentários [Eduardo Lourenço, Público, 06-05-2007] | 0 comentários [Rui Tavares, Público, 03-05-2007] | 0 comentários 1. O lema da cidade de Lisboa é "Mui nobre e sempre leal". Carmona Rodrigues deve deixar a presidência da cidade porque demonstrou não entender o sentido desta frase. Não porque é arguido. Mas porque, passada uma semana sobre as primeiras notícias de que o era, ainda não se dignou informar disso os seus concidadãos. ![]() [José Leitão, blogue inclusão e cidadania, 29-04-2007] | 0 comentários A designação de Jorge Sampaio como Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações pelo Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, é uma boa notícia porque representa um empenhamento reforçado das Nações Unidas nesta área e porque o escolhido é uma personalidade competente para desempenhar estas funções, como se apressaram a sublinhar os governos de Espanha e da Turquia. ![]() O 25 de Abril é um dos poucos feriados "vivos" que ainda existem [José Pacheco Pereira, Público ( excerto ), 28-04-2007] | 0 comentários O discurso presidencial na Assembleia da República no dia 25 de Abril repetiu mais uma vez um tema recorrente nesse tipo de discursos: o que fazer com este dia para ele parecer "vivo" e não morto? O que fazer com o 25 de Abril para não parecer mais um dia em que não se trabalha e se vai para o Algarve? A pergunta já fora feita por Eanes, Soares e Sampaio, quer a propósito do 25 de Abril, quer a propósito do 5 de Outubro. O que é que leva os presidentes a interrogar-se sobre o sentido do seu papel nas sessões solenes da Assembleia da República todas as vezes que têm de falar num feriado com origem histórica e cívica, já que nunca vi nenhum presidente interrogar-se sobre os feriados religiosos? ![]() [José Leitão, blogue inclusão e cidadania, 22-04-2007] | 3 comentários [Elísio Estanque, http://boasociedade.blogspot.com, 15-04-2007] | 0 comentários No momento em que se celebra mais um aniversário do 25 de Abril de 1974, e perante as profundas transformações que na última década vêm fustigando o campo do trabalho no nosso país (e no mundo), fará sentido interrogarmo-nos onde pára o espírito da Revolução dos Cravos? A mentalidade servil e conformista que se vem espalhando em diferentes áreas do emprego não será a negação sociológica das promessas de Abril? ![]() [Ricardo Pais Mamede, Público, 16-04-2007] | 1 comentário Eleições em Timor [Adelino Gomes, Público, 08-04-2007] | 2 comentários São três as grandes notícias desta campanha. Duas têm a ver, directamente, com o acto eleitoral. A terceira não. E no entanto, está-lhe intimamente ligada. Bem pode dizer-se, até, que condiciona, em enormíssima parte, a sua leitura.
A calma, ainda que relativa, com que decorreu a campanha surpreendeu muita gente. O mesmo quanto à capacidade mobilizadora da candidatura de Lu-Olo, que organizou, de longe, as maiores concentrações. Em contraste com uma talvez ainda mais surpreendente incapacidade do actual primeiro-ministro e Nobel da Paz, José Ramos-Horta, de atrair multidões significativas onde quer que se deslocasse em campanha. ![]() [Manuel Alegre, www.manuelalegre.com, 05-04-2007] | 0 comentários Veja o programa do Congresso [José Leitão, blogue inclusão e cidadania, 01-04-2007] | 0 comentários Enquanto Lisboa se prepara para protagonizar um debate fundamental em termos da agenda internacional sobre direitos humanos dos imigrantes, verificou-se, a colocação e um cartaz anti-imigrantes por iniciativa de um partido racista e xénofobo.
É um gesto racista que tem de ter a resposta adequada por parte de todos os defensores dos direitos humanos. O racismo é sempre um atentado contra a humanidade no seu conjunto, porque põe em causa o laço de fraternidade que une todos os seres humanos, que são membros de uma única família humana. ![]() [José Vítor Malheiros, Público, 25-03-2007] | 0 comentários O seu nome parece ter querido dizer "sol poente" ou "continente" e surgiu algures na Grécia. Quanto a ela própria, ninguém sabe se foi a primeira a usar o nome ou se foi apenas a mais conhecida de uma longa linhagem. Há quem diga que uma filha do Oceano já se tinha chamado assim e essa pode ter sido a razão do baptismo.
![]() [Luís Campos e Cunha, Professor universitário, Público, 16-03-2007] | 0 comentários [José Vítor Malheiros, Público, 13-03-2007] | 1 comentário [São José Almeida, Público ( excerto ), 03-03-2007] | 0 comentários [Rui Tavares, Público, 28-02-2007] | 0 comentários Ao contrário do que pretende um discurso recorrente, os portugueses não vivem anestesiados pelo Estado-providência, que chegou tarde, a más horas, em pouca quantidade e com breve duração a Portugal. Os portugueses sabem que cada vez mais, quando adoecerem, quando forem despedidos, quando deixarem de poder trabalhar, ficarão entregues a si mesmos. ![]() [José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com/, 18-02-2007] | 3 comentários Para justificar a introdução da flexigurança, entre nós, tem-se invocado a rigidez do mercado de trabalho e da legislação dos despedimentos. Convém, contudo, ser mais rigoroso. A única área em que o despedimento é rodeado de maiores garantias do que em outros países europeus é a do despedimento individual com invocação de justa causa.
![]() [José Vítor Malheiros, Público, 20-02-2007] | 1 comentário [Vital Moreira, Público, 13-02-2007] | 1 comentário Como escrevi num depoimento para o jornal El País no sábado passado, o que se decidia no referendo não era somente saber se o aborto voluntário deveria, ou não, deixar de ser crime em Portugal. Tratava-se também um "teste civilizacional", entre a pré-modernidade ou a modernidade, entre a confusão ou a separação entre a ordem moral e a ordem penal, entre o império religioso ou o Estado laico. Como explicou, por sua vez, Eduardo Lourenço, estava em causa mais um confronto entre o Portugal rural, católico e conservador e o Portugal urbano, laico e liberal. ![]() [Elísio Estanque, http://boasociedade.blogspot.com, 18-02-2007] | 1 comentário A actual convulsão do mercado de trabalho e a crescente precariedade no emprego, induzidas pela globalização da economia, recolocaram de novo as desigualdades sociais no centro das preocupações. E a desvalorização dos títulos académicos, no quadro das mudanças em curso no ensino superior, insere-se nesse processo. ![]() [Pio de Abreu, http://www.odespertar.com.pt, 07-02-2007] | 3 comentários Nas discussões sobre o próximo referendo, raras vezes tenho ouvido a decisiva palavra: amor. Tenho ouvido, sim, sobretudo pela parte dos adeptos do não, um fundamentalismo irracional cheio de zanga e intolerância, um desprezo punitivo pelos momentos mais dramáticos das mulheres concretas, reais e normais. ![]() [Helena Roseta, Semanário, 09-02-2007] | 0 comentários A liberdade de decisão da mulher é a verdadeira questão à qual o Não e o Nim não querem dar resposta.
O que está em causa é um problema de poder. Do poder de ditar as regras, que durante séculos foi monopólio da Igreja Católica, mas que num Estado laico tem de pertencer aos órgãos democraticamente eleitos. ![]() [Maria do Céu Cunha Rego, Público, 06-02-2007] | 2 comentários Lembra-se das passagens de nível? Lembra-se das placas rectangulares onde se lê em letras grandes e grossas: "Pare, escute e olhe"? E quando o comboio lá vem, e enquanto passa, há um tttrrrrrriiiiiiiiiiiiimm estridente e salvador, a impedir distracções ou imprudências.
Esta é uma semana de Pare, escute e olhe, que o comboio é pesado e esmaga mesmo. ![]() [Manuel Rocha Carneiro, O Ilhavense, 01-02-2007] | 5 comentários [José Leitão, Público, 04-02-2007] | 1 comentário A penalização do aborto constitui um factor de maior sofrimento e de reforço da discriminação dos que são vítimas na sociedade. Considero que a nossa intervenção cívica e política deve ter como um dos objectivos eliminar o sofrimento evitável e penso que a prevenção do aborto não exige a penalização dos que se verificam até às dez semanas. Confio na consciência bem informada e no sentido de responsabilidade das mulheres e dos cidadãos, em geral, para conseguir que o aborto seja raro.
![]() Editorial do partido socialista suíço [Diana Rizzolio, Editorial do sítio do PS de Genève ( excerto ), 25-01-2007] | 0 comentários Un livre écrit par les professionnels du Planning familial genevois, pionnier en Suisse, a été publié récemment pour marquer les quarante ans de son existence. C’est l’occasion de rappeler que la dépénalisation de l’Interruption Volontaire de Grossesse (IVG) n’a enfin été acceptée en Suisse, qu’en juin 2002, il y a moins de 5 ans, à l’occasion de la 4e votation sur ce sujet. La lutte politique en faveur du régime du délai a duré 30 ans et avait débuté avec le lancement d’une initiative populaire en 1971. ![]() [Miguel Vale e Almeida, antropólogo e mandatário Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo SIM , Le Monde Diplomatique, edição portuguesa, Janeiro de 2007, 21-01-2007] | 10 comentários No debate sobre a despenalização da IVG talvez convenha começar por recordar que um feto é «vida». Assim como o é também um embrião. É óbvio inclusive que ambos são vida da espécie humana. É por isto ser tão óbvio que tanto os apoiantes do «Sim» como os apoiantes do «Não» concordam que a decisão quanto a abortar é um problema moral e ético que se coloca a quem tem que decidir. ![]() O fio do horizonte [Eduardo Prado Coelho, Público, 18-01-2007] | 3 comentários É óbvio, mete-se pelos olhos dentro, só não vê quem é cego, e o pior cego é o que não quer ver, que a Igreja está a fazer uma denodada campanha contra o aborto e a incitar toda a gente a que se vote "não". Mas quando perguntam a monsenhor Luciano Guerra se o Santuário de Fátima é a sede da campanha da Igreja a favor do "não", ele responde com a maior serenidade: "Não há uma campanha da Igreja. O que há é uma evangelização em defesa da vida." ![]() [José Leitão, blgue inclusão e cidadania, 14-01-2007] | 1 comentário Os recentes acontecimentos da Guiné-Bissau desde o assassinato por desconhecidos de Lamine Sanhá, ex-chefe do Estado Maior da Armada e que foi um dos mais próximos aliados do brigadeiro Ansumane Mané, líder da ex-Junta Militar, que derrubou Nino Vieira, estão a ser seguidos com angústia e preocupação em Portugal, onde vivem muitos milhares de guineenses, muitos dos quais são hoje também cidadãos portugueses. ![]() Crónica publicada sob o título "Notas Imperfeitas" [José de Faria e Costa, O Primeiro de Janeiro, 11-11-2006] | 0 comentários Todos percebem a enorme dose de cinismo e de dissimulação quando vemos os mais altos representantes da Administração americana exultarem de fervor democrático e de júbilo pela aplicação da Justiça quando se sabe que Saddam Hussein, ao praticar tantas das suas mais violentas atrocidades, era um aliado fiel e querido dos Estados Unidos. Então servia. Agora é um reles e “descartável” bode expiatório. ![]() [Madalena Barbosa, Público, 04-01-2007] | 0 comentários Crónica publicada sob o título "Notas imperfeitas" [José de Faria e Costa, O Primeiro de Janeiro, 06-01-2007] | 0 comentários [José Leitão, blogue inclusaoecidadania.blogspot.com , 02-01-2007] | 5 comentários Não podia deixar de condenar a execução de Saddam Hussein, realizada, aliás apressadamente, quando ainda estava ser julgado por outros crimes de que era acusado, com um grande envolvimento dos Estados Unidos em todo este processo, tudo isto deixando muitas dúvidas de que tenha tido um julgamento justo, pese embora sejam públicos e notórios muitos dos graves crimes de que era acusado. ![]() Discursos proferidos na AR [28-12-2006] | 0 comentários Dada a actualidade do tema, recordamos as intervenções
de Manuel Alegre na Assembleia da República em 1984, 1997 e 1998, a favor da despenalização da IVG. Os textos integrais podem ser consultados no sítio de Manuel Alegre. ![]() [Elísio Estanque, Revista Figueira 21, Novembro 2006, 20-12-2006] | 0 comentários As transformações sociais em curso a nível global nas últimas décadas induziram uma nova dinâmica na vida das cidades. Há um vasto conjunto de exemplos de centros urbanos de variadas dimensões, localizados em diferentes continentes e com tradições históricas muitos diversificadas (Newcastle, Liverpool, Nantes, Toronto, Bilbau, Barcelona, Porto Alegre, etc) onde tem sido possível pôr em prática experiências de reconversão urbana e formas de gestão extremamente inovadores, quer do ponto de vista da preservação do património histórico e arquitectónico, quer do ponto de vista do desenvolvimento local e regional. ![]() Reportagem sobre democracia participativa [Alexandra Reis, Público, 19-11-2006] | 3 comentários Embora ainda residual, o fenómeno da democracia participativa está a ganhar peso nos municípios portugueses, onde cada vez mais as populações são chamadas a dar sugestões ou até a definir elas próprias as prioridades da gestão autárquica. Há quem veja nele um antídoto para a apatia política generalizada. Para outros, porém, do que se trata aqui é da pura demissão do exercício do poder. ![]() [Luís Martinho do Rosário, JN, 09-12-2006] | 1 comentário [Marina Costa Lobo, DN , 02-12-2006] | 1 comentário Cavaco Silva cumpriu o prometido na campanha eleitoral anunciando na quarta-feira passada que convocaria o referendo sobre o aborto para 11 de Fevereiro de 2006. Este anúncio foi feito no seguimento da aprovação pelo Tribunal Constitucional da pergunta tal como ela vai ser formulada aos portugueses, nomeadamente se concordam com a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas num estabelecimento de saúde por livre vontade da mulher.
![]() [Elísio Estanque, Público, 25-11-2006] | 1 comentário A Revolução de Abril de 1974 celebrou com cravos a chegada da liberdade. Mas trinta e dois anos depois e vinte após a integração europeia, o nosso país continua a manifestar sinais preocupantes de que existe medo e ressentimento na sociedade. Já não o medo da repressão e do autoritarismo do regime, mas um sentimento difuso, um “medo social”, que neutraliza a afirmação do Sujeito consciente e livre, que o impede de dizer o que pensa e de se assumir como cidadão. Por que será que isto acontece? ![]() Manuel Alegre sobre o Congresso do PS [Manuel Alegre, Sol, 18-11-2006] | 7 comentários Por que razão alguns dos que travaram os combates perigosos, enfrentando a Pide e a repressão, de repente se calam e parecem acomodados? E como se explica que outros, que nunca teriam coragem de emitir sequer um sopro em plena ditadura, se comportem como se tivessem o poder na barriga? Não tenho para isso uma resposta clara. Ocorrem-me Hegel e o seu princípio das religiões orientais: “És tanto mais quanto mais de despes de ti mesmo e te diluis numa substância alheia.” Qual? O poder? Talvez a época e a sua circunstância. ![]() [Cipriano Justo, Sol, 04-11-2006] | 1 comentário [José Leitão, blogue inclusaoecidadania.blogspot.com , 05-11-2006] | 1 comentário [São José Almeida, Público, 04-11-2006] | 1 comentário [Vasco Pulido Valente, Público, 04-11-2006] | 0 comentários Nunca percebi muito bem o que era esse impalpável "estado de graça", que aparentemente na última semana Sócrates perdeu. O "estado de graça" pode ser, em primeiro lugar, a aprovação pública do Governo. Mas, nesse caso, Sócrates já perdeu o "estado de graça" há muito tempo. Tanto as locais como as presidenciais, duas claríssimas derrotas, foram com certeza sinais de um descontentamento profundo, mesmo sem contar com a candidatura de Alegre. ![]() [André Freire, Professor de Ciência Política, Público, 30-10-2006] | 3 comentários [Elísio Estanque, Diário de Coimbra, 30-10-2006] | 0 comentários [Rui Tavares, Público, 28-10-2006] | 0 comentários [António Perez Metelo, DN, 27-10-2006] | 1 comentário Emanado da capital norte-americana, surgiu na década de 80 o decálogo das boas práticas financeiras para todos os países que quisessem aspirar a fugir das trevas do subdesenvolvimento. A lei suprema era a livre e irrestrita circulação de capitais. Os sumos sacerdotes deste culto assumiam o avatar discreto do Fundo Monetário Internacional (FMI). ![]() [24-10-2006] | 1 comentário [Manuel Alegre, Revista Figueira 21,Outubro 2006, ano 1, nº 1, 22-10-2006] | 0 comentários [Pacheco Pereira, http://abrupto.blogspot.com, 06-10-2006] | 0 comentários [José Leitão, http://inclusaoecidadania.blogspot.com, 22-10-2006] | 0 comentários [Helena Garrido, DN, 21-10-2006] | 2 comentários Em Bruxelas, o primeiro-ministro José Sócrates debatia em cimeira a estratégia europeia para realizar poupanças de 20% no consumo de energia até 2020. Em Lisboa, o seu ministro da Economia, Manuel Pinho, adiava problemas passando o aumento do preço da electricidade de 15,7% para 6% em 2007. Em 2008... logo se vê. ![]() [Nicolau Santos, Expresso, rubrica "Cem por Cento", 21-10-2006] | 1 comentário [Manuel Alegre, http://www.manuelalegre.com, 18-10-2006] | 10 comentários Com base num estudo de Cristina Reis, da Price Waterhouse Coopers, referido pela edição do DN de 17.10.06, ?os deficientes foram muito penalizados na proposta de Orçamento?. De acordo com a simulação da consultora, ?em alguns casos o agravamento pode chegar aos 12%.? Comentei que, a ser verdade, tal seria inaceitável, do ponto de vista de uma sociedade inclusiva e solidária, e fiz um apelo ao governo para, no caso de tal se confirmar, reconsiderar a sua posição. ![]() [Manuela Arcanjo, Professora do ISEG, DN, 16-10-2006] | 0 comentários Pode um governo desenvolver um conjunto de acções tendentes a criar na opinião pública uma imagem extremamente negativa dos funcionários públicos?
Pode, por razões estratégicas, mas não deveria. Por dois motivos: primeiro, a maioria dos aspectos negativos deve ser imputada à própria entidade patronal (Estado); segundo, a "mensagem" é injusta por revelar apenas um dos lados da apreciação. ![]() ( Excerto ) [André Freire, Professor de Ciência Política (ISCTE), Público, 16-10-2006] | 6 comentários É incompreensível que os detentores de capital tenham sido tão pouco chamados a participar nos esforços de ajustamento que afectam os restantes portugueses. Portanto, para usar os termos de Adam Przeworski, em matéria de redução das diferenças entre capital e trabalho o PS parece ter passado do "reformismo" à "resignação". ![]() Excerto do original em francês [Jacques Julliard, directo delegado da redacção, Nouvel Observateur edição on-line, 12-10-2006] | 0 comentários "Le développement des moyens modernes de communication (médias interactifs, internet, blogs, sondages) vient d?entrer à son tour en concurrence et avec le système représentatif et avec le suffrage universel. Le règne des partis a été longtemps l?expression ultime de ce double système. Il touche à sa fin. D?où la fureur des apparatchiks à l?idée que c?est l?opinion qui est en train de devenir "la reine du monde" (Pascal). ![]() Elísio Estanque [26-04-2006] | 7 comentários |
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